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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

31/12/2025 - 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025

 Foto: Fotop

100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025


Foi uma verdadeira maratona participar da 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre e da minha 15ª participação. Fiquei muito contente por ter tido a oportunidade de ter conseguido correr e comemorado essa edição especial histórica. Foi uma verdadeira festa, com o recorde de participantes, 55.000 atletas inscritos, fora os pipocas. Mesmo com todo o esforço logístico para poder participar ocorreu tudo dentro do planejado. 

Tudo começou com a disputada inscrição. Foi feita pelo site da Ticket Sports, no dia 25/09/2025. A inscrição se encerrou em algumas horas, no final da tarde do mesmo dia. Muitos problemas e reclamações de dificuldades de acesso, frustrando muitas pessoas que queriam participar. Depois de várias tentativas e quase perdendo as esperanças, consegui fazer a minha inscrição e da Aninha. Foi um sufoco. Não vi tanta reclamação em relação ao preço, que foi R$ 358,29 para o kit mais simples (no ano anterior tinha sido R$ 280,70). Acho que o importante foi conseguir.

Como já tínhamos intenção de participar, compramos as passagens e reservamos o hotel antes da abertura das inscrições. Nos planejamos porque sabíamos que após as inscrições a procura aumentaria e ficaria tudo mais caro. Reservei o London Class Hotéis, na Alameda Jaú, por R$ 488,15. A maioria dos outro hotéis já estava tudo acima de R$ 700 ou nem tinham mais vagas. Gostamos de ficar próximo da Av. Paulista na véspera, pois fácil o deslocamento pré e pós-prova.

A passagem de ida comprei com milhas Smiles, 12.800 mais taxa de R$ 50,92, por Congonhas. E a de volta, por Guarulhos, saiu por R$ 252,34 com taxas. 

Desta vez nos programamos para chegar no dia 29/12 (penúltimo dia) para a retirada dos kits. O período de retirada foi de 27 a 30 de dezembro. Chegamos pelo aeroporto de Congonhas e fomos direto para o Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera. Pegamos um UBER (R$ 41,93). O dia estava muito quente e não foi fácil chegar até local exato sob um sol intenso e com as malas ainda.

Como chegamos no meio da tarde, acabamos não pegando fila para entrar no pavilhão e retirar os nossos kits. Estranhei que foi bem tranquilo, mas pensei que por ser interno teria uma climatização melhor, mas estava até pior que do lado de fora. A entrega foi feita em filas separadas pela cor do pelotão. O nosso foi o verde par.   

De posse dos nossos kits fomos visitar a Expo, que estava bem grande e lotada. Muitas opções de produtos e roupas disponíveis, com destaque para a Loja da Asics, uma das marcas patrocinadoras do evento. Não conseguimos ver muitas coisas, pois todos os stands estavam bem cheios e estava complicado de andar e com aquele calor todo. Fizemos somente alguns registros nos vários painéis disponíveis alusivos à 100ª edição, inclusive um painel gigante (o maior que vi até hoje), com o nome de todos os atletas inscritos.

Sorte que fomos um dia antes para a retirada dos kits, pois vários atletas que deixaram para o final do último dia, ficaram sem receber as suas camisetas da 100ª edição da São Silvestre. Por algum problema de logística acabaram as camisetas e causou esse inconveniente. Muito frustrante para quem ficou sem, mesmo tendo a promessa de receberem depois.

Como essa edição foi histórica, fechei um pacote promocional de fotos, pela FOTOP, empresa credenciada para as fotos e vídeos da São Silvestre. Pelo valor de R$ 139,90 foram disponibilizadas todas as fotos feitas pela equipe de fotógrafos da FOTOP. Valeu muito a pena, pois no meu caso, foram mais de 500 fotos, identificadas pelo número de peito.

Na tarde do dia 30/12, fomos para o hotel, localizado na Alameda Jaú. Fizemos o reconhecimento da região da Av. Paulista, e vimos os preparativos para a prova e o palco do show da virada do ano. Os prédios e a avenida estavam tudo ainda com decorações natalinas, e já em clima de festa de final de ano. Jantamos em um dos shoppings da Av. Paulista, pegamos um lanchinho pro café da manhã, e nos recolhemos para descansar, pois o hotel não oferecia esse serviço, mas disponibilizava fogão, microondas e utensílios para cozinha, no apartamento.

As largadas foram feitas em ondas, saindo primeiro o pelotão premium às 8h08, e a partir das 8h10, o pelotão geral (em ondas, com as cores azul, verde e vermelho). A nossa onda era a verde par, com previsão de largada às 8h40 somente. Sabendo disso saímos do hotel às 7h30, imaginando que seria fácil o acesso. Mas foi bem complicado e exigiu uma boa caminhada para passar para o outro lado da Av. Paulista e seguir pelas ruas paralelas, até conseguimos encontrar a entrada de acesso da nossa cor. No total, caminhamos por cerca de dois quilômetros e levamos cerca de 30 minutos. 

O controle de acesso estava bem rigoroso. Depois que entramos no nosso setor não demorou muito para iniciarem as largadas. Não tivemos muito tempo pra ficar curtindo aquele pré-prova com a animação dos atletas comemorando os 100 anos de São Silvestre. Estávamos um pouco à frente do MASP. O tempo ajudou, e não estava com o calor e o sol tão intenso como nos últimos dias.

Imaginando a dificuldade que seria correr para fazer um bom tempo, optei por correr junto com a Aninha e curtir mais a prova. Passamos pelo portal da largada exatamente às 8h43. Até estranhei que esse início não foi tão tumultuado como das outras vezes. Estava mais espaçado. E partimos para curtir a nossa aventura, sem compromisso de tempo. Larguei tão empolgado, fazendo uma live, que esqueci até de ligar o Garmin e perdi os primeiros quilômetros. Sorte que estava junto da Aninha, que registrou tudo certinho.

Começamos bem leve e até deu pra trotar depois que passamos pela portal. Ao redor, como sempre, o público dava aquele incentivo a todos os atletas. Nesse início e próximo da chegada as calçadas ficam lotadas de gente torcendo e gritando palavras de incentivo. Provavelmente, no horário que largamos, os campeões da São Silvestre já estavam chegando, do outro lado, pela Av. Brigadeiro.

Apesar da quantidade de atletas, o 1º km foi até melhor que do ano passado, pois deu pra trotar um pouco mais solto. Já no 2º km, na descida ao lado do Estádio do Pacaembu, já fomos no ritmo do fluxo, sem ficar desviando tanto e indo pela calçada para ganhar algum tempo. 


No trecho da Av. Pacaembu, que é mais plana e larga, é onde conseguimos correr melhor e seguir em uma pace sem muita interferência do congestionamento. São nesses 4º e 5º km que é normalmente é bom ganhar uma gordurinha de segundos, pra ser compensado no final da subida da Av. Brigadeiro. Foram os nossos melhores paces da prova.

Correndo em um ritmo confortável, não queríamos caminhar na prova, e fomos focados no devagar e sempre. Pegamos água em todos os postos de hidratação, que estavam distribuídos de 3 em 3 km. Como estava calor a água foi imprescindível, e pelo menos na nossa passagem, não tivemos problemas de falta. Era melhor pegar os copinhos de água um pouco mais à frente, pra conseguir ela mais geladinha. 

Nas passagens pela Av. Rio Branco e a parte central da cidade: Av. Ipiranga, Av. São João, Av. Duque de Caixas, Largo do Arouche e Praça de República, corremos com pace próximo de 7 min/km, e como tinha comprado o pacote de fotos, fomos sempre buscando pelos fotógrafos da FOTOP, principalmente nesses pontos principais.

Eu estava curtindo bastante fazer a minha corrida sem estar no meu limite, pois podia observar melhor os locais por onde passávamos. Quando corremos contra o relógio, o foco acaba sendo outro. A Aninha seguia firme e concentrada. Durante o percurso foi legal que também pudemos encontrar alguns amigos de Santa Catarina: o Fausto e a Sô (de noivos e comemorando bodas de prata), a Marilei e o Daniel, o Brito, a Mariléia, o Éderson.  

Não demorou muito e estávamos passando pelo Largo do Paissandu, Praça Ramos de Azevedo, Rua Cel Xavier de Toledo, Viaduto Nove de Julho e Rua Maria Paula, que dava acesso à temida e esperada Av. Brigadeiro. 

Chegamos bem para encarar a Av. Brigadeiro dessa vez. Nos anos anteriores que vinha em ritmo mais forte, não conseguia subir continuamente, sem dar uma caminhada. Ela começa em uma subidinha mais suave e vai dificultando. A Aninha vinha firme e também encarou a Av. Brigadeiro sem caminhar, ou melhor, só deu uma paradinha pra pegar uma cervejinha no "Km 41", na verdade Km 14, onde um grupo tradicionalmente distribui copinhos de cerveja aos atletas, para aquela hidratação final. 

Depois da cerveja, já estamos no final da subida da Av. Brigadeiro, e ao redor o público lota as calçadas para torcer e ver a passagem dos atletas. É o momento que parece que recebemos uma energia adicional para entrar com tudo pela Av. Paulista. A parte mais emocionante de toda a prova, pois sentimos que estamos terminando, e podemos encerrar o ano com a missão cumprida.

Eu e a Aninha viemos pela reta final felizes e curtindo os instantes finais da prova. Chegamos de mãos dadas e cravamos o mesmo tempo líquido 1h52. Nossa expectativa era conseguir terminar a São Silvestre abaixo de 2h, e sem caminhar durante o percurso. Conseguimos cumprir felizes a nossa meta.

Após a chegada tivemos que andar bastante em frente e fomos nos hidratando com os tanques de copos de água espalhados no pós-prova. Pegamos até um picolé da Bacio de Latte, que estava sendo distribuído aos atletas concluintes. Muito bom. 

Na sequência fomos retirar a tão esperada medalha da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025. Ainda estava tranquilo a distribuição das medalhas, mas soube posteriormente, que alguns atletas, que chegaram mais no final da prova, ficaram sem a medalha. Mesmo a organização prometendo entregar posteriormente é bem frustrante pra quem se dedicou a terminar a prova ter a sua recompensa adiada. Além da medalha, foi dado um suplemento alimentar líquido Rehidrat.

Felizes e com as medalhas na mão, fizemos os devidos registros e corremos para o hotel, para dar tempo de tomar um banho e fazer o check-out, às 12 horas. Dessa vez não conseguimos nenhuma extensão desse horário. Aliás, isso foi outra novela, pois saímos de um lado da Av. Paulista e tivemos que ir para o outro lado novamente, porém quase todas as ruas bloqueadas. 

Ficamos muito satisfeitos e contentes em ter participado dessa edição histórica, 100ª Corrida Internacional de São Silvestre, com sucesso, e dentro das nossas expectativas. Particularmente não tivemos grandes problemas, apesar de ver vários relatos nas redes sociais de clonagem de números, falta de kits e de medalhas. Vários processos precisam ser revistos, e que esses acontecimentos sirvam de exemplo para melhorias nas próximas edições.

Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2025
Kit da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025
Retirada do kit da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 
Conferindo o nome na lista de inscritos !!!
Painéis para fotos na retirada do kit
Essa medalha é linda
Passeio pela Av. Paulista na véspera, no palco da virada
Começando a prova. Ainda no celular
Passagem pelo viaduto. Imagem bonita.
No meio da prova passando por mais um viaduto
Legal essas imagens de cima.
Por enquanto tudo certo
Os prédios ajudavam um pouco com sol
Vamos subir a Av. Brigadeiro
Estamos chegando
Chegamos
Eu e a Aninha com as medalhas 
Medalha da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 
Resultado oficial


Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
Data: 31/12/2025
Horário: 8h05 (8h43)
Distância: 15 km (15,36 km)

Inscrição: R$ 358,29 (2º lote, com taxa)
Kit: 1 garrafa de suplemento alimentar líquido REHIDRAT 625ml, 1 caixinha de Água de Côco COPRA 200 ml, 1 Torrone Montevérgine, 45g, 1 sachê de Drip Coffee Gourmet 3 Corações 10g, 1 sachê cappuccino 3 Corações 20g, 1 sacola grande, camiseta, número do peito com chip.

Tempo: 1h52min00
Pace: 7:18 min/km
Tênis: Olympikus Corre Grafeno 3

2025
Colocação: 924 de 2.248 (55-59 anos)
Colocação: 13.042 de 28.420 (masculino)
Colocação: 18.591 de 53.180 (geral)

2024
Colocação: 713 de 2.317 (50-54 anos)
Colocação: 6.473 de 21.690 (masculino)
Colocação: 7.623 de 35.222 (geral)

2023
Colocação: 634 de 2.216 (50-54 anos)
Colocação: 5.703 de 20.309 (masculino)
Colocação: 6.561 de 32.442 (geral)

2022
Colocação: 554 de "2.189" (50-54 anos)
Colocação: 5.136 de "19.173" (masculino)
Colocação: 5.866 de "29.863" (geral)

2021
Colocação: 947 de "1.270" (50-54 anos)
Colocação: 8.020 de "11.011" (masculino)
Colocação: 10.360 de "15.603" (geral)

2019
Colocação: 769 de "2.700" (45-49 anos)
Colocação: 5.350 de "19.969" (masculino)
Colocação: "6.002" de "30.086" (geral)

2018
Colocação: 340 de "2.332" (45-49 anos)
Colocação: 2.378 de "17.629" (masculino)
Colocação: "2.548" de "26.155" (geral
)

terça-feira, 16 de janeiro de 2024

31/12/2023 - 98ª Corrida Internacional de São Silvestre 2023

Foto: Fotop

98ª Corrida Internacional de São Silvestre 2023


O final de 2023 foi uma correria para nós e no último dia do ano não poderia ser diferente. Pela 13ª vez participei da Corrida Internacional de São Silvestre, que completou a sua 98ª edição. Agora, totalmente sem os efeitos de qualquer restrição em relação a pandemia por causa da COVID, o número de atletas chegou a 35 mil inscritos, um público recorde para o evento.

Como nos últimos anos, não cheguei bem preparado para correr a São Silvestre. O maior treino que tinha feito foi a corrida Volta Internacional da Pampulha com seus mais de 18 km, no início de Dezembro. Pelo menos sabia que daria pra terminar, nem que fosse caminhando. Mas eu queria pelo menos melhorar o tempo do ano anterior que tinha sido de 1h32min37.

As passagens de avião consegui comprar antecipadamente. Pela GOL encontrei valores bem em conta: 10.200 milhas na ida de FLN para GRU (comprada em Agosto) e R$ 231,53 para a volta de GRU para FLN (comprada em Junho). O hotel eu demorei mais pra reservar e paguei um pouco mais caro. Ficamos no Mercure São Paulo Pamplona, com café da manhã incluso por R$ 439,83 o casal. O hotel fica a cerca de quatro quarteirões, em subida, da Av. Paulista na altura do Shopping Cidade São Paulo.

Como nos outros anos, fui de Florianópolis para São Paulo no dia 29/12 e a Aninha foi de Curitiba no dia 30/12. Nos encontramos na Expo Center Norte, local da retirada dos kits neste ano. Dia 30/12 é o último dia da retirada e é quando a maioria dos atletas vindo de outras regiões chegam. Fui para lá próximo das 11 horas e peguei uma fila até do lado de fora. E o pior, estava chovendo. Menos mal que tinha levado uma capa de chuva, mas a grande maioria das pessoas ficaram na chuva mesmo. 

O tempo de espera foi grande. Levei mais de 1 hora e meia na fila e deu até tempo pra Aninha chegar. A separação dos setores por cores achei que ficou mal distribuída com poucos pontos de atendimento principalmente para as cores da maioria dos atletas. Uma vez retirados os kits demos uma volta pela Expo pra comprar alguns acessórios, tirar algumas fotos e participar de alguns sorteios de brindes. Depois pegamos um UBER (R$ 28,31) direto para o hotel fazer o nosso check-in. 

Sábado normalmente é dia de feijoada em São Paulo e aproveitamos a oportunidade para almoçar em uma padaria próxima do hotel. Em seguida fomos as compras na Rua 25 de março, pegando o metrô. Mais à noite, já bem cansados, fomos jantar no Shopping Cidade São Paulo, pra depois conseguir descansar para a corrida na manhã do dia seguinte.

O horário da largada para o pelotão geral estava previsto para às 8h05. Especialmente para o dia do evento, o hotel disponibilizou o café da manhã a partir das 6h30. Isso foi bom, pois teríamos um tempinho para comer rapidinho e nos prepararmos para a prova. 

Logo depois das 7 horas eu e a Aninha deixamos o hotel rumo a largada, na Av. Paulista. O nosso setor era o verde e andamos quase um quilômetro até conseguirmos achar o acesso ao setor. As ruas perpendiculares à Av. Paulista ficam todas fechadas e só podem entrar os atletas com a cor certa de cada setor. Procuramos nos posicionar perto da câmera e dos cartazes que chamam a atenção e aparecem na TV todo ano. Legal que a gente até apareceu nas tomadas aéreas.

Dada a largada, demoramos cerca de 8 minutos até passarmos pelo portal e efetivamente registrar o nosso início. Eu e a Aninha combinamos de cada um fazer a sua prova e logo após a largada acabamos nos separando. Ela diz que corre mais confortável e sem pressão. O 1º km, como sempre, foi impossível de se correr no meio da multidão, e comecei com pace de 7:35 min/km. Tudo bem que eu iria fazer a prova tranquilo, mas ainda queria melhorar meu tempo.

No 2º km descemos a Av. Maj. Natanael, ao lado do Estádio do Pacaembu, e deveria ajudar a melhorar o pace, mas também continuou travado, mesmo eu correndo pela calçada e desviando bastante. O pace abaixou para 6:07 min/km. Minha esperança era que abrisse mais espaço a medida que fosse avançando, mas demorou isso acontecer.

Comecei a correr melhor quando entramos pela Av. Pacaembu, que é uma grande reta plana e larga, com uma extensão de aproximadamente 1,5 km. Consegui desenvolver um pouco melhor e fazer um ritmo próximo do que já estou acostumado. Ajudou que o dia não estava muito quente e o sol ainda não estava tão forte.

Procurei beber água em todos os postos de hidratação por onde passei. Não tive grandes problemas quanto a disponibilidade de água e dos tanques para gelar. Procuro sempre pegar o copo de água dos tanques finais para não perder tempo no tumulto dos primeiros. Passamos pelo Memorial da América Latina com pouco mais de 4 km percorridos. Neste trecho voltou a ficar congestionado e o pace também subiu. 

Depois de 5 km percorridos, chegamos à Av. Rudge, onde termina a parte de descidas e começa a de subidas. Não são tão fortes, mas constantes. Os meus paces estavam virando em torno de 6 min/km, mas eu queria mesmo era recuperar o tempo perdido no início e rodar mais próximo de 5:30 min/km. Entrei pela reta mais longa da prova, a Av. Rio Branco, com cerca de 2,5 km de extensão, mas neste trecho ainda não consegui aumentar o ritmo.
 
A partir do 8º km já na parte central da cidade, passando pela Av. Ipiranga, Av. São João, Av. Duque de Caxias, Largo do Arouche e Praça da República, o meu pace começou a melhorar e consegui correr abaixo de 5:45 min/km até o 12º km. Estava correndo mais livre e onde o sol não incidia diretamente. Até voltei a me animar em conseguir melhorar meu tempo em relação ao ano anterior.


Minha passagem pelos 10 km foi cravada em 1 hora. Isso era um bom sinal, pois tinha conseguido trazer o pace médio para o que eu queria, 6 min/km. Novamente passamos pela Av. São João, contornamos o Largo do Paissandu, a Praça Ramos de Azevedo, e dessa vez seguimos pela Rua Cel Xavier de Toledo até passarmos pelo Viaduto Nove de Julho, Viaduto Jacareí e sairmos na Rua Maria Paula, onde completamos 13 km percorridos.

Como fiz a prova sem forçar muito, imaginava subir os quilômetros da Av. Brigadeiro sem caminhar, e cruzar a linha de chegada mais inteiro que das últimas vezes. A subida inicial da Av. Brigadeiro é mais tranquila e leve, por isso trotei bem de boa, sem muito esforço. Deu até pra mandar um áudio do celular para avisar a minha mãe e meu irmão que eu já estava subindo e logo passaria por eles, que estavam  quase no finalzinho da Av. Brigadeiro. 

Acho que a parte mais difícil da prova é depois que passamos o 14º km. As pernas já ficam mais pesadas, a subida fica mais íngreme, e parece que a Av. Paulista não chega nunca. Porém nesse trecho é onde o público se concentra e empurra os atletas com a sua energia. Pra ajudar, temos um incentivo extra de um grupo de atletas que distribuem todo ano um copo de cerveja geladinha (km41). Como isso cai bem. Eu peguei o meu copo, fui bebendo e subindo com ela, sem parar de correr.

Um pouco mais a frente, avisto meu irmão e minha mãe, que sempre vem para nos prestigiar e torcer. Dessa vez eu até parei e voltei um pouco pra fazer umas selfies com eles, mas não deram muito certo as minhas fotos e filmagens. Pena. Menos mal que eles conseguiram fazer o registro da minha passagem. Segui em frente para completar a prova.

Esse trecho final é a parte mais gostosa da prova, finalzinho da Av. Brigadeiro e entrada na Av. Paulista. Os dois lados da rua ficam lotadas de pessoas torcendo, e o público gritando e apoiando os atletas que passam. Muito bom sentir essa energia e eu sempre gosto de registrar esses momentos. Dessa vez cheguei bem, sem fisgadas nas pernas e sem precisar caminhar em nenhum momento. Só lamento não ter acelerado um pouco mais para tirar os poucos segundos que escaparam em relação ao ano passado.

Após cruzar o portal de chegada não se pode parar para tirar fotos e fazer registros.  Temos que seguir andando pois é muita gente chegando atrás e isso travaria toda a chegada. Caminhei mais a frente por uns 400 metros e fiquei a espera da Aninha. Dei uma conferida pelo localizador no celular e ela ainda estava chegando na Av. Brigadeiro. 

Cruzei a linha de chegada com o tempo líquido de 1h32min43s. Na hora eu não sabia, mas foram apenas 6 segundos a mais que em 2022. Era pra ter tirado essa diferença tranquilamente, pois voltei para tirar fotos com minha mãe e irmão...rs. Também podia ter acelerado um pouco mais em vários trechos, mas tudo bem. O importante é que deu pra concluir e em condições físicas finais bem melhor que no ano passado. Muito bom.

A Aninha chegou com o tempo líquido de 2h02min06, contra as 2h02min16s de 2022. Acabou até melhorando o seu tempo por poucos segundos. Engraçado que tanto eu como ela repetimos o tempo da prova nos mesmos minutos. Eu com 1h32min e ela com 2h02. Coisa rara de acontecer.

A dispersão na chegada da São Silvestre é bem complicada e bem difícil de se achar por ali. As ruas ficam fechadas e pra gente poder sair temos que dar algumas voltas. Retirei minha medalha, recebi o kit lanche pós-prova e só depois consegui encontrar a Aninha. Achei a medalha bem bonita e gosto que a cada ano vão mudando.

Depois fomos direto para o hotel para tomar um banho e continuar o café da manhã. O horário do café da manhã ainda estava aberto, mas para quem já tinha tomado o café mais cedo teria que pagar novamente. Então só pedi um copo de suco e desistimos. Em seguida fomos encontrar meu irmão e minha mãe e seguimos para Guarulhos, para um bom almoço na casa dos meus pais.

Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2023
Kit da 98ª Corrida Internacional de São Silvestre 2023
Números na mão    
#saosilvestre #euvou 
Concentração na largada 
Eu de branco e a Aninha de azul olhando o celular na largada
Correndo com um pouco mais de espaço
(Foto: Fotop)
Subindo a Av. Brigadeiro e registrando
(Foto: Fotop)
Subindo a Av. Brigadeiro e registrando
Aninha chegando
(Foto: Fotop)
Minha mãe esperando a nossa passagem na Av. Brigadeiro
Meu irmão e minha mãe assistindo na Av. Brigadeiro
Feliz com mais uma São Silvestre concluída com sucesso
Eu e a Aninha com as medalhas, já no hotel
Medalha da 98ª Corrida Internacional de São Silvestre 2023


Resultado oficial


Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
Data: 31/12/2023
Horário: 8h (8h12)
Distância: 15 km (15,31 km)

Inscrição: R$ 230,00
Kit: Sacola, camiseta, um sache de café três corações 11g, um sachê de carbogel Xtreme (30g), dois sachês bendita cânfora (2g), um sachê de chá leão (11g), um sachê de óleo de côco COPRA (15ml), número do peito e chip descartável.

Tempo: 1h32min43
Pace: 6:06 min/km
Tênis: Fila Carbon Tri

2023
Colocação: 634 de 2.216 (50-54 anos)
Colocação: 5.703 de 20.309 (masculino)
Colocação: 6.561 de 32.442 (geral)

2022
Colocação: 554 de "2.189" (50-54 anos)
Colocação: 5.136 de "19.173" (masculino)
Colocação: 5.866 de "29.863" (geral)

2021
Colocação: 947 de "1.270" (50-54 anos)
Colocação: 8.020 de "11.011" (masculino)
Colocação: 10.360 de "15.603" (geral)

2019
Colocação: 769 de "2.700" (45-49 anos)
Colocação: 5.350 de "19.969" (masculino)
Colocação: "6.002" de "30.086" (geral)

2018
Colocação: 340 de "2.332" (45-49 anos)
Colocação: 2.378 de "17.629" (masculino)
Colocação: "2.548" de "26.155" (geral
)

domingo, 22 de janeiro de 2023

31/12/2022 - 97ª Corrida Internacional de São Silvestre 2022

Fotop

97ª Corrida Internacional de São Silvestre 2022


A 97ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre foi a segunda maior em quantidade de atletas concluintes de todas as edições. Neste ano não teve restrições quanto ao uso de máscaras por causa da COVID, um dos motivos que acredito ter propiciado o grande número de atletas. Foi também a minha 12ª participação nesta prova, que venho participando desde o ano de 2009. É a realização de uma vontade que vinha desde criança quando costumava assistir pela televisão, no último dia do ano.

Este ano por conta da correria do segundo semestre não me programei direito para a prova em todos os sentidos. Fiz a inscrição somente no início do mês de novembro e como deixei pra comprar as passagens e reservar uma acomodação em cima da hora, não consegui bons preços. Passagem de ida R$ 345, passagem de volta 12.000 milhas Smiles. A hospedagem, já sem muitas opções, foi num Studio chamado Ape Paulista Bela Cintra. por R$ 319,50, sem café da manhã. Bem localizado e próximo à Av. Consolação e Av. Paulista, mas ainda prefiro os serviços de um hotel.

Nos anos anteriores eu costuma chegar em São Paulo no dia 29/12 para retirar o kit com mais tranquilidade, mas desta vez por questões de custo fui somente no dia 30/12, último dia para a retirada dos kits.  Eu e a Aninha chegamos no aeroporto de Congonhas próximo das 12 horas e fomos direto para o Palácio de Convenções do Anhembi para a retirada dos kits. Achamos o UBER com valor elevado, R$54,00 e acabamos descobrindo um ônibus de linha que saía de frente do aeroporto de Congonhas (Linha 175T) e deixava a 1,5 km do Anhembi, por R$ 4,40. Ainda pegamos um UBER pra ficar na porta do Anhembi, que ficou R$ 10,00. Bom saber dessa opção.

Chegamos próximo das 14 horas no Palácio de Convenções do Anhembi e estava bem tranquilo para a retirada dos kits, cujo horário encerraria às 17 horas. Não pegamos fila alguma e foi bem rapidinho. Aproveitamos para dar uma olhadinha na Expo ainda, que também já estava sem grande movimento. Não compramos nada dessa vez. O kit desse ano estava bem básico: sacola, camiseta e número de peito. Praticamente não teve brindes de patrocinadores. Isso causou muita frustração aos atletas que já tinham se acostumado com os kits recheados de brindes.

Após a retirada dos kits fomos deixar a bagagem no apartamento e saímos para dar uma volta pela Rua 25 de Março, pra variar um pouco. Já estava quase tudo fechando, mas deu pra aproveitar e fazer umas comprinhas.  Logo à noite, como estávamos pertinho da Av. Paulista, fomos dar uma olhada no palco preparado para a virada do ano, jantamos no Shopping Center 3 e verificamos como estava a preparação para a prova.

O dia foi cansativo e a vantagem de ficar nas proximidades da Av. Paulista é que não precisamos acordar tão cedo para a prova e nem depender de nenhum meio de transporte. Como estávamos em um studio pudemos fazer o café da manhã no quarto mesmo sem cair na tentação dos exageros de um café da manhã de um hotel. 

No dia da prova fomos para o local da largada às 7h15. A largada para o pelotão geral estava prevista para as 8h05. Eu e a Aninha estávamos no setor laranja e foi bem perto e fácil de chegar. Ficamos posicionados mais a frente do MASP, perto de uma das câmeras de TV. Conseguimos encontrar o amigo Fausto, a D. Eni e o pessoal do grupo Somos loucas e loucos por corridas, antes da largada.

O dia não estava muito quente como nos outros anos e esperamos bem pouco para a largada. Por incrível que pareça senti que o espaçamento entre os atletas estava mais tranquilo. Não estávamos tão aglomerados como nos outros anos, onde próximo do horário da largada, mal dava pra se mexer. 

Às 8h05 pontualmente foi dada a largada para o pelotão geral e mesmo estando mais a frente da massa de atletas, demoramos cerca de 8 minutos até passar pelo portal, quando começa a contar efeticamente o tempo da prova. Eu e a Aninha saímos juntos, mas como ela iria fazer a prova bem tranquila, me liberou para ir em frente e fazer o meu melhor.

Os primeiros quilômetros são mais fáceis porque ainda estamos com todo o gás e a maior parte é em descida. Porém, devido a grande quantidade de atletas fica difícil desenvolver um ritmo normal e constante. Muita gente parando para filmar, tirar fotos e até já caminhando. Resultado: 1º km em 7:04  min/km e 2º km em 6:00 min/km. Isso porque ainda neste trecho tem uma forte descida ao lado do Estádio do Pacaembu.



Altimetria


Do início do 2º km até os 3,5 km corremos pela Av. Pacaembu, que é um trecho mais plano. Como essa avenida é larga e fica fechada nos dois sentidos para os atletas é onde conseguimos correr um pouco mais livres, sem estar muito truncado na multidão. Eu sempre busco as laterais para fluir melhor.

Mesmo o tempo não estando tão quente, peguei um copo de água em todos os postos de hidratação, que estavam colocados a cada 3 km aproximadamente. Sempre é bom dar um molhada da boca e refrescar um pouco a cabeça. Não lembro de ter tido isotônico em nenhum ponto. Acho que foram somente copos de água mesmo.  

No 4º km passamos próximo do Memorial da América Latina e um pouco mais a frente viramos à direita até chegarmos a Av. Rudge, com 5,5 km percorridos. Este é o trecho inicial e que praticamente só desce. Tudo sob controle. A partir daí seguimos numa grande reta de aproximadamente 4,5 km pela Av. Rio Branco. Eu estava indo controlado e tranquilo, sem grandes esforços, pois não tinha treinado direito e sabia que o final seria complicado.

Em seguida vem a parte mais bonita da prova, onde passamos pelas principais ruas de São Paulo, Av. Ipiranga, Av. São João, Av. Duque de Caxias, Largo do Arouche, Praça da República, até voltarmos novamente para a Av. Ipiranga. A concentração de atletas ao redor continuou grande, pois as ruas ficam mais estreitas, mas foi um trecho bom que deu pra correr com pace próximo de 5:28 min/km. Os prédios deram uma aliviada do sol, que castigavam nas ruas mais abertas.


Com 10 km percorridos a cabeça já começa a pensar na subida da Av. Brigadeiro. Acessamos a Av. São João novamente, contornamos o Largo do Paisandu, e um pouco mais a frente passamos pelo Viaduto do Chá. Essa região há uma grade concentração de fotógrafos. Senti falta dos amigos da Foco Radical, que geralmente ficavam posicionados por este trecho. 

Eu já estava bastante ofegante, mesmo tendo me controlado. Sabia que não seria fácil esse finalzinho, ainda mais com o sol ficando mais intenso. Faltava somente percorrer a Rua Maria Paula para então entrar pela Av. Brigadeiro, no km 13. 

Nem iniciei a subida e tive que dar uma breve caminhada para respirar e recuperar o fôlego. Continuei subindo num trote, aproveitando que essa parte era mais suave. Por 800 metros ainda consegui correr, mas a medida que a subida ficava mais íngreme tive que aliviar novamente e alternar com algumas caminhadas. Passando pelo 14º km tem um tradicional ponto (km 41), de um grupo de atletas que distribui cerveja para os atletas, pra dar um gás para os metros finais. Passei correndo, peguei um copinho de cerveja, consegui dar uns 2 goles e segui em frente.

Finalmente avistei a Av. Paulista. Parece que vai surgindo uma energia do nada completar esses pouco mais de 400 metros até a linha de chegada. Todos ao redor também parecem que mudam a fisionomia da exaustão no final da subida da Av. Brigadeiro para alegria total de estar completando uma Corrida Internacional de São Silvestre. É aquele trecho final de pura curtição e sentimento de dever cumprido, mas que neste ano senti a falta do grande público que dava aquele empurrão final. Ficaram impedidos de ficar assistindo na Av. Paulista.  

Apesar de cansado saquei o celular e registrei os meus momentos finais até a chegada. Nem sei como consegui, pois com as mãos suadas fica bem difícil operar o touch do celular. Eu tinha em mente fechar a prova abaixo de 1h30, mas acabei desistindo quando comecei a subir a Av. Brigadeiro. Já sabia que iria escapar, mas foi por pouco ainda. Cruzei a linha de chegada com o tempo líquido de 1h32min37. Se não tivesse saído tão truncado acho que daria.

Cheguei com muita sede e fui logo procurar as caixas de água. Foram uns quatro copos de água pelo menos para reposição. Arranjei um lugar com uma sombrinha para descansar e aguardar a Aninha, que eu vinha acompanhando pelo localizador do whatsapp. Ela chegou meia hora depois com o tempo líquido de 2h02min16s (conforme o Garmin). No resultado oficial da São Silvestre só deixaram o tempo bruto de 2h11min02. Deve ter tido algum problema de leitura do chip. 

Retiramos as nossas medalhas (mediante a entrega de um dos tickets do número do peito), recebemos o kit lanche (era somente alguns torrones), e fizemos alguns registros para comemorarmos mais essa conquista. Um detalhe que muitos atletas levantaram foi a possível falta da pintura de uma bolinha vermelha na medalha e olhando pelo histórico também acho que acabaram esquecendo.

Depois fomos para o apartamento para podermos tomar um banho e fazer o check-out a tempo. Não foi fácil pois os acessos pela Av. Paulista estavam bem restritos e foi necessário dar algumas voltas. O horário de saída era às 12 horas, mas acabamos conseguindo uma tolerância de 30 minutos. 

Finalmente, meus pais e meu irmão Ricardo vieram nos buscar para almoçarmos uma bela e merecida feijoada na Lanchonete Souza Lapa. Almoçar na redondeza é difícil, pois neste dia, os shoppings e a maioria dos locais na região ficam fechados por ser o último dia do ano. Mais uma São Silvestre completada com sucesso.

Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2022
Kit da 97ª Corrida Internacional de São Silvestre 2022
Números na mão    
#saosilvestre #euvou 
Concentração na largada com a D. Eni e pessoal das Loucas e Loucos por Corridas
Lá vamos nós rumo a Av. Brigadeiro. Só alegria.
(Fotop)
Eu e a Aninha com as medalhas na Av. Paulista, sem as bolinhas em vermelho
Feliz com mais uma São Silvestre concluída com sucesso
Medalha da 97ª Corrida Internacional de São Silvestre 2022
Encontro com meus pais e irmão Ricardo pós prova para o almoço

Resultado oficial


Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
Data: 31/12/2022
Horário: 8h (8h12)
Distância: 15 km (15,20 km)

Inscrição: R$ 230,00
Kit: Sacola, camiseta, dois saches de café três corações 11g, número do peito e chip descartável.

Tempo: 1h32min37
Pace: 6:06 min/km
Tênis: Saucony Kinvara 11

2022
Colocação: 554 de 2.200 (50-54 anos)
Colocação: 5.145 de 19.214 (masculino)
Colocação: 5.866 de 29.926 (geral)

2021
Colocação: 947 de "1.270" (50-54 anos)
Colocação: 8.020 de "11.011" (masculino)
Colocação: 10.360 de "15.603" (geral)

2019
Colocação: 769 de "2.700" (45-49 anos)
Colocação: 5.350 de "19.969" (masculino)
Colocação: "6.002" de "30.086" (geral)

2018
Colocação: 340 de "2.332" (45-49 anos)
Colocação: 2.378 de "17.629" (masculino)
Colocação: "2.548" de "26.155" (geral
)