quinta-feira, 23 de março de 2017

18/03/2017 - 6ª Jaraguá Night Race - Jaraguá do Sul / SC

Foto: Alexandre Carvalho - Foco Radical
6ª Jaraguá Night Race - Jaraguá do Sul

O calendário de provas aqui de Santa Catarina para esse final de semana estava recheado, com corridas para todos os gostos: de rua, trilhas, praias, de aventuras. Ainda em fevereiro quando ainda não tinha decidido de qual participaria fui convidado pela Natiele da ACORJS para novamente participar da Jaraguá Night Race. Sou muito grato pela atenção e pela lembrança. Ano passado tive uma boa experiência e decidi repetir a dose esse ano. A Aninha também topou voltar de primeira, pois tinha gostado muito do ambiente do evento e do Parque da Malwee.

A prova estava prevista para sábado, final de tarde, e já ciente que o tempo de deslocamento aqui da grande Florianópolis até a cidade de Jaraguá do Sul leva em torno de 2 horas e meia, optamos por não retornar no mesmo dia (à noite). Ainda mais depois de uma corrida com distribuição de chopp no final. O Hotel Mercure Jaraguá do Sul foi o escolhido novamente, pelas condições e pela excelente localização, ao lado do Park Shopping.

A entrega do kit foi realizada na sexta e no sábado de manhã na loja da SNC, no centro de Jaraguá do Sul. Para os atletas de outras cidades os kits completos também puderam ser retirados algumas horas antes da prova, no próprio Parque da Malwee. Isso é bem legal, pois facilita muito a logística dos atletas de fora. E valeu muito a pena o kit, recheado de produtos.

Daqui da grande Florianópolis encontrei poucos conhecidos. A assessoria Run the City foi em peso, sendo umas das maiores juntamente com a SPF Running, assessoria da região. Juntas devem ter levado perto de 150 atletas. Antes da prova tivemos o prazer de encontrar a simpática Jocélia Melek, que venceu a prova feminina nos 5 Km, e o grande Paraíba, que venceu a prova masculina nos 10 Km. Esses são feras e correm muito.

Inicialmente teve a corrida infantil para a criançada com um bom número de participações. A garotada fez bonito. Em seguida foi a vez dos adultos. Era possível participar das corridas de 5 Km (uma volta no parque) ou 10 Km (duas voltas no parque). Um ponto positivo foi em relação a premiação por categoria para a distância de 10 Km que passou a ser de 5 em 5 anos, até o 3º colocado. Ano passado tinha sido de 10 em 10 anos, ficando muito mais disputado uma colocação no pódio.

Outra mudança interessante foi a antecipação da largada da prova para às 17 horas. Tivemos que chegar mais cedo, mas deu pra conhecer e admirar melhor o Parque da Malwee. Ano passado já estava tudo escuro e chuvoso no horário da prova. Pouco tinha dado pra ver. Dessa vez São Pedro também ajudou e o dia estava fresquinho e seco. Muito bom para correr e para passear.

Minha meta para a prova era tentar baixar o tempo do ano passado que tinha sido de 45min26s nos 10 Km, mesmo me sentindo mais pesadinho e um ano mais velho. Essa era a intenção da Aninha também, baixar o seu tempo do ano passado. Como sabia que a saída tem um caminho um pouco estreito pra tanta gente procuramos nos posicionar mais à frente pra não perder muito tempo na dispersão.

A largada, prevista para às 17 horas, atrasou só um pouquinho. Eu lembrava do percurso e saí com a intenção de segurar um pouco o ritmo nesse início, pois sabia que depois do 2º Km começariam os altos e baixos dentro do parque. Ficou só na intenção mesmo. Acabei largando mais forte que no ano passado, com pace de 4:06 min/Km no 1º Km. Nesse trecho havia uma forte descida que levava para fora do parque.

Até o final do 2º Km corremos do lado externo margeando o parque, em asfalto. Tive que dar uma aliviada, mas ainda continuava mais forte que o normal. Lógico que logo pagaria caro. Acessamos o parque pela entrada principal novamente e a partir daí começaram as subidas e descidas que quebraram o ritmo. Em seguida havia um posto de hidratação. Peguei um copo de água tanto na 1ª como na 2ª volta.

Com o dia ainda claro ficou muito melhor para correr, observar a paisagem e as instalações do parque, que apresentava muitos atrativos como: quiosques, restaurantes, trilhas demarcadas, pedalinhos, campos de futebol, pista de bicicross e até um museu. Ano passado não tinha visto quase nada durante o percurso devido a escuridão. Muitas famílias também faziam seu passeio por lá.

COMPARATIVO DE PACE POR KM DE 2016 E 2017 

Dentro do parque o meu pace variou de 4:45 a 5:00 min/Km. Não consigo fazer as subidas forte. O coração e a respiração vão a mil. O ritmo só melhorou quando saímos novamente do parque já na 2ª volta. Me sentia razoavelmente bem. Ninguém mais me ultrapassava e às vezes conseguia chegar em alguns atletas que estavam logo à minha frente. 

Entramos pelo parque pela 2ª vez e a subidinha de boas-vindas derrubou o meu pace, mas seguia firme e resistindo ao pedido do corpo de caminhar. Tinha gente me seguindo de perto e fui me segurando como dava. Nem olhava mais para as parciais no Garmin. Lembro que consegui melhorar umas 3 posições e perdi uma nesse trecho final.

Nos últimos metros lembrei que no ano passado tinha dado um sprint final antecipado com a falsa sensação de chegada. Faltavam ainda uns 300 metros e já tinha usado todo o meu gás. Dessa vez retardei um pouco até fazer o retorno final, e vendo de longe o relógio do portal marcando o tempo próximo da minha marca de 2016 acelerei o máximo que pude. Valeu a pena, pelo menos para a minha satisfação pessoal !!! 

Meu tempo líquido ficou em 45min23s contra os 45min26s. Foram somente 3 segundos, mas melhorei !!! Eu tinha feito uma aposta com o Enio do podcast Por Falar em Corrida que caso não melhorasse o meu tempo teria que levar uma cuca (uma espécie de bolo tradicional da região) para ele. Ufa, tive que comer a cuca !!!

Após a chegada dei uma boa hidratada, comi uns pedaços de melancia, entrei na fila do chopp e do açaí, mas acabei desistindo de tão comprida. Fui acompanhar a chegada da Aninha. Na hora a gente nem soube, mas o incrível foi que ela também melhorou o seu tempo em exatos 3 segundos. Nem que tivéssemos combinado !!!

Pausa para uma breve recuperação, fotos e bate papo com alguns outros atletas conhecidos das redes sociais e blog, como Deini de Navegantes, e o Fábio. Também encontrei o Jairo aqui de Floripa, e o Vilmar de Joinville. Muito legal essa troca de experiências e confraternização pós-prova.

Acompanhamos de longe a premiação enquanto aguardávamos ainda na fila do chopp. Eu e a Aninha batemos na trave, ficando ambos na 4ª colocação nas respectivas categorias. Faltou um pouco mais de feijão.

Tivemos mais um excelente evento e com as condições climáticas favoráveis ficou perfeito. Acho que a organização acertou nas melhorias de antecipação do horário e nas faixas de premiação da categoria. No final já estávamos combinando de voltar no ano que vem pra tentar melhorar um pouco mais esses tais "3 segundos".

Percurso da Jaraguá Night Race (Garmin)
Percurso da Jaraguá Night Race ilustrativo
 Kit recheado de produtos e com vale açaí e vale chopp
 
Antes da prova, com o campeão dos 10 Km Paraíba
 Vegetação no percurso pelo parque
 
Eu e a Aninha com a campeã dos 5 Km feminino, Jocélia Melek e o Joabe
Finalizando a primeira volta dentro do parque
(Foto: Foco Radical)
Passagem pela pontezinha dentro do parque. Já bem suado.
(Foto: Foco Radical)
Eu e a Aninha com as medalhas. 4º colocados na categoria
Medalha da prova

Local: Parque da Malwee - Jaraguá do Sul / SC
Data: 18/03/2017
Horário: 17:00 Hs
Distância: 10 Km (9,62 Km) 

Inscrição: R$ 60,00 (primeiro lote)
Kit: Camiseta, pacotinho de arroz e massa integral, vale açaí, vale chopp, pacote de snack, gel de carboidrato, cookie, 2 tabletes de chocolate, barra de cereal, numero de peito personalizado e chip descartável.


Tempo: 45min23s
Pace: 4:43 min/Km

Colocação: 004 de 014 (40-49 anos)
Colocação: 041 de 120 (masculino)
Colocação: 042 de 168 (geral)

quinta-feira, 16 de março de 2017

12/03/2017 - 2ª Meia Maratona de São José / SC

Foto: Alexandre Santiago - Foco Radical
2ª Meia Maratona de São José / SC

Fotos da Corrida FB (by Luciane)
Fotos da Corrida FB (by Luciano Aquino)
Fotos da Corrida FB (by Corre Brasil)

Por mais um ano a meia de São José abriu a minha temporada de meias maratonas. Não vinha de uma sequência de treinos muito firme, pois o calor que fez no último mês foi inimigo da disposição, principalmente em treinos de ritmo mais intenso. Me sentia preparado para terminar bem a prova, mas sem muita esperança de conseguir melhorar o meu tempo do ano passado, de 1h40min39s.

A organização da prova ficou por conta da Corre Brasil novamente, que já sinalizava uma grande quantidade de participantes. Foram aproximadamente 1.500 atletas inscritos, e distribuídos pelas distâncias de 5 Km, 10 Km e meia maratona (21Km). Mais um excelente público para esse evento. Eu e a Aninha confirmamos a nossa participação na meia maratona ainda no 1º lote de inscrições pra garantir um melhor preço. 

Esse ano a entrega do kit ocorreu na Loja Cassol da Av. Presidente Kennedy, próximo ao local da largada da prova, que foi na Fundação Municipal de Esportes e Lazer de São José. Isso facilita e favorece principalmente os atletas que vem de fora. A entrega do kit completo foi realizada durante o sábado e para aqueles que quisessem retirar momentos antes da prova era possível pegar somente o chip e o número de peito.

Mesmo morando a poucas quadras da largada fomos cedinho no dia da prova, chegando por volta das 6 horas da manhã, sendo que a largada estava prevista para as 7 horas. O movimento ainda era tranquilo, mas já estava tudo pronto, com muitas tendas de serviços, assessorias e uma feirinha com produtos para os corredores.

Na edição de 2016 eu havia descrito sobre a quantidade de banheiros insuficientes para o público presente, e nesse ano esse item foi corrigido. Também tinha criticado o número de peito cuja fixação era por cola (no meu caso desprendeu durante a corrida e tive que correr com ele segurando), e esse ano voltou a tradicional fixação por alfinetes. Fico feliz quando a organização busca melhorias a cada prova. 

A largada atrasou alguns minutos e inicialmente partiram os atletas portadores de necessidades especiais, a maioria do Instituto Paulo Escobar e do Projeto Sexto Sentido. Um fato curioso e que me deixou bastante admirado foi ver a cena da amiga Rosângela, guiando o amigo Marco Laurindo (deficiente visual), e este empurrando um cadeirante pelas ruas de São José. E concluíram a prova com sucesso junto com os demais participantes. Grande exemplo de superação. Estão de parabéns.

Alguns minutos depois foi dada a largada para todos os outros atletas das distâncias de 5 Km, 10 Km e 21 Km. Não houve largada diferenciada. O dia estava fechado, com as nuvens segurando a incidência direta do sol, mas já estava abafado, cerca de 27 ºC. Menos mal, se comparado aos últimos dias.

Fui me posicionar para a largada meio atrasado e tive que ficar em uma posição intermediária. Demorei mais de 45 segundos até conseguir passar pelo portal. Durante os primeiros quilômetros corri bem limitado, não querendo forçar muito e também pela quantidade de atletas ainda encaixotado. Saímos da Fundação de Esportes e seguimos no sentido de Florianópolis. Logo após a divisa (já sem o portal esse ano) viramos à esquerda e saímos da beira mar, completando o 1º Km. 

Entramos na Av. Presidente Kennedy e por cerca de 3,5 Km seguimos por ela. Estava com uma das pistas fechada para os atletas. Nesse trecho já estava sentindo que o ritmo não estava dos melhores comparado ao do ano passado, mas também não queria me esforçar demais, pois sabia da complicação dos morros na 2ª parte da prova. Mais ou menos no meio da avenida havia um posto de hidratação de água.

Na altura do Supermercado Bistek houve a divisão dos que fariam as distâncias de 5 Km e 10 Km, que retornaram para a avenida beira mar. Nesse retorno passei pelo amigo Thiago José que estava por lá acompanhando a prova e fazendo uns registros. Nós, dos 21 Km seguimos um pouco mais à frente, já pegando umas pequenas elevações até o início do Centro Histórico de São José, onde também retornamos para a avenida beira mar. Nesse ponto havia outro posto de hidratação de água.

Entrando pela beira mar de São José caímos no plano novamente, também com uma das pistas fechada para os atletas, e foi onde consegui manter os meus melhores paces da prova. Na altura do 7º Km passamos ao lado do portal de chegada. Boa parte dos corredores dos 5 Km já tinham terminado a sua participação e já descansavam. Bom para receber o apoio dos amigos e do público que assistiam. Nós seguimos reto e iniciamos a 2ª volta.

Garmin - Meia maratona Caixa de São José 2017

A minha desistência mental de conseguir melhorar o meu tempo aconteceu a partir do 9º Km, ao retornar à Av. Pres. Kennedy. Não estava fácil segurar o ritmo e ainda teria que recuperar alguns minutos. Tudo bem, mas ainda tentaria fazer o melhor possível.

Nessa 2ª volta não fizemos o retorno entrando pela beira mar e seguimos reto pela Av. Frederico Afonso, sentido Palhoça. Como havia previsto, até o 13º Km, onde o percurso é mais plano deu pra manter o pace abaixo dos 5 min/km. Chegando próximo do Orionópolis, teve um posto de hidratação com isotônico, em copo. Caiu super bem. As coisas complicariam um pouco a partir daí.

Como estava calor peguei água ou isotônico em todos os postos de hidratação. E o bom é que estavam todas geladas. Tomava quase tudo e um finalzinho dava uma refrescada na cabeça. Nem lembrei de usar o gel de carboidrato. Só levei pra passear. Também não senti falta.

Iniciamos então a parte mais crítica, o retorno pela Ponta de Baixo. Meu rendimento foi caindo à medida que iam aparecendo as elevações. Nesse trecho, o amigo Luiz Felipe, que estava de bike, me acompanhou dando uma força por alguns quilômetros. Foi legal que também fez vários registros. Em uma das subidas mais ingrimes, encontrei o seu Marino caminhando. Cheguei próximo dele e não resisti, caminhei também. Era muito esforço pra subir correndo. Esse deve ter sido o meu pior pace da prova.

Aos trancos e barrancos fui vencendo os altos e baixos da Ponta de Baixo, que ia me distraindo com o seu lindo visual, diferente e bem bonito. Durante o ano passado foi feita a revitalização da orla e do trapiche. 

Com cerca de 17,5 Km caímos novamente na Av. Frederico Afonso, saindo em frente à igreja. A parte mais difícil estava vencida. A partir de então era só seguir no sentido da avenida beira mar. Ainda com pace acima dos 5 min/Km aos poucos fui conseguindo diminuir novamente.

Finalmente a tão esperada avenida beira mar apareceu e faltava pouco mais de 1 Km para completar a prova. Tentei acelerar, mas estava no meu limite. Deu para notar que o meu fator limitante na prova foi a respiração, pois as pernas, apesar de cansadas, estavam boas ainda. Passei pelo amigo James que também estava fechando a prova, mas estava com dificuldades por causa de dores nas costas. Chegamos quase juntos como no ano passado.

Quando avistei o portal de chegada ele já mostrava quase 1h46min de prova. Não consegui nem brigar por um sub-1h45min. O tempo líquido ficou em 1h45min16s. Deu até pra chegar dando um saltinho de comemoração, que a amiga Luciane Aquino registrou bem o momento.

Acho que cheguei bem desidratado, mesmo bebendo bastante líquido no percurso. Retirei a medalha e tomei 2 copos de isotônico e uns 4 copos de água, além de comer 2 pedaços de melancia. Em seguida corri pra acompanhar a chegada da Aninha, que também não teve uma vida fácil durante a prova, como boa parte dos amigos que participaram. Fui acompanhando ela ainda no último quilômetro. O importante é que todos chegaram bem. Ela completando a sua 3ª meia maratona e eu a minha 42ª. Confira aqui !!!

Não consegui assistir muito a premiação. Ficamos por lá descansando e conversando com os amigos que participaram ou foram lá prestigiar. Um fato que fiquei sabendo no final é que durante a prova, no bolsão de estacionamento onde deixamos os carros, haviam quebrado o vidro do carro do nosso amigo Jander de Imbituba, e levaram seus pertences e da família. Que situação chata, ainda mais pra quem vem de viagem.

Novamente tivemos um excelente evento com uma ótima organização da Corre Brasil. A distância, pelo menos da meia maratona, estava correta. O horário da largada antecipado para às 7 horas também ajudou. Teve também uma excelente hidratação durante a prova com água gelada, além de uma boa estrutura na arena para atender a chegada dos atletas.

Percurso 2017 (21,17 Km)
Kit da Meia maratona de São José 2017
 Galera animada antes da prova
 Com James. Não foi combinado !!! 
Momento descontração antes da prova com a Aninha
(Foto: Lia Lopes)

Na largada é só alegria
(Foto: Luciano Aquino)
Abrindo a 2ª volta
(Foto: Luciane Aquino)
Próximo ao supermercado Bistek
(Foto: Thiago José)
 Passando pelo Centro Histórico de São José
(Foto: Mark Maderovisk - Foco Radical)
Fazendo força nos morros da Ponta de Baixo
(Foto: Luiz Felipe)
 Acelerando na reta final
(Foto: Felipe Cruz - Foco Radical)

Chegada. Tempo líquido 1h45min16s.
(Foto: Christian Schmidt Mendes - Foco Radical)

Ano passado a Aninha me acompanhou no final. Esse ano foi a minha vez.
(Foto: Foco Radical)

Medalha da prova. O balão ao fundo acho que não subiu !!!

Local: Beira mar de São José / SC
Data: 12/03/2017 
Horário: 07:00 Hs 
Distância: 21,097 Km (21,17 Km) 

Inscrição: R$ 64,00 no 1º lote 
Kit: Número do peito, sacola, camiseta, squeeze, gel de carboidrato, tablete de castanha com café, revista Corre Brasil, e chip descartável.  

Tempo: 1h45min16s
Pace: 4:58 min/Km

Colocação: 011 de 026 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 084 de 267 (masculino)
Colocação: 093 de 343 (geral)

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

19/02/2017 - Corrida de Revezamento Ponta do Papagaio - Guarda do Embaú

Foto: Adriane Carmignan - Foco Radical
Corrida de Revezamento Ponta do Papagaio - Guarda do Embaú 2017



Fotos da Corrida (by Luciane Motta)

Vídeo da Largada dos 9 Km solo



Mais um ano se passou e continuei sem coragem para fazer individualmente os 30 Km da Corrida de Revezamento Ponta do Papagaio - Guarda do Embaú. Eu sempre acabo abortando essa ideia por entender que é muita sobrecarga para o meu organismo, fritando por mais de 20 Km pelas praias em uma época de muito sol e calor. 


Opções para participar do evento não faltaram. Além dos 30 Km individuais era possível participar nessa distância em duplas, trios e quintetos. Também havia a distância individual de 9 Km, que eu e a Aninha preferimos fazer. Não me recordo dos anos anteriores, mas nessa edição os trios e os quintetos não tiveram premiações específicas para equipes mistas e femininas.

Não treinei muito para essa prova e nem pude participar dos dois treinos oficiais que foram realizados aos sábados. Aliás, acho que não fiz nenhum treino específico para esse tipo de percurso. Mesmo assim tinha como meta melhorar o meu tempo de 2015, que foi de 52min36s.

De acordo com a organização foram mais de 1.000 atletas inscritos, distribuídos pelas diversas modalidades, sendo que a maioria optou por fazer os 30 Km individualmente. Mais de quatrocentos atletas encararam esse desafio. 

A entrega do kit foi feita em dois momentos e em dois locais diferentes. Na sexta-feira o local de retirada foi na Loja Decathlon, em Florianópolis, porém o horário restrito dificultou um pouco a vida de alguns atletas. No sábado a entrega foi somente à tarde, no local da prova, na Praia da Pinheira, facilitando para os atletas hospedados na região.

Para evitar o calor e o sol as largadas foram marcadas para bem cedo, já considerando o término do horário de verão. Às 6:45 aconteceu a largada dos 30 Km individual, às 7:00 a largada dos 30 Km por equipes (dupla, trio e quinteto), e às 7:15 a largada dos 9 Km individual. Ficou boa essa divisão, pois esse intervalo ajudou a dispersar e não afunilar tanto os atletas nos trechos em trilhas únicas. 

Com a primeira largada bem cedo foi necessário sair ainda de madrugada para garantir uma vaga para estacionar o carro. Chegamos por volta de 5:35. Às 5:50 já não havia mais vagas nas proximidades. O preço nos estacionamentos ao redor estava R$ 20.

Essa é uma daquelas provas que a grande maioria dos amantes do esporte da região, principalmente de corridas de trilhas participam. E é uma ótima oportunidade de podermos reencontrar os amigos. Lógico que fotos não faltaram. Por conta disso nem deu tempo de conseguir me aquecer.

Na largada dos 30 Km individual, como estava de espectador, acompanhei e fiz um vídeo "ao vivo" pelo Facebook. Aprendi que a câmera nesse caso deve ficar de pé, e que a qualidade do vídeo fica bem ruim. Só quebra o galho mesmo pelo momento. Para a largada dos 30 Km por equipes já tinha desistido da ideia e só acompanhei a partida dos guerreiros.

Chegou então a nossa vez. Eu queria aproveitar e fazer um teste levando a GOPRO nas costas. No peito eu sabia que só iria ver os braços balançando e as costas dos atletas. A Aninha me ajudou na preparação e lá fomos nós encarar as trilhas da Guarda do Embaú. Partimos às 7:15, cerca de 30 minutos da primeira largada.

Sem aquecimento, ainda sentia as pernas duras e optei por correr moderadamente nesse início, sem forçar muito, mesmo porque depois do 2º Km logo começariam os trechos de trilhas. Primeiro largamos em piso de asfalto, um pouco a frente foi a vez do piso de chão batido, e um pouco mais adiante entramos pelas trilhas. Aí sim a aventura começou.

Um pouco antes de acessar as trilhas com 2,5 Km percorridos já havia um posto de hidratação. e pelo calor caiu muito bem. Outro posto somente bem mais a frente em um campo aberto. Ficou bem razoável para essa primeira parte, sem muitos acessos.

Estava decidido seguir na boa pelas trilhas, sem exagerar nas manobras, principalmente nas descidas. Além de trilhas havia muitos trechos com pedras e isso era o que eu mais temo nesse tipo de prova. Não tive grandes problemas com ultrapassagens pelas trilhas. A largada com horário diferenciado ajudou bastante nesse ponto. 


As subidas pelas trilhas são bem pesadas e mexem com uma musculatura diferente nas minhas pernas, que não estou acostumado a utilizar. Meu batimento cardíaco acelera e períodos de caminhadas morro acima são inevitáveis. É um outro ritmo e uma outra estratégia de prova.

Em algumas momentos corríamos pela praia. Bem mais fácil. Porém, devido ao esforço dispendido nas trilhas o rendimento já não era o esperado. Que saudades do asfalto !!!. Sem dúvida a paisagem e o visual são muito bonitos por quase todo o percurso, mas isso é para ser admirado em uma caminhada ou um treino. Em corrida mal da tempo de respirar. O legal é que também rendem lindas fotos, principalmente em ação.

Sobe, desce, sobe, desce... Em um determinado acesso mais complicado foi necessário até o auxílio de uma corda para subir pelas pedras. Lembro que perdi um tempinho porque não estava mais com pernas pra subir na raça. Os atletas que estavam bem subiram por outro lado, sem a corda, e não perderam tempo.

No finalzinho, faltando pouco menos de 2 Km e com mais confiança fui fazer uma ultrapassagem pela direita. À principio bem normal se não tivesse escolhido pisar em uma pedra que se tornou um sabão. Acho que pelo meu tênis já estar todo cheio de lama por baixo. Não tive tempo de reação pra nada. Só lembro de ter caído, batido a cabeça e ralado o cotovelo direito. A sorte foi que estava consciente e com a ajuda da amiga Roziris, pude me segurar e não escorregar pelas pedras abaixo até o mar. Na hora foi um baita susto. Menos mal que não senti nada mais forte na cabeça e deu pra continuar a prova. Isso durou menos de 1 minuto.

É lógico que depois do acidente corri pisando em ovos. Já não arriscava mais nada e em qualquer pedra pela frente eu praticamente parava pra passar. Só pensava comigo: nunca mais corro por trilhas em costões. Já é a segunda vez que corro o risco de cair e deslizar por eles. 

Sem arriscar muito e bem receoso o pace foi lá pra cima. A essa altura eu só pensava em terminar bem a prova. E depois de chegar novamente ao trecho de praia fiquei bastante aliviado. Já não corria mais riscos e era só concluir. Passei pelo portal com o tempo líquido de 1h00min59s. Muito mais alto do que pretendia, mas diante das circunstâncias até que não foi de todo mal. Comemorei muito a chegada, pois dessa vez fiquei com medo por causa da queda.

Na área de hidratação havia refrigerante, água e frutas, mas só foi permitido pegar na passagem pelo corredor, onde éramos convidados a passar rapidamente sem muito tempo de recuperação. Depois não era possível retornar para pegar mais água. O jeito foi comprar fora mesmo. Pelo menos nos 30 Km o pessoal elogiou a hidratação em abundância durante o percurso.

Recebi a medalha, fui me lavar um pouco na água do mar, e corri pra poder ver a chegada da Aninha. Quase perdi, pois quando a avistei ela já adentrava pelas grades de acesso ao portal. Também chegou bem cansadinha, e cumpriu muito bem a missão, vencendo novamente essa trilha pesadinha.

Não consegui acompanhar muito a premiação, inclusive dos amigos, que foi acontecendo durante o andamento da prova de 30 Km, e debaixo de muito sol. Isso acabou dispersando o público. Mas fiquei sabendo posteriormente que em todas as modalidades o nível dos atletas estava altíssimo, principalmente na distância de 30 Km.

Depois de descansar um pouquinho aproveitamos para tomar um bom banho de mar. Aliás, foram vários para poder refrescar, pois o dia já estava muito quente. E depois aproveitamos pra almoçar em um buffet de massa local com os amigos.

Percurso 9 Km (8,66 Km). Às 7h15min já saímos com 27 ºC
Kit da Corrida 

 Outra coincidência da nossa numeração 
"Somos Loucas por Corridas" sempre presentes
Driblando as pedras 
(Foto: Emanuel K. F. Galafassi - Foco Radical)
Aninha curtindo um pouco do visual
(Foto: Foco Radical)
A vista lá de cima é bonita, mas não dá tempo de ficar apreciando. 
(Foto: Mário Sérgio - Foco Radical)
Pose para a foto. Na reta final !!! 

(Foto: Luciane Aquino)
Comemorando a chegada. Tempo líquido: 1h00min59s
(Foto: Foco Radical)

Loucos por uma sombra !!! Descanso pós-prova.
Linda medalha para todos os concluintes

Local: Praia da Pinheira - Palhoça/SC
Data: 19/02/2017 
Horário: 7:20 Hs (largada 9 Km)
Distância: 9 Km (8,66 Km) 

Inscrição: R$ 100 (primeiro lote)
Kit: Sacola, camiseta, kit de amostras de cotonete e band-aid, pacote de cookies de granola, pacote de granola, pacote de macarrão instantâneo, sachê de capuccino, número de peito, chip descartável

Tempo: 1h00min09s
Pace: 7:02 min/Km

Colocação: 12 de 035 (40-49 anos)
Colocação: 42 de 135 (masculino)
Colocação: 53 de 280 (geral)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

05/02/2017 - 9ª Corrida Rústica Portonave - Navegantes / SC

Foto: Ana Paula Marcon
Corrida Rústica Portonave - Navegantes / SC 
Após três anos de ausência tive a oportunidade de voltar a participar da Corrida Rústica Portonave, realizada em Navegantes, localizada a cerca de 115 Km de Florianópolis. Nas últimas edições, por motivo de choque de datas com outros eventos, não foi possível estar presente.

No início do ano quase todas as provas aqui na região são realizadas em praias e essa não foi diferente. A vantagem nesse caso é o pós-prova quando os dias estão quentes. Dá para aproveitar um bom banho de mar para refrescar o corpo depois de uma prova literalmente suada.

A entrega do kit foi no Ginásio de esportes de Navegantes, na véspera da prova (sábado). Foi organizada uma pequena Expo para os atletas, com venda de produtos voltados aos corredores, como tênis, óculos, relógios com GPS, entre outros. Para a retirada do kit foi obrigatório a doação de uma lata/pacote de leite em pó (destinado a uma instituição). Para facilitar quem havia esquecido estavam vendendo também por lá o pacote de leite em pó por R$ 10.

Para aqueles que não puderam ir na véspera foi possível retirar somente o chip e o número do peito no dia da prova. Acabamos indo no sábado para poder retirar o nosso kit, do Enio e do Guilherme do Podcast "Por Falar em Corrida". Foi bem tranquilo, mas ainda sou a favor da entrega dos kits integrais no dia da prova também para aqueles que vão de outras cidades. Os atletas já tem o deslocamento por fazer e não acho justo ficarem sem o kit completo. Eu mesmo já deixei de participar de algumas por causa disso.

Essa prova cresceu bastante atingindo cerca de 1.500 inscritos, segundo a organização. Um dos principais destaques são as premiações em dinheiro que atraem muitos atletas de fora, inclusive de outros estados. Tem como opções as distâncias de 5 Km ou de 10 Km, com percurso todo pela areia da praia. Praticamente uma linha reta até metade das distâncias e retorno.

Nunca tinha conseguido desenvolver uma pace abaixo de 5 min/Km nessa prova e esse ficou sendo o meu objetivo. Para uma prova de 10 Km pode até parecer fácil, mas em areia a coisa complica um pouco.

Chegamos às 6:45 no dia da prova, com 1h15min de antecedência para a largada. Ainda estava tranquilo para estacionar. Aos poucos fomos encontrando muitos amigos da grande Florianópolis, sendo que a maioria foi e iria voltar no mesmo dia. Também encontrei com o amigo Neumann que iria correr descalço na areia. Quase me convenceu em correr assim também, mas preferi não arriscar, pois seriam 10 Km. Precisaria de um jeito de fixar o chip e não sabia como estaria a areia. Aquela coisa, nunca é bom testar pela primeira vez uma situação ou um produto em uma prova.

A largada aconteceu às 8 horas para os atletas dos 10 Km. Eu e a Aninha largamos também. Antes mesmo de sair eu já estava pingando de suor. Talvez por causa da umidade que registrou 100% no Garmin. Já estava com o pressentimento de que não seria fácil. Dez minutos depois foi a vez da largada dos atletas dos 5 Km, mas eu já não estava lá pra ver.

No início procurei correr bem rente ao mar onde a areia era mais dura. Lógico que a maioria teve a mesma ideia. O único inconveniente foi que às vezes o mar avançava de forma irregular e tínhamos duas opções: ou desviar fazendo uma voltinha maior ou enfiar o tênis na água e seguir em linha reta. Não pensei duas vezes e nem me incomodei com os tênis molhados.


Nos dois primeiros quilômetros ainda me sentia bem. Até imaginei que poderia fazer uma boa prova. Entretanto, já avançando pelo 3º Km, comecei a sentir um certo cansaço precoce e o rendimento começou a ficar prejudicado. Pensei no "espeto corrido" da véspera e nos 3 copos de suco de laranja que tinha tomado no café da manhã. Parece que estavam lá correndo comigo. Será ? Me sentia ainda meio pesado. Vontade enorme de caminhar.

O percurso não tinha muita variação. Era uma linha reta pela praia e retornava igualmente no sentido inverso. Aliás, acho que foi a prova mais "linha reta" que já fiz. Postos de hidratação foram importantes, pois estava muito quente. Eu contei três com água gelada pelo percurso dos 10 Km. Pelo primeiro ainda passei correndo, mas já alimentava a ideia de dar umas caminhadas. Resisti até um pouco depois do retorno, no 2º posto de hidratação. Nesse ponto cedi e começou aí a minha sequência de paradinhas para descanso e hidratação.

Enquanto me hidratava e caminhava só observava os amigos passando e seguindo em frente. Tentava voltar a correr, mas logo me cansava e ficava muito ofegante. Muito estranho, pois normalmente consigo suportar. Acho que não era dia. Nesse final, em pouco mais de 3 Km, foram umas 4 caminhadas rápidas. Só quando faltavam menos de 2 Km que consegui correr seguidamente, mesmo assim com extremo esforço.

O alívio veio quando avistei o portal de chegada. Sabia que essa prova era mais pesada, mas não esperava tanto. Pelo menos consegui chegar. O tempo líquido de 53min36s foi alto para os 10 Km, o maior de todas as minhas participações anteriores. Agora vou ter que voltar ano que vem para me redimir.

Na chegada recebemos a medalha e fomos encaminhados para a área de hidratação e alimentação. Demorei alguns minutos para me recuperar entre copos de água, frutas e Nitrix. Não tive forças e nem estava muito bem para ir buscar a Aninha. Quando pensei em ir vi que ela já tinha chegado.

Após uma breve recuperação fomos nos refrescar com um bom banho de mar. Aliás, alguns dos amigos, Fausto e família, Egomar, Lúcio, estavam por la aproveitando o belo dia de praia. Um detalhe é que o mar estava agitado e puxava forte. Todo cuidado era pouco, principalmente com as crianças.

Acompanhamos de longe a premiação, pois o sol estava intenso e tivemos que nos abrigar. A cerimônia demorou um pouco, pois teve premiações para gerais para as distâncias de 5 Km, 10 Km (com categorias por faixa etária também), para moradores de Navegantes, e colaboradores da Portonave, inclusive com premiações em dinheiro.

A corrida teve um grande crescimento desde a minha última vez por lá e as instalações de Navegantes à beira da praia também melhoraram muito, tornando-se um ambiente mais acolhedor. Com a organização por conta da Corre Brasil notou-se um impulsionamento no número de inscritos, com mais de 1.150 concluintes.

Percurso da prova (10,08 Km)


 Kit da prova. O tecido da camiseta poderia ser melhor.
Entrega do kit com Expo, no Ginásio de Esportes de Navegantes
Com as feras femininas: Aninha, Susi, Jocélia e Elenir
 Quantos Km, Neumann ? 
Algumas amigas Loucas por Corridas: Elza, Juliana, D. Eni, Josiê e a Aninha
 Alguns amigos de Floripa: Ademar, Analto, Cleto e Fausto do Confraria das Corridas
 Largando...
(Foto: César August) 
 Vontade de pular na água antes
(Foto: Alexandre Santiago - Foco Radical)
Esforço final na areia fofa da chegada
(Foto: Christian Schmidt Mendes - Foco Radical)
 Medalhas para os concluintes de 5 Km e 10 Km
  Merecido banho de mar pra comemorar
 Medalha sofridinha essa
  A parte boa da prova na praia.

Local: Praia de Navegantes - FLN//SC
Data: 05/02/2017
Horário: 8:00 Hs
Distância: 10 Km (10,08 Km) 

Inscrição: R$ 39,00 (Preço primeiro lote)
Kit: Sacolinha, camiseta, viseira, squeeze, barra de Supino Protein, revista Corre Brasil, chip descartável e número de peito.


Tempo: 53min36s
Pace: 5:19 min/Km

Colocação: 015 de 030 (45-49 anos)
Colocação: 175 de 321 (masculino)
Colocação: 193 de 433 (geral)