sábado, 18 de janeiro de 2020

05/01/2020 - 1ª Corrida da Ponte - Viva a Ponte - FLN/SC

Foto: Alexandre Carvalho - Foco Radical
1ª Corrida da Ponte - Viva a Ponte - FLN/SC

Uma das provas mais esperadas nesse início de ano foi a 1ª Corrida da Ponte - Viva a Ponte, que aconteceu no primeiro final de semana de 2020. Como a Ponte Hercílio Luz tinha sido recém inaugurada todos queriam atravessá-la e essa era uma excelente oportunidade de percorrê-la, principalmente pelo vão central para poder admirá-la bem de perto.

Foram disponibilizadas 2.000 vagas por meio da FESPORTE (Fundação Catarinense de Esporte), com organização e logística da prova por conta da SulBrasilis. As inscrições foram gratuitas e feitas somente pelo site na internet. Fato curioso é que na abertura das inscrições (20/12/2019) elas duraram menos de 9 minutos, tamanha foi a procura. Eu e a Aninha conseguimos fazer as nossas em menos de 2 minutos. Posteriormente até foram disponibilizadas vagas remanescentes em outras datas, mas a disputa para consegui-las foi maior ainda.

A prova teve distância única de 5 km para todos. Isso permitiu que atletas de todos os níveis pudessem participar. Tanto que notei a presença de um grande número de corredores diferentes dos que normalmente frequentam o universo das corridas. Isso ocorreu também pelo apelo festivo da prova, como parte da programação da inauguração da Ponte.

A entrega do kit foi realizada na sede da FESPORTE, em Capoeiras - Florianópolis, na sexta-feira e no sábado que antecederam o evento. Fui retirar o kit na tarde da sexta e apesar de estar movimentado foi tudo tranquilo. Só não pude retirar o da Aninha porque foi necessária a apresentação da autorização para terceiros. O kit continha uma camiseta, o número do peito e o chip retornável. Conforme o regulamento era preciso usar a camiseta da prova para ter acesso à largada.

Começo de ano não é fácil. Eu vinha de muita comilança nas festas dos últimos dias, pouco treino e estava mais pesado. Para um prova que é rápida e intensa faz toda a diferença. Por isso decidi correr numa boa, curtir a passagem pela ponte, e fazer algumas filmagens. Sem metas de tempo.

No dia da prova, com a expectativa de um grande público, fomos para o local da largada junto ao Parque da Luz, em Florianópolis, com duas horas de antecedência do horário da largada, prevista para às 8 horas. Conseguimos estacionar uns 3 quarteirões distante da cabeceira insular da ponte.

Estava bem ansioso em participar desse evento, pois desde que vim para Florianópolis em 2004, nunca tive oportunidade de passar ou correr pela Ponte Hercílio Luz. Imagino que uma boa parte dos atletas se sentiam eufóricos e aguardavam esse momento da mesma forma. Pude constatar ao encontrar os amigos no local da largada.

A arena do evento, apesar do espaço físico ter ficado meio estreito pelo número de participantes, estava bem montada com toda a estrutura necessária. As áreas estavam bem delimitadas, principalmente para o acesso à largada e parte do percurso até a entrada da ponte. À princípio só atletas com as camisetas da prova e número de peito teria acesso.

Prevendo uma grande concentração na largada fui me posicionar bem antes. Dessa vez quis sair lá na frente. Nem deu pra fazer aquecimento. Por ser parte da programação de inauguração da Ponte estava presente o Governador do Estado, Carlos Moisés, que também participou da corrida, além de vários jornalistas e algumas emissoras de TV.

(Foto: Carlos Moisés)

Às 8 horas foi dada a largada. Primeiro saíram os atletas portadores de necessidades especiais, e minutos depois (às 8h04min) os demais atletas. Todos saíram na maior empolgação e em ritmo bem forte, pelo menos nesse início. Eu só larguei na frente e já fiquei mais à direita pra ir registrando a passagem pela ponte.

Poucos metros depois de passarmos o portal acessamos a Ponte Hercílio Luz, por onde corremos pelos seus 820 metros de comprimento. Estava meio receoso com o piso, que eram gradezinhas vazadas, mas foi tudo bem tranquilo. Mesmo querendo registrar tudo nessa passagem inicial até que fiz um bom 1º km, que terminou logo após a travessia da ponte com pace de 4:28 min/km.

Seguimos pela Rua Fúlvio Adulcci até a primeira saída à direita para a beira-mar continental, onde retornamos pela Rua Quatorze de Julho, no sentido do Parque de Coqueiros. Exatamente no final do km 2 fizemos outro retorno para voltar pela beira-mar continental. Nesse 2º km eu precocemente já estava me cansando correndo com a câmera em punho, mas o ritmo ainda estava razoável, 4:44 min/km.
Na altura da Rua Santos Saraiva fizemos o último retorno na beira-mar continental. Isso com cerca de 3,2 km percorridos. Teve um ponto de hidratação e peguei um copinho d´água pra refrescar. Estranhamente essa parte que é a mais plana meu rendimento caiu. Com o calor que fazia parecia que estava num esforço absurdo, mas não era bem assim.

Ao invés de seguirmos reto para a Rua Quatorze de Julho pegamos a Rua Fúlvio Adulcci para acessar a ponte novamente e poder voltar para o lado da ilha. Só que dessa vez tinha uma subidinha mais pesada logo após o 4º km, que minou mais o rendimento, pace 5:34 min/km.

Na ponte novamente, foi só alegria. Parece até que corri melhor sem aquele impacto duro do asfalto. Já sabia que faltava menos de 1 km e estava a menos de 5 min para concluir a prova. Retornei com as filmagens e fui curtindo os metros finais. No meio da ponte, olhando para o chão, dava pra ver o mar passando por baixo e olhando pra cima observava a complexidade da estrutura. Um visual muito bonito.

O trecho final, em leve descida, foi bem legal. Havia muitos fotógrafos posicionados disputando o melhor ângulo e os melhores enquadramentos para registrar aquele momento único dos atletas com a ponte ao fundo. Em seguida foi só virar à direita e cruzar a linha de chegada. De novo eu me perdi e esqueci de desligar o Garmin, mas o tempo líquido ficou em 25min10s.

Muita animação na chegada dos atletas, cada um fazendo a sua festa junto ao público presente. Legal que havia uma mix de corredores mais experientes e os iniciantes que aproveitaram a oportunidade para fazerem a sua primeira corrida. A medalha da prova me surpreendeu e ficou muito bonita com desenho alusivo à ponte. Para conquistá-la foi necessário concluir os 5 km e trocá-la pelo chip retornável.

Após a chegada me reidratei com alguns copos de água. Frutas não tive vontade de comer e dispensei. Depois fui ao encontro da Aninha e ficamos assistindo a chegada do pessoal. Em seguida teve a entrega da premiação que foi somente para os 5 primeiros colocados gerais no feminino e masculino. Não teve categorias por faixa etária. Por isso foi rapidinha.

Evento encerrado e a parte central da Ponte Hercílio Luz foi liberada para os pedestres até a sua metade. O público em poucos minutos lotou, aproveitando o dia bonito que estava fazendo. É lógico que rolou muitas fotos e selfies. Quem conseguiu participar dessa 1ª edição deve ter gostado bastante. Para aqueles que não conseguiram, o sucesso foi tão grande que a promessa é de que essa prova se repita nos próximos anos, e com muito mais vagas para atender a demanda da comunidade em geral. Vamos torcer !!! 

Percurso 5 km (5,03 km)
Kit da 1ª Corrida da Ponte - Viva a Ponte - FLN/SC
Alguns amigos presentes na 1ª Corrida da Ponte Hercílio Luz
Fazendo alguns registros...
(Foto: Alexandre Santiago - Foco Radical)
No meio da ponte
(Foto: Ana Paula Marcon)
Passagem pela ponte
(Foto: Felipe da Cruz - Foco Radical)
Que sensação incrível !!!
(Foto: Mark Maderovysk - Foco Radical)
Reta final. Últimos metros
(Foto: Mariana Lapa)
 Chegada da 1ª Corrida da Ponte. Tempo líquido: 25min10s
(Foto: RSJ - Foco Radical)
Com a medalha e a Ponte tomada pelo público
Aninha e eu no pós-prova
Mais alguns amigos presentes na 1ª Corrida da Ponte Hercílio Luz
Todos felizes com as suas medalhas
Foto: Felipe da Cruz  - Foco Radical

Local: Cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz - FLN/SC
Data: 05/01/2020
Horário: 8:00 hs (8h04min)
Distância: 5 km (5,03 km)

Inscrição: Gratuita
Kit: Camiseta, número de peito e chip retornável.

Tempo: 25min10s (tempo líquido)
Pace: 5:00 min/km
Tênis: Saucony Kinvara 9

Colocação: 013 de 0070 (masculino)
Colocação: 216 de 0994 (masculino)
Colocação: 247 de 1911 (geral)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

31/12/2019 - 95ª Corrida Internacional de São Silvestre - SP

Foto: ADP - Foco Radical
95ª Corrida Internacional de São Silvestre 2019

A 95ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre foi muito especial para mim. Completei 10 participações nessa que é a mais tradicional prova de corrida de rua do Brasil, realizada sempre no último dia do ano (31/12). A não ser que você largue junto com a elite na frente, essa definitivamente não é uma prova pra se buscar melhorar tempo, e sim para curtir a vibração. É uma espécie de confraternização de final do ano dos corredores.

Comecei a procurar as passagens de Florianópolis para São Paulo já no 2º semestre, e bobeei feio. Por puro esquecimento acabei comprando duas passagens de ida e como não houve alteração por parte das companhias aéreas acabei perdendo uma delas. Não tinha reembolso (utilizei pontos de milhagem e Dotz), somente da taxa de embarque.

Como tenho feito nos últimos anos e para facilitar no dia da prova, reservamos o hotel com bastante antecedência, o Transamérica Executive Paulista, localizado próximo a Av. Brigadeiro e à Av. Paulista. Muito boa a localização, as acomodações e o preço (R$ 273,11) com direito a um bom café da manhã e um chorinho no check-out late (até às 13 horas). Muitos amigos atletas de Santa Catarina também se hospedaram nesse hotel.

Fui para São Paulo no domingo, dia 29/12, aproveitando antes para visitar os meus pais. No dia 30, último dia da entrega dos kits, com a chegada da Aninha, retiramos os kits no Palácio de Convenções do Anhembi. Esse local facilitou bastante, pois as instalações são cobertas e melhores que no antigo Centro Esportivo do Ibirapuera. Para quem vai de carro, estacionar nas redondezas é mais difícil, mas tem estacionamento ao lado (R$ 20 a diária). Para quem descia no aeroporto de Congonhas o valor do UBER ficava em torno de R$ 30.

Na entrega dos kits houve separação por setores (em cores) para distribuir o acesso. No final da manhã pegamos uma pequena fila de uns 20 minutos, mas nada muito crítico. O kit estava bem recheado de produtos e a camiseta na cor branca tinha um bonito design. Em seguida tivemos acesso a EXPO com vários stands de produtos para corrida e serviços, como personalização das camisetas. Esse ano não me animei a fazer.

Kits retirados e seguimos para o hotel deixar as malas e ir comer um bom Virado à Paulista (era segunda-feira). Isso tudo na região da Av. Brigadeiro. Depois de um pequeno descanso fomos dar uma olhada à noite nos preparativos na Av. Paulista. Já estava fechada para veículos e liberada para o público transitar.

Na terça-feira, dia da prova, o café da manhã foi servido às 6 horas. Ficou lotado com os atletas que iriam participar da São Silvestre. Esse ano o horário da largada foi adiantado para às 8 horas com o final do horário de verão. Mesmo assim o dia já amanheceu quente e prometia piorar com o sol.

Às 7 horas fomos para a largada pela Rua São Carlos do Pinhal, paralela à Av. Paulista. Havia divisões de setores por cores e os staffs estavam rigorosos na liberação do acesso, deixando passar somente os atletas com as respectivas cores (branca, rosa, marron, azul, verde). Acho que essa distribuição das cores se baseou no tempo de prova informado no ato da inscrição. Eu fiquei na cor verde e tive que andar um bom pedaço até chegar ao acesso correto, um pouco mais pra frente do MASP. 

Sem grandes preparações e vindo de recuperação de uma forte gripe, que derrubou a minha imunidade, não tinha grandes pretensões para essa edição. Treinei muito pouco e terminar com o tempo próximo ao do ano passado (1h21min02s) já estaria de bom tamanho. A Aninha não correu e ficou na subida da Av. Brigadeiro com a minha mãe torcendo, assistindo e curtindo a chegada dos atletas.

No setor verde não consegui avançar muito à frente. Faltando cerca de 40 minutos para a largada a grande concentração de atletas já estava impenetrável.  Animação não faltava e muito expectativa de todos para o início. Para minha surpresa, no meio daquela multidão acabei encontrando a Sabine e a Juliana. A largada atrasou um pouquinho e passei pelo portal somente às 8h09min, pouco mais de 4 minutos após a largada oficial. Incrível foi ver o amigo Jabson nos alcançar e nos encontrar, sendo que ele tinha entrado uns 2 setores atrás. E lá fomos nós !!!

A saída pela Av Paulista foi bem congestionada e chegamos a parar quando afunilou no acesso ao viaduto da Dr. Arnaldo. Muitos atletas com celulares, filmando e tirando fotos, inclusive eu. Não deu pra correr nesse início e meu pace ficou em 7:11 min/km. Nunca iniciei tão devagar assim. No ano passado também tive esse problema, mas não demorou tanto. 

Segui o meu caminho, sabendo que a primeira parte da prova é mais em descida. Dessa vez não forcei no início porque sabia que com a falta de treinos sentiria na parte final. No trecho que leva ao Pacaembú todo o cuidado é pouco, pois a descida é muito forte e a concentração de atletas é grande. Não são raros os que literalmente param pra tirar selfies e os que deixam cair suas chaves, documentos, celulares.
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Altimetria

Com cerca de 2 km percorridos entramos pela Av Pacaembú. A partir desse ponto é possível correr mais livre, uma vez que são utilizadas as duas pistas pelos atletas. Em condições normais eu deveria estar rodando com pace abaixo de 5 min/km nesses quilômetros iniciais, mas por conta do calor e da falta de preparo não abusei. O pace ficou um pouco acima disso.

Os postos de hidratação estavam dispostos de 3 km em 3 km como de costume, mas com o calor que faz nessa época do ano não seria nada mal ter mais alguns pontos extras. Particularmente peguei copos de água em todos os postos, ou para beber ou para me refrescar. Não teve isotônico.

Até o 7º km o percurso é praticamente em descida. Porém, com a grande quantidade de atletas fica difícil ganhar um tempinho nesse trecho, fica tudo travado para quem não larga na ponta. Mais a frente passamos pelo portal de 10 km no Largo do Arouche. Já estava com o tempo bem alto, por volta de 56min21s. E o trecho pior ainda estava por ir.

Garmin - 95ª Corrida Internacional de São Silvestre - 2019

A partir do meio da prova o público nas ruas aumenta, principalmente na região central de São Paulo, como na Av. Ipiranga, Av. São João e Av. Rio Branco. Bem legal e motivador percorrer esses trechos, com a animação e apoio do pessoal gritando, com cartazes e bandeiras, e estendendo a mão para receber um tapinha, principalmente as crianças. Muitos atletas também correm fantasiados e fazem a alegria do público. Falando nisso também encontrei amiga Mari mulher maravilha no percurso.

Como já estava longe do meu tempo alvo nem forcei na segunda metade da prova. Seguia numa boa quando ouvi uma voz amiga. Era a Sabine que vinha logo atrás. Incrível como a gente sempre se acha no meio da São Silvestre. Seguimos correndo lado a lado, um puxando o outro.

No 13º km chegamos na temida Av. Brigadeiro. Minha intenção era subir sem caminhar, por isso não cheguei tão exausto como normalmente. No início a subida não é tão puxada, mas vai se acentuando. Sem treinos em morros as pernas começaram a reclamar rapidamente. Um ponto bastante esperado é o km 14 onde uma turma animada oferece copos de cerveja para os atletas. Como eu estava com bastante sede tomei logo dois copos.

Faltando poucos metros para chegar à Av. Paulista já fiquei atento procurando a Aninha e a minha mãe, que me aguardavam em frente ao Supermercado Extra. Mesmo assim quase passei batido. Ainda bem que a Aninha gritou com uma latinha de Coca-Cola na mão. Ela sabe que eu adoro uma Coca-Cola bem gelada no final de uma corrida. Era o combustível que faltava pra terminar a prova.

Finalmente estava saindo da Av. Brigadeiro e dobrando à direita para a Av. Paulista. A Sabine  continuava ao lado e na mesma tocada. De repente, na hora que estava virando, ao reduzir a velocidade, senti um fisgada na coxa posterior direta. E veio seguida de uma forte cãibra. Tentei continuar, mas a dor foi imensa e travou tudo. Só tive tempo de encostar na grade e tentar alongar  para amenizar. O pensamento que veio na minha mente era de que a prova tinha acabado pra mim, e a poucos metros da linha de chegada.

Enquanto me alongava, só assistia os atletas comemorando e chegando felizes nessa reta final. Passou-se 5 minutos e tentei caminhar até o portal. Queria a minha 10ª medalha. Como estava lento peguei o celular para registrar no stories a minha chegada. Eram pouco mais de 300 metros. Tentei trotar, mas não deu muito certo e cheguei caminhando mesmo. Uma mistura de frustração com a alegria de conseguir ter terminado. O tempo oficial ficou em 1h34min45s, o mais alto de todas as minhas participações. Até esqueci de desligar o Garmin, por isso o registro ficou mais longo.

Após cruzar o portal caminhamos bem mais à frente pra não congestionar com a chegada dos outros atletas. Me hidratei bastante e logo fui retirar a medalha (mediante a entrega do ticket que vem junto ao número do peito). Também recebemos um kit pós-prova: uma saquinho com barra de cereal, torrone, biscoito integral e um bolinho.

Fui ao encontro da Aninha e da minha mãe que estavam na subida da Av. Brigadeiro. Legal que ainda dá pra assistir a chegada de muitos guerreiros naquele esforço final, inclusive da amiga Juciana, que também terminava a sua prova. Depois fomos para o hotel para dar tempo de fazer o check-out com calma. No nosso caso autorizaram ficar até às 13:30.

Na saída, como o dia estava ensolarado e muito quente, optamos por almoçar no próprio hotel, que por sinal tinha um excelente buffet livre (R$ 48,00) ou por peso (R$ 65 o kg). Não é dos mais baratos, mas a qualidade vale a pena e recomendo. O estacionamento para hóspedes é R$ 25 a diária e são rigorosos no horário.

Minha 10ª participação na Corrida Internacional de São Silvestre estava devidamente cumprida. Não foi das mais fáceis, mas as dificuldades existem para ser superadas. O número de atletas aumentou chegando a cerca de 35 mil inscritos, mesmo com o valor das inscrições beirando os R$ 200. Adiantaram o horário da largada para às 8 horas, mas ainda acho que podia ser um pouco mais cedo. Estamos chegando à 100ª edição e até lá pretendo não perder nenhuma. No final do ano estaremos lá de novo !!!

Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2019
Kit da 95ª Corrida Internacional de São Silvestre
Aproveitando pra visitar os meus pais que sempre me apoiam na São Silvestre
Retirando o kit com a Aninha no Palácio de Convenções do Anhembi
Alguns amigos na retirada do kit da São Silvestre 2019
À noite (véspera da prova) na Av. Paulista. Olhando os preparativos.
Subindo a Av. Brigadeiro
(Foto: - Foco Radical)
Na parceria da amiga Sabine. Subindo...
(Foto: - Foco Radical)
Minha mãe e a Aninha, que ficaram me esperando na Av. Brigadeiro
Mais alguns amigos presentes na 95ª Corrida Internacional de São Silvestre
Comemorando mais uma bela medalha da São Silvestre

Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
Data: 31/12/2019
Horário: 08:00 hs (8:09 hs)
Distância: 15 km (15,6 km)

Inscrição: R$ 197,50
Kit: Sacola, camiseta, 1 pacote de massa 500g, 1 protetor solar 110 ml, 1 sachê de carb up 30g, 1 pacote de granola 80g, 1 pacote de biscoito integra 26,9g, 1 saché de café 50g, 2 pacotes de gel bendita cânfora e número do peito com chip descartável.

Tempo: 1h34min45s
Pace: 6:04 min/km
Tênis: Saucony Kinvara 9

2019
Colocação: 769 de "2.700" (45-49 anos)
Colocação: 5.350 de "19.969" (masculino)
Colocação: "6.002" de "30.086" (geral)

2018
Colocação: 340 de "2.332" (45-49 anos)
Colocação: 2.378 de "17.629" (masculino)
Colocação: "2.548" de "26.155" (geral)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

24/11/2019 - Meia Maratona Internacional de Florianópolis / SC

Foto: Foco Radical
Meia Maratona Internacional de Florianópolis / SC

Depois de ter o meu pior desempenho em meias maratonas na semana anterior com um tempo acima de 2h10min fui encarar a Meia Maratona Internacional de Florianópolis com muito receio de ter as mesmas dificuldades que tive em Antônio Carlos, mesmo já me sentindo melhor e recuperado da gripe. Ainda mais nessa prova que tenho o meu RP em meias maratonas (1h37min44s) na edição de 2016 , e que é a minha queridinha dos 21 km.

Nessa oportunidade não tinha mais ambição de bater RP (recorde pessoal) e nem mesmo fazer sub 1h45min, marca que vinha buscando durante todo o ano. Tinha medo de não conseguir voltar a correr como antes após a metade da prova, tamanha a frustração de nem conseguir trotar depois dos 10 km na última meia maratona.

Eu e a Aninha havíamos feito a inscrição bem no início do ano, aproveitando o lote promocional. Eu nos 21 km e ela nos 5 km. Com essa edição completei a minha 10ª edição dessa meia maratona, que pretendo nunca deixar de participar enquanto puder. Considero o percurso um dos mais rápidos do Brasil e bom para quebra de recordes pessoais.

A organização mais uma vez ficou por conta da experiente Corre Brasil, que acertou na antecipação do horário da largada para as 6 horas, considerando o fim do horário de verão. Decisão muito prudente, pois nessa época do ano o amanhecer logo fica ensolarado e quente, e quanto mais tarde é a largada mais os atletas sofrem com o aumento do calor, principalmente nas distâncias mais longas.

Conforme divulgado foram cerca de 6 mil inscritos distribuídos nas distâncias de 5 km, 10 km e 21 km. Achei interessante que mais de um terço dos atletas participaram e concluíram a meia maratona, ou seja, mais de 2.000 concluintes nos 21 km. Um número considerável. Lembro que no início da minhas meias maratonas a quantidade de atletas concluintes por aqui ficava abaixo de 500.

Os kits foram entregues em uma Expo no piso junto ao estacionamento do Shopping Iguatemi Florianópolis, e aconteceu na sexta-feira e sábado, véspera da prova. Excelente estrutura para receber os atletas com amplo espaço e muitas opções de produtos voltados aos corredores. Foram feitas várias palestras durante o período de entrega e teve inclusive um painel com o nome de todos os atletas inscritos nas três distâncias. Para quem foi de carro a organização distribuiu vouchers isentando do valor do estacionamento. Muito bom.

Eu só pude retirar o meu kit e da Aninha no sábado pela manhã e estava bem tranquilo e sem filas. Era obrigatório levar 1 kg de alimento para doação a entidades necessitadas. Notei que havia muitos atletas e grupos vindos de fora de Santa Catarina, e acredito que foram a maioria. Para os inscritos, também estavam distribuindo um conjunto clip button (para prender o número de peito) aos primeiros 3.000 atletas que fossem na loja da Live. Fui lá garantir o nosso.

Com a previsão de um público muito grande fomos para local da prova no Trapiche da Beira mar Norte de madrugada, chegando às 4h30min para conseguir um bom lugar pra estacionar. Feito isso aproveitei pra descansar um pouco mais no carro, pois a largada dos 21 km seria somente às 6 horas e a largada dos 5 km e 10 km cerca de 15 minutos depois.

Logo amanheceu e aos poucos foram chegando os atletas vindos de todas a partes e todos os lados. A arena montada no bolsão do Trapiche tinha uma excelente estrutura com os serviços de guarda-volumes, massagem, banheiro químicos, cafezinho Três Corações, impressão de fotos, além das tendas para vendas de produtos esportivos, painéis para fotos, palco de premiação entre outros.

Fiz um breve aquecimento para não sair tão frio. Minha expectativa para a prova era saber se o ocorrido na última meia maratona tinha sido um fato isolado ou se já estava ficando bem fora de forma. Estava ansioso e com um certo receio. Me despedi da Aninha, que largaria depois nos 5 km, e fui me posicionar para não sair tão atrás.

À partir das 6 horas começaram as largadas. Primeiro saiu o pelotão de elite. Instantes depois todos os atletas dos 21 km. Eu passei pelo portal às 6h09min. E às 6h20min largaram todos os outros atletas das distâncias de 5 km e 10 km. Deu pra perceber a grande quantidade de atletas participando da meia maratona mesmo.

Como estava posicionado mais a frente não tive grandes dificuldades na dispersão inicial. Procurei o meu espaço e fui fazendo a minha corrida. Não larguei forte, e quis tentar manter o pace próximo de 5 min/km. Só no 1º km que saí tão confortável (5:14 min/km.) que só reparei depois que estava bem acima da minha intenção de pace.

Primeiro seguimos no sentido do túnel Antonieta de Barros, por cerca de 3,5 km até fazermos o retorno um pouco antes do túnel. Esse início é bem tranquilo, só tendo um viaduto com uma pequena subida, mas que é compensada logo pela descida. Voltamos pelo mesmo caminho da ida, mas do outro lado e deu pra notar a grande quantidade de atletas participando. Legal que cruzei com vários amigos durante esse trecho. No início tudo é mais fácil e deu pra manter o pace próximo do que gostaria.

Passamos em frente ao Trapiche (ponto da largada) com cerca de 7 km (um terço da prova), e dessa vez seguimos no sentido da UFSC. Também num percurso de ida e volta. Meu ritmo caiu um pouquinho, e já começava a me preocupar com a segunda parte da prova, que aí exige mais da resistência do organismo e que tinha me derrubado da última vez.

Tinham muitos postos de hidratação, de 3 km em 3 km, e com água geladinha. Até a metade da prova me hidratei em todos os postos. O tempo estava fresquinho e o vento não estava tão forte. Por isso não sentia tanto aquela sensação de boca seca. Depois fui intercalando a hidratação nos postos seguintes.

Na ida pela Beira mar Norte, passei pela Aninha que já voltava da prova dos 5 km. Ela fez até uns registros da minha passagem. Me senti bem até o 12º km, quase chegando no Shopping Iguatemi. Pensei que fosse possível manter o ritmo até o final, mas aos poucos o rendimento foi caindo. Com medo de exagerar e sofrer no final aliviei no 13º km e no 14º km, onde foi feito o retorno.

No 15º km e 16º km consegui retomar o ritmo anterior e me animou, mas não durou muito tempo. As pernas começaram a pesar e o cansaço foi batendo mais forte. Menos mal que não quebrei o ritmo totalmente. Fui só reduzindo para poder chegar e não caminhar. Peguei uma garrafa de isotônico, e correndo só consegui beber metade. Apareceu em boa hora.

Do 17º km ao 20º km fui administrando a vontade de caminhar e a vontade de fazer pelo menos o sub 1h50min. Sabia que estava no limiar para conseguir e qualquer paradinha já escaparia. Faltando pouco mais de 1 km senti que daria e acelerei para não perder essa marca. Teve até sprint final. Não foi das melhores, mas nas atuais circunstâncias foi muito boa para mim, pra deixar mais confiante para as próximas.

Com um grande alívio de ter conseguido concluir a prova sem grande quebra de ritmo, cruzei a linha de chegada com o tempo líquido de 1h49min11s. Cheguei em melhores condições físicas que em Antônio Carlos e o tempo de conclusão consegui trazer para os meus patamares normais. Apesar do tempo alto gostei do meu desempenho. Agora é só treinar pra voltar a velha forma.

Depois de receber a medalha e me hidratar com copos de água e uma garrafa de isotônico fui de encontro a Aninha, que já tinha completado a sua prova de 5 km e carinhosamente me aguardava com uma deliciosa Coca-cola gelada. Ela já sabe dessa minha preferência. Isso para mim é um prêmio !!!

Tive que trocar a roupa rapidinho, pois estava até sentindo frio com a camiseta molhada. Tiramos algumas fotos e ficamos batendo um papo com os amigos. Também fiz uma foto para ser postada no Instagram e impressa na hora, usando a hashtag #havancorrebrasil. Ficou uma boa recordação.

(Foto: Ana Paula Marcon)

Tomei um cafezinho quentinho. E como estava me sentindo muito cansado pela prova e por ter acordado muito cedo (3 horas da manhã) fomos embora rapidinho. Acabei nem assistindo a premiação.

Gostei muito da organização com a estrutura bem adequada para receber a grande quantidade de atletas. Distância da meia maratona bem aferida. Pontos de hidratação suficientes e com água gelada. Diferenciação das medalhas pela distância. Horário da largada antecipado, melhor para correr nessa época do ano. Facilidade e comodidade em amplo espaço para retirar o kit no Shopping. E pra fechar com chave de ouro até o clima ajudou para quem buscava melhorar suas marcas (fresquinho e sem vento forte). Só não foi o meu caso, mas ano que vem voltamos à luta.

Percurso 2019 (21,14 km)
Kit da Meia Maratona Internacional de Florianópolis
Retirada do kit no Shopping Iguatemi
Antes da largada no canteiro da Beira mar Norte com a Aninha
Alguns amigos presentes na Meia Maratona Internacional de Florianópolis
Passagem sob a passarela ainda na ida
(Foto: Foco Radical)
Voltando pela Beira mar Norte
(Foto: Foco Radical)
Chegando aliviado. Tempo líquido: 1h49min11s
(Foto: Foco Radical)

Medalha e foto impressa com a hashtag #havancorrebrasil
Mais alguns amigos presentes na Meia Maratona Internacional de Florianópolis
Medalha da Meia Maratona 21 km. Diferenciada dos 5 km e 10 km.
Certificado da Meia Maratona Internacional de Florianópolis

Local: Trapiche - Beira mar norte - FLN/SC
Data: 24/11/2019
Horário: 6:00 Hs (6:09 hs)
Distância: 21,097 km (21,14 km)

Inscrição: R$ 67,50 (1º lote)
Kit: Sacolinha, camiseta, Revista Corre Brasil, um pacote amostra de massa 100g, um pacote de maçã desidratada 30g, um sachê de cappuccino 20g, número de peito e chip descartável. 

Tempo: 1h49min11s
Pace: 5:10 min/Km
Tênis: Saucony Kinvara 9

Colocação: 064 de 0125 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 671 de 1281 (masculino)
Colocação: 512 de 2084 (geral)

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

15/11/2019 - 1ª Meia Maratona de Antônio Carlos / SC

Foto: Foco Radical
1ª Meia Maratona de Antônio Carlos / SC

Resultados 5 km, 10 km e 21 km

A 1ª Meia Maratona de Antônio Carlos / SC ficará marcada para sempre na minha vida de corredor. Um percurso com lindas paisagens, mas ao mesmo tempo desafiador para as condições em que eu me encontrava. À convite do amigo Bruno Gauchinho, um dos organizadores da prova, juntamente com o amigo Josimar da BSRUN Assessoria Esportiva, eu e a Aninha aceitamos prontamente em participar dessa meia maratona inédita ainda em Santa Catarina.

Eu me inscrevi nos 21 km, cujo percurso seria pelas estradas do município de Antônio Carlos. Boa parte em asfalto e cerca de 2 quilômetros em estrada de chão batido, sempre cercado pela natureza e belos cenários. A Aninha preferiu fazer os 5 km. Além disso também tinha opção de 10 km. Opções de distância não faltaram.

Apesar de já estar programada com antecedência minha preparação ficou prejudicada nas três semanas que antecederam a prova. Peguei uma gripe que se iniciou logo depois da quente Meia maratona de Pomerode. Acho que abaixou a minha imunidade e foi uma das mais intensas que tive até hoje, com fortes dores de cabeça, febre, precisando até de tomar antibiótico. Nesse tempo só consegui realizar 2 treinos de 6 km trotando.

A organização facilitou a vida dos atletas fazendo a entrega dos kits nos 2 dias que antecederam a prova. Na quarta-feira foram entregues na loja Vidas Corridas, em Florianópolis. Na quinta-feira foram entregues na loja Celly Calçados, em Antônio Carlos. Além disso também disponibilizaram a entrega momentos antes no dia da prova, sem prejuízo dos itens do kit. Como estava na correria durante a semana eu e a Aninha deixamos para retirar os nossos no próprio dia.

Na quinta-feira da prova (feriado da Proclamação da República), o céu amanheceu limpo e às 5 horas da manhã já estava bem claro. O dia prometia. Chegamos no local da largada um pouco depois das 6 horas para dar tempo de pegarmos os nossos kits. A concentração foi na praça em frente à igreja de Antônio Carlos e às largadas estavam previstas para iniciar às 7:30. Aliás, com o final do horário de verão, nas próximas edições seria interessante essa prova começar mais cedo para evitar o sol mais intenso.

Eu não estava tão bem recuperado. Ainda tossia muito e sentia a respiração meio congestionada. Tive a oportunidade de trocar a distância da prova para 5 km ou 10 km, mas por ser a 1ª Meia maratona de Antônio Carlos fiz questão de manter os 21 km. Pensei que serviria de treino para a Meia maratona de Florianópolis na semana seguinte.

Fiz um breve aquecimento aos arredores da praça, e próximo das 7:30 fui para o portal de largada. Primeiramente largaram os atletas dos 21 km e, cerca de 15 minutos depois, foi a vez dos atletas dos 5 km e 10 km. Logo de início tive problema com o Garmin, que resolveu fazer atualização bem na hora que largou. Perdi o registro de quase 100 metros e alguns segundos.

O velho objetivo do ano continuava sendo o sub 1h45, mas sabia que um sub 1h50 nas minhas atuais condições físicas estaria de bom tamanho. Larguei animado e bem nos quilômetros iniciais. Não eram muitos atletas na meia maratona e fiquei posicionado mais ou menos na metade do pelotão. A grande maioria estava nas distâncias menores de 5 km e 10 km.

Prevendo uma prova desgastante tentei correr com pace próximo de 5 min/km. O sol já estava imponente no céu e esquentava mais ao passar do tempo. Menos mal que dessa vez fui de óculos escuro. Após a largada corremos pela Rua João Henrique Pauli por cerca de 750 metros, saindo do centrinho de Antônio Carlos.

Viramos à direita e corremos pela extensa Rua Nilton Olegário Schimit até chegarmos próximo do 7º km, onde acessamos uma estradinha que passava pela Igreja de Rachadel. Esse foi um trecho de ida e volta com cerca de 2 km no total. Apesar de estarmos correndo em estradas de asfalto o cenário ao redor era todo verde com muitas plantações e matas ao longo do percurso. Vistas e paisagens muito bonitas, com um ar de cidade de interior.

Até esse momento eu corria normalmente, apesar de já estar acima do pace que pretendia. Mas, logo comecei a sentir dificuldades na respiração, que não fluía. Parecia que os meus pulmões estavam mais limitados. No retorno viramos à direita pela Rua dos Imigrantes.
Os postos de hidratação estavam distribuídos mais ou menos de 3 km em 3 km e foram muito importantes com o calor que estava fazendo. Eu não desprezei nenhum deles e em alguns pontos peguei até dois copos de água. Legal que na maioria deles eram os amigos das corridas que estavam de staff e acabavam dando aquela força, além da água geladinha.

Chegando no 11º km começou o trecho com estrada de chão batido. Foram quase 2 km. O restante foi na sua grande maioria em pista asfaltada. Eu já tinha quebrado o meu ritmo com pace acima de 6:30 min/km, ainda mais com algumas subidas pra dificultar. No momento não reparei, mas fizemos uma grande volta ao redor de um grande morro.

Com o calor que estava fazendo eu bebi muita água e também usei pra me refrescar. Senti falta de um posto de hidratação após o 12º km. Para a minha surpresa alguns quilômetro a frente, enquanto corria, passou um carro da organização oferecendo água bem geladinha. Como caiu bem. Peguei uma garrafa e segui com ela.

A essa altura eu não conseguia mais correr continuamente. Sentia muito o calor que fazia e a queda repentina do meu desempenho. Não conseguia nem mais trotar devagar. O coração parecia sair pela boca mesmo em ritmo leve. Foi aí que percebi que não tinha feito uma boa escolha pelos 21 km, por causa da gripe e por estar com baixa imunidade. Me arrependi de não ter mudado para uma distância menor. Como já estava lá no meio segui em frente.

Entramos pela Rua 4 de Dezembro, cruzamos a ponte que passa por cima do Rio Biguaçu e pegamos a Estrada Antônio José Zimmermann, por onde corremos paralelo ao Rio Biguaçu até km 19,5. Desde o 14º km eu alternava várias caminhadas com trotes leves. Não conseguia mais correr direito. Nunca sofri tanto e tão cedo. Só pensava em terminar a meia maratona e inteiro. Logicamente fui sendo ultrapassado por quase todos os atletas.

Continuamos pela Rua Libório Francisco Goederte e finalmente à Rua João Henrique Pauli, que nos levava à linha de chegada. Tentei trotar para não chegar caminhando. Perto da igreja, prestes a encarar a última subidinha, recebi o apoio dos amigos, que já deviam estar cansados de tanto me esperar...rs. Contornei a praça e finalmente cruzei o portal de chegada.

Nunca cheguei tão exausto em uma prova e pensei que fosse desmaiar. Mal conseguia falar com a Aninha que me aguardava na chegada. Ela tinha feito os 5 km. Eu estava vendo estrelinhas e a vista ficou toda desfocada (acho que por causa do sol). Que sensação ruim. Demorei muito tempo pra me recuperar e me hidratei bastante com pelo menos uns 10 copos entre água e isotônico. Também comi uns salgadinhos e suspiro que tinha na chegada.

Retirei a medalha, bem diferente das normais. Era vazada ficando como uma espécie de moldura. Bem legal. Meu tempo da meia maratona foi o maior de todos as que eu já fiz até hoje, acima de 2h10min. Incrível como um organismo ainda debilitado fica prejudicado em provas de duração mais longa. Serviu de aprendizado para a escolha da distância nas próximas vezes.

As premiações foram bem generosas e tiveram várias modalidades entre as 3 distâncias, com troféus e vale compras para os campeões gerais, medalhões para os TOP 15, inclusive para a categoria senior, e troféus por categoria de faixa etária para as distâncias de 10 km e 21 km. A Aninha ficou na 8ª posição geral dos 5 km e conquistou a medalha TOP 15. Lamentei não ter feito a minha prova normal, pois provavelmente conseguiria meu primeiro troféu de categoria em uma meia maratona. Mas paciência. Tudo tem a sua hora. Pelo menos tive a sorte de ganhar no sorteio um boné da Confraria das Corridas. Aliás, o Fausto dessa vez não participou correndo, e foi o narrador oficial da prova. Mandou muito bem e está de parabéns.

Para os amantes da natureza essa é uma meia maratona muito bonita de se fazer com passagens por muitas vegetações, plantações, riozinho, ponte, animas, igrejas, coisa bem típica de cidade do interior. Muitos amigos que fizeram as distâncias menores já sinalizaram que ano que vem irão fazer os 21 km para poderem curtir mais o desafio e o visual do percurso. Eu também quero voltar, mas para melhorar o meu desempenho em relação a esse ano. Prova bem familiar e com certeza vale o passeio, além de encontrar os amigos.

Percurso dos 21 km (20,88 km)

Kit da Meia Maratona de Antônio Carlos
Alguns amigos presentes na Meia maratona de Antônio Carlos
Público presente só de olho
(Foto: Foco Radical)
Aqui só fazendo pose pra foto
(Foto: Foco Radical)
Metros finais
(Foto: Ana Paula Marcon)
Essa foto em frente à igreja, quase chegando, não podia faltar
(Foto: Foco Radical)
Chegada. Já tinha até começado a corrida das crianças
(Foto: Ana Paula Marcon)
Um ombro amigo após uma prova sofrida !!!
 Aninha na 8ª colocação geral e com a medalha TOP 15
 Aproveitando uma sombra no belo cenário na Praça de Antônio Carlos
Meu certificado da Meia Maratona de Antônio Carlos registrou o tempo errado. 
O correto seria uns 15 minutos depois. Cerca de 2h11min.

Local: Em frente a igreja de Antônio Carlos/SC
Data: 15/11/2019
Horário: 07:30 hs (07:31 hs)
Distância: 21km (20,88 km)

Inscrição: R$ 45,00 no primeiro lote (cortesia)
Kit: Camiseta, número de peito e chip descartável.

Tempo: 2h10min29s
Pace: 6:15 min/km
Tênis: Saucony Kinvara 9

Colocação: 05 de 05 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 45 de 52 (masculino)
Colocação: 54 de 67 (geral)