Mostrando postagens com marcador meiadesaojose. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meiadesaojose. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 14 de março de 2019

10/03/2019 - Meia maratona de São José / SC

Foto: Foco Radical
4ª Meia Maratona de São José / SC


A meia maratona de São José marcou a minha 56ª participação nessa distância, e abriu a temporada dos 21 km desse ano. Não é uma prova das mais fáceis, pois há vários morros no percurso, principalmente na segunda metade. É sempre um desafio tentar sustentar o ritmo nesse trecho, ainda mais em um início de temporada de longas distâncias.

Essa é uma das corridas imperdíveis para mim, pois acontece ao lado de casa e acontece onde costumo treinar. Eu e a Aninha fizemos as inscrições ainda no final de 2018 aproveitando o lote promocional, cujo valor foi de R$ 57,50 (com taxa), para as três distâncias. 5 km, 10 km e 21 km. Um bom preço. Eu me inscrevi nos 21 km e a Aninha nos 5 km. 

Inicialmente a corrida estava prevista para sábado à noite (09/03), mas devido a divergências entre a Prefeitura Municipal de São José, Fundação Municipal de Esportes e Órgãos Municipais de Trânsito, (conforme comunicado da organizadora do evento - Corre Brasil), a prova foi transferida para o domingo de manhã. Causou alguns transtornos, principalmente para os atletas que vem de fora, mas achei melhor e mais seguro também. A comunicação foi anunciada com antecedência.

O local da entrega dos kits foi o Shopping Mundo Car, às margens da BR-101. Bem pertinho de casa e não precisei pagar estacionamento. O horário foi bem restrito, somente na parte da tarde do sábado, véspera da prova. Isso gerou uma fila comprida em alguns momentos. No horário que fui, às 14:30, demorei cerca de 30 minutos. A entrega de 1 kg de alimento por atleta como parte da inscrição foi rigorosamente cobrada e até ouvi relatos da indelicadeza por conta disso.

O clima durante a semana estava bastante quente e até o final da tarde de sábado não foi diferente. Estava preocupado, pois é muito desgastante correr uma meia maratona com calor e sol. Eu não tinha feito uma boa prova no ano passado por esses fatores, completando a meia em 1h54min45s. Esse ano, queria descontar e chegar abaixo de 1h45min. O percurso também não é dos mais favoráveis, pois na segunda metade da prova tem muitas subidas e descidas.

Ao acordar no domingo pela manhã uma surpresa. O tempo estava fechado, a temperatura estava bem mais amena e ventava bastante. Parecia estar melhor pra correr. Eu e a Aninha fomos às 6 horas para o local da largada. Os bolsões de estacionamento são amplos e não temos dificuldades para estacionar o carro.

Fiz um breve aquecimento e logo fomos nos alinhar para a largada, prevista para às 7 horas. Não houve separação da largada para as distâncias de 5 km, 10 km e 21 km. Todos partiram ao mesmo tempo. Mesmo com as faixas das avenidas sendo largas nesse início ficou bem congestionado, principalmente nos 4 primeiros quilômetros que foi comum à todos os atletas. Meu 1º km não foi tão bom, com pace de 5min10s, ainda na pista da beira mar.   

Do 2º ao 4º km corremos pela Av. Presidente Kennedy, quase toda fechada para a passagem inicial dos atletas. Passei pela Aninha que seguia a minha frente e fazia os 5 km. Dei um "oi" e comecei a acelerar para rodar no ritmo planejado de 5 min/km. O vento soprava forte contrário e sem perceber exigia um esforço maior. 

Na altura do Supermercado Bistek (cerca de 4 km), houve a separação dos atletas dos 5km/10km, que retornaram pela pista da avenida beira mar, e dos atletas dos 21 km, que seguiram em frente para fazer o retorno somente próximo do Centro Histórico de São José. O caminho ficou mais livre e apareceram as primeiras subidas. Nessa primeira volta corri bem tranquilo, sem forçar muito. Usei os dois primeiros postos de hidratação, localizados na Av. Pres. Kennedy e no retorno dos 21 km, para beber uns goles de água e dar uma refrescada.

No 6º km, já retornando pela pista da beira mar dividimos a pista com os corredores dos 5 km e 10 km que fizeram o retorno um pouco antes. Isso provocou um certo congestionamento, uma vez que nesse momento estava fechada somente uma das faixas para os atletas. Mais à frente, no 7º km,  passamos em frente ao portal da largada/chegada e seguimos reto para a 2ª volta, junto com os corredores dos 10 km. Os atletas dos 5 km já ficam por ali mesmo, encerrando as suas participações. 

Nesse início da 2ª volta o meu rendimento já não estava como na 1ª volta. O pace aumentou um pouco e segui preocupado com o que vinha pela frente, as temidas subidas.  Com cerca de 12 km ao invés de retornar novamente, seguimos reto passando pelo Centro Histórico de São José. Vi alguns amigos por lá: Anne, Josué, Naito, Valmir e a D. Ângela, todos dando um força e uma palavra de incentivo. Enquanto seguia no sentido da Ponta de Baixo, os campeões da meia maratona: Paraíba, Maurício e Ojanio já estavam voltando firmes para completar a meia maratona. 

Esse é um dos trechos mais difíceis com uma subida contínua e acentuada, tanto que foi o meu maior pace, mesmo não caminhando. Nesse momento comecei a sentir o esforço na perna e a respiração bem  ofegante. Não tem jeito, pra subir morro tem que fazer força. O alívio só veio quando inverteu e começamos a descer pela Rua Frederico Afonso até o km 14, onde teve um ponto de distribuição de isotônicos. Consegui tomar uns 3 goles. Nem usei gel de carboidrato.

Nos trechos entre os km 15,5 e 17,5 ficam as vistas mais bonitas do percurso (Ponta de Baixo), mas em compensação as subidas e descidas são pesadas. Difícil segurar o ritmo a essa altura da prova. Meus paces já passavam de 5:30 min/km. Lembro bem que no ano anterior caminhei várias vezes nesse trecho. Dessa vez segui correndo, sem intercalar caminhada. São pontos que rendem belas fotos e os fotógrafos sempre estão lá presentes para os registros.

As pernas já estavam cansadas e davam sinais de fadiga com algumas fisgadas. Diante disso, preferi não forçar tanto e subir de uma forma que não corresse o risco de alguma cãibra mais forte. Morro de medo, pois as minhas são bem doloridas e praticamente me tiram da corrida. 

Após darmos a volta pela Ponta de Baixo, chegamos novamente na Rua Frederico Afonso e seguimos no sentido do Centro Histórico. Consegui voltar a correr com pace abaixo dos 5:30 min/km e a medida que ia ficando mais plano foi diminuindo. 

Meu objetivo de sub 1h45min tinha ficado pelo caminho. Nas condições em que eu me encontrava imaginei até que o resultado seria pior que do ano passado. Então mudei os planos para, pelo menos, melhorar o tempo de 2018, 1h54min45s. E não estava fácil.

Passei pelo Centro Histórico e logo entrei pela pista da beira mar. Bom que o percurso fica plano e dá pra correr um pouco mais forte. O problema é que as pernas não respondem tão bem quanto antes e o fôlego já está no limite. Não olhava mais o relógio, mas sabia que daria pra melhorar o tempo do ano passado.

Próximo da chegada fui avistando os amigos que terminaram as suas provas e que nos dão aquele apoio final  para concluir. Demorei pra iniciar o sprint final e se tivesse visto o relógio iria brigar pelo sub 1h50min. Deixei escapar alguns segundos, cruzando o portal de chegada com 1h50min10s. Pelo menos consegui baixar em 4min35s o tempo do ano passado.

Me recuperei um pouco, tive a honra de receber a medalha da amiga Jocélia Melek (campeã geral feminina dos 5 km,), e me hidratei bastante com água e isotônico. Tinha frutas, mas não consegui comer nada. Fui ao encontro dos amigos e da Aninha, que tinha feito os 5 km e conseguiu mais um bom resultado, ficando entre as "Top 20".

A premiação foi rápida. Somente a distância de 21 km teve categorias por faixa etária. O amigo Jabson foi o campeão na categoria (45-49 anos), e a Jany e a Luísa foram pódio nas suas respectivas categorias. Nas distâncias de 5 km e 10 km as premiações foram apenas gerais, para os 5 primeiros colocados masculinos e femininos.

A Corre Brasil, organizadora da prova, entregou mais um evento com uma boa estrutura e adequada para receber os cerca de 1.300 atletas concluintes. Na arena teve serviço de massagem da Elementos Assessoria, guarda-volumes, área do atleta, banheiros químicos, palco de premiação e espaço para algumas assessorias esportivas. O percurso foi bem sinalizado, orientado e aferido, com vários postos de hidratação de água, e um de isotônico. As medalhas foram diferenciadas para as três distâncias e a premiação foi  rápida. O resultado geral também foi disponibilizado na internet, e além do certificado individual também foi disponibilizado o vídeo da chegada de cada atleta.

No meio da manhã já estávamos todos liberados, ficando com o resto do domingo livre. E nada como um bom prato de camarão a milanesa com os amigos para recuperar as calorias perdidas.

Percurso 2019 (21,13 km)
Kit da Meia maratona de São José 2019
Alguns amigos presentes na Meia maratona de São José 2019
Chegando no Centro Histórico de São José
(Foto Anne Bartel)
Passagem pela Ponta de Baixo com cerca de 17 km percorridos
(Foto Alexandre Santiago - Foco Radical)
O alívio da chegada 
(Foto: Christian Schmidt Mendes - Foco Radical)
Chegada. Tempo líquido: 1h50min10s
(Foto: Equipe Confraria das Corridas)
Eu com a medalha me recuperando e a Aninha
Amigos concluintes da meia maratona de São José
Medalha dos 21 km. Medalhas diferenciadas por distância.
Certificado completo.

Local: Beira mar de São José / SC
Data: 10/03/2019
Horário: 7:00 hs (7:09 hs)
Distância: 21,097 km (21,13 km)

Inscrição: R$ 57,50 (lote inicial) + 1 kg de alimento não perecível
Kit: Sacola, camiseta, número de peito e chip descartável.

Tempo: 1h50min10s
Pace: 5:13 min/km
Tênis: Olympikus Pride 2

2019
Colocação: 010 de 026 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 115 de 239 (masculino)
Colocação: 131 de 312 (geral)

Concluintes 5 km: 635 (339 feminino e 296 masculino)
Concluintes 10 km: 278 (108 feminino e 170 masculino)

sexta-feira, 16 de março de 2018

10/03/2018 - 3ª Meia Maratona de São José / SC

Foto: Felipe da Cruz (Foco Radical)
3ª Meia Maratona de São José / SC


Para iniciar o ano de meias maratonas escolhi a já conhecida Meia Maratona de São José. E nada melhor que correr no "quintal de casa" em uma região bem conhecida.

Fiz a minha inscrição ainda no final do ano de 2017, aproveitando um lote promocional (R$ 20,00), que a organizadora Corre Brasil fez para algumas provas desse ano, como essa de São José, a de Navegantes e a meia de Chapecó. Não dá pra reclamar do preço. É só se planejar com uma certa antecedência e depois curtir.

A grande novidade ficou por conta dessa edição acontecer em um sábado à noite. Em todas as outras edições foram realizadas nas manhãs de domingo. Fiquei bem animado com a ideia por não ter o risco de correr com o sol na cabeça, mas confesso que fiquei preocupado com o trânsito no percurso, pois conhecendo as ruas sei que são bem estreitas em alguns trechos e dificultariam o compartilhamento entre os atletas e carros.
Com o preço da inscrição bem em conta a organização registrou um recorde de atletas em São José, com mais de 3.300 inscrições nas modalidades, caminhada, 5 km, 10 km e 21 km (meia maratona). Acredito que tenha sido um dos maiores eventos esportivos no município, sendo que mais que dobrou o número em relação ao ano anterior. Deu pra se ter uma ideia de quanto o público é sensível ao fator "preço".

A entrega do kit foi feita na sexta-feira e no sábado que antecederam a prova, no Supermercado Angeloni de Capoeiras (a pouco mais de 1 Km do local da largada). Como trabalho pertinho fui logo no início, e antes mesmo do horário programado já se formava uma enorme fila para a retirada. Acho que todos quiseram aproveitar o horário do almoço. Me parece que nos outro horários a fila foi bem menor. Era obrigatório levar 1 kg de alimento não perecível, e o fato da entrega ser num supermercado facilitou bastante. O controle foi rigoroso.

Enquanto retirava o meu kit e folheando a Revista de edição de Março/2018 da Corre Brasil achei a matéria que contava a "Minha vida de corredor". Eu sou suspeito, mas simplesmente amei a publicação e o espaço para poder compartilhar um pouco da minha trajetória. Agradeço de coração a Corre Brasil e ao Podcast Por Falar em Corrida pela oportunidade.


No sábado da prova o dia estava abafado e a poucas horas do horário da largada (18 horas) caiu uma forte chuva de verão. Ela foi muito bem-vinda e deu uma boa refrescada no clima, deixando também muitas poças de água pelo percurso.
Minha principal meta era melhorar o tempo do ano passado que tinha sido de 1h45min16s. Sabia que o meu melhor tempo dessa meia de 1h40min39s em 2016 seria quase impossível bater, pois não estava tão bem preparado. 

Eu e a Aninha fomos cedo (16h30min), logo que a chuva parou. Já era visível a grande concentração de atletas e do público na arena do evento, junto a Secretaria de Lazer e Esporte de São José. Várias assessorias esportivas de corrida participando também. Notei a grande presença de atletas iniciantes que fariam seus primeiros 5 km. Muito legal essa viabilização do preço das inscrições para que o pessoal inicie e crie gosto pelas corridas de rua.

Cerca de 20 minutos antes da largada fui fazer um leve aquecimento e depois fui me posicionar mais a frente, pois como a largada seria única para todas as distâncias, com certeza o congestionamento inicial seria grande. A Aninha, que faria os 5 km, se posicionou mais atrás.

Largando na frente pude correr sem grandes dificuldades, mesmo no início. Só desviei mesmo de umas poças de água, resultado da chuva a poucas horas atrás. A ideia era seguir em um ritmo constante com pace próximo de 4:40 min/km. No início é razoavelmente tranquilo, mas depois da metade seria muito difícil manter.

Com o percurso igual ao ano anterior, saímos pela pista da beira mar de São José, que foi totalmente fechada para a largada dos atletas. No final do 1º km viramos à esquerda e acessamos a Av. Presidente Kennedy. Dei uma conferida no Garmin e percebi que saí um pouco forte, mas nada exagerado. Os quilômetros seguintes mantive o pace dentro do esperado.

Foram cerca de 3,5 km em linha reta até o ponto de retorno antes da Praça do Centro Histórico de São José. Para os atletas dos 5 km e 10 km o retorno foi na altura do Supermercado Bistek, alguns quarteirões antes. Já sentia o calor desde o início e não poupei nenhum posto de hidratação.

Feito esse retorno entramos pela pista da avenida beira mar (Av. Alcione Souza Filho), e na altura do 6º km, os atletas dos 21 km se juntaram novamente aos atletas dos 5 km e 10 km, em ritmo mais leve. Como nesse ponto a avenida estava somente parcialmente fechada, tivemos que fazer muitos zigue-zagues para poder passar, devido ao excesso de corredores. A essa altura, meu ritmo já tinha caído um pouco, já beirando os 5 min/km de pace.

Com 7 km percorridos estávamos passando em frente ao portal da largada, abrindo a 2ª volta. Grande parte dos atletas dos 5 km já estavam terminando as suas respectivas participações. Os atletas dos 10 km também passaram reto para mais uma volta. Eu me sentia bem, mas o rendimento começava a cair um pouquinho.


Novamente acessamos a Av. Pres. Kennedy, e enquanto tentava seguir no ritmo de alguns amigos fui vendo o meu pace subir aos poucos. Estava bem suado pelo calor que fazia, mesmo já escurecendo. Avistei a Aninha, que já tinha corrido os seus 5 km e estava lá dando uma força e fazendo alguns registros. A partir do 9º Km não consegui mais rodar abaixo do pace de 5 min/km. Porém, ainda relutava para sustentar o ritmo.

Com cerca de 10,5 km percorridos houve a nova divisão no Supermercado Bistek. Os atletas dos 10 Km retornaram por ali já para completarem a sua prova. Os demais atletas dos 21 km, seguiram reto no sentido da Ponta de Baixo. Sabia que essa segunda parte não seria fácil.

Passamos pelo Centro Histórico de São José com cerca de 12 km, e fomos reto pelas ruas Padre Cunha e Frederico Afonso. Nesses trechos começaram as subidas mais pesadas e se já estava difícil manter o ritmo, complicou de vez. Com a respiração totalmente ofegante tive que dar umas aliviadas e comecei a fazer breves caminhadas. Descansava alguns metros e tentava retomar. Nunca desprezando os postos de hidratação. A essa altura já sabia que não conseguiria nem melhorar meu tempo do ano passado e acabou desanimando um pouco. Pra complicar, as ruas não estavam fechadas e tínhamos que correr junto ao meio-fio ou pelas calçadas por causa dos carros que vinham no sentido contrário.

No km 14,5 viramos na Rua Assis Brasil para começar a volta pela Ponta de Baixo. Na esquina teve um posto de hidratação com isotônico em copo, do jeito que eu gosto. Caminhei um pouco para me hidratar melhor na esperança de revigorar as forças, mas não adiantou muito. Com a sequência de morros não conseguia estabilizar a minha respiração e as caminhadas para recuperação foram ficando mais frequentes.

Estranhei bastante a queda de rendimento até o 19º km. Os amigos e conhecidos iam me passando dando uma palavra de força, mas nem tinha condições de acompanhá-los. Um deles foi o Tierry que nos acompanha e estava fazendo a sua estreia nos 21 km. Com o tempo lá em cima eu só queria completar a prova. Até o meu Garmin decidiu me abandonar e a pulseira arrebentou. Sorte que vi e acabei levando-o no bolso.

Depois que passamos pelo Centro Histórico na volta acabaram as subidas e consegui continuar em um trotezinho leve sem precisar caminhar. Mas o cansaço era enorme. Enquanto terminava a prova por uma das pistas da avenida só observava o congestionamento enorme que se formou. Acho que o horário da prova para um sábado à noite complicou bem o trânsito local, ainda mais com o número recorde de atletas inscritos.

Fui lá então para concluir a minha suada 49ª meia maratona e a hora que cheguei já estava bem escuro. Sorte que a Aninha estava lá para filmar a minha chegada. Deve ter esperado bastante. Consegui completar a prova com o tempo líquido de 1h54min45s. Um dos meus piores tempos em meias maratonas e até agora não entendi a forte quebra na segunda metade da prova. Cada corrida é uma história diferente.

Exausto retirei a medalha, bebi vários copos de água, comi uma banana e tomei a garrafinha de isotônico. Pena que não tinha uma balança, pois acho que perdi  mais que 3,5 kg durante a prova.

Me recuperei um pouco, fui encontrar os amigos e a Aninha para bater aquele papo pós-prova. Acabei não encontrando muitos amigos e amigas que sabia que estariam na prova. Era muita gente. Assistimos um pouco a premiação e depois partimos para um bom rodízio de pizzas para repor as energias !!!

Minhas considerações finais para a prova é que a organização da Corre Brasil, manteve seu padrão nas provas, com boa estrutura da arena, hidratação no percurso, aferição do percurso. Achei a meia noturna bem interessante, mas é necessário repensar nesse formato. Na segunda metade da prova ficou complicado de correr no pouco espaço destinado aos atletas, com alguns trechos tendo que desviar dos outro corredores que vinham no sentido oposto, além de sentir a irritação de alguns motoristas nas filas dentro dos seus veículos. Sábado à noite o fluxo de carros é bem maior que pela manhã cedinho.
 

Percurso 2018 (21,19 km)
Retirada do kit com Jorge Dutra
Kit da Meia maratona de São José 2018
Eu e a Aninha chegando. Ainda tranquilo
Quarteto
 Por Falar em Corrida, CorridasSC e a Andressa de São Paulo
 Alguns amigos presentes na Meia maratona de São José
 Largando com mais de 3.000 atletas
(Foto: Giovana Hexsel)
 Abrindo a 2ª volta
(Foto: Ana Kátia) 
 Momentos finais. UFA !!!
Foto: Enio Augusto (Por Falar em Corrida) 
Chegada. Tempo líquido 1h54min45
(Foto: Christian Schmidt Mendes - Foco Radical)
 Com o amigo Fausto Egídio da Confrarias das Corridas
 Carolina Pontaldi, seguidora do blog, foi me dar um "oi", 
e não faltou a selfie. Valeu pelo carinho !!!
Com a medalha suada e a pomada pras dores
Recomposto !!! Missão cumprida: Aninha (5 Km) e eu (21 Km)
Certificado completo. Muito bom !!!

Local: Beira mar de São José / SC
Data: 10/03/2018
Horário: 18:00 Hs
Distância: 21,097 km (21,19 km)

Inscrição: R$ 20,00 (lote inicial) + 1 kg de alimento não parecível
Kit: Número do peito, sacola, camiseta, sachê de capuccino, barra de supino, e chip descartável.

Tempo: 1h54min45s
Pace: 5:26 min/km
Tênis: Asics Noosa FF

Colocação: 031 de 61 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 260 de 536 (masculino)
Colocação: 290 de 714 (geral)

sábado, 23 de dezembro de 2017

17/12/2017 - 1ª Meia Maratona São José - Florianópolis / SC

Foto: Ana Paula Marcon

1ª Meia Maratona São José - Florianópolis / SC

Essa meia maratona não estava na minha programação de fim de ano, mas o fato de ser a 1ª edição, com um percurso diferente, desafiador, e no quintal de casa, me deu uma certa curiosidade. Somou-se a isso a boa promoção da Black Friday com um bom desconto para a inscrição.

A organização do evento foi da ACORSJ, que informou o número aproximado de 600 inscritos em todas as modalidades de distâncias. Muito bom para uma primeira edição. Essa prova tinha sido adiada há cerca de um mês atrás.

Já estamos no verão e das festas de final de ano, consequentemente acabamos comendo bastante e treinando pouco. Pelo menos foi o que ocorreu comigo. O calor me deixa com muita preguiça. Mesmo assim tinha feito alguns treinos longos para encarar a brincadeira, mas nada muito puxado.

A entrega do kit de participação foi na Loja Decathlon da SC-401, um local bem distante da largada da prova e caminho das praias do Norte da ilha. Acho que a organização poderia ter escolhido um local mais próximo para facilitar a vida dos atletas, principalmente para quem vem de fora. Eu e a Aninha fomos retirar o kit ainda no sábado de manhã e estava tranquilo. Conseguimos sair de lá sem comprar nada !!! Aproveitei também para pegar o kit do amigo Renato e da Susany, que também participariam.

Além da meia maratona individual, também tinha opção de 21 Km em dupla, e as distâncias individuais de 5 Km e 10 Km. Eu escolhi fazer a meia maratona individualmente e a Aninha não iria participar à princípio, mas em cima da hora decidiu fazer os 5 Km. A diferença é que o percurso dos 5 Km ficou restrito ao município de São José, enquanto nos 10 Km e 21 Km avançávamos para Florianópolis, na parte continental.

Como sabia que o percurso era cheio de morros não seria possível brigar por RP, por isso não tinha uma grande meta para me guiar. Talvez um sub 1h45min fosse um bom tempo a ser batido. Mas eu fui sem grandes expectativas para a prova. Fui tão relaxado que acabei esquecendo o Garmin em casa. Isso eu percebi faltando cerca de 25 minutos antes da largada. Não deu tempo nem de pensar, fiz o meu aquecimento correndo até em casa e voltando (há 1 Km da largada).

A largada da meia maratona e dos 5 Km foram ao mesmo tempo, às 7:00 Hs, e a dos 10 Km aconteceu poucos minutos depois. Eu e a Aninha então saímos juntos. Dessa vez saí bem tranquilo, e acho que foi até demais, já imaginando os morros que ainda estariam por vir.

Primeiro entramos na pista da beira mar de São José no sentido de Florianópolis. Uma das pistas estava fechada exclusivamente para os atletas. Cerca de 600 metros à frente viramos à direita para acessar a ciclovia da beira mar de São José. Nesse trecho ficou muito apertado para correr pela quantidade de atletas. Ficamos encaixotados e acabei indo pela calçada. Corremos por lá até o final do 3º Km, na ponta extrema do lado de São José.

Logo percebi que não seria um bom dia com o calor que fazia. Mesmo estando no trecho plano não consegui encaixar o meu ritmo normal inicial para meia maratona. Após o retorno voltamos por uma das vias fechadas para os carros e acabamos fazendo praticamente o percurso dos 5 Km, só que próximo da chegada, ao invés de entrarmos à direita para cruzar o portal, seguíamos reto novamente rumo a Florianópolis.

Os postos de hidratação estavam bem distribuídos e foi muito bom pelo calor que fazia. Os copos de água, pelo menos nas minhas passagens, estavam gelados e refrescaram bem. Só senti falta de um ponto de isotônico. No início estava pegando somente um copo, mas da metade pra frente já pegava dois copos pra dar uma aliviada na sede e no calor que já fritava a cabeça.

Com cerca de 8 Km percorridos chegamos aos temidos morros do Abraão. Se as coisas já não estavam rendendo até aí, imaginem depois. O primeiro morro quebrou mais o ritmo. É possível ver claramente esse momento com o pace de 5:40 min/Km na ida e 6:46 min/Km na volta (Km 18). Impossível sustentar um ritmo normal nesses pontos.

Vencida essa elevação mais acentuada, pegamos a avenida que dá acesso às praias de Coqueiros. Pela avenida seguimos encarando mais alguns morrinhos bem conhecidos das tradicionais corridas do Pereba. Um pouco mais à frente, na entrada do Clube Trintão, era o posto de troca dos atletas que estavam fazendo a meia maratona em dupla. Pra nós era somente a metade do percurso ainda.

Além das praias (ainda sem balneabilidade) passamos pelo Parque de Coqueiros, depois por baixo da Ponte Hercílio Luz (em reforma), e seguimos quase 1 Km à frente pela beira mar continental, até o retorno. Esse seria um trecho que eu deveria render um pouco mais, mas já estava bem desgastado e isso não aconteceu.

Atingimos então o outro ponto extremo da meia maratona, na beira mar continental, fechando o 13º Km. Para evitar os possíveis cortes de caminho de mal intencionados, ao invés do tradicional leitor de chip, estavam sendo entregues nesse ponto uma pulseira de controle aos atletas, que deveriam utilizá-la no pulso.

Eu sofria muito com o calor e aquela vontade de desistir começou a rondar a minha cabeça. Foram vários os momentos com esse pensamento. Não tinha mais nenhuma meta em mente, pois o ritmo tinha quebrado muito. Já aproveitava os postos de hidratação para dar uma paradinha e hidratar melhor.

A volta foi o caminho inverso da ida, ou seja, iríamos pegar os mesmos morros, mas ao contrário. Logo que passei o Parque de Coqueiros novamente começaram os sobe e desce, só que dessa vez em alguns deles eu já era necessário uma caminhadinha para dar uma descansada.

Após superar o último e mais acentuado dos morros, na altura do 18º Km, eu estava bem desanimado pelo esforço que não rendia. Enquanto descia, próximo dos amigos Analto e Ronaldo, avistei a Luciane Aquino, que estava voltando às corridas e já tinha participado da distância de 5 Km. Ela estava tirando fotos dos amigos e me avisou que a Aninha tinha conseguido ficar no pódio geral dos 5 Km. Isso me deu uma reanimada, ainda mais porque sabia que o nível estava forte. Fiquei bem contente e ansioso por chegar.

Fisicamente estava bem destruído nesses quilômetros finais. Não eram as pernas que limitavam, mas a dificuldade de respiração com o calor. Nem mesmo nas retas foi possível baixar o pace dos 5 min/Km. Pelo menos já tinha parado com as breves caminhadas.

Finalmente avistei a chegada, dei uma arrumadinha na postura, fiz um esforço final, dei um salto e cruzei o portal com o tempo líquido de 1h51min38s. Para a minha felicidade a Aninha estava por lá e conseguiu fazer o registro do exato momento da chegada. Depois eu desabei. Foram uns 5 minutos tentando recuperar o fôlego e me hidratar. Não teve isotônico na chegada também, mas teve muita Coca-Cola gelada. Acho que foram uns 5 copos direto pra matar a sede, mais uns copos de água e melancia. Pode não ser o ideal, mas como caiu bem.

Recebi a minha medalha e logo encontrei a Aninha toda feliz com uma linda cesta da "Três Corações". Era da premiação pela conquista da 5ª colocação geral dos 5 Km. Que orgulho dessa conquista dela. Foi para fechar com chave de ouro as provas aqui em Santa Catarina. Está de super parabéns !!!

O meu tempo foi um dos meus piores em meias maratonas, mas agora eu tenho um referencial desse percurso que, com certeza, não é o ideal para se tentar fazer um recorde pessoal. Vale muito pelo visual e passeio pelas: beira mar de São José, Praias de Coqueiros e beira mar continental de Florianópolis.

Para uma 1ª edição da Meia maratona São José - Florianópolis, achei a prova bem organizada, com a distância da meia maratona bem aferida, estrutura da arena boa, hidratação bem distribuída e em quantidade suficiente para o calor que fazia. Acho que um ponto de isotônico também seria bem-vindo, tanto no percurso como na chegada.

E esta foi a minha última prova de 2017 em Santa Catarina. Pra fechar o ano estaremos na Corrida Internacional de São Silvestre no último dia do ano com mais uns 30 mil atletas.

Percurso 2017 (21,11 Km)


Kit da 1ª Meia maratona São José - Florianópolis 2017
 Retirando os kits na Loja Decathlon da SC-401
 Chegando para a prova na Praça de Natal de São José
 Tentando correr junto com o amigo Ronaldo Urbano
(Foto: Foco Radical)
 Passagem pelas praias de Coqueiros - FLN/SC
(Foto: Foco Radical)
 Momento que recebi a pulseira de controle do Valdir Voss
(Foto: Elma)
Já voltando no Km 19 e nas áreas do Analto
(Foto: Luciane Aquino)
 É só virar e chegar !!!
(Foto: Juciana Fernandes)
Pódio da Aninha - 5ª colocada geral 5 Km
 Aninha feliz com os seus prêmios
 Descansando em uma merecida sombra

Local: Beira mar de São José
Data: 17/12/2017
Horário: 7:00 Hs (7:03 Hs)
Distância: 21,097 Km (21,11 Km)

Inscrição: R$ 60,48 (Preço Black Friday)
Kit: Camiseta, sachê de café, número de peito e chip descartável.

Tempo: 1h51min38s
Pace: 5:18 min/Km
Tênis: Puma Speed 600 Ignite

Colocação: 008 de 016 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 080 de 163 (masculino)
Colocação: 088 de 214 (geral)

quinta-feira, 16 de março de 2017

12/03/2017 - 2ª Meia Maratona de São José / SC

Foto: Alexandre Santiago - Foco Radical
2ª Meia Maratona de São José / SC

Fotos da Corrida FB (by Luciane)
Fotos da Corrida FB (by Luciano Aquino)
Fotos da Corrida FB (by Corre Brasil)

Por mais um ano a meia de São José abriu a minha temporada de meias maratonas. Não vinha de uma sequência de treinos muito firme, pois o calor que fez no último mês foi inimigo da disposição, principalmente em treinos de ritmo mais intenso. Me sentia preparado para terminar bem a prova, mas sem muita esperança de conseguir melhorar o meu tempo do ano passado, de 1h40min39s.

A organização da prova ficou por conta da Corre Brasil novamente, que já sinalizava uma grande quantidade de participantes. Foram aproximadamente 1.500 atletas inscritos, e distribuídos pelas distâncias de 5 Km, 10 Km e meia maratona (21Km). Mais um excelente público para esse evento. Eu e a Aninha confirmamos a nossa participação na meia maratona ainda no 1º lote de inscrições pra garantir um melhor preço. 

Esse ano a entrega do kit ocorreu na Loja Cassol da Av. Presidente Kennedy, próximo ao local da largada da prova, que foi na Fundação Municipal de Esportes e Lazer de São José. Isso facilita e favorece principalmente os atletas que vem de fora. A entrega do kit completo foi realizada durante o sábado e para aqueles que quisessem retirar momentos antes da prova era possível pegar somente o chip e o número de peito.

Mesmo morando a poucas quadras da largada fomos cedinho no dia da prova, chegando por volta das 6 horas da manhã, sendo que a largada estava prevista para as 7 horas. O movimento ainda era tranquilo, mas já estava tudo pronto, com muitas tendas de serviços, assessorias e uma feirinha com produtos para os corredores.

Na edição de 2016 eu havia descrito sobre a quantidade de banheiros insuficientes para o público presente, e nesse ano esse item foi corrigido. Também tinha criticado o número de peito cuja fixação era por cola (no meu caso desprendeu durante a corrida e tive que correr com ele segurando), e esse ano voltou a tradicional fixação por alfinetes. Fico feliz quando a organização busca melhorias a cada prova. 

A largada atrasou alguns minutos e inicialmente partiram os atletas portadores de necessidades especiais, a maioria do Instituto Paulo Escobar e do Projeto Sexto Sentido. Um fato curioso e que me deixou bastante admirado foi ver a cena da amiga Rosângela, guiando o amigo Marco Laurindo (deficiente visual), e este empurrando um cadeirante pelas ruas de São José. E concluíram a prova com sucesso junto com os demais participantes. Grande exemplo de superação. Estão de parabéns.

Alguns minutos depois foi dada a largada para todos os outros atletas das distâncias de 5 Km, 10 Km e 21 Km. Não houve largada diferenciada. O dia estava fechado, com as nuvens segurando a incidência direta do sol, mas já estava abafado, cerca de 27 ºC. Menos mal, se comparado aos últimos dias.

Fui me posicionar para a largada meio atrasado e tive que ficar em uma posição intermediária. Demorei mais de 45 segundos até conseguir passar pelo portal. Durante os primeiros quilômetros corri bem limitado, não querendo forçar muito e também pela quantidade de atletas ainda encaixotado. Saímos da Fundação de Esportes e seguimos no sentido de Florianópolis. Logo após a divisa (já sem o portal esse ano) viramos à esquerda e saímos da beira mar, completando o 1º Km. 

Entramos na Av. Presidente Kennedy e por cerca de 3,5 Km seguimos por ela. Estava com uma das pistas fechada para os atletas. Nesse trecho já estava sentindo que o ritmo não estava dos melhores comparado ao do ano passado, mas também não queria me esforçar demais, pois sabia da complicação dos morros na 2ª parte da prova. Mais ou menos no meio da avenida havia um posto de hidratação de água.

Na altura do Supermercado Bistek houve a divisão dos que fariam as distâncias de 5 Km e 10 Km, que retornaram para a avenida beira mar. Nesse retorno passei pelo amigo Thiago José que estava por lá acompanhando a prova e fazendo uns registros. Nós, dos 21 Km seguimos um pouco mais à frente, já pegando umas pequenas elevações até o início do Centro Histórico de São José, onde também retornamos para a avenida beira mar. Nesse ponto havia outro posto de hidratação de água.

Entrando pela beira mar de São José caímos no plano novamente, também com uma das pistas fechada para os atletas, e foi onde consegui manter os meus melhores paces da prova. Na altura do 7º Km passamos ao lado do portal de chegada. Boa parte dos corredores dos 5 Km já tinham terminado a sua participação e já descansavam. Bom para receber o apoio dos amigos e do público que assistiam. Nós seguimos reto e iniciamos a 2ª volta.

Garmin - Meia maratona Caixa de São José 2017

A minha desistência mental de conseguir melhorar o meu tempo aconteceu a partir do 9º Km, ao retornar à Av. Pres. Kennedy. Não estava fácil segurar o ritmo e ainda teria que recuperar alguns minutos. Tudo bem, mas ainda tentaria fazer o melhor possível.

Nessa 2ª volta não fizemos o retorno entrando pela beira mar e seguimos reto pela Av. Frederico Afonso, sentido Palhoça. Como havia previsto, até o 13º Km, onde o percurso é mais plano deu pra manter o pace abaixo dos 5 min/km. Chegando próximo do Orionópolis, teve um posto de hidratação com isotônico, em copo. Caiu super bem. As coisas complicariam um pouco a partir daí.

Como estava calor peguei água ou isotônico em todos os postos de hidratação. E o bom é que estavam todas geladas. Tomava quase tudo e um finalzinho dava uma refrescada na cabeça. Nem lembrei de usar o gel de carboidrato. Só levei pra passear. Também não senti falta.

Iniciamos então a parte mais crítica, o retorno pela Ponta de Baixo. Meu rendimento foi caindo à medida que iam aparecendo as elevações. Nesse trecho, o amigo Luiz Felipe, que estava de bike, me acompanhou dando uma força por alguns quilômetros. Foi legal que também fez vários registros. Em uma das subidas mais ingrimes, encontrei o seu Marino caminhando. Cheguei próximo dele e não resisti, caminhei também. Era muito esforço pra subir correndo. Esse deve ter sido o meu pior pace da prova.

Aos trancos e barrancos fui vencendo os altos e baixos da Ponta de Baixo, que ia me distraindo com o seu lindo visual, diferente e bem bonito. Durante o ano passado foi feita a revitalização da orla e do trapiche. 

Com cerca de 17,5 Km caímos novamente na Av. Frederico Afonso, saindo em frente à igreja. A parte mais difícil estava vencida. A partir de então era só seguir no sentido da avenida beira mar. Ainda com pace acima dos 5 min/Km aos poucos fui conseguindo diminuir novamente.

Finalmente a tão esperada avenida beira mar apareceu e faltava pouco mais de 1 Km para completar a prova. Tentei acelerar, mas estava no meu limite. Deu para notar que o meu fator limitante na prova foi a respiração, pois as pernas, apesar de cansadas, estavam boas ainda. Passei pelo amigo James que também estava fechando a prova, mas estava com dificuldades por causa de dores nas costas. Chegamos quase juntos como no ano passado.

Quando avistei o portal de chegada ele já mostrava quase 1h46min de prova. Não consegui nem brigar por um sub-1h45min. O tempo líquido ficou em 1h45min16s. Deu até pra chegar dando um saltinho de comemoração, que a amiga Luciane Aquino registrou bem o momento.

Acho que cheguei bem desidratado, mesmo bebendo bastante líquido no percurso. Retirei a medalha e tomei 2 copos de isotônico e uns 4 copos de água, além de comer 2 pedaços de melancia. Em seguida corri pra acompanhar a chegada da Aninha, que também não teve uma vida fácil durante a prova, como boa parte dos amigos que participaram. Fui acompanhando ela ainda no último quilômetro. O importante é que todos chegaram bem. Ela completando a sua 3ª meia maratona e eu a minha 42ª. Confira aqui !!!

Não consegui assistir muito a premiação. Ficamos por lá descansando e conversando com os amigos que participaram ou foram lá prestigiar. Um fato que fiquei sabendo no final é que durante a prova, no bolsão de estacionamento onde deixamos os carros, haviam quebrado o vidro do carro do nosso amigo Jander de Imbituba, e levaram seus pertences e da família. Que situação chata, ainda mais pra quem vem de viagem.

Novamente tivemos um excelente evento com uma ótima organização da Corre Brasil. A distância, pelo menos da meia maratona, estava correta. O horário da largada antecipado para às 7 horas também ajudou. Teve também uma excelente hidratação durante a prova com água gelada, além de uma boa estrutura na arena para atender a chegada dos atletas.

Percurso 2017 (21,17 Km)
Kit da Meia maratona de São José 2017
 Galera animada antes da prova
 Com James. Não foi combinado !!! 
Momento descontração antes da prova com a Aninha
(Foto: Lia Lopes)

Na largada é só alegria
(Foto: Luciano Aquino)
Abrindo a 2ª volta
(Foto: Luciane Aquino)
Próximo ao supermercado Bistek
(Foto: Thiago José)
 Passando pelo Centro Histórico de São José
(Foto: Mark Maderovisk - Foco Radical)
Fazendo força nos morros da Ponta de Baixo
(Foto: Luiz Felipe)
 Acelerando na reta final
(Foto: Felipe Cruz - Foco Radical)

Chegada. Tempo líquido 1h45min16s.
(Foto: Christian Schmidt Mendes - Foco Radical)

Ano passado a Aninha me acompanhou no final. Esse ano foi a minha vez.
(Foto: Foco Radical)

Medalha da prova. O balão ao fundo acho que não subiu !!!

Local: Beira mar de São José / SC
Data: 12/03/2017 
Horário: 07:00 Hs 
Distância: 21,097 Km (21,17 Km) 

Inscrição: R$ 64,00 no 1º lote 
Kit: Número do peito, sacola, camiseta, squeeze, gel de carboidrato, tablete de castanha com café, revista Corre Brasil, e chip descartável.  

Tempo: 1h45min16s
Pace: 4:58 min/Km

Colocação: 011 de 026 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 084 de 267 (masculino)
Colocação: 093 de 343 (geral)