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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

31/12/2025 - 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025

 Foto: Fotop

100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025


Foi uma verdadeira maratona participar da 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre e da minha 15ª participação. Fiquei muito contente por ter tido a oportunidade de ter conseguido correr e comemorado essa edição especial histórica. Foi uma verdadeira festa, com o recorde de participantes, 55.000 atletas inscritos, fora os pipocas. Mesmo com todo o esforço logístico para poder participar ocorreu tudo dentro do planejado. 

Tudo começou com a disputada inscrição. Foi feita pelo site da Ticket Sports, no dia 25/09/2025. A inscrição se encerrou em algumas horas, no final da tarde do mesmo dia. Muitos problemas e reclamações de dificuldades de acesso, frustrando muitas pessoas que queriam participar. Depois de várias tentativas e quase perdendo as esperanças, consegui fazer a minha inscrição e da Aninha. Foi um sufoco. Não vi tanta reclamação em relação ao preço, que foi R$ 358,29 para o kit mais simples (no ano anterior tinha sido R$ 280,70). Acho que o importante foi conseguir.

Como já tínhamos intenção de participar, compramos as passagens e reservamos o hotel antes da abertura das inscrições. Nos planejamos porque sabíamos que após as inscrições a procura aumentaria e ficaria tudo mais caro. Reservei o London Class Hotéis, na Alameda Jaú, por R$ 488,15. A maioria dos outro hotéis já estava tudo acima de R$ 700 ou nem tinham mais vagas. Gostamos de ficar próximo da Av. Paulista na véspera, pois fácil o deslocamento pré e pós-prova.

A passagem de ida comprei com milhas Smiles, 12.800 mais taxa de R$ 50,92, por Congonhas. E a de volta, por Guarulhos, saiu por R$ 252,34 com taxas. 

Desta vez nos programamos para chegar no dia 29/12 (penúltimo dia) para a retirada dos kits. O período de retirada foi de 27 a 30 de dezembro. Chegamos pelo aeroporto de Congonhas e fomos direto para o Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque do Ibirapuera. Pegamos um UBER (R$ 41,93). O dia estava muito quente e não foi fácil chegar até local exato sob um sol intenso e com as malas ainda.

Como chegamos no meio da tarde, acabamos não pegando fila para entrar no pavilhão e retirar os nossos kits. Estranhei que foi bem tranquilo, mas pensei que por ser interno teria uma climatização melhor, mas estava até pior que do lado de fora. A entrega foi feita em filas separadas pela cor do pelotão. O nosso foi o verde par.   

De posse dos nossos kits fomos visitar a Expo, que estava bem grande e lotada. Muitas opções de produtos e roupas disponíveis, com destaque para a Loja da Asics, uma das marcas patrocinadoras do evento. Não conseguimos ver muitas coisas, pois todos os stands estavam bem cheios e estava complicado de andar e com aquele calor todo. Fizemos somente alguns registros nos vários painéis disponíveis alusivos à 100ª edição, inclusive um painel gigante (o maior que vi até hoje), com o nome de todos os atletas inscritos.

Sorte que fomos um dia antes para a retirada dos kits, pois vários atletas que deixaram para o final do último dia, ficaram sem receber as suas camisetas da 100ª edição da São Silvestre. Por algum problema de logística acabaram as camisetas e causou esse inconveniente. Muito frustrante para quem ficou sem, mesmo tendo a promessa de receberem depois.

Como essa edição foi histórica, fechei um pacote promocional de fotos, pela FOTOP, empresa credenciada para as fotos e vídeos da São Silvestre. Pelo valor de R$ 139,90 foram disponibilizadas todas as fotos feitas pela equipe de fotógrafos da FOTOP. Valeu muito a pena, pois no meu caso, foram mais de 500 fotos, identificadas pelo número de peito.

Na tarde do dia 30/12, fomos para o hotel, localizado na Alameda Jaú. Fizemos o reconhecimento da região da Av. Paulista, e vimos os preparativos para a prova e o palco do show da virada do ano. Os prédios e a avenida estavam tudo ainda com decorações natalinas, e já em clima de festa de final de ano. Jantamos em um dos shoppings da Av. Paulista, pegamos um lanchinho pro café da manhã, e nos recolhemos para descansar, pois o hotel não oferecia esse serviço, mas disponibilizava fogão, microondas e utensílios para cozinha, no apartamento.

As largadas foram feitas em ondas, saindo primeiro o pelotão premium às 8h08, e a partir das 8h10, o pelotão geral (em ondas, com as cores azul, verde e vermelho). A nossa onda era a verde par, com previsão de largada às 8h40 somente. Sabendo disso saímos do hotel às 7h30, imaginando que seria fácil o acesso. Mas foi bem complicado e exigiu uma boa caminhada para passar para o outro lado da Av. Paulista e seguir pelas ruas paralelas, até conseguimos encontrar a entrada de acesso da nossa cor. No total, caminhamos por cerca de dois quilômetros e levamos cerca de 30 minutos. 

O controle de acesso estava bem rigoroso. Depois que entramos no nosso setor não demorou muito para iniciarem as largadas. Não tivemos muito tempo pra ficar curtindo aquele pré-prova com a animação dos atletas comemorando os 100 anos de São Silvestre. Estávamos um pouco à frente do MASP. O tempo ajudou, e não estava com o calor e o sol tão intenso como nos últimos dias.

Imaginando a dificuldade que seria correr para fazer um bom tempo, optei por correr junto com a Aninha e curtir mais a prova. Passamos pelo portal da largada exatamente às 8h43. Até estranhei que esse início não foi tão tumultuado como das outras vezes. Estava mais espaçado. E partimos para curtir a nossa aventura, sem compromisso de tempo. Larguei tão empolgado, fazendo uma live, que esqueci até de ligar o Garmin e perdi os primeiros quilômetros. Sorte que estava junto da Aninha, que registrou tudo certinho.

Começamos bem leve e até deu pra trotar depois que passamos pela portal. Ao redor, como sempre, o público dava aquele incentivo a todos os atletas. Nesse início e próximo da chegada as calçadas ficam lotadas de gente torcendo e gritando palavras de incentivo. Provavelmente, no horário que largamos, os campeões da São Silvestre já estavam chegando, do outro lado, pela Av. Brigadeiro.

Apesar da quantidade de atletas, o 1º km foi até melhor que do ano passado, pois deu pra trotar um pouco mais solto. Já no 2º km, na descida ao lado do Estádio do Pacaembu, já fomos no ritmo do fluxo, sem ficar desviando tanto e indo pela calçada para ganhar algum tempo. 


No trecho da Av. Pacaembu, que é mais plana e larga, é onde conseguimos correr melhor e seguir em uma pace sem muita interferência do congestionamento. São nesses 4º e 5º km que é normalmente é bom ganhar uma gordurinha de segundos, pra ser compensado no final da subida da Av. Brigadeiro. Foram os nossos melhores paces da prova.

Correndo em um ritmo confortável, não queríamos caminhar na prova, e fomos focados no devagar e sempre. Pegamos água em todos os postos de hidratação, que estavam distribuídos de 3 em 3 km. Como estava calor a água foi imprescindível, e pelo menos na nossa passagem, não tivemos problemas de falta. Era melhor pegar os copinhos de água um pouco mais à frente, pra conseguir ela mais geladinha. 

Nas passagens pela Av. Rio Branco e a parte central da cidade: Av. Ipiranga, Av. São João, Av. Duque de Caixas, Largo do Arouche e Praça de República, corremos com pace próximo de 7 min/km, e como tinha comprado o pacote de fotos, fomos sempre buscando pelos fotógrafos da FOTOP, principalmente nesses pontos principais.

Eu estava curtindo bastante fazer a minha corrida sem estar no meu limite, pois podia observar melhor os locais por onde passávamos. Quando corremos contra o relógio, o foco acaba sendo outro. A Aninha seguia firme e concentrada. Durante o percurso foi legal que também pudemos encontrar alguns amigos de Santa Catarina: o Fausto e a Sô (de noivos e comemorando bodas de prata), a Marilei e o Daniel, o Brito, a Mariléia, o Éderson.  

Não demorou muito e estávamos passando pelo Largo do Paissandu, Praça Ramos de Azevedo, Rua Cel Xavier de Toledo, Viaduto Nove de Julho e Rua Maria Paula, que dava acesso à temida e esperada Av. Brigadeiro. 

Chegamos bem para encarar a Av. Brigadeiro dessa vez. Nos anos anteriores que vinha em ritmo mais forte, não conseguia subir continuamente, sem dar uma caminhada. Ela começa em uma subidinha mais suave e vai dificultando. A Aninha vinha firme e também encarou a Av. Brigadeiro sem caminhar, ou melhor, só deu uma paradinha pra pegar uma cervejinha no "Km 41", na verdade Km 14, onde um grupo tradicionalmente distribui copinhos de cerveja aos atletas, para aquela hidratação final. 

Depois da cerveja, já estamos no final da subida da Av. Brigadeiro, e ao redor o público lota as calçadas para torcer e ver a passagem dos atletas. É o momento que parece que recebemos uma energia adicional para entrar com tudo pela Av. Paulista. A parte mais emocionante de toda a prova, pois sentimos que estamos terminando, e podemos encerrar o ano com a missão cumprida.

Eu e a Aninha viemos pela reta final felizes e curtindo os instantes finais da prova. Chegamos de mãos dadas e cravamos o mesmo tempo líquido 1h52. Nossa expectativa era conseguir terminar a São Silvestre abaixo de 2h, e sem caminhar durante o percurso. Conseguimos cumprir felizes a nossa meta.

Após a chegada tivemos que andar bastante em frente e fomos nos hidratando com os tanques de copos de água espalhados no pós-prova. Pegamos até um picolé da Bacio de Latte, que estava sendo distribuído aos atletas concluintes. Muito bom. 

Na sequência fomos retirar a tão esperada medalha da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025. Ainda estava tranquilo a distribuição das medalhas, mas soube posteriormente, que alguns atletas, que chegaram mais no final da prova, ficaram sem a medalha. Mesmo a organização prometendo entregar posteriormente é bem frustrante pra quem se dedicou a terminar a prova ter a sua recompensa adiada. Além da medalha, foi dado um suplemento alimentar líquido Rehidrat.

Felizes e com as medalhas na mão, fizemos os devidos registros e corremos para o hotel, para dar tempo de tomar um banho e fazer o check-out, às 12 horas. Dessa vez não conseguimos nenhuma extensão desse horário. Aliás, isso foi outra novela, pois saímos de um lado da Av. Paulista e tivemos que ir para o outro lado novamente, porém quase todas as ruas bloqueadas. 

Ficamos muito satisfeitos e contentes em ter participado dessa edição histórica, 100ª Corrida Internacional de São Silvestre, com sucesso, e dentro das nossas expectativas. Particularmente não tivemos grandes problemas, apesar de ver vários relatos nas redes sociais de clonagem de números, falta de kits e de medalhas. Vários processos precisam ser revistos, e que esses acontecimentos sirvam de exemplo para melhorias nas próximas edições.

Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2025
Kit da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 2025
Retirada do kit da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 
Conferindo o nome na lista de inscritos !!!
Painéis para fotos na retirada do kit
Essa medalha é linda
Passeio pela Av. Paulista na véspera, no palco da virada
Começando a prova. Ainda no celular
Passagem pelo viaduto. Imagem bonita.
No meio da prova passando por mais um viaduto
Legal essas imagens de cima.
Por enquanto tudo certo
Os prédios ajudavam um pouco com sol
Vamos subir a Av. Brigadeiro
Estamos chegando
Chegamos
Eu e a Aninha com as medalhas 
Medalha da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre 
Resultado oficial


Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
Data: 31/12/2025
Horário: 8h05 (8h43)
Distância: 15 km (15,36 km)

Inscrição: R$ 358,29 (2º lote, com taxa)
Kit: 1 garrafa de suplemento alimentar líquido REHIDRAT 625ml, 1 caixinha de Água de Côco COPRA 200 ml, 1 Torrone Montevérgine, 45g, 1 sachê de Drip Coffee Gourmet 3 Corações 10g, 1 sachê cappuccino 3 Corações 20g, 1 sacola grande, camiseta, número do peito com chip.

Tempo: 1h52min00
Pace: 7:18 min/km
Tênis: Olympikus Corre Grafeno 3

2025
Colocação: 924 de 2.248 (55-59 anos)
Colocação: 13.042 de 28.420 (masculino)
Colocação: 18.591 de 53.180 (geral)

2024
Colocação: 713 de 2.317 (50-54 anos)
Colocação: 6.473 de 21.690 (masculino)
Colocação: 7.623 de 35.222 (geral)

2023
Colocação: 634 de 2.216 (50-54 anos)
Colocação: 5.703 de 20.309 (masculino)
Colocação: 6.561 de 32.442 (geral)

2022
Colocação: 554 de "2.189" (50-54 anos)
Colocação: 5.136 de "19.173" (masculino)
Colocação: 5.866 de "29.863" (geral)

2021
Colocação: 947 de "1.270" (50-54 anos)
Colocação: 8.020 de "11.011" (masculino)
Colocação: 10.360 de "15.603" (geral)

2019
Colocação: 769 de "2.700" (45-49 anos)
Colocação: 5.350 de "19.969" (masculino)
Colocação: "6.002" de "30.086" (geral)

2018
Colocação: 340 de "2.332" (45-49 anos)
Colocação: 2.378 de "17.629" (masculino)
Colocação: "2.548" de "26.155" (geral
)

segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

31/12/2024 - 99ª Corrida Internacional de São Silvestre 2024

 Foto: ADP - Foco Radical
99ª Corrida Internacional de São Silvestre 2024


Encerramos o ano de 2024 novamente correndo a tradicional Corrida Internacional de São Silvestre. Essa edição precede a 100ª edição, que deverá acontecer no final deste ano de 2025. Tivemos algumas novidades. Depois de anos, a organização da prova teve alterações e foi conduzida pela primeira vez pela Vegas Sports, em parceria com a Fundação Cásper Líbero. Por anos, a Yescom foi a organizadora.

Com a nova organização, tivemos várias mudanças como um todo. Uma delas foi logo no modo de se fazer a inscrição, que dessa vez foi realizada em lotes, e ficou meio complicado logo no início. O lote inicial teve um preço um pouco menor e foi bem limitado. Encerrou em questão de minutos. Eu e a Aninha não conseguimos nesse primeiro lote. No 2º lote conseguimos fazer a inscrição por R$ 280,70 (com taxas), com valor maior, e com muita instabilidade no sistema, devido a quantidade de acessos. Depois ainda teve um 3º lote, que ficou até o término das inscrições, com um valor maior ainda. Quero só ver como vai ser na 100ª edição.

Este ano, eu e a Aninha mudamos a logística. Saímos juntos de Florianópolis para São Paulo e compramos a passagem de ida para Guarulhos por R$ 251,82 cada um. A volta no dia 1º tivemos que vir pelo aeroporto de Congonhas, e saiu 13.600 milhas cada um. Raros foram os voos pelo aeroporto de Guarulhos para esta data e estavam bem mais caros.

Sempre gostamos de ficar próximo da largada, na Av. Paulista. Reservamos novamente a hospedagem no Studio Ape Paulista Bela Cintra. o mesmo que havíamos ficado em 2022, por R$ 183,30, sem café da manhã. Os preços dos hotéis que costumávamos ficar estavam com valores bem superiores, passando dos R$ 500. Além do preço baixo, a vantagem desse studio é que fica próximo da largada.

Saímos de Florianópolis no dia 29/12/2024. Nossa intenção era retirar os kits no último dia, 30/12. A entrega foi realizada na Bienal do Ibirapuera, outra mudança com a nova organização. O local é bem amplo e, pelo menos no dia que fomos, estava bem tranquilo para retirar os kits e andar pela Expo. Nos outros anos sempre pegávamos uma fila maior. Dessa vez fomos no período da tarde.

Para retirar o kit, foram separadas filas por cores do pelotão, que foram baseados nas faixas de paces informados no momento de inscrição. Eu e a Ana ficamos no pelotão verde, que era o penúltimo. Neste ano o kit também veio mais simples, com um sacolinha e a camiseta. Sem brindes dos patrocinadores. Demos uma volta pela Expo, mas acabamos não comprando nada. Só compramos uma camiseta regata da São Silvestre na entrada, por R$ 40.

Do Ibirapuera fomos direto para o Studio, cujo check-in seria a partir das 15 horas. Descansamos um pouco, saímos pra comprar água e alguma coisa para o café da manhã, pois a estadia não incluía. A noite fomos dar uma volta na Av. Paulista, que já estava se preparando para a Corrida de São Silvestre e o Show da Virada. Aproveitamos e fomo jantar no Shopping.

O horário da largada para o pelotão geral estava programado a partir das 8h05. Nos programamos para sair do hotel às 6h30 para dar tempo de chegar no acesso do nosso pelotão (verde), e para poder curtir um pouco do pré-prova. O tempo estava bom e foi tranquilo. Fomos pela rua paralela à Av. Paulista, que já estava totalmente interditada. 

Eu e a Aninha nos posicionamos perto da uma das câmeras que ficam fazendo aquelas tomadas aéreas do pessoal. Por lá o agito é maior e o tempo parece passar mais rapidinho. Muitos atletas fantasiados e com placas das cidades que representam. 

As largadas foram feitas em ondas, divididas pelas cores azul, verde e vermelho, baseado nos seguintes paces informados no momento da inscrição:
  • Pelotão Azul: Pace abaixo de 5 min/km.
  • Pelotão Verde: Pace entre 5 min/km e 6 min/km.
  • Pelotão Vermelho:
    • Vermelho A: Pace entre 6 min/km e 7 min/km.
    • Vermelho B: Pace acima de 7 min/km.
A ideia era ter um intervalo de uns 5 minutos para cada onda e evitar maiores aglomerações, com os atletas correndo com os outros de paces semelhantes:

  • A primeira onda (Pelotão Azul) começou às 8h05.
  • A segunda onda (Pelotão Verde) foi liberada às 8h10.
  • A terceira onda (Pelotão Vermelho A) saiu às 8h15. 

  • Não sei se essa estratégia funcionou muito, pois percebi uma demora maior depois da primeira largada, tanto que só cruzamos efetivamente o portal da largada às 8h21, e estávamos na onda verde. Provavelmente o pelotão vermelho atrasou bem mais.

    Eu tinha a intenção de melhorar o meu tempo do ano anterior, que tinha sido de 1h32min46. Por isso, ao passar pela largada, me despedi da Aninha, que faria uma prova mais tranquila. Triste ilusão. Logo no primeiro 1º km, ainda no final da Av. Paulista e chegamos até a ficar parados de tanta gente. Foi um dos meus piores quilômetros iniciais na São Silvestre, com o pace de 8:07 min/km. Este é o trecho que passamos no túnel que dá acesso à Av. Dr. Arnaldo.

    O 2º km já começa na descida da Av. Maj. Natanael, ao lado do Estádio do Pacaembu, e apesar de ser meio perigosa por ser bem acentuada, ajuda a melhorar o rimo e compensar o início. Corri pela calçada para evitar o congestionamento maior e o pace foi para 5:36 min/km. Para baixo todo Santo ajuda. 

    Quando chegamos na Av. Pacaembu é possível correr mais solto, pois as pistas dos dois lados estão fechadas e são largas. É uma parte plana e consegui manter um ritmo bom, 5:24 min/km no 3º km e no 4º km. A essa altura o sol estava mais forte os atletas buscavam as sombras das árvores. Pena que isso só dura 1,5 km aproximadamente. 

    Cuidei bem da hidratação, pegando um copo de água em cada um dos postos de hidratação. Não chegava a beber todo o copo, e dava uma refrescada na cabeça também. O 5º km voltei a pegar um certo congestionamento. O ritmo caiu para 5:42 min/km. Com isso terminava o trecho inicial com predomínio das descidas. Dali pra frente, só teríamos subidas.


    Os meus paces no 6º km e 7º km já beiravam os 6 min/km, e estava me controlando para não me cansar muito cedo, ao mesmo tempo que queria recuperar o tempo perdido. Difícil conseguir administrar essa situação. Estava passando pela Av. Rio Branco.

    No 8º km entramos pela parte central da cidade, passando pela Av. Ipiranga, Av. São João, Av. Duque de Caxias, Largo do Arouche e Praça da República, o pace melhorou um pouco e corri na média de 5:45 min/km até o 11º km. Como tem um portal, no 10º km fui conferir o tempo de prova e tinha dado 59min38, um pouco melhor que no ano anterior. Me animei para a parte final. Porém, sabia que o pior ainda estava por vir.

    No quilômetro 12 comecei a sentir as subidas e acabei deixando cair o ritmo. Passamos pela Av. São João novamente, contornamos o Largo do Paissandu, a Praça Ramos de Azevedo, seguimos pela Rua Cel Xavier de Toledo até passarmos pelo Viaduto Nove de Julho, Viaduto Jacareí e sairmos na Rua Maria Paula. Na sequência, quando eu já estava com a cabeça da subida da Av. Brigadeiro, senti uma fisgada forte na parte posterior da coxa direita. Era tudo que eu não precisava. Sofro muito com essas cãibras nos finais de provas. Nessa hora desisti de fazer força, eu tive que seguir caminhando. A cãibra era iminente. Isso aconteceu a poucos metros da Av. Brigadeiro.

    Segui caminhando do jeito que foi possível. Arriscava trotar de vez em quando, mas desistia assim que a fisgada voltava. Comecei a subida da Av. Brigadeiro andando e com a sensação de que todo mundo me passava. Porém, neste trecho final, o público ao redor incentiva todos os atletas, aplaudindo e dando aquele apoio moral. Aos poucos, consegui voltar a trotar com passos bem curtinhos, e com todo cuidado do mundo.

    A parte mais difícil da Av Brigadeiro é quase chegando no seu final, mas também tem uma hidratação especial já tradicional, o chopp gelado. Peguei um copo pra dar uma refrescada e segui no meu  passinho curto, até o final na Av. Paulista. A poucos metros da chegada, os atletas sem o número de peito e chip foram convidados a se retirar sem passar pelo portal, e não eram poucos. Como eu estava indo com todo o cuidado e sem forçar nada consegui até pegar o celular e terminar registrando a minha chegada.

    O meu tempo líquido foi de 1h37min59. Aumentou em mais de 5 minutos o tempo que fiz no ano anterior. Tenho certeza que o início de prova mais travado e a parte final a partir da fisgada comprometeu o meu planejamento. Aliás, as minhas pernas e meu fôlego sempre sentem bastante na subida da Av. Brigadeiro, força muito a perna. 

    Cruzei a linha de chegada feliz por ter completado mais uma São Silvestre, a minha 14ª participação. Busquei os tanques de hidratação imediatamente, pois como estava quente, estava com muita sede. Depois fiquei esperando a chegada da Aninha. Ela não tinha se preparado tanto para a São Silvestre,  mas completou bem, com o tempo líquido de 2h12min50.

    Fomos retirar as medalhas bem mais a frente, na área de dispersão. Pegamos o kit lanche pós prova, com isotônico, barra de cereal e torrone. Nesse momento acabei deixando cair o meu óculos escuro, que acabei perdendo. Pena, me acompanhava a anos. Depois aproveitamos para tirar mais algumas fotos e seguimos para o Studio tomar um bom banho, e descansar até a saída, ao meio-dia. Fomos então para a casa do meu irmão Ricardo para aquele merecido almoço de padaria, com direito a filé a grega e tubaína. Muito bom.

    Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2024
    Kit da 99ª Corrida Internacional de São Silvestre 2024
    Kits retirados na Bienal do Ibirapuera
    Esse ano teve painel com o nome de todos os incritos
    Em frente ao Studio, saindo para o local da largada
     
    Chegamos na Av. Paulista
     Na largada com o Grinch
    No meio do percurso, ainda na descida.
    (Foto: MDP - Focoradical)
    Eu e a Aninha com a medalha na mão.
     
    Com a medalha, após a chegada.
    Medalha da 99ª Corrida Internacional de São Silvestre 2024
    Resultado oficial


    Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
    Data: 31/12/2024
    Horário: 8h05 (8h21)
    Distância: 15 km (15,32 km)

    Inscrição: R$ 280,70 (2º lote, com taxa)
    Kit: Sacola, camiseta, um sachê de óleo de côco COPRA (15ml), número do peito e chip descartável.

    Tempo: 1h37min59
    Pace: 6:23 min/km
    Tênis: Fila Carbon Tri

    2024
    Colocação: 713 de 2.317 (50-54 anos)
    Colocação: 6.473 de 21.690 (masculino)
    Colocação: 7.623 de 35.222 (geral)

    2023
    Colocação: 634 de 2.216 (50-54 anos)
    Colocação: 5.703 de 20.309 (masculino)
    Colocação: 6.561 de 32.442 (geral)

    2022
    Colocação: 554 de "2.189" (50-54 anos)
    Colocação: 5.136 de "19.173" (masculino)
    Colocação: 5.866 de "29.863" (geral)

    2021
    Colocação: 947 de "1.270" (50-54 anos)
    Colocação: 8.020 de "11.011" (masculino)
    Colocação: 10.360 de "15.603" (geral)

    2019
    Colocação: 769 de "2.700" (45-49 anos)
    Colocação: 5.350 de "19.969" (masculino)
    Colocação: "6.002" de "30.086" (geral)

    2018
    Colocação: 340 de "2.332" (45-49 anos)
    Colocação: 2.378 de "17.629" (masculino)
    Colocação: "2.548" de "26.155" (geral
    )