quinta-feira, 14 de junho de 2018

10/06/2018 - Maratona Internacional de Porto Alegre / RS

Foto: Foco radical
Maratona Internacional de Porto Alegre 2018

Pela 3ª vez participei da Maratona Internacional de Porto Alegre (2013, 2014 e agora em 2018). Tive que pular as 3 últimas edições pois a data coincidia com a da Meia maratona de Floripa, que é a minha preferida das meias maratonas. Como esse ano elas ficaram defasadas por uma semana pude me inscrever para os dois grandes eventos.

A Maratona de Porto Alegre é a minha preferida das maratonas por causa do seu percurso bem plano e com temperaturas bem fresquinhas, sendo considerada a mais rápida do Brasil e ideal para quem busca melhorar o tempo na distância. Era a minha principal aposta para voltar a entrar no ranking brasileiro de maratonistas, organizado pela Revista Contra-Relógio.

A minha preparação foi bem prejudicada, primeiro por uma provável reação a vacina contra a  febre amarela, que me deixou com fraquezas e dores por vários dias. Em seguida a perna esquerda (provável síndrome do trato da banda iliotibial) começou a incomodar e se estendeu até duas semanas antes da prova. Diante disso, o maior longo que consegui fazer foi de 24 km e algumas corridas de 21 km. Fiz até um certo volume de rodagens, mas sempre curtas e em ritmo bem leve.

Faltando cerca de um mês pensei  em abortar a missão maratona. Como opções teria a meia maratona ou a corrida rústica de 7,5 km, em Porto Alegre, uma vez que já tinha confirmado que iria. Pensei, pensei, e resolvi que se as dores sumissem até às vésperas eu iria encará-la, mesmo que não pudesse buscar o meu objetivo. E foi o que aconteceu. Com duas semanas antes não sentia mais a dor, porém a preparação (longões) foi praticamente zero.

Esse ano optei por ir de carro com alguns amigos Loucos por Corridas, Ju, Jabson, Renato, Jany e a Aninha. Acompanhado fica mais fácil e mais viável, ainda mais quando a distância não é tão grande assim. Saímos no sábado de madrugada, véspera da prova, rumo ao Barra Shopping Sul, onde estava sendo feita a entrega dos kits. Chegamos cedo, por volta de 11:30.

O preço único do estacionamento do shopping foi R$ 10 e a estrutura da Expo foi montada nele mesmo em uma área externa. Estava bem movimentado por lá com a chegada de vários atletas de outros estados. Houve divisões para entrega dos kits da maratona e da meia maratona / rústica. A fila da maratona estava maior, mas andou rápido. Havia vários stands de produtos e acessórios esportivos, painéis para fotos, distribuição de café, e até área de descanso. Também distribuíram as pulseiras de pelotões, baseado na nossa expectativa de tempo para a prova. Acho que eram uns 6 pelotões.

Os kits foram diferentes. No da maratona além da camiseta do evento já acompanhava também a camiseta de finisher, e o chip era de pulso e retornável. No kit da corrida rústica e da meia maratona o chip era descartável e não tinha a camiseta de finisher.

O dia estava lindo no sábado, limpo e bem agradável, mas a previsão anunciada durante toda a semana para o dia da prova era de 100% de chuva. E muito gente duvidou que isso iria acontecer, inclusive eu.

Ficamos no Hotel Catedral Plaza, cerca de 500m do hotel oficial do evento, Master Express Perimetral (este já não tinha mais vaga quando fui reservar). Lá é um dos pontos de onde partem os ônibus levando os atletas até a largada no dia da prova. Muito útil esse serviço disponibilizado pela organização para não precisarmos depender de UBER ou táxi, que praticamente somem quando tem um evento desse porte.

No domingo pela manhã, conforme previsto, o dia amanheceu chuvoso mesmo e já nas instalações ao redor do shopping os atletas se abrigavam no locais cobertos onde era possível. O shopping estava fechado, mas o acesso ao estacionamento estava aberto. Como o guarda-volumes ficou dentro do estacionamento coberto nos protegemos por lá até onde foi possível.

As largadas da meia maratona e da maratona, previstas para às 7:30 foram separadas, bem como o acesso ás mesmas. Dessa forma na hora de nos alinharmos, a Aninha, a Ju, a Jany e o Renato foram para o lado da meia maratona. Eu e o Jabson para o da maratona. Não vi divisão alguma quanto a separação dos pelotões.

Resisti em colocar a capa de chuva, mas faltando poucos minutos para a largada, que teve um atraso de 5 minutos, tive que usar. Já estava chovendo forte e com muitos relâmpagos. Fiz a largada com a capa de chuva e corri com ela por um bom tempo. Até me protegia um pouco do frio e do vento. Larguei bem moderado até conseguir esquentar, o que estava difícil. A ideia seria manter o pace médio em torno de 5:30 min/km depois que regularizasse. Engraçado que dada a largada os maratonistas correram por um lado da avenida e os meias maratonistas pelo outro no mesmo sentido, e depois se juntavam todos.

Saindo do Shopping viramos à esquerda fazendo uma volta pelos bairros Vila Assunção e Tristeza. Com cerca de 7,5 km percorridos, passamos novamente pelo ponto de largada. Deve ter sido esse o percurso da corrida rústica (7,5 km), que teve a sua largada às 8 horas. Fomos então no sentido do centro histórico, tendo a nossa esquerda a vista para o Lago Guaíba.

Esse início, apesar da chuva, estava tranquilo e corria dentro do esperado. Não me lembro bem em que altura foi, mas quando a chuva deu uma trégua, tirei a capa e guardei. Pensei em descartá-la, apostando que não fosse mais chover, mas decidi levá-la ainda junto a cintura.

No 11º km passamos em frente ao Estádio do Beira Rio e nessa grande reta pela Av. Edvaldo Pereira Paiva comecei a sentir o vento contra batendo de frente. Com a camiseta ainda molhada da chuva, sentia muito o frio. Tomei então a minha 1ª cápsula de sal e um pouco mais a frente o 1º e único gel de carboidrato. Os pontos de hidratação estavam bem distribuídos com água, isotônicos em saquinhos e em alguns pontos tinha até frutas (banana, maçã, e até ponkan).

No km 13 seguimos pela cidade por cerca de 1,5 km até entrarmos novamente pela avenida que margeava o Lago Guaíba com 14,5 km. Nesse trecho era possível ver o pessoal mais rápido da maratona já voltando pelo outro lado, inclusive os amigos Tiago e Susany, que estreavam e já estavam bem lá na frente. Eu continuava no meu ritmo estabelecido.

Após 15,7 km percorridos teve a divisão das distâncias de 21km e 42km. Os meia maratonistas seguiram reto e os maratonistas fizeram o retorno e voltaram pela rua na parte de cima. Legal que enquanto eu voltava deu até pra dar um oi para a Aninha. Percebi que era um trecho de subidinha leve, mas estava sustentando o pace. Passando pelos postos de hidratação, mesmo estando fresquinho, fui pegando o copo de água ou o isotônico em todos eles e bebendo uma parte.


A chuva ora parava e ora apertava. O chato mesmo é que deixava várias poças de água pelo caminho. Até o 18º km estava tudo bem, dentro do esperado e eu já fazia as contas pra tentar repetir o tempo na segunda metade da prova. Mas a partir daí as pernas começaram a pesar e o meu ritmo foi diminuindo aos poucos. Os paces começaram a passar dos 5:40 min/km. Ainda passei a meia maratona com 1:57:59. Repetir a outra metade daria um sub 4h, mas seria difícil.

Minhas pernas estavam pesadas e a respiração meio ofegante, além do normal. Sinais de fisgadas nas partes internas da coxa começaram a se manifestar. Pior que eu sabia que tinha muito chão pra percorrer. Tomei a outra cápsula de sal e a última acabei deixando cair. Abandonei qualquer esperança de sub-4h e comecei a correr no ritmo que dava. Consegui ir até o 26º km correndo, até que, com uns trechos de subidinhas, cedi para uma primeira caminhada.Tentei adiar ao máximo esse momento. Esse foi o meu limite.

Eu teria ainda cerca de 15 km pela frente e aqueles pensamentos de querer desistir começaram a aparecer, ainda mais com o frio e a chuva que insistia em voltar. Estava tão complicado que até pra desistir ia ser difícil. Não dava pra ficar muito parado e eu estava bem longe da chegada. Então o jeito foi seguir, administrando as fisgadas nas coxas e morrendo de medo das cãibras.

Muitos atletas já passavam por mim e de vez em quando eu também passava por alguns, bastante castigados, normalmente com fortes dores ou com cãibras. Não consegui mais correr continuamente do 27º km em diante. Ora me faltava fôlego, ora as fisgadas ficavam insuportáveis. Analisando depois até me assustei com a quantidade de caminhadas que fiz nesses últimos 15 km, chegando a 45 vezes.

 Gráfico: Pace (mim/km) x Distância

Passei os 30 km com 2h53min50s. Tinha cerca de 1h05min para fazer 12 km e conseguir o sub 4h. Em situações normais até que não seria tão difícil, mas no estado em que eu estava era impossível. O frio era tanto que deu até vontade de colocar a capa de chuva novamente, mas não o fiz. Passamos por pontos de distribuição de frutas e também teve um ponto de gel. Eu não conseguia mais ingerir nada e dispensei. Só em um ponto que peguei uns gomos de ponkan.

Bem lentamente os quilômetros foram sendo vencidos, cada um já parecendo uma eternidade. Movimentos bruscos nem pensar. Seria cãibra na certa. O objetivo ficou sendo simplesmente completar a maratona. Não tinha mais plano algum e nem metas a buscar. Próximo do 36º km passamos em frente ao conhecido Centro Cultural Usina do Gasômetro, já com 3h39min16s. E ainda faltavam 6 longos quilômetros.

Já na grande avenida que levaria a chegada tentei ensaiar um trote mais forte, mas não deu e por muito pouco a cãibra não veio com tudo. Bateu ainda a maior fome, com o meu estômago roncando. Pior que já tinha passado todos os pontos de frutas. Faltando cerca de 1,5 km, avistei o amigo Jabson, que voltou lá pra me buscar. Ele já tinha acabado a sua maratona com o excelente tempo de 3h00min35s. Me acompanhou até os metros finais. Nesse meio tempo vimos uma garota segurando um cartaz com os dizeres: "Os 195m são no coração". Achei muito legal o incentivo nessa reta final e realmente, já estava por conta do coração.

Faltando cerca de 300 m, o público presente formou um funil que te empurrava com as palavras e gritos de incentivo para a linha de chegada. A Juciana estava por lá também e me avisou que a Aninha aguardava na chegada. Não tem como não se empolgar, mesmo já estando todo debilitado da prova duríssima. É arrumar a postura e correr para cruzar a linha de chegada.

Depois de exatos 4h31min09s (tempo líquido) cruzei finalmente o portal, com uma mistura de sensações: alívio, alegria, superação, gratidão, por ter conseguido completar a minha 14ª maratona. Mais feliz ao rever a Aninha logo em seguida, que depois de ter feito a sua meia maratona nessas condições adversas, ficou lá me aguardando na chuva e registrou tudo. Essa minha parceira é demais e sou muito grato a ela por toda essa atenção.

Me recuperei um pouco, hidratei e fui retirar a linda medalha em forma de cuia de chimarrão. Nesse ponto era preciso devolver o chip. Com certeza está entre umas das mais bonitas que tenho. Cruel mesmo foi o local para retirada do guarda-volumes, que no final da maratona, parecia que estava a quilômetros. Nem tive forças pra tirar fotos.

Estava louco pra me trocar e me agasalhar e tudo o que eu pensava era em um bom banho quentinho. Na volta, também utilizamos o ônibus do evento que nos levou de volta para perto do hotel, e nem assim a chuva deu trégua. Definitivamente não gostei de correr uma maratona com chuva !!!

É como sempre digo, cada maratona é uma história diferente. E isso que é o charme dessa distância, sempre tão desafiadora para nós pobre mortais. Mas uma coisa eu digo, é bom treinar !!! Tinha pensando em nunca mais correr uma maratona, mas esqueci que já estava inscrito para a Maratona de Floripa em Agosto. E que venha, então !!!

Percurso 2018 (42,53 Km)

Partiu POA
Kit da Maratona de POA com a camiseta roxa de finisher
 Amigos de SC retirando os kits no Barra Shopping Sul

 Com a amiga Fabíola de Chapecó
 Com o amigo de provas Runner Hostil (Ivan)
 Com o "primo" Roberto Itimura e esposa
 Eu e a Aninha com a Zilda e a Yasmim também de SC
Loucos por Corridas prontos para a largada.
Encontrei meu primo Ossamu de São Paulo
 Percurso bem plano e molhado !!!
(Foto: Foco Radical)
  Ainda estava com gás
(Foto: Foco Radical)
Chegada da Aninha na Meia maratona
(Foto: Foco Radical)
  Chegando sob as lentes da Aninha
(Foto: Ana Paula Marcon)
Missão cumprida. Tempo líquido: 4h31min09s
(Foto: Foco Radical)
Linda medalha em forma de cuia de chimarrão.

Local da largada: Barra Shopping Sul - Av. Diário de Notícias, 300, Bairro Cristal.
Data: 10/06/2018
Horário: 7:30 Hs (7:35 Hs)
Distância: 42,195 Km (42,530 Km)

Inscrição: R$ 135,00 
Kit: Sacola, uma camiseta do evento, uma camiseta de finisher, 1 pacote de café 500g, número de peito e chip retornável.

Tempo: 4h31min09s
Pace: 6:23 min/km
Tênis: Puma Speed 600 Ignite (verde)

Colocação: 0292 de 0375 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 1945 de 2522 (masculino)
Colocação: 2424 de 3379 (geral)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

03/06/2018 - Meia Maratona de Floripa - 42k de Floripa

Foto: Foco Radical

8ª Meia Maratona de Floripa / 42k de Floripa


A tradicional Meia maratona de Floripa agora virou 42K de Floripa, com a inclusão da maratona e da distância de 7 km (Joy), para os iniciantes e amantes das provas curtas e rápidas, mas que também queriam correr por cima das pontes. Eu tenho feito essa prova por 7 anos seguidos na distância de 21 km, e não tive dúvidas na minha escolha. Ainda mais que, como não houve choque de datas com a Maratona de Porto Alegre, pude me inscrever para as duas.

Para aqueles que se programaram ainda no ano passado a inscrição saiu bem em conta. Com a assinatura da Revista O2 paguei R$ 76,00 no kit básico da meia maratona. Assinantes ainda tem umas regalias como personalização da camiseta e área VIP. Às vésperas da prova (último lote) essa mesma inscrição já estava em R$ 150,00 + taxa. Por isso, para quem pode, vale a pena se programar bem antes.

Conforme divulgado na mídia foram cerca de 12 mil atletas inscritos nas três distâncias, sendo um recorde no número de participantes em corridas de rua do Estado de Santa Catarina, sendo que a grande maioria dos corredores da meia e da maratona eram de outros estados e até de outros países, como a delegação da Argentina que encontrei momentos antes da largada.

Esse ano o local de retirada do kit mudou para o Centro de Eventos de Florianópolis  - Centrosul. A entrega foi feita na sexta-feira e no sábado que antecederam o evento. A novidade foi que, além dos produtos da O2, a Expo contou com outros stands de produtos e artigos esportivos, além de vários painéis para fotos, para registrar mensagens, e um enorme listando os nomes dos futuros maratonistas e meio maratonistas.


Retirei o meu kit (meia maratona) e da Aninha (Joy 7 km) logo pela sexta-feira de manhã. Para quem foi de carro tinha um estacionamento pelo valor de R$ 5,00. Diferente de uma Expo de São Paulo cujo ano passado cobrava R$ 48,00. Me assustei com o tamanho da fila para a retirada dos kits, que foi dividida em dois passos: um para o check-in (retirada do número de peito e chip), e outro para a retirada dos produtos. A novidade ficou por conta da camiseta que nessa edição foi de manga curta com cores diferenciadas para cada distância, e o manguito para os participantes dos 21 km e 42 km. Apesar de compridas, as filas fluíram rápido e nos outros horários parece que foram bem mais tranquilas. Aproveitei ainda para personalizar a camiseta e não resisti a tentação de comprar as jaquetas da prova, que por sinal estavam muito bonitas. Um pouco de como foi a Expo ao vivo.

Apesar de na véspera estar com muito vento e chuva, o clima no dia da prova ficou excelente, seco.e bem fresquinho. Para não ter dificuldades com o estacionamento, chegamos no local da prova muito cedo, às 4h45min. Às 5 horas as vagas mais próximas já foram ficando mais escassas, sendo que as largadas estavam programadas da seguinte forma: às 6h30min a maratona, às 6h45min a meia maratona e às 7h00 a Joy (7km).

Para essa edição, tive a impressão de que a estrutura na arena da prova foi menor em relação ao ano passado, mas me parece que atendeu bem a maioria dos atletas. Muitos banheiros químicos, muitos painéis para fotos, guarda-volumes, espaço para massagem (meio limitado para a quantidade de atletas esperados), espaço para crioterapia, palco de premiação e a área VIP, que esse ano ficou no térreo e mais afastada, longe da largada.

Para essa edição não tive uma boa preparação. Vim de umas fraquezas dos efeitos colaterais da vacina contra a febre amarela e umas dores na lateral da coxa esquerda nos últimos meses, os quais me impossibilitaram treinar mais firme e consistente. Já esperava fazer uma prova mais conservadora, tentando pelo menos um sub-1h45min. Meu recorde pessoal nessa prova de 1h38min22s conquistado em 2016 seria impossível.O bom é que durante o aquecimento não senti dores alguma.

Às 6h30min acompanhamos a largada da maratona, que teve um número expressivo de atletas nessa primeira edição, com percurso inovador passando também pelas Pontes Pedro Ivo e Colombo Sales. Tornou-se mais uma boa opção de maratona para o Brasil.

Logo em seguida fui me alinhar para a largada da meia maratona que aconteceu às 6h45min. Como tive o privilégio de largar no pelotão Quênia o acesso mais a frente foi tranquilo com um grupo limitado de atletas. Os pelotões foram divididos em Quênia, azul, verde e branco, baseado no pace de cada um. Em provas com grande quantidade de atletas isso ajuda bastante.para ter um largada mais limpa nos primeiros quilômetros, principalmente para quem busca tempos.

Consegui largar bem conservador em relação as minhas meias maratonas. Mesmo querendo fazer o meu melhor eu tinha consciência de não estar 100% ainda e a preocupação de não me lesionar, tendo em vista a Maratona de Porto Alegre no próximo final de semana.

O percurso inicial não foi alterado. Corremos pela beira mar continental e, não altura do IFSC, acessamos a subida da Ponte Pedro Ivo Campos. Dessa vez, os participantes da distância menor (Joy - 7km) também puderam correr por cima dela durante um trecho e retornaram. Deve ser esse o motivo de terem feito essa distância.

Vencida a 1ª subida, que no início é bem tranquila, vem a descida da ponte e dá pra recuperar um pouquinho. Não demora muito e após o 4º km aparece a subidinha do viaduto Rita Maria. É bem mais curta, e não chega a quebrar tanto o ritmo. No 5º km estávamos passando por baixo da Ponte Hercílio Luz, agora do lado da ilha. Nesse trecho registrei o meu melhor pace da prova (4:34 min/km).

Na ida pela beira mar norte tínhamos o sol pela frente e em alguns momentos a intensidade era tão forte que incomodava. Tinha optado por correr sem óculos. Durante esse trecho, próximo do km 7, passou por mim o Ronaldo da Costa (recordista mundial na Maratona de Berlin em 1998, com o tempo de 2h06min05s). Ele estava participando da meia maratona e passou incentivando os atletas pelo percurso. Tive que sacar o celular e dar um sprint pra registrar esse momento com ele. Bem simpático.

O Ronaldo sumiu à minha frente sem grande esforço e eu continuei no meu ritmo que já estava caindo, pace próximo de 4:50 min/km. Ainda podia pensar em um sub 1h45min. A hidratação estava perfeita com postos de água a cada 2,5km/3km, e mesmo estando friozinho sempre pegava um copo de água pra dar uma molhada na boca e refrescar um pouco a cabeça.

Nesse ano, o retorno da meia maratona ocorreu antes do viaduto de acesso à SC-401, que leva ao norte da ilha. Cerca de 400 metros antes. Conferi o meu Garmin e estava marcando uns 10 km. Nesse ponto peguei um copo de isotônico e tomei correndo do jeito que deu. Voltei encucado e pensando como seria feito esse 1 km de diferença que faltaria.

Pra ajudar, ao invés do sol na cara, a volta teve um pouco de vento contra e isso já fez meu pace subir para próximo de 5 min/km. Eu até pensei em fazer mais força e tentar manter o ritmo de antes, mas me contive pra evitar algum problema. Comecei a administrar. Já na altura do km 13 teve distribuição de gel de carboidrato. A amiga Zenilda Lescano me entregou o gel e em seguida o Marcelo o copo de água. Muito legal ter o apoio dos amigos. Acabei não usando o gel. Não ia conseguir engolir. Logo em seguida houve a divisão dos maratonistas que seguiram reto no sentido da beira mar sul e os meio maratonistas que viraram no sentido do viaduto.


No 16º km, um pouco antes de acessar o viaduto que daria acesso a Ponte Colombo Sales nos deixando no lado continental, teve outro posto de isotônico, mas dessa vez eu passei. Não ia descer mais nada pelo boca. Nessas subidas do viaduto e da ponte acabei perdendo alguns segundos preciosos e que fariam falta depois.

Ao descer a ponte, logo após o 18º km entendi como seria feito o quilômetro que faltava. Ao invés de virarmos à esquerda como era nos anos anteriores e seguirmos direto pela beira mar continental rumo a chegada, viramos à direita no sentido do IFSC e só lá retornamos para beira mar continental. Tentei dar uma recuperada nesses 2,5 km finais, mas com o batimento cardíaco alto (vide tabela) corri dentro do aceitável, mas sempre de olho no tempo.

Ao longe avistei o portal já quase virando para 1h45min de prova. Até dei uma acelerada para não deixar virar antes da minha passagem, mas não deu. Sob a narração do Otton locutor extrapolei por alguns segundos o meu sub 1h45min alvo. O tempo líquido final registrado pelo chip foi de 1h45min13s. Não é dos piores, mas fica aquele gostinho de "faltou pouco". Podia ter me empenhado mais. Tudo bem. O importante é que cheguei bem, sem dores e com saúde para encarar a batalha da maratona na semana seguinte.

Fiquei alguns minutos me recuperando e me hidratando na chegada. Retirei a medalha que veio embalada para evitar possíveis riscos e contato com o suor, além de serem diferenciadas para as 3 distâncias: 7km, 21km e 42km. Ponto muito positivo. Entregaram um isotônico, que consumi em poucos goles, e frutas aos atletas. Depois fui ao encontro da Aninha e dos amigos Ju e Jabson, que não participaram, mas estavam lá pra prestigiar. A Aninha tinha completado a prova de 7 km e já tinha chegado fazia um tempinho.

Devidamente recuperado ficamos assistindo a chegada dos maratonistas. Como é emocionante observar a expressão de cada um deles vencendo seus desafios. Alguns chegam aos prantos, outros gritando, alguns gravando vídeo, outros olhando o cronômetro, alguns acompanhados de seus filhos parceiros ou parceiras, outros com pedido de casamento, alguns vibrando e sorrindo, outros com expressão de dor do esforço. Mas uma coisa é certa, todos venceram os 42k e devem estar orgulhosos de serem Maratonistas !!!

O evento como um todo foi excelente com uma boa estrutura desde o local da entrega dos kits, passando pelas largadas diferenciadas, divisão por pelotões, percurso, aferição da meia maratona e maratona, distribuição da hidratação com água, isotônicos e géis, medalhas diferenciadas por distância, e até a estrutura do pós-prova. Conforme o resultado divulgado foram cerca de 1.400 concluintes na maratona, 2.750 na meia maratona e 1.300 na Joy (7 km), o que totalizou quase 5.500 concluintes em todas as distâncias. Ficou um pouco longe dos 12 mil inscritos anunciados. De qualquer forma foi um dos maiores públicos nesse tipo de evento, se não o maior. E tudo isso vindo de uma recente paralisação nacional por conta da greve dos caminhoneiros.

Como já é praxe, depois de uma prova exaustiva como essa a fome aperta e o destino geralmente é um bom almoço na Churrascaria Riosulense, que fica lá do lado, pertinho da largada mesmo. Sempre a parte boa da corrida.

Percurso 2018 (21,37 Km)

Percurso 2017 (21,33 Km)

Kit básico com personalização da camiseta para sócios do clube O2
Eu e a Aninha chegando cedo e ainda escuro
Reta pela beira mar norte
(Foto: Alexandre Santiago - Foco Radical)
Tentando dar um salto no meio da prova
(Foto: Foco Radical)
Aninha na Joy (7 km)
(Foto: Foco Radical)
Tentando voar na Ponte Colombo Sales
(Foto: Foco Radical)
Chegada. Tempo líquido: 1h45min13s
Passou um pouquinho do sub-1h45
(Foto: Juciana Fernandes)
Aninha com a medalha do Joy (7 km) e eu com a da Meia maratona (21 km)
Difícil reunir essa galera em uma foto só !!!
Certificado da Meia de Floripa


Local: Beira mar Continental - FLN/SC
Data: 03/06/2018
Horário: 06:45 Hs (6h47min)
Distância: 21,097 Km (21,37 Km)

Inscrição: R$ 76,00 (lote promocional com desconto clube O2)
Kit: Número do peito, sacola térmica, camiseta manga curta, par de manguito e chip descartável.

Tempo: 1h45min13s
Pace: 4:56 min/Km
Tênis: Asics Noosa FF

2018
Colocação: 043 de 0181 (categoria 45-49 anos aproximado)
Colocação: 325 de 1560 (masculino - aproximado)
Colocação: 368 de 2723 (geral - aproximado)

2017
Colocação: 030 de 0211 (categoria 45-49 anos aproximado)
Colocação: 251 de 1680 (masculino - aproximado)
Colocação: 272 de 2643 (geral - aproximado)

quarta-feira, 23 de maio de 2018

20/05/2018 - Corrida Rústica FATENP 2018 - Palhoça / SC

Foto: Ana Paula Marcon

Corrida Rústica FATENP 2018 - Palhoça / SC

Resultado 5 km
Resultado 10 km

A convite da organização da prova, a qual agradeço em nome do Jorge Fernando Hammes, participei pela primeira vez da Corrida Rústica FATENP, promovida pela Faculdade de Tecnologia Nova Palhoça, e que teve a sua 2ª edição realizada no último domingo (20). A prova contou com as distâncias de 5 km e 10 km com preços convidativos: R$ 45,00 (mais taxa) com kit no lote inicial, e R$ 35 (mais taxa) sem kit. Como a procura superou as expectativas dos organizadores as inscrições se encerraram dias antes da data da entrega dos kits.

Um ponto que me chamou a atenção foi o percurso todo plano, em asfalto, e em longas retas, que é disparado a minha preferência. Consigo manter um ritmo mais constante. A ideia inicial era fazer a prova de 5 km, mas como ainda estava com uma dor desconfortável na perna esquerda optei em fazer os 10 km. Digo isso porque em corridas de 5 km o esforço e o impacto são muito maiores nas pernas. Nos 10 km eu iria um pouco mais contido.

A entrega do kit foi na véspera da prova na FATENP até o início da tarde. Mais à noite a entrega foi no Supermercado Cambirela. Foi possível também fazer a retirada no dia da prova, até meia hora antes da largada. Pra garantir peguei o meu e o kit da Aninha no início da tarde, na própria FATENP, aproveitando pra reconhecer a área. Teve até um telão onde foi possível assistir como seria o percurso da corrida. Dessa vez eu e a Aninha optamos por fazer a distância de 10 km.

No dia da prova fomos bem cedinho, chegando pouco antes das 7:30. Contamos com a boa estrutura das instalações da Faculdade, como o estacionamento e banheiros, o que facilitou bastante. O clima estava friozinho, e bem favorável para uma boa corrida. Ainda com medo de correr tratei logo de fazer um bom aquecimento de uns 15 minutos para acostumar as pernas. Foi tranquilo e sem dores, mas eu queria ver na hora que fosse pra valer mesmo.

A largada foi separada, com início previsto para às 8:30. Primeiro saíram os atletas PNE´s, com a presença em peso dos cadeirantes do Instituto Paulo Escobar, e logo em seguida os atletas dos 5 km. Visivelmente deu pra perceber a preferência por essa distância sendo a grande maioria. Eu e os demais atletas dos 10 km ficamos no aguardo da 2ª largada, que ocorreu cerca de 5 minutos depois. A saída foi diferente. Enquanto o pessoal dos 5 km seguiu pela direita na Av. Vidal Procópio Lohn, os atletas dos 10 km viraram à esquerda no sentido da BR-101.

Parti ainda meio receoso e com passadas mais curtas para evitar qualquer surpresa inicial. Queria me aquecer bem antes de arriscar um ritmo mais forte. Com isso o pessoal foi me passando e abrindo distância. Eu continuei na minha ideia, fechando o 1º km com pace de 4:39 min/km e o 2º km em 4:32 min/km, que foram feitos em uma reta só, de ida e volta.

No 3º km, já entrando na Rua Aleixo Alves da Silva, desenvolvi o meu melhor pace com 4:30 min/km, já me posicionando melhor na prova. Imaginei que poderia manter esse ritmo, mas a partir daí não rendeu tanto nos quilômetros seguintes. Nem posso me queixar da altimetria, pois era somente reta e plano. Essa rua teve aproximadamente 3 km de ida e volta, e meu pace já estava próximo de 4:40 min/km. 
A partir do 6º km já estávamos novamente na Av. Vidal Procópio Lohn, passando em frente a FATENP e seguindo reto no mesmo percurso do início. Na ponta extrema (próximo da BR-101) fecharam os 7 km e com o ventinho contra o pace subiu mais um pouco. Nesse ponto os amigos Heleno e Jabson, que vinham liderando a prova com certa folga, por falta de orientação adequada erraram o retorno, seguiram reto pela marginal da BR-101, e acabaram tendo as suas provas comprometidas. Em condições normais não tenho dúvidas que seriam os vencedores dos 10 km.

Os demais atletas que vinham atrás retornaram certo e com quase 8 km percorridos entraram à direita, na Rua B. Segui o fluxo dos que iam à frente. No outro ponto de retorno, que estava sinalizado com um cone e um staff, seguimos reto (não houve orientação para retornar,  pelo menos no meu caso). Acessamos a marginal da BR-101 por onde corremos cerca de 500 m. Acredito que a grande maioria dos atletas seguiu esse percurso também (cerca de 12 atletas que verifiquei no Flyby do Strava com certeza). Isso fez com que a distância percorrida tivesse aumentado para quase 11 km. Inclusive ficou visível quando passamos pela placa de 9 km e o Garmin já marcava quase 10 km. Para registro, meus 10 km fecharam em 46min32s.

Mesmo estando friozinho me recordo de ter pego água em pelo menos 3 postos de hidratação, com os staffs tendo o cuidado de entregar os copos nas mãos dos atletas. Muito bom, pois deu pra dar uma molhadinha na boca e não perder tempo.

Finalmente voltamos para a rua principal, da FATENP, para concluir a prova. Eu já não aguentava  mais, mas não podia parar, pois tinha um grupinho vindo junto. Não ia facilitar. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 50min38s, registrado pelo Garmin. No resultado oficial divulgado ficou em 50min57s. Acho que deva ter sido o tempo bruto ou algum início adiantado do cronômetro, pois outros atletas também relataram essa diferença. Não foi dos meus melhores tempos na distância, mas fiquei feliz por não sentir dores durante a prova e ter ido bem no contexto geral.

Na chegada teve muitas frutas e água pra hidratação. Retirei a medalha, que foi entregue mediante a devolução do chip retornável. Respirei um pouco e fui acompanhar a chegada da Aninha. Não demorou muito e ela chegou para completar a sua prova, conquistando a 7ª colocação geral. Mais um grande resultado.

Além do pódio geral, as categorias por faixa etária seriam premiadas até a 3ª colocação, tanto nos 5 km como nos 10 km. Acho isso bem legal e mais justo. Aguardamos a premiação com os amigos na expectativa de um bom resultado. E veio da melhor forma possível com pódio na 1ª colocação da minha categoria 45-49 anos e o pódio da Aninha na 2ª colocação na categoria 35-39 anos. É muito legal quando acontece essa dobradinha. Os dois ficam contentes. Deu até uma animada para a minha preparação para a maratona de Porto Alegre, que já tinha praticamente desistido.

De uma forma geral gostei muito da prova, com destaque para o percurso plano e em asfalto. O kit foi legal, a medalha bonita, estrutura boa e adequada ao evento, aproveitando parte da estrutura da faculdade, e hidratação em abundância. Houve problemas, quanto a sinalização/orientação em pontos importantes, no finalzinho do percurso, que acabaram comprometendo a participação de alguns atletas. Uma pena. Conforme posição da organização, que já se manifestou logo após a prova, serão levantadas as responsabilidades do ocorrido e farão os devidos ajustes para a próxima edição, que deverá ocorrer em Outubro desse ano ainda. Até lá deverei estar melhor preparado.

Percurso percorrido da Corrida Rústica FATENP 2018 (10,91 km)
Retirada do kit na FATENP com o Gabi, Felipe e o Jorge
Kit da Corrida Rústica FATENP 2018
No aquecimento com a Aninha e testando as pernas
(Foto: Foco Radical)
Concentrado e fazendo força durante a prova
(Foto: Foco Radical)
Chegada
(Foto: Juciana Fernandes)
Aninha conquistando o vice-campeonato na categoria 35-39 anos. Parabéns !!!
Campeão da categoria 45-49 anos. Algo muito raro.
Dobradinha e os dois felizes.
Medalha e troféu da Corrida Rústica FATENP 2018

Local: FATENP - Palhoça / SC
Data: 20/05/2018
Horário: 08:30 Hs (08:35 Hs)
Distância: 10km (10,91 km)

Inscrição: R$ 50,00 no primeiro lote (cortesia)
Kit: Sacolinha, camiseta, boné, copinho, chip retornável e número de peito.

Tempo: 50min38s
Pace: 4:38 min/km
Tênis: Asics Hyper Speed 6

Colocação: 01 de 03 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 15 de 52 (masculino)
Colocação: 15 de 69 (geral)

sexta-feira, 11 de maio de 2018

06/05/2018 - Wings for Life 2018 - Rio de Janeiro / RJ - 5ª Edição

Foto: Mark Maderovysk - Foco Radical 
Wings for Life 2018 - Rio de Janeiro / RJ - 5ª Edição

Esse ano comemorei a passagem do meu aniversário na cidade do Rio de Janeiro, local escolhido para a realização da 5º edição da Wings for Life Brasil. Nos três últimos anos ela aconteceu em Brasília-DF, e em 2014 em Florianópolis-SC. Para quem nunca participou, essa é uma corrida com o objetivo de arrecadar  fundos para as pesquisas para a cura da lesão medular. É realizada simultaneamente em várias cidades de vários países, e o vencedor global é o que percorrer a maior distância até o catcher car (carro perseguidor) alcançar.

Achei bem legal a ideia de dar uma variada de Estado para podermos passear por outros lugares também. Tinha corrido no Rio de Janeiro somente no ano passado. Essa foi a minha 2ª prova por lá e o percurso foi praticamente idêntico ao que fiz na Rio City Half Marathon de 2017. Muita reta, e sob muito calor. Fiz a inscrição ainda no 1º lote, pelo valor de R$ 120.

Eu e a Aninha partimos rumo ao Rio no sábado pela manhã. Já dentro da aeronave ela me fez uma grande surpresa tirando de uma sacola dois bolinhos e velhinha para comemorar o meu aniversário. Já tinha ficado emocionado e logo veio outra surpresa maior ainda, ganhei um Garmin 235 (que entre outras funções também faz o registro do batimento cardíaco pelo próprio pulso). Era um relógio que eu vinha namorando a tempos. Realmente posso dizer que tenho muita sorte por ter uma pessoa tão especial. Fiquei sem palavras para agradecer essa minha grande parceira de vida e de corridas. Muito obrigado, minha linda. Você é incrível e me surpreende a cada dia !!!

Chegamos pelo aeroporto do Galeão no sábado à tarde. Pelo atraso do vôo, que inicialmente era pra chegar pela manhã, recebemos um voucher no valor de R$ 30 cada um para almoçar. O amigo Marcos Vinícius também estava no mesmo vôo. Até que valeu a pena !!! Fomos então direto retirar o kit no Vogue Square Shopping, localizado na Barra da Tijuca. De UBER ficou em torno de R$ 66. Estava tudo bem tranquilo e sem grandes filas. Local simples, sem grandes estruturas, basicamente para a entrega do kit mesmo. O catcher car ficou próximo, estacionado do lado de fora, para as fotos.

Vários amigos de Santa Catarina também foram participar: Juciana, Jabson, Marcos Vinícius, Sabine, Fabíola, Enio, Andressa, Jairo, Fátima, Susany, Thiago e o Juan. A maioria deles ficaram em hotéis próximos da largada, na Praia do Pontal no Recreio dos Bandeirantes: Pontal Apart Hotel , KS Beach Hotel, Blue Tree  Premium Design. Todos eles permitiram um check-out late até às 14 horas, o que foi muito útil. Tinha um outro hotel, Atlântico Sul, que fica em frente a arena e a largada. Nós ficamos no Blue Tree Premium Design, e posso dizer que valeu muito a pena pela estrutura e a vista. Foi onde ficaram parte da organização e seus convidados. Numa próxima é a minha 1ª opção.

Como a maioria dos amigos estavam por perto fomos comemorar o meu aniversário no Americas Shopping, comendo massas no jantar, pra variar. Abastecendo de carboidratos para a corrida no dia seguinte. Usamos UBER para ir e voltar, mas confesso que ficamos com um certo receio à noite.

No dia da prova, como estávamos pertinho da largada, ficou melhor para tomar um bom café, que iniciou às 6 horas. Nem preciso dizer que nesse horário estavam somente os atletas que iriam correr. Estávamos a apenas 5 minutos da largada. O clima estava bom, não muito quente, mas o sol já ameaçava sair.

Chegamos na arena com mais de uma hora de antecedência. Era uma área bem estruturada com várias tendas, telões, banheiros químicos, guarda-volume, catcher car. Ainda não estava cheio e aos poucos fomos encontrando os amigos e conhecidos. Hora boa de confraternização e de ansiedade pelo início da perseguição.

Fui fazer um leve aquecimento e senti um pouco a lateral da coxa esquerda ainda. Não estava mais tão confiante para superar a marca do ano passado, de pouco mais de 23 km. Teria que ver como essa dor se comportaria ao longo da prova.

Várias personalidades estavam presentes no evento como o ex-BBB Fernando Fernandes (embaixador da prova), Laís Souza (ex-ginasta olímpica), o ator Bruno Gagliasso, Bruno Rezende (do voley), vários blogueiros e youtubers ligados a saúde e corrida, além do skatista Pedro Scooby, que teve a missão de conduzir o catcher car esse ano e ir encerrando a participação dos atletas. 

A largada no Brasil ocorreu às 8 horas da manhã e foi simultânea em todos os outros países,  inclusive em horários noturnos em alguns deles. Correram mais de 75 mil atletas espalhados no mundo todo, que além de participarem de uma corrida diferente e divertida, contribuíram com a causa. No Brasil foram pouco mais de 3.000 atletas.

Sob grande euforia foi dada a largada, com os atletas cadeirantes seguindo a frente. Registrei com um vídeo ao vivo no Facebook o clima pré-largada e um pouquinho da corrida nos metros iniciais. É muito legal ver e sentir essa energia inicial de todos os atletas. É contagiante e todos saem no maior pique, inclusive os cadeirantes.

Partimos do Recreio dos Bandeirantes e fomos no sentido de Copacabana, em uma reta só. Percurso bem plano, mas com o sol a nossa frente. Minha ideia era de manter um pace próximo de 5 min/km até onde fosse possível. Conhecia o percurso da meia maratona que tinha feito no ano passado, na Rio City Half Marathon. Por isso sabia que não deveria exagerar no início.

Os primeiros quilômetros serviram pra acostumar o desconforto da dor na perna. Sabia que logo passaria. E realmente, depois de uns 3 km não sentia mais nada. Acho que já tinha esquentado. Consegui me manter no ritmo esperado. Público assistindo esse início eram poucos ainda, só uns bêbados que às vezes apareciam ao lado dos quiosques perto da praia que resmungavam alguma coisa.

Corríamos sempre com o mar a nossa direita e o sol a nossa frente, cenário esse que me acompanhou praticamente por todo o percurso. Os postos de hidratação iniciais, pelo menos até onde consegui chegar, foram de 3 em 3 km, e teve 2 postos com energético Red Bull. Esses eu passei, pois em corridas anteriores não me fez nada bem. Em relação a água peguei um copo em todos os postos de hidratação, ora pra beber ora pra refrescar um pouco a cabeça. Depois dos 25 km os postos de hidratação passaram a ser de 5 em 5 km.

Estava em um ritmo relativamente confortável e sem grandes esforços até o 11º km, na Barra da Tijuca. Minha intenção era manter a regularidade. Em outros tempos e outras condições climáticas seria mais fácil manter um pace abaixo de 5 min/km. Já não havia tantos atletas como no início, pois o catcher car, que tinha largado 30 minutos depois, tinha começado a alcançar os corredores, fazendo a leitura dos seus chips e finalizando a participação deles.

Comecei a sentir o cansaço cedo dessa vez. Normalmente consigo levar bem até o 15º km, mas logo no 12º km a respiração foi ficando complicada, mesmo nesse ritmo mais contido. Com o Garmin novo pude acompanhar a zona de frequência cardíaca, e já estava em Z5 (zona 5), situação essa que perdurou por 76% da minha corrida, ou seja, 1h27min correndo nessa condição. Não sei se isso é bom.



Na altura do 16º km eu já estava me entregando. Pensei em caminhar e deixar o carro me alcançar logo. Já não tinha mais chances de passar dos 23 km. Mas como a gente é teimoso quis pelo menos concluir uma meia maratona (21 km), que eu sabia que terminaria na Praia de São Conrado. E segui em frente, já preocupado com a aproximação do carro.

Após completar o 18º km veio a parte mais dura da prova, na Ponte Joatinga. Se já estava me arrastando no asfalto, na subida tive que aliviar e dar uma caminhada. Os outros atletas passavam e incentivavam a continuar no trote, mas eu precisava dar um refresco para o coração. Vencida essa parte entramos pelo Túnel do Joá. Deu aquele alívio por sairmos do sol, além de nos proporcionar umas das vistas mais lindas de todo o percurso e ser em descida. Pensei em parar pra fazer uns registros, mas não podia perder tempo.

Já no finalzinho do túnel ouço a movimentação do catcher car com a caravana chegando. À minha frente, a poucos metros, a placa de 21 km e saída do túnel. Saquei o celular ao mesmo tempo que me apressava para tentar passar pela placa. O resultado não foi muito bom. Não consegui registrar o momento da passagem do catcher car. A mão ainda suada impossibilitou de manusear o touch da tela. Menos mal que consegui atingir os 21 km. Isso aconteceu bem na saída do túnel.

Missão cumprida, agradecimentos do pessoal da organização que seguiam na caravana, e seguimos caminhando, em busca do ônibus que nos levaria de volta para o local da largada. Lá também receberíamos a nossa medalha, que esse ano foi a mais bonita de todas as edições.

Tivemos que caminhar até o km 23 na ponta da Praia de São Conrado. Estava bem dolorido e cansado, mas o visual compensava. O ônibus não demorou muito a sair e ainda bem que consegui um lugar pra sentar. Enquanto voltava pelo sentido inverso deu pra perceber o quão longe a gente chegou. Foram quase 30 minutos nesse trajeto de volta.

Chegando na arena encontrei a Aninha, que atingiu a marca dos 16 km, e os demais amigos que já tinham terminado a prova. Retirei a medalha, peguei o meu kit lanche com frutas e um Red Bull, e aguardamos um pouco a chegada dos demais amigos. Como já passava das 11 horas nossa preocupação foi quanto ao check-out do hotel, que acabou nos permitindo ficar até às 14 horas.

Fomos para o hotel, tomamos banho, fui na hidromassagem da piscina, fizemos o check-out, e nada do amigo Jabson chegar, e o pior, sem notícias. A Juciana e outras pessoas que aguardavam já  estavam preocupadas com a demora. Faltava o grupo de atletas que tinha ido mais longe. Para alívio geral, já passando das 14:00 eles chegaram na última VAN. O Jabson conseguiu um excelente resultado correndo 42,9 km, ficando na 13ª colocação geral no Brasil. Correu muito esse garoto.

O campeão brasileiro foi o paranaense José Eraldo que percorreu 63,15 km e a campeã foi a eslovena, Eva Zorman, com 48,11 km percorridos. Ela tinha vencido em sua terra natal no ano passado e como prêmio escolheu vir correr no Rio de Janeiro e venceu também.

Por ser a 1ª Edição no Rio de Janeiro, alguns pontos precisam ser ajustados: como maior suporte aos atletas principalmente no final da prova (um deles foi assaltado no percurso), melhorar a  logística e as informações sobre o transporte de volta (muito demorado para aqueles que avançaram mais), melhorar o controle na entrega do chip (não localizaram o número de peito da Aninha e entregaram o número de outra atleta). Mas de um modo geral foi outra experiência bastante positiva e esses pequenos detalhes, porém importantes, podem ser corrigidos em uma próxima edição.

Percurso Percorrido 2018 (21,06 km)

Kit com a camiseta branca
Bolinho surpresa a bordo e um Garmin 235. Muito obrigado, Aninha !!!
Eu e a Aninha na retirada do kit
Concentração na véspera da prova
Jantar pré-prova no Américas Shopping com os amigos pra comemorar o aniversário
Amigos de SC: Ju, Jabson, Aninha, Marcos, Fabíola, Viviane e Sabine
Marcos, Jabson, Juciana, Susany, Tiago e Aninha. A postos para largar.
Até aqui é só alegria...
 Vai um solzinho aí ???
A caminho do ônibus na Praia de São Conrado
Asas só para foto mesmo 
Medalha
Certificado

Local: Praça do Pontal - Recreio dos Bandeirantes - Rio de Janeiro / RJ
Data: 06/05/2018
Horário: 08:00 Hs
Distância: 21,06 Km

Inscrição: R$ 120
Kit: Sacolinha, camiseta, uma lata de Redbull, e número do peito com chip.

Tempo: 1h53min25s
Pace: 5:23 min/Km
Tênis: Asics Noosa FF

Colocação Brasil: 035 de 166 (categoria 45-49 anos)
Colocação Brasil: 289 de 1.758 (masculino)
Colocação Brasil: 360 de 3.077 (geral)

Colocação mundial: 899 de 3.956 (categoria 45-49 anos)
Colocação mundial: 8.131 de 40.784 (masculino)
Colocação mundial: 9.420 de 76.455 (geral)