quinta-feira, 10 de agosto de 2017

05/08/2017 - Maratona de Revezamento Beto Carrero 2017 - Penha / SC

Foto: Christian Mendes - Foco Radical
Maratona de Revezamento Beto Carrero 2017
Depois de participar em 2013 e 2014 em dupla masculina com o Enio do Podcast Por Falar em Corrida, e em dupla mista ano passado com a Aninha, resolvemos montar um quarteto misto para participar esse ano com o casal de amigos Loucos por Corridas, Jabson e Juciana. Divindo a distância em quatro fica bem menos desgastante que alternar os 42 Km em dupla, onde corremos praticamente os 21Km em ritmo acelerado.


A Maratona de Revezamento Beto Carrero é uma prova voltada para quem gosta de diversão. Mesmo assim conta com a presença dos principais atletas da elite de Santa Catarina, puxando suas equipes no revezamento. Há opções de participar em duplas, quartetos e octetos, masculino, feminino ou misto. A premiação com troféus é até a 3ª colocação de cada modalidade.

O percurso da prova, como nos últimos anos, é por todo o kartódromo (um pouco menos de 1 Km) e mais uns 4 Km dentro do parque efetivamente. Ao todo são 8 voltas nesse circuito, sendo que a 1ª delas inclui uma volta de apresentação a mais pelo kartódromo antes de seguir para o parque. O horário da largada é às 18h45min para dar tempo de tudo estar liberado, após o encerramento das atividades para o público geral no parque. Já estava escuro.

Como a prova termina tarde (depois das 23:00) e no kit inclui um ingresso para acesso ao parque, com validade durante o mês de agosto, optamos por ficar por lá e aproveitar o final de semana. Reservamos o Hotel Natal, localizado ao lado do Parque (R$ 125). O hotel é simples, mas bem funcional, com ótimo café da manhã, excelente localização e estacionamento. Valeu muito a pena, pois no domingo, quando fomos aproveitar o parque, pudemos deixar o carro lá e ir a pé. Nem precisamos desembolsar os R$ 55 do estacionamento.  

Chegamos no kartódromo por volta das 14:30 para a retirada do kit da equipe. A retirada iniciou-se de manhã e seguiu até às 15 horas. Foi entregue um kit individual para cada atleta com mochilinha, camiseta manga longa, boné, toalhinha e alguns outros brindes, e um kit para a equipe com um head lamp, bastão de revezamento com chip, os números de peito e os ingressos para o parque. Para o evento foi disponibilizado o estacionamento por R$20. Preço razoável e ficou bom para deixar o carro lá por perto, principalmente para guardar todo o material e para a volta no fina do evento. Com o adesivo do estacionamento era possível entrar e sair quantas vezes quisesse.

Por lá encontramos uma galera do IFSC, Fabiana, Simone e o Márcio de Gaspar com a equipe. Encontramos também a Ju e Jabson completando o quarteto, o Enio e o Guilherme do Podcast Por Falar em Corrida, o pessoal do Mania de Corrida (Marcel, Marcão e Boby), a Jany e a Letícia (que formaram uma dupla feminina de Loucos por Corridas), Jairo, Paraíba, Fran, e não parava de chegar os conhecidos.

Logo após o encerramento da entrega dos kits, às 15 horas foi possível entrar no parque para aproveitarmos um pouco até o horário da prova. Bom que o tempo passa rapidinho. E tinha mais amigos por lá, Marcos Vinícius, Fausto da Confraria das Corridas e a família Nesse período só demos uma voltinha e tiramos algumas fotos para não cansar muito. Próximo das 17:30 saímos do parque e já nos encaminhamos para o local da largada, no kartódromo. Já estava começando a movimentação.

Por ser o primeiro ano em quarteto não tínhamos muita referência de tempo que poderíamos fazer, mas pela minha cabeça teria que ser menor do que quando feito em dupla, pois todos correm menos quilômetros e consequentemente mais forte. Então imaginei como objetivo fecharmos em menos de 3h20min, que seria muito bom. 

O acesso ao kartódromo foi limitado somente para os atletas do revezamento, mas o público podia ficar logo ao lado, junto com as tendas de assessorias para assistir e dar suporte aos participantes. Legal que teve até banheiros químicos de fácil acesso dentro do kartódromo. Só acho que poderia ter um posto de hidratação próximo da troca do revezamento, que é quando terminamos a volta.

A nossa estratégia foi largar com o Jabson, pois a primeira volta é mais longa (com cerca de 6 Km), e ele consegue ganhar um tempinho a mais pra gente. Chegou voando, fechando a 1ª volta em 22min15s. Em seguida passou o bastão para a Aninha, que saiu acelerando. Do lado de fora ficamos só na expectativa.


Depois de 25min15s a Aninha fechou a sua volta passou o bastão para a Juciana, que abriu a 3ª volta. Todos correndo no seu limite e dando o máximo de si. Logo seria a minha vez e já estava com aquele friozinho na barriga enquanto aguardava. Bom que deu tempo para aquecer um pouco antes. 
A Juciana mandou ver e logo chegou. No posto de troca recebi o bastão e fui. Agora seria a minha vez e saí muito empolgado. Acredito que a grande maioria deve fazer isso na sua volta. Meu 1º Km acabou saindo em ritmo dos melhores tiros (3min57s). Não tem jeito. Aquela adrenalina toda faz isso. O duro é o restante da prova fica bem mais sofrido.

2017

Essas voltas iniciais são legais, pois durante o percurso dentro do parque aparecem vários personagens espalhados em diversos pontos, animando e até assustando os atletas. Por isso, para quem curte aconselho a fazer o seu trecho até a 4ª volta mais ou menos, pois a medida que o horário avança os personagens vão sumindo.

Todo o percurso estava sinalizado e com os staffs orientando os atletas dentro do parque. Vi dois postos de hidratação, sendo que um deles estava na saída de acesso ao kartódromo. Com as voltas curtas e o tempo bem agradável não peguei água em nenhum deles, somente depois de terminar a minha volta eu fazia a minha hidratação.

Dentro do parque é aquele zigue-e-zague. Eu via rapidamente os personagens, mas não dava pra prestar muito a atenção para não perder tempo nem a concentração. E foi numa dessas que passando por um trecho escuro, levei um baita susto com a aparição repentina de um dos personagens. Dei até trupicada e quase fui ao chão. Isso porque eu já sabia o que poderia aparecer. Menos mal que consegui me equilibrar e continuar. 

Por conta de ter saído em ritmo acelerado, após o meu 3º Km sofri para não perder o ritmo. Fiquei com aquela vontade enorme de dar uma caminhadinha pra aliviar, mas aí a gente lembra que está correndo em equipe e não dá pra afrouxarFechei a minha volta com 22min29s e passei o bastão ao Jabson, que abriu então a 2ª parte do revezamento.

Fechando a volta temos um pouco mais de 1 hora para a próxima. É legal, pois dá tempo pra descansar, hidratar, ir ao banheiro, ficar conversando com os membros do quarteto e das outras equipes, tirar fotos, comer... O incrível é que tem equipes em que o atleta até esquece da sua vez e perdem tempo na troca do bastão. Ninguém merece chegar depois de ter dado o seu máximo correndo e não encontrar o companheiro da equipe para entregar o bastão. Ouvi alguns sendo anunciados pelo amigo locutor Marcello Goma para ver se apareciam.


Novamente o Jabson fechou a sua volta passando o bastão para a Aninha, que passou para a Ju, que partiu para completar a sua volta. E já comecei a me aquecer novamente, pois estava friozinho. Nesse meio tempo, algumas equipes da elite já tinham chegado. Correm muito. Com chegada da Ju, recebi o bastão e fui para a nossa última volta. 

Dessa vez não saí como um desesperado e tentei fazer a volta em um ritmo mais contido inicialmente. Os personagens do parque já quase não estavam mais no percurso e agora só restava o pessoal do staff. Eu quase morrendo de tanto esforço e no meio do percurso alguém grita: pula, pula !!! Era um dos bandidos do bando do Maldock (personagem das histórias do Beto Carrero) que estava deitado no meio do caminho. E lá fui eu... Pelo menos rendeu uma bela foto !!!

Enquanto corria essa última volta, mesmo não sendo das minhas melhores, contei cerca de 21 ultrapassagens e uma que fui alcançado. Que bom. Pelo menos não ficaríamos tão no final da classificação. Apontei na entrada do kartódromo e aos pouco fui aumentando o ritmo, pois na pista fica mais fácil correr. Lá no final, faltando uns 200 metros para a chegada a Aninha, a Ju e o Jabson já me aguardavam para cruzarmos a linha de chegada juntos. Que sensação maravilhosa de passar pelo portal os quatro pulando e com o tempo de 3h17min39s. A missão estava cumprida, e todos brigaram por essa conquista. 

Chegamos, comemoramos, e fomos para a área de hidratação, com frutas, água, barras de cereais, bananas secas. Em seguida fomos retirar as medalhas. Sempre bonitas, grandes e temáticas. Mais alguns registros e partimos para uma boa pizzaria a poucos metros do hotel para repor as energias.

No dia seguinte, cansados, mas bem mais inteiros em relação aos que fizeram revezamento em dupla, fomos aproveitar com mais calma as atrações do parque. Não gosto das atrações mais radicais, mas deu para curtir os shows dos Velozes e Furiosos, Madagascar e o O sonho de cawboy, que ainda nunca tinha assistido. Valeu muito a pena.

Quarteto misto pronto para a maratona
Kit da Equipe e Mochilinha com o kit de cada atleta
Loucos por Corridas passeando pelo parque antes da prova

 Passeio pelo Carrosel
Foto: Foco Radical
A Aninha passeando pela área do Madagascar, no parque
Foto: Foco Radical 

 Encontro com a Fiona
Foto: Fabricio Jachowicz - Foco Radical
 Saindo da montanha-russa, já no kartódromo.
Foto: Christian Mendes - Foco Radical

Saltando por um dos bandidos do bando do Maldock
Foto: Foco Radical 

Missão cumprida e com as respectivas medalhas
 Linda medalha
Vamos ao parque. Agora para brincar.
Curtindo os personagens.

Local: Kartódromo do Parque Beto Carrero
Data: 05/08/2017
Horário: 18:45 Hs 
Distância: 42,195 Km (41,09 Km) 

Inscrição: R$ 230,00 por pessoa (primeiro lote)
Kit Individual: Sacola, camiseta manga longa, boné, toalha, squeeze, caixa de barra de fruta com chocolate,


Kit Equipe: Ingresso do parque, pulseira de acesso a prova, head lamp, número de peito, e bastão com chip.

Tempo: 3h17min39s
Pace: 4:49 min/Km

Tênis: Nike Zoom Fly (amarelo)

Colocação: 012 de 036 (quarteto misto)
Colocação: 049 de 141 (geral)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

30/07/2017 - São Paulo City Marathon - São Paulo / SP

São Paulo City Marathon

Eu não tinha programado essa maratona para esse ano, mas no mês de maio apareceu um concurso cultural na Revista Contra-Relógio premiando com algumas inscrições da meia e da maratona da São Paulo City Marathon os assinantes vencedores do concurso. Como eu geralmente não tenho muito sorte arrisquei participar logo da maratona. E foi aí que tudo começou.

Fiquei muito feliz com o anúncio de ter sido um dos contemplados com a inscrição e muito agradecido a Revista Contra-Relógio. Por outro lado, preocupado, pois lembrei que só teria pouco menos de 3 meses para treinar. Para quem estava meio acomodado não foi fácil. Consegui comprar passagem aérea bem barata de ida (R$ 148,90) e a volta foi com pontos do cartão. Não tinha mais como desistir.

Minha "preparação" só aconteceu mesmo no mês da prova. A gente vai adiando e tendo outras prioridades, e quando percebemos que já estamos às vésperas da maratona. Nos últimos 2 meses abortei todos os treinos de tiros e só fiz rodagens e participei de algumas corridas. Nas últimas semanas fiz alguns treinos gradativos de 21 Km, 27 Km, 30 Km e 33 Km, variando entre percursos planos e com morros. E foi isso.

Sai no sábado pela manhã do aeroporto de Florianópolis rumo a São Paulo. Chegando por lá fui direto visitar meu sobrinhos gêmeos e de lá para a retirada do kit. A entrega foi novamente no Transamérica Expo Center, em Santo Amaro, nos dias 28 e 29 que antecederam a prova. Eu já sabia que era uma viagenzinha e por dica do meu irmão consegui uma rota mais rápida partindo da estação Barra Funda (trem) até a estação Santo Amaro (aproximadamente 45 min e somente uma baldeação). Não quis ir de carro, pois além de longe o estacionamento estava R$ 48. Não tive coragem.

Ao entrar na Expo logo encontrei as amigas, Sabine (que faria a meia maratona) e a Andréa. Também encontrei o Marcel Agarie do Canal Mania de Corrida e o Mayco do Canal Corredores, além do Marcos Pinguim, que me apresentou o Diretor da Prova Paulo Carelli. Finalmente fui dar um alô e agradecer ao Tomaz Lourenço e ao André Savazoni, editores da Revista Contra-Relógio, que viabilizaram a minha inscrição na maratona.

Para mim foi uma das melhores Expo para corredores que vi no Brasil, com uma grande quantidade de stands dos mais diversos produtos voltados ao mundo das corridas, food trucks para lanches, testes de corrida, vários painéis para fotos, painéis com os nomes dos participantes e para assinatura, palestras, salgadinhos e água, venda dos mais variados serviços: pacote de fotos (R$ 49), bus ticket para transporte da chegada para a largada (20,00), gravação de nome e tempo na medalha pós-prova (R$ 20), personalização da camiseta (R$ 15) e até sessões de massagens.

Na noite anterior a prova eu optei por ficar na casa da minha irmã na Barra Funda. Era pertinho da largada junto ao Estádio do Pacaembu (cerca de 3 Km de distância). Como a largada geral seria às 6 horas e eu teria que sair perto das 4h30min da manhã tinha decidido ir de UBER. Quem disse que nesse horário tinha algum ??!! (indisponível). A solução foi solicitar um táxi mesmo, que até não ficou muito caro (R$ 15), contra os R$ 12 previsto no UBER.

Cheguei bem rapidinho, ainda antes das 5 horas. Aproveitei pra fazer uns registros iniciais. Nesse meio tempo tive a satisfação de reencontrar o amigo de infância e do colegial, Emerson Maeda (Mé), que participaria da meia maratona. Essa etapa de São Paulo é a única que tem como opções as duas distâncias 21 Km ou 42 Km.

Dessa vez deu tempo para fazer tudo tranquilo e até o problema da fila do guarda-volumes do ano passado foi melhorado, pois já entregaram junto com o kit um saco plástico já numerado para essa finalidade. Era só entregar o volume embalado no ônibus guarda-volume, conforme numeração. Depois eles seguiriam todos para o local da chegada no Jockey Club.

Eu estava me sentindo muito bem e o tempo estava agradável para correr com cerca de 15ºC. Nem precisei sair com corta-vento, apesar de ainda estar escuro. Mesmo sabendo que o percurso em termos de altimetria não seria o ideal para se fazer um bom tempo, tinha como meta ousada fazer a minha melhor maratona, ou seja, sub 3h45min.

A largada dos atletas da meia maratona e da maratona foram ao mesmo tempo, sendo que foram feitas em 3 ondas: a 1ª às 6 horas, a 2ª às 6h10 e a 3ª às 6h20. Um pouco antes de passar pelo portal, que foi sob uma chuva de fogos e muita animação, fui tomado por uma emoção que há tempos não sentia. Eram os guerreiros e guerreiras partindo para mais uma dura batalha. Ah, não esqueci de ativar o Garmin e o aplicativo Race Day, que permitiria o acompanhamento remoto da minha prova.

Larguei meio extasiado. Parecia que seria o dia. O início com descida pela Av. Pacaembu serviu para dar uma aquecidinha. Acho que até me empolguei demais correndo abaixo do meu planejamento de manter o pace em 5:20 min/Km. Mas foi na boa, sem forçar.

Passamos pelo Elevado Costa e Silva, Av. Duque de Caxias, Av. Rio Branco, Av. Ipiranga, Praça de República, cruzamos a Av. São João, Viaduto do Chá, Rua Libero Badaró, Praça da Sé, um pouco da Av. Brigadeiro, até completarmos o 9º Km, num verdadeiro passeio pelo Centro de São Paulo, com direito a música ao vivo pelo percurso. Estava melhor que o esperado, mesmo com algumas subidinhas e descidinhas no trajeto. Consegui manter um bom ritmo, com pace médio bem próximo de 5:05 min/Km.

Chegamos então na Av. 23 de Maio. Essa foi a principal alteração do percurso em relação ao ano passado, que tinha sido feita pela subida da Av. Brigadeiro. Não sei porque eu tinha a impressão de que era razoavelmente plana. Talvez por só ter passado por ela antes de carro.

Do 9º Km até o 12º Km foi uma subida só e tive que me esforçar para não diminuir muito o ritmo. A Aninha, que me acompanhava pelo aplicativono celular em SC, percebeu essa quebradinha e me mandou uma mensagem de incentivo. Lógico que não olhei, mas eu sabia que era ela e lembro exatamente que foi no ponto crítico da subida da Av. 23 de Maio, já fechando os 12 Km. Muito legal, isso nos dá uma forcinha extra. Depois disso aproveitei pra tomar o meu primeiro e único gel de carboidrato.

Nas principais marcas, 5 Km, 10 Km e meia maratona havia pontos de leituras do chip, que estava junto ao número do peito. Isso é bem interessante, pois no resultado final temos os tempos parciais de passagem nessas distâncias. No Km 10 eu passei com pouco mais de 51 min.

Após o pico de elevação da Av. 23 de Maio tivemos uma forte descida por cerca de 1,5 Km até chegarmos ao Parque do Ibirapuera. Por lá contornamos a Praça Ibrahim Nobre enquanto ouvimos uma outra banda que animava os atletas, agora já não tão empolgados com no início.

A essa altura fui tomar a minha 1ª cápsula de sal e como não quis reduzir o ritmo para pegá-la do meu porta-cápsula, acabei derrubando justamente as minhas duas cápsulas de Advil que estavam reservadas para depois dos 21 Km. Confesso que me abalou psicologicamente saber que não teria nenhuma opção de alívio contra dor, caso precisasse.

A hidratação como sempre foi perfeita, a cada 3 Km, com placas de indicações, isotônico em saquinho primeiro, e copos de água em seguida. Nesse início eu fui alternando a hidratação nos postos. Ainda não estava com sede. A partir do 15º Km não dispensei mais, só as bananas. Se já é difícil tomar gel de carboidrato, coisa sólida pra mim não desce mesmo.

Eu segui firme e animado, principalmente por ter visto o tempo da minha passagem pelo 15º Km na casa de 1h17min. No final do Km 16 saímos da Av. República do Líbano e nos aproximamos do túnel Ayrton Senna. O GPS do Garmin se perde nos túneis e fiquei sem referência de ritmo. Lá dentro notei que havia uns equipamentos grandes, que eu imaginei que estivessem lançando oxigênio para os atletas.

Ao sair do 1º túnel seguimos pela Av. Juscelino Kubitschek até a altura do Km 18,5, onde entramos pelo túnel Pres. Jânio Quadros. Novamente percebi a perda do sinal de GPS, os equipamentos de oxigênio, e teve até DJ dando uma animada na passagem dos atletas.

Com 20 Km percorridos, passamos pela ponte por cima do Rio Pinheiros, caindo na Av. Lineo de Paula Machado. Para aqueles que estavam fazendo a meia maratona a prova já estava acabando por ali, com a entrada pelo Jockey Club. Para a turma dos 42 Km estávamos ainda somente na metade. Seguimos direto. Nesse ponto recebi um incentivo da amiga Rosana, que estava por lá assistindo a passagem dos atletas. Muito legal.

Garmin - São Paulo City Marathon 2017

Ao atingir a marca de 21 Km conferi o tempo e estava com pouco mais de 1h51min. Ainda tudo dentro do planejado. No Km 23 novamente cruzamos o Rio Pinheiros no sentido da Praça Panamericana, no Alto de Pinheiros. Na praça havia mais uma atração, uma apresentação de Taikô (tambores). Percorremos um trecho de 4,5 Km de ida e volta pela Av. Prof. Fonseca Rodrigues. 

Quando cheguei no 28º Km senti uma leve fisgadinha na perna, mas não liguei muito. Pensei que fosse normal. Tomei outra cápsula de sal e dei uma ajustadinha de pace, pois o cansaço já começava a chegar. Lembro também que passei por um ponto de distribuição de pomada e creme para evitar o atrito.

Voltamos então pelo mesmo percurso para o outro lado do Rio Pinheiros até chegar na Raia Olímpica da USP, na altura do Km 30. A partir desse momento as pernas começaram a não responder direito e as fisgadas foram ficando mais frequentes. Um pouco mais a frente distribuíram uma esponja com água bem gelada, que deu aquela refrescada e animada, mas pra mim não durou muito.

Nem reduzindo o ritmo estava adiantando para evitar as fisgadas e após o 33º Km, já na Av. Escola Politécnica da USP, começaram os ataques de cãibra e foram bem fortes, nos posteriores das coxas das duas pernas. Aquelas de ter que ficar parado feito estátua no meio do percurso. Dessa vez foi diferente, não foram nas panturrilhas. Não sei qual era pior. Nem conseguia andar. Me alonguei durante um tempo e aos poucos tentei retornar ao trote. Conferi o tempo e com 2h58min no Km 33 já estava ficando apertado o meu objetivo. Puxa, eram só mais 9 Km.

Nos quilômetros seguintes só vi o ritmo desabando. Aquela briga entre a mente e o esforço do corpo. Até que no 36º Km dei adeus a qualquer pretensão de sub-4hs. Outro ataque de cãibra. Estava até perto de um posto que distribuía amendoim salgado e refrigerante. Enquanto tentava me recuperar fiz uma boquinha pra ver se melhorava.

Voltei de novo intercalando caminhada e trote, mas no Km 38 deu a 3ª e a pior das cãibras nas duas pernas. Paralisei no meio da pista com fortes dores e tentando me alongar. Não conseguia nem caminhar para a calçada. O pessoal passava ao lado perguntando se estava tudo bem. Eu respondia que era só cãibra. Foram uns 3 minutos estático sem poder me mover. Decidi que era hora de parar de tentar correr e depois de uns bons alongamentos segui caminhando.

Não pensem que era só eu que sofria. Muitos outros atletas em situações semelhantes e até piores estirados no chão também tentavam se recuperar. Aquela sensação de final de guerra. Com 39 Km percorridos, depois de ter ido e voltado da Av. Politécnica, saímos da Raia Olímpica da USP finalmente, ainda andando.

Segui na minha caminhada tentando pelo menos um pace abaixo de 10 min/Km. Estranho como os músculos exigidos na caminhada e no trote/corrida são diferentes. Já perto do final, após o Km 41 passou por mim a Lúdia (ex-colega de trabalho quando morava em São Paulo) me dando aquele apoio. Um pouco mais a frente avistei meu irmão Ricardo e a minha sobrinha Tiemi, que aguardavam a minha chegada, com mais de 40 minutos de atraso...rs. Eles também me acompanhavam pelo aplicativo.

No último quilômetro, pra não chegar andando, voltei a trotar devagarzinho com todo cuidado do mundo. Passaram por mim ainda e deram uma força o pessoal da Educative (Carine e Maristela), de Balneário Camboriú. 

E aquelas placas de 500m, 400m, 300m, 200m, 100m...finalmente chegaram. O pessoal todo dando um último gás e eu contido e concentrado somente para chegar sem outro ataque. Fim de maratona !!! Foi vencida aos trancos e barrancos. Foi a que me deu mais medo de não conseguir completar, por conta do final muito sofrido, mas eu cheguei. Meu tempo oficial ficou em 4h29min23.

Sabe aquele pensamento que normalmente passa pela nossa cabeça no auge do sofrimento de nunca mais querer fazer outra maratona ? Dessa vez foi diferente. Mesmo estando bem exausto, fiquei com aquele gostinho amargo na boca, já pensando na próxima, dia 27/08, Maratona de Floripa.

Logo após cruzar o portal de chegada encontrei o amigo Rafael Paiva de Floripa que tinha chegado minutos antes. Recebemos a linda medalha, a toalha com alguns outros produtos alimentícios, tiramos algumas fotos e fomos para a arena de chegada. Retirei a minha sacola do guarda-volume, que dessa vez estava bem pertinho. Ainda bem.

Como tinha comprado o serviço, levei a medalha para gravar o meu nome e o tempo. Legal que eles já tinham o tempo oficial no sistema logo em seguida. Só a fila que estava um pouco demorada. A arena de chegada estava bem estruturada: com um bom espaço, serviços de massagens, vários painéis para fotos, puffs para descansar, palco da premiação, copos de água disponíveis, loja da Iguana, banheiros químicos. Achei o evento organizado pela Iguana Sports excelente em todos os quesitos. A nossa preocupação foi só em correr !!!

No final encontrei meu irmão e a minha sobrinha e partimos para um merecido almoço em família, saboreando um delicioso yakissoba em um evento japonês que estava acontecendo em Guarulhos.

Percurso 2017 (42,6 Km)

Saindo de Florianópolis para São Paulo
Kit da São Paulo City Marathon
Encontrando a amiga Sabine na retirada do Kit
Eu o amigo Marcos Pinguim na Loja da Iguana na Expo
No stand da Revista Contra-Relógio com Tomaz Lourenço
Em uma entrevista rápida com Leandro Picoli na Expo
Painel em Frente a Expo
Encontrando o amigo de infância Emerson Maeda (Mé), antes da largada no Pacaembú

 Passando pela metade do percurso (Foto: Mark - Focoradical)
 Entrando no túnel (Foto: Felipe da Cruz - Focoradical)
Passando pela metade do percurso (Foto: Focoradical)
No Jockey Club com a medalha comemorando a chegada
Feliz com presença da minha sobrinha e do meu irmão na chegada
Com o amigo de Floripa Rafael Paiva
Demorei, mas cheguei. Minha 12ª maratona 
Aquele almoço caprichado e merecido com a família depois da maratona


Resultado com as parciais. Muito show !!!

 Certificado

Local da largada: Estádio do Pacaembú - São Paulo
Loca da chegada: Jockey Club de São Paulo

Data: 30/07/2017
Horário: 6:00 Hs (6:05 Hs) - Primeira onda
Distância: 42,195 Km (42,600 Km)

Inscrição: R$ 150,00 primeiro lote (ganhei em um concurso cultural)
Kit: Sacola, camiseta, boné, guia da prova e número de peito com chip.

Tempo: 4h29min23s
Pace: 6:20 min/Km
Tênis: Puma Speed 600 Ignite (azul)

Colocação: 0678 de 1039 (categoria 40-49 anos)
Colocação: 2005 de 3120 (masculino)
Colocação: 2262 de 3782 (geral)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

16/07/2017 - Track & Field Run Series - Iguatemi Florianópolis / SC

Foto: Alexandre Carvalho - Foco Radical
Track & Field Run Series - Iguatemi Florianópolis / SC

Resultados
Fotos da Corrida FB (by Eduardo Hanada)

Essa foi a minha primeira corrida do ano de 10 Km em asfalto que permite correr em um ritmo mais forte e constante. Sempre é a minha aposta de tentar melhorar o tempo nessa distância, que apesar de ser feita em duas voltas é bem plana. Com essa completei a minha 9ª participação desde 2010.

As inscrições fizemos bem antes, logo no primeiro lote, cujo valor ficou bem em conta considerando a qualidade do kit e a organização da prova. Particularmente gosto muito da camiseta e da meia performance, que praticamente se pagam com o valor da inscrição (R$ 87,22). Por isso vale a pena garantir o primeiro lote, e se tiver um cupom de desconto melhor ainda. As distância disponíveis eram de 5 Km e 10 Km, e também havia outras opções de kit: Plus e VIP, com alguns itens a mais diferenciados.

É lógico que a entrega do kit foi realizada na própria loja da Track & Field do Shopping Iguatemi, de quinta à sábado, às vésperas da prova. Fui logo no primeiro dia junto com o Enio do Podcast "Por Falar em Corrida", retirar o meu kit e o da Aninha. Ainda estava bem tranquilo e os inscritos podiam aproveitar ainda o cupom de desconto de 15% que vinha no kit. Tinha também um voucher de uma semana para a academia Fórmula do shopping. Ainda não utilizei nenhum deles, pois ficam fora de mão. Foi possível fazer inscrições ainda no local da retirada do kit.

No dia da prova acordei bem cedinho e meio indisposto. Não sei se foi a pizza do dia anterior que não tinha caído muito bem. Achei um pouco estranho, pois não tinha abusado tanto. Estava com uma dorzinha fraca na boca do estômago, mas nada que me impedisse de participar.

A largada da prova estava marcada para às 7 horas da manhã e era necessário chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência para a retirada do chip. A organização ainda usa o chip retornável e ele deve ser entregue no final da prova para receber a medalha.

Chegamos ao Shopping umas 6:10. O bom é que o estacionamento é liberado para os atletas e podemos ficar despreocupados quanto a isso, mas já pegamos uma pequena fila para entrar. Estava friozinho e ainda bem escuro. Boa parte dos atletas, enquanto aguardava a largada, se abrigou dentro do shopping, que também disponibilizou os sanitários para os atletas.

Eu sabia que não estava bem preparado para a distância (10 Km) por causa dos treinos mais longos para a maratona. Não tenho treinado tiros faz vários meses. Mas no fundo a gente sempre fica na esperança de abaixar mais o tempo. A Aninha se inscreveu nos 5 Km e também estava na expectativa de tentar melhorar o seu tempo.

Fiz meu aquecimento durante uns 10 minutos, pois com aquele frio não seria muito bom sair sem aquecer. Consegui largar bem à frente e não tive problemas com a dispersão, pois as pistas logo se alargam e fica mais tranquilo correr. Minha ideia era manter constante um pace entre 4:20 e 4:25 min/Km. Seria o suficiente e necessário para conseguir meu objetivo.

O percurso é uma reta só pela Av. Beira mar norte até a altura da Polícia Federal e retorna pelo outro lado da avenida. Não tem o que errar. Meus primeiros três quilômetros foram muito bons e dentro do planejado. Não senti que tinha feito tanto esforço e as parciais estavam até melhores que em relação ao ano passado. Mesmo estando frio eu fiquei com a boca seca e não recusei o copo de água no posto de hidratação.


Após concluir o 3º Km, depois de já ter feito o primeiro retorno e estar voltando, o pace deu uma subidinha, mas pensei que fosse momentâneo. Segui ainda empenhado, mas ao finalizar a 1ª volta com 5 Km percorridos senti que as coisas desandaram. Meu rendimento começou a cair estranhamente nos quilômetros que se seguiram. Literalmente quebrei.

Ao passar pela bifurcação que dividia os atletas dos 5 Km e 10 Km deu vontade de ficar por ali mesmo. Aquele velho pensamento: ainda tenho outra volta ?!!! Mas um dos motivos que não faço os 5 Km nessa prova é que ela tem mais de 5 Km, e os 10 Km já faz parte do meu histórico e é melhor aferido.

Fiz força para tentar voltar ao ritmo de antes, mas o organismo não respondeu e senti até as pernas mais pesadas. Nessa 2ª volta tive que aliviar muito, pois até trotar já estava ficando custoso. Acho que não foi o dia e nem posso me queixar das condições climáticas e percurso. Tudo estava propício para uma prova excelente.

O objetivo então foi tentar terminar a prova da melhor forma possível. Não tinha mais poder de reação e só fui observando os atletas passando por mim como se eu estivesse parado. Mas queria concluir e com muito esforço consegui fechar a prova com o tempo líquido de 46min22s. Não deu nem pra ficar na casa dos 45 min, mas diante das circunstâncias ficou de bom tamanho.


Cheguei meio embrulhado, passando frio e com muita sede. Logo avistei a Aninha me esperando, junto com o amigo Victor, que estava estreando nas corridas. Ela conseguiu melhorar o seu tempo fazendo um novo RP na distância dos 5 Km. Fiquei muito contente pela sua evolução e ela também.

Demorei um tempinho pra me recuperar, tomei vários copos de água, troquei o chip pela medalha (igual para as duas distâncias), recebi um kit de frutas, uma garrafinha de suplemente proteico (whey) Max Titanium, e fui logo me trocar, pois estava muito molhado e passando muito frio. Teve também tenda de massagens, tenda para impressão de fotos postadas com a hashtag #mytf (antigamente eram os totens), e área VIP para quem se inscreveu com essa opção.

Não consegui assistir as premiações e foram bem rápidas, pois nessa prova ela é feita somente para os 5 primeiros colocados gerais, no masculino e no feminino. Não há premiação por categoria de faixa etária.

Antes das 9:30 todas as atividades já estavam encerradas e pudemos ainda aproveitar para tomar um bom café da manhã. A escolhida dessa vez foi a Padaria Big Pan.

Percurso de aproximadamente 2,5 Km (2 idas e voltas)
  Kit da prova
Minutos antes da largada
Na largada com o amigo Samo Fischer
Na 1ª volta, ainda dentro da expectativa
E começou a clarear
(Foto: Gislaine Aguiar)
 Reta final. Já no sofrimento...

A chegada é sempre um momento de alívio e alegria
(Foto: Foco Radical)
 
 Missão cumprida com:
 Nilton (CorridasSC), e Guilherme e Enio (Por Falar em Corrida)

Eu e a Aninha com as medalhas 2017
#mytf

Local: Shopping Iguatemi - Florianópolis/SC
Data: 16/07/2017
Horário: 7:00 Hs
Distância: 10Km (9,99Km) 

Inscrição: R$ 87,22 (primeiro lote com desconto de 10%)
Kit: Camiseta preta, meia, gel de carboidrato, barrinha de amêndoas
, cupom de desconto na loja da T&F (15%), voucher de 1 semana na academia Fórmula do Shopping, número de peito.

Tempo: 46min22s
Pace: 4:39 min/Km

Colocação: 04 de 019 (45-49 anos)
Colocação: 54 de 274 (masculino)
Colocação: 59 de 412 (geral)