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quinta-feira, 14 de junho de 2018

10/06/2018 - Maratona Internacional de Porto Alegre / RS

Foto: Foco radical
Maratona Internacional de Porto Alegre 2018

Pela 3ª vez participei da Maratona Internacional de Porto Alegre (2013, 2014 e agora em 2018). Tive que pular as 3 últimas edições pois a data coincidia com a da Meia maratona de Floripa, que é a minha preferida das meias maratonas. Como esse ano elas ficaram defasadas por uma semana pude me inscrever para os dois grandes eventos.

A Maratona de Porto Alegre é a minha preferida das maratonas por causa do seu percurso bem plano e com temperaturas bem fresquinhas, sendo considerada a mais rápida do Brasil e ideal para quem busca melhorar o tempo na distância. Era a minha principal aposta para voltar a entrar no ranking brasileiro de maratonistas, organizado pela Revista Contra-Relógio.

A minha preparação foi bem prejudicada, primeiro por uma provável reação a vacina contra a  febre amarela, que me deixou com fraquezas e dores por vários dias. Em seguida a perna esquerda (provável síndrome do trato da banda iliotibial) começou a incomodar e se estendeu até duas semanas antes da prova. Diante disso, o maior longo que consegui fazer foi de 24 km e algumas corridas de 21 km. Fiz até um certo volume de rodagens, mas sempre curtas e em ritmo bem leve.

Faltando cerca de um mês pensei  em abortar a missão maratona. Como opções teria a meia maratona ou a corrida rústica de 7,5 km, em Porto Alegre, uma vez que já tinha confirmado que iria. Pensei, pensei, e resolvi que se as dores sumissem até às vésperas eu iria encará-la, mesmo que não pudesse buscar o meu objetivo. E foi o que aconteceu. Com duas semanas antes não sentia mais a dor, porém a preparação (longões) foi praticamente zero.

Esse ano optei por ir de carro com alguns amigos Loucos por Corridas, Ju, Jabson, Renato, Jany e a Aninha. Acompanhado fica mais fácil e mais viável, ainda mais quando a distância não é tão grande assim. Saímos no sábado de madrugada, véspera da prova, rumo ao Barra Shopping Sul, onde estava sendo feita a entrega dos kits. Chegamos cedo, por volta de 11:30.

O preço único do estacionamento do shopping foi R$ 10 e a estrutura da Expo foi montada nele mesmo em uma área externa. Estava bem movimentado por lá com a chegada de vários atletas de outros estados. Houve divisões para entrega dos kits da maratona e da meia maratona / rústica. A fila da maratona estava maior, mas andou rápido. Havia vários stands de produtos e acessórios esportivos, painéis para fotos, distribuição de café, e até área de descanso. Também distribuíram as pulseiras de pelotões, baseado na nossa expectativa de tempo para a prova. Acho que eram uns 6 pelotões.

Os kits foram diferentes. No da maratona além da camiseta do evento já acompanhava também a camiseta de finisher, e o chip era de pulso e retornável. No kit da corrida rústica e da meia maratona o chip era descartável e não tinha a camiseta de finisher.

O dia estava lindo no sábado, limpo e bem agradável, mas a previsão anunciada durante toda a semana para o dia da prova era de 100% de chuva. E muito gente duvidou que isso iria acontecer, inclusive eu.

Ficamos no Hotel Catedral Plaza, cerca de 500m do hotel oficial do evento, Master Express Perimetral (este já não tinha mais vaga quando fui reservar). Lá é um dos pontos de onde partem os ônibus levando os atletas até a largada no dia da prova. Muito útil esse serviço disponibilizado pela organização para não precisarmos depender de UBER ou táxi, que praticamente somem quando tem um evento desse porte.

No domingo pela manhã, conforme previsto, o dia amanheceu chuvoso mesmo e já nas instalações ao redor do shopping os atletas se abrigavam no locais cobertos onde era possível. O shopping estava fechado, mas o acesso ao estacionamento estava aberto. Como o guarda-volumes ficou dentro do estacionamento coberto nos protegemos por lá até onde foi possível.

As largadas da meia maratona e da maratona, previstas para às 7:30 foram separadas, bem como o acesso ás mesmas. Dessa forma na hora de nos alinharmos, a Aninha, a Ju, a Jany e o Renato foram para o lado da meia maratona. Eu e o Jabson para o da maratona. Não vi divisão alguma quanto a separação dos pelotões.

Resisti em colocar a capa de chuva, mas faltando poucos minutos para a largada, que teve um atraso de 5 minutos, tive que usar. Já estava chovendo forte e com muitos relâmpagos. Fiz a largada com a capa de chuva e corri com ela por um bom tempo. Até me protegia um pouco do frio e do vento. Larguei bem moderado até conseguir esquentar, o que estava difícil. A ideia seria manter o pace médio em torno de 5:30 min/km depois que regularizasse. Engraçado que dada a largada os maratonistas correram por um lado da avenida e os meias maratonistas pelo outro no mesmo sentido, e depois se juntavam todos.

Saindo do Shopping viramos à esquerda fazendo uma volta pelos bairros Vila Assunção e Tristeza. Com cerca de 7,5 km percorridos, passamos novamente pelo ponto de largada. Deve ter sido esse o percurso da corrida rústica (7,5 km), que teve a sua largada às 8 horas. Fomos então no sentido do centro histórico, tendo a nossa esquerda a vista para o Lago Guaíba.

Esse início, apesar da chuva, estava tranquilo e corria dentro do esperado. Não me lembro bem em que altura foi, mas quando a chuva deu uma trégua, tirei a capa e guardei. Pensei em descartá-la, apostando que não fosse mais chover, mas decidi levá-la ainda junto a cintura.

No 11º km passamos em frente ao Estádio do Beira Rio e nessa grande reta pela Av. Edvaldo Pereira Paiva comecei a sentir o vento contra batendo de frente. Com a camiseta ainda molhada da chuva, sentia muito o frio. Tomei então a minha 1ª cápsula de sal e um pouco mais a frente o 1º e único gel de carboidrato. Os pontos de hidratação estavam bem distribuídos com água, isotônicos em saquinhos e em alguns pontos tinha até frutas (banana, maçã, e até ponkan).

No km 13 seguimos pela cidade por cerca de 1,5 km até entrarmos novamente pela avenida que margeava o Lago Guaíba com 14,5 km. Nesse trecho era possível ver o pessoal mais rápido da maratona já voltando pelo outro lado, inclusive os amigos Tiago e Susany, que estreavam e já estavam bem lá na frente. Eu continuava no meu ritmo estabelecido.

Após 15,7 km percorridos teve a divisão das distâncias de 21km e 42km. Os meia maratonistas seguiram reto e os maratonistas fizeram o retorno e voltaram pela rua na parte de cima. Legal que enquanto eu voltava deu até pra dar um oi para a Aninha. Percebi que era um trecho de subidinha leve, mas estava sustentando o pace. Passando pelos postos de hidratação, mesmo estando fresquinho, fui pegando o copo de água ou o isotônico em todos eles e bebendo uma parte.


A chuva ora parava e ora apertava. O chato mesmo é que deixava várias poças de água pelo caminho. Até o 18º km estava tudo bem, dentro do esperado e eu já fazia as contas pra tentar repetir o tempo na segunda metade da prova. Mas a partir daí as pernas começaram a pesar e o meu ritmo foi diminuindo aos poucos. Os paces começaram a passar dos 5:40 min/km. Ainda passei a meia maratona com 1:57:59. Repetir a outra metade daria um sub 4h, mas seria difícil.

Minhas pernas estavam pesadas e a respiração meio ofegante, além do normal. Sinais de fisgadas nas partes internas da coxa começaram a se manifestar. Pior que eu sabia que tinha muito chão pra percorrer. Tomei a outra cápsula de sal e a última acabei deixando cair. Abandonei qualquer esperança de sub-4h e comecei a correr no ritmo que dava. Consegui ir até o 26º km correndo, até que, com uns trechos de subidinhas, cedi para uma primeira caminhada.Tentei adiar ao máximo esse momento. Esse foi o meu limite.

Eu teria ainda cerca de 15 km pela frente e aqueles pensamentos de querer desistir começaram a aparecer, ainda mais com o frio e a chuva que insistia em voltar. Estava tão complicado que até pra desistir ia ser difícil. Não dava pra ficar muito parado e eu estava bem longe da chegada. Então o jeito foi seguir, administrando as fisgadas nas coxas e morrendo de medo das cãibras.

Muitos atletas já passavam por mim e de vez em quando eu também passava por alguns, bastante castigados, normalmente com fortes dores ou com cãibras. Não consegui mais correr continuamente do 27º km em diante. Ora me faltava fôlego, ora as fisgadas ficavam insuportáveis. Analisando depois até me assustei com a quantidade de caminhadas que fiz nesses últimos 15 km, chegando a 45 vezes.

 Gráfico: Pace (mim/km) x Distância

Passei os 30 km com 2h53min50s. Tinha cerca de 1h05min para fazer 12 km e conseguir o sub 4h. Em situações normais até que não seria tão difícil, mas no estado em que eu estava era impossível. O frio era tanto que deu até vontade de colocar a capa de chuva novamente, mas não o fiz. Passamos por pontos de distribuição de frutas e também teve um ponto de gel. Eu não conseguia mais ingerir nada e dispensei. Só em um ponto que peguei uns gomos de ponkan.

Bem lentamente os quilômetros foram sendo vencidos, cada um já parecendo uma eternidade. Movimentos bruscos nem pensar. Seria cãibra na certa. O objetivo ficou sendo simplesmente completar a maratona. Não tinha mais plano algum e nem metas a buscar. Próximo do 36º km passamos em frente ao conhecido Centro Cultural Usina do Gasômetro, já com 3h39min16s. E ainda faltavam 6 longos quilômetros.

Já na grande avenida que levaria a chegada tentei ensaiar um trote mais forte, mas não deu e por muito pouco a cãibra não veio com tudo. Bateu ainda a maior fome, com o meu estômago roncando. Pior que já tinha passado todos os pontos de frutas. Faltando cerca de 1,5 km, avistei o amigo Jabson, que voltou lá pra me buscar. Ele já tinha acabado a sua maratona com o excelente tempo de 3h00min35s. Me acompanhou até os metros finais. Nesse meio tempo vimos uma garota segurando um cartaz com os dizeres: "Os 195m são no coração". Achei muito legal o incentivo nessa reta final e realmente, já estava por conta do coração.

Faltando cerca de 300 m, o público presente formou um funil que te empurrava com as palavras e gritos de incentivo para a linha de chegada. A Juciana estava por lá também e me avisou que a Aninha aguardava na chegada. Não tem como não se empolgar, mesmo já estando todo debilitado da prova duríssima. É arrumar a postura e correr para cruzar a linha de chegada.

Depois de exatos 4h31min09s (tempo líquido) cruzei finalmente o portal, com uma mistura de sensações: alívio, alegria, superação, gratidão, por ter conseguido completar a minha 14ª maratona. Mais feliz ao rever a Aninha logo em seguida, que depois de ter feito a sua meia maratona nessas condições adversas, ficou lá me aguardando na chuva e registrou tudo. Essa minha parceira é demais e sou muito grato a ela por toda essa atenção.

Me recuperei um pouco, hidratei e fui retirar a linda medalha em forma de cuia de chimarrão. Nesse ponto era preciso devolver o chip. Com certeza está entre umas das mais bonitas que tenho. Cruel mesmo foi o local para retirada do guarda-volumes, que no final da maratona, parecia que estava a quilômetros. Nem tive forças pra tirar fotos.

Estava louco pra me trocar e me agasalhar e tudo o que eu pensava era em um bom banho quentinho. Na volta, também utilizamos o ônibus do evento que nos levou de volta para perto do hotel, e nem assim a chuva deu trégua. Definitivamente não gostei de correr uma maratona com chuva !!!

É como sempre digo, cada maratona é uma história diferente. E isso que é o charme dessa distância, sempre tão desafiadora para nós pobre mortais. Mas uma coisa eu digo, é bom treinar !!! Tinha pensando em nunca mais correr uma maratona, mas esqueci que já estava inscrito para a Maratona de Floripa em Agosto. E que venha, então !!!

Percurso 2018 (42,53 Km)

Partiu POA
Kit da Maratona de POA com a camiseta roxa de finisher
 Amigos de SC retirando os kits no Barra Shopping Sul

 Com a amiga Fabíola de Chapecó
 Com o amigo de provas Runner Hostil (Ivan)
 Com o "primo" Roberto Itimura e esposa
 Eu e a Aninha com a Zilda e a Yasmim também de SC
Loucos por Corridas prontos para a largada.
Encontrei meu primo Ossamu de São Paulo
 Percurso bem plano e molhado !!!
(Foto: Foco Radical)
  Ainda estava com gás
(Foto: Foco Radical)
Chegada da Aninha na Meia maratona
(Foto: Foco Radical)
  Chegando sob as lentes da Aninha
(Foto: Ana Paula Marcon)
Missão cumprida. Tempo líquido: 4h31min09s
(Foto: Foco Radical)
Linda medalha em forma de cuia de chimarrão.

Local da largada: Barra Shopping Sul - Av. Diário de Notícias, 300, Bairro Cristal.
Data: 10/06/2018
Horário: 7:30 Hs (7:35 Hs)
Distância: 42,195 Km (42,530 Km)

Inscrição: R$ 135,00 
Kit: Sacola, uma camiseta do evento, uma camiseta de finisher, 1 pacote de café 500g, número de peito e chip retornável.

Tempo: 4h31min09s
Pace: 6:23 min/km
Tênis: Puma Speed 600 Ignite (verde)

Colocação: 0292 de 0375 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 1945 de 2522 (masculino)
Colocação: 2424 de 3379 (geral)

sábado, 24 de maio de 2014

18/05/2014 - 31ª Maratona Internacional de Porto Alegre

31ª Maratona Internacional de Porto Alegre
Não poderia ter sido melhor ocasião para comemorar a minha 200ª corrida, que combinar com a minha melhor participação em Maratonas e o índice para entrada no ranking dos maratonistas do Brasil. Eu estava voltando para fazer a minha segunda maratona de Porto Alegre. Ano passado tinha participado e gostado bastante. 

Saí de Florianópolis no sábado à tarde. No aeroporto encontrei com o Jorge Dutra que também participaria da maratona e foi no mesmo vôo. Chegamos no meio da tarde em Porto Alegre e seguimos direto para o Jockey Club retirar o kit. Novamente a organização disponibilizou o translado do aeroporto para a retirada do kit e dos hotéis conveniados para a corrida e vice-versa. Serviço que ajuda muito os atletas. Por outro lado ficamos um pouco decepcionados com a arena da retirada do kit, com uma feirinha bem fraca e limitada de produtos. Ao contrário do ano passado.


No dia da prova acordei bem cedo, às 4 horas para dar tempo de tomar o café da manhã. O ônibus disponibilizado pela organização para nos levar até a largada saiu de frente ao Hotel Master Perimetral. Eu fiquei novamente no Arvoredo House Hotel, cerca de 1 Km de distância e um pouco mais em conta (R$ 208 contra R$ 122). 

Chegamos uma hora antes da largada. Tivemos bastante tempo para os preparativos finais e fazer alguns registros, mesmo que ainda no escuro.

O meu objetivo principal era fazer a maratona dentro do tempo para entrar no ranking de maratonistas, que na minha faixa etária de 40-44 anos teria que ser sub 3h51min. Ano passado tinha passado perto, 3h52min39s. Além disso, também buscava um sub 3h45min para o desafio da Revista Contra-Relógio.

Larguei com o planejamento de manter o pace próximo de 5:10 min/Km. A ideia era tentar manter esse ritmo a maior distância possível, ciente de que seria muito difícil de passar dos 30 Km.

Esse ano o percurso mudou e largamos primeiro para o outro lado, com algumas variações de altimetria não tão acentuadas, mas presentes. O tempo estava fechado e um pouco friozinho. Acho que ficou ideal para a corrida. Menos mal que não choveu. Eu optei por ir de óculos escuro pensando que o sol ia aparecer, mas durante quase todo o percurso tive que ficar com ele na mão. Nunca mais faço isso.

Tentando dividir psicologicamente a corrida em 4 partes de 10 Km, fiz a primeira delas um pouco abaixo do pace de 5:10 min/Km. Próximo do 5º passou por mim o amigo Márcio Kobayashi de Manaus. Corremos um pouco juntos e depois ele seguiu em ritmo mais forte. Essa foi a parte mais fácil, alternando a hidratação em postos sim, postos não. Na altura do 9º Km tomei o meu primeiro gel.

No segundo trecho de 10 Km já estava rodando próximo do ritmo objetivo e tomei a minha primeira cápsula de sal no Km 15, e o outro gel após o 18º Km. Estranhamente a partir do 15º Km eu já começava a sentir um pouco a minha perna, com uma sensação prematura de cansaço. Já estava prevendo que a prova não seria nada fácil. Preciso repensar os últimos treinos realizados na semana, um longão de 30 Km no domingo e dois treinos de 10 Km na quarta e na quinta-feira. Talvez pudesse ter aliviado um pouco.

Passei pela marca da meia maratona com cerca de 1h48min. Se conseguisse repetir esse tempo na segunda metade da prova seria excelente. Mas esse terceiro trecho imaginário de 10 Km já perdi mais uns 10 seg/Km ficando com pace médio mais próximo de 5:20 min/Km, mais ou menos no ritmo para terminar a maratona em 3h45min. Perto do Km 28 comecei a sentir uma bolha no pé esquerdo que me assustou, pois ainda faltava muito. Tratei de pisar em cima e estourá-la, e depois começar a pisar com outra parte do pé no chão. Já no finalzinho desse trecho próximo do Km 30 tomei o meu terceiro gel e em seguida mais uma cápsula de sal.

 
Tentei não pensar que havia chegado no paredão para não me abalar psicologicamente. Encontrei o Andrei também de Floripa e corremos juntos por um tempinho. Mas parece incrível, ao entrar no Km 32 o meu rendimento começou a despencar. Não tem jeito. O organismo já estava fraquejando. Igualzinho à maratona do ano passado. Insisti tentando segurar o ritmo, mas não foi possível. O pace foi subindo mais um pouco ficando já na casa dos 5:35 min/Km, e como ouvi um outro atleta comentar ao lado, agora é que começava a maratona !!!

Apesar do enorme cansaço nos quilômetros que se seguiram não senti nenhuma fisgada na perna como ocorria nas minhas outra maratonas. Acho que as cápsulas de sal também ajudaram. Seguia alternando a hidratação posto sim, posto não. As pernas já não estavam tão vigorosas e pra passar fazia alguns cálculos pra estimar o tempo de chegada, mas nada muito preciso. Estava prevendo algo em torno de 3h47min.

O tempo continuava fechado. Isso ajudou muito, pois o sol é um dos piores inimigos no final de uma maratona. Quanto mais perto chegava, mais parecia que as placas de KM iam ficando mais distantes. Cheguei ao 40º Km com o pace já próximo dos 6 min/Km. Só não queria deixar passar disso. 

Se aproximando do final já começamos a avistar o portal de chegada e várias pessoas na rua dando aquele apoio moral no final para os atletas. Dá até uma revigorada pra chegada na reta final. Agora era só administrar, pois estava com o objetivo principal cumprido melhorando em mais de 7 minutos o tempo do ano passado.

Cruzei a linha de chegada com grande satisfação por ter conseguido fazer a minha melhor maratona com o tempo líquido de 3h45min20s, e mesmo que os cerca de 300 metros a mais tenham deixado escapar o meu sub 3h45min, me senti com a sensação de dever cumprido.

Cheguei tão desorientado que durante a hidratação acabei perdendo o meu óculos. Ainda na área de hidratação encontrei com o meu primo de São Paulo, Ossamu, que também conseguiu um excelente resultado. Em seguida fomos ao encontro do ônibus que nos levaria de volta ao hotel. O cheiro dentro do ônibus não estava dos melhores, mas todos estavam muito contentes com os resultados !!!

E assim foi a minha 200ª corrida e a minha 6ª maratona !!!

 Jantar de massas com os amigos: Souza, Ivanildo, Jorge e Márcio
 No percurso 
Passamos pelo Estádio Beira Rio 
 Com o amigo Márcio Kobayashi de Manaus 
 Graças a Deus chegando 
 Uma das melhores sensações: tempo líquido 3h45min20s 
 Grande prova de todos: Agora é só comemorar 
Uma medalha de peso 
Agora sim. Tempo para o ranking de maratonistas

Local: Jockey Club POA/RS
Data: 18/05/2014 
Horário: 07:00 Hs 
Distância: 42,197 Km (42,510 Km) 

Inscrição: R$ 102,50
Kit: Sacola, camiseta, boné, manual, 2 números de peito e chip.  

Tempo: 3h45min20s
Pace: 5:19 min/Km

Colocação: 110 de 250 (categoria 40-44 anos)
Colocação: 580 de 1347 (masculino)
Colocação: 626 de 1590 (geral)

sábado, 22 de junho de 2013

16/06/2013 - 30ª Maratona Internacional de Porto Alegre

16/06/2013 - 30ª Maratona Internacional de Porto Alegre

Já tinha abortado a ideia de participar da Maratona Internacional de Porto Alegre. Estava prevista exatamente para o mesmo dia da Meia maratona de Floripa. E minha preferência seria correr por aqui mesmo. Entretanto, graças ao adiamento de uma semana por causa da Copa das Confederações e com o preço das passagens aéreas convidativos (aproximadamente R$ 150,00 ida e volta), resolvi encarar mais esse desafio.

Dizem que é maratona mais rápida por ser praticamente toda plana e o clima também ser ameno nessa época do ano. Fui lá para conferir e dessa forma tentar mais uma vez fazer o almejado sub-4hs.

Combinei de ir junto com o Enio Augusto e posteriormente encontrar com o amigo Zé Carlos e a sua esposa Luciana no hotel, todos já com experiência em maratonas. Dificilmente teria ido sozinho. 

Chegando em Porto Alegre já deu para perceber o nível da organização, disponibilizando transportes do aeroporto para a retirada dos kits e para os hotéis conveniados. Isso também se repetiria para a prova e a volta para casa. Do aeroporto fomos ao local da retirada do kit, que era o mesmo da largada da prova. 

Por lá, aquela sensação de estar em um Estado fora de casa não se fez valer. Muito pelo contrário. Encontramos vários amigos aqui de Santa Catarina: Ana Kátia, Andrei, Gabriela, Anderson, Eduardo Legal, Carla, Maluzinha e o André. Isso também dá uma boa animada. Uma curiosidade do kit é que veio com 2 números, um para colocar no peito e o outro nas costas, com os respectivos nomes. Primeira vez que vejo isso e gostei da ideia.

A noite fizemos aquela refeição reforçada em uma galeteria a base de sopa e massas, para garantir a energia para o dia seguinte. Depois voltamos para o hotel para o descanso pré-maratona.

A largada do pelotão geral da maratona foi às 7h15min. Os participantes da modalidade de 8 Km e do feminino largaram uns 15 minutos antes. Prefiro assim, largar bem cedinho para pegar menos a ação do sol. Se bem que o tempo ajudou, pois estava friozinho, sem vento e com o tempo nublado.

O meu objetivo para a maratona era concluí-la sem sofrer com as cãibras, e com o tempo inferior a 4 horas. Estava muito confiante para isso. A estratégia era fazer os 3 primeiros 10 Km abaixo de 55min, e os últimos 12,195 Km em até 1h10min.

Como a maratona é longa, nem me aqueci antes e larguei um pouco mais para trás. Durante os primeiros 2,5 Km fui correndo junto com o amigo Zé Carlos, ainda me aquecendo, mas tentando não deixar o pace fora da média que deveria estar em torno de 5:40 min/Km.

Já aquecido apertei um pouco o passo para cumprir a primeira parte dos 10 Km. Próximo do 6º Km havia uma tenda com música e apresentação de dança com a palavra "Força", dando uma animada nos atletas. Muito legal. Foi por aí também que comecei a me hidratar. Eram tantos postos de hidratação que estava adotando a prática de um sim, um não. Já no 9º Km tomei o meu 1º gel de carboidrato. Logo em seguida encosta em mim um outro atleta, olho para o lado e descubro que era o meu primo Ossamu, vindo de São Paulo para a maratona. Que boa coincidência. O melhor é que ele seguia no mesmo pace que eu e pudemos ir conversando bastante. Próximo dos 10 Km, novamente apareceu outra tenda com música, e dessa vez com a palavra "Vença". Minha primeira parcial dos 10 Km foi 53min57s. Dentro do previsto.

Segui conversando com o meu primo tentando acompanhá-lo, pois ele estava um pouco mais forte. Com isso o tempo foi passando mais rapidamente e conseguia manter a regularidade dos paces. Tomei o 2º gel por volta do 18º Km. Tudo dentro do planejado. Estava quase vencendo a metade da prova, concluindo o segundo trecho de 10 Km com o tempo de 53min41s, melhor que o primeiro.

Só que a partir daí as pernas já começaram a pesar. Eu queria ver até onde conseguiria levar naquele ritmo. Passei pela meia maratona (21 Km) com aproximadamente 1h53min. Bastante razoável para os meus objetivos. Nesse momento aproveitei para chupar a minha bala de sal. Um pouco mais a frente, meu primo, sentindo um pouco as pernas, foi ficando para trás (próximo do 25ºKm), e eu segui tentando manter o ritmo. Tomei o 3º e último gel no 27ºKm e fechei a terceira etapa de 10 Km em incríveis 53min34s.


1º Km - 05:38
10º Km - 05:19
19º Km - 05:19
28º Km - 05:28
37º Km - 05:39
2º Km - 05:38
11º Km - 05:29
20º Km - 05:18
29º Km - 05:27
38º Km - 05:41
3º Km - 05:29
12º Km - 05:29
21º Km - 05:16
30º Km - 05:27
39º Km - 05:43
4º Km - 05:11
13º Km - 05:29
22º Km - 05:14
31º Km - 05:29
40º Km - 05:45
5º Km - 05:19
14º Km - 05:28
23º Km - 05:16
32º Km - 05:29
41º Km - 05:59
6º Km - 05:13
15º Km - 05:22
24º Km - 05:21
33º Km - 05:33
42º Km - 06:01
7º Km - 05:22
16º Km - 05:14
25º Km - 05:28
34º Km - 05:41
540m - 03:09
8º Km - 05:23
17º Km - 05:10
26º Km - 05:20
35º Km - 05:41

9º Km - 05:25
18º Km - 05:24
27º Km - 05:16
36º Km - 05:38


As três primeiras partes de 10 Km já estavam feitas e devidamente cumpridas. Só faltava completar os pouco mais de 12 Km em 1h10min. E quem disse que seria fácil ?

A tão temida barreira dos 30 Km tinha chegado e eu ainda tinha a lembrança da cãibra que me tirou a possibilidade de brigar pelo sub-4h em Florianópolis e foi bem próximo do 33ºKm, dentro do túnel. Mas tentei não pensar muito nisso e consegui passar a barreira dos 33 Km sem nenhuma fisgada nas pernas.

O cansaço chegava a cada quilômetro e bem rápido. Já estava me hidratando em praticamente todos os postos de água. E estava forte a luta para não deixar o pace subir muito.  É aquela hora que somos levado pelo pensamento, pela sensação de poder vencer o desafio proposto. Até praticamente o 38ºKm consegui segurar no pace médio (5:40 min/Km). Como estava acompanhando o relógio bem de perto veio então uma grande dúvida. Poderia tentar até um sub-3h50. E ficava pensando se valeria a pena ou não. As pernas já estavam totalmente desgastadas e comecei a lembrar da possibilidade de cãibra. Se ela aparecesse estaria tudo perdido, inclusive o sub-4hs, que já estava praticamente assegurado. 

Não estava a fim de nadar, nadar e morrer na praia. Resolvi então concluir da maneira mais segura possível sem correr grandes riscos no final, mas mesmo assim os últimos 2 Km foram exaustivos. Pareciam realmente uma eternidade a essa altura. Satisfação foi ver o portal de chegada, e com o relógio ainda bem longe das 4 horas. Nem arrisquei a dar sprint final. O importante era garantir o sub-4hs. Das 5 maratonas que fiz, essa foi a que eu cruzei a linha de chegada mais inteiro. Tempo líquido final: 3h52min39s. Meu sub-4hs e meu novo recorde mundial pessoal na distância. Muito feliz !!!

Acho que bati um outro recorde também. Em seguida tomei 4 garrafas de gatorades na sequência, tamanha era a sede. Pegamos a linda medalha (acho que é a mais bonita que recebi até hoje), descansamos um pouco e fomos para um merecido almoço.

Os amigos que foram para o desafio estão de parabéns, pois todos se superaram conquistando excelentes resultados: Enio Augusto, José Carlos, Ana Kátia, Eduardo Legal, André, Gabriela, Andrei, meu primo Ossamu e o Jorge.

Essa já faz parte do meu calendário do ano que vem, com previsão de ser em 18/05/2014.
 Enio, Ana Kátia e eu na retirada do Kit
 Uniforme da batalha
 Loucos prontos para a maratona
 Meu primo Ossamu de São Paulo me encontrou no meio da maratona
Ainda inteiro
 Nos quilômetros finais. Tá chegando !!!
Reta final
Vencemos os 42,195Km: meu primo Ossamu, eu, Zé Carlos e o Enio com fome.
Linda medalha !!!

Local: Jockey Club do RS - Hipódromo do Cristal
Data: 16/06/2013 
Horário: 7:15 Hs 
Distância: 42,195Km (42,540Km) 

Inscrição: R$ 112,30
Kit: Sacola, camiseta, barra de cereal, 2 números de peito e chip.    

Tempo: 3h52min39s
Pace: 5:28 min/Km

Colocação: 122 de 217 (categoria 40-44 anos)
Colocação: 654 de 1319 (masculino)
Colocação: 730 de 1589 (geral)