sábado, 19 de fevereiro de 2022

05/02/2022 - Night Run Costão do Santinho - Arraial

Foto: Alexandre Carvalho - Foco Radical

Night Run Costão do Santinho 2022 - FLN/SC

Nesta 11ª edição da Night Run Costão do Santinho completei a minha 10ª participação nessa prova, que também iniciou o meu calendário de corridas 2022. Foi com muita satisfação e alegria que registrei mais essa marca de 10 corridas numa mesma prova ao longo dos últimos anos. 

Sou muito grato a organização, em especial aos amigos Eduardo Marcondes e Said Ali, por poder fazer parte da equipe de influenciadores e divulgadores dessa prova, que é uma verdadeira festa, com muita alegria, energia e uma boa dose de desafio. Este ano foi tudo perfeito, quase voltando a normalidade de antes da pandemia. Alguns procedimentos para melhor segurança dos atletas quanto a transmissão da COVID-10 foram mantidos, mas não precisou ser tão rígido com o da última edição ocorrida no final do ano passado.

A entrega dos kits foi realizada na Loja Decathlon, na SC-401, na sexta-feira e no sábado (dia da prova) até as 14 horas. Como eu estava na correria durante a semana, eu e a Aninha só pudemos ir no sábado pela manhã. Logo que abriu teve um pequena fila, mas foi bem rápido. A novidade no kit, que tinha o tema de Arraial foram os manguitos, que acompanharam a camiseta e a viseira. Para a retirada dos kits, além da apresentação do documento foi necessário o comprovante de vacinação contra a COVID.

Repetindo a última edição, as distâncias do percurso foram de 6 km e 10 km. Nessa prova eu costumo fazer a distância mais curta. Isso tem um motivo, quanto mais rápido chegar, mais tempo tenho para aproveitar o pós-prova, que é uma das principais atrações, com muitas guloseimas, música e painéis para fazer aquelas fotos.

O horário da largada mudou para as 21 horas e foi único para as duas distâncias. É melhor porque a praia já fica livre e facilita a vida dos atletas, principalmente em relação ao estacionamento. Por lá tem uma ampla avenida por onde é possível estacionar, mas que acaba lotando também. Umas das alternativas para quem chega mais em cima do horário é deixar o carro em um dos estacionamentos que cobravam R$ 20. 

Eu cheguei no Costão do Santinho por volta das 19h45 (sai daqui do continente às 19 horas) e já tive que deixar o carro no final dessa avenida, pois estava quase lotado. A Aninha não pôde ir no dia e acabei indo sozinho para a corrida. 

Como esse percurso de 6 km mudou na última edição, tinha como objetivo melhorar o tempo do final do ano passado, que foi de 33min04s. Apesar de não estar treinando tanto nesse início de ano achava que seria possível, principalmente pelas condições climáticas estarem favoráveis, sem aquela tradicional chuva, e o percurso mais seco.

A arena do evento já estava nos padrões de antes da pandemia, bem ampla, com várias atrações e liberado também para as tendas de assessorias esportivas, que compareceram em peso. Foi muito legal poder reencontrar os amigos. Alguns que não via desde antes da pandemia, alguns que estavam retornando as provas esse ano, alguns estreando, e outros abrindo a temporada do ano. Espero que não tenhamos recaída das restrições provocadas pela pandemia. Neste momento o número de infectados ativos e de mortes pela COVID-19 estava em crescimento, principalmente pela variante ômicron ser mais contagiosa, apesar de ser mais leve.

Minutos antes da largada foi feito um aquecimento geral, puxado pelo embaixador do evento Yann Rodrigues, o homem da "frase e da cantada do dia". A grande maioria dos atletas ainda usava máscara na concentração. Às 21h, sob uma linda queima de fogos, foi dada a largada para todos os atletas dos 6 km e dos 10 km. Partimos inicialmente pela areia mais fofa e logo fui buscar a areia mais dura, bem melhor para correr.

Tão logo fomos nos dispersando, retirei e guardei a minha máscara. Também levava na mão uma headlamp. Acho importante, pois em alguns pontos pelas trilhas e no trecho de volta da praia fica muito escuro. Essa primeira parte é mais tranquila. Um longo trecho de 1,6 km de areia mais firme. O 1º km foi o único que consegui fazer com o pace abaixo de 5 min/km.

Saindo da praia pegamos novamente a areia mais fofa para entrar nas trilhas das dunas. É a parte que normalmente eu sofro mais, pois exige mais força nas pernas. Estou acostumado a treinar no asfalto e em piso mais regular. Alguns trechos com chão batido facilitavam, mas por serem irregulares e a iluminação ser baixa muitas vezes dava até uma tropeçada.

Com 3 km percorridos chegamos na Praia do Ingleses, onde corremos por cerca de 200 metros e retornamos. Os atletas dos 10 km foram pelo lado esquerdo na Praia dos Ingleses. Eles percorrem um trecho maior e depois também retornam. Os meus paces no 2º e 3º km aumentaram, mas ainda estavam pouco acima dos 5 min/km.

A dificuldade maior foi na volta, com as pernas bem mais pesadas e a respiração mais ofegante. O ritmo foi caindo e a vontade de caminhar foi grande. Em alguns trechos com a areia mais fofa  não teve jeito. A volta teve quase o mesmo percurso da ida (ao contrário). Com isso passávamos por vários atletas e amigos.  

Nesse trecho mais interno (fora das praias), em alguns pontos com o chão mais firme, até dava pra arriscar correr mais forte, mas foi necessário muito cuidado com as irregularidades e o desnível para não tropeçar ou dar passo em falso. Eu particularmente me desequilibrei algumas vezes e quase caí, mas deu tudo certo.

Cheguei novamente na praia do Santinho muito cansado e a respiração no limite por causa do esforço nas areias mais fofas. Só faltava percorrer esses pouco mais de 1 km pela praia novamente. Mesmo estando mais livre para correr não consegui me recuperar e nem melhorar o pace, que acabou ficando por volta de 5:45 min/km. 

A chegada é bem animada e o público incentiva muito os atletas, principalmente na parte final onde a areia novamente é mais fofa. Dessa vez até arrisquei um sprint pra ganhar alguns segundos. Cruzei a linha de chegada com o tempo de 33min25 líquidos. Cheguei muito exausto e tive que parar por um tempo para me recuperar e me hidratar com bastante água.

Em seguida fui retirar a linda medalha em formato de balão, recebi uma máscara e uma cartela de tickets para trocar pelas guloseimas pós-prova. Essa é a parte gostosa da prova. Teve sacolinha com banana. barrinha SUPINO, paçoquita, garrafinha de suco de laranja Suq, cerveja Michelob Ultra e energético Nitrix.

Fazer a prova na distância mais curta e chegar mais cedo tem as suas vantagens para aproveitar as guloseimas, fazer uma boa massagem com a Elementos Massoterapia e aproveitar para reencontrar os amigos e colocar a conversa em dia. Depois ainda teve apresentação da banda Erva Rasteira que entreteve os atletas e o público ao som de forró. Finalmente teve a cerimônia de premiação, sendo que o embaixador da prova, Yann Rodrigues foi o campeão dos 6 km.  

Não consegui melhorar o meu tempo da edição passada por alguns segundos. Tenho certeza que foi por causa da volta que foi muito mais cansativa para mim. Mas tudo bem. Não foi dos piores e no ano que vem tem mais. Espero estar melhor preparado.

Fiquei muito feliz pelo evento ter voltado com tudo, como antes da pandemia. É uma prova que inicia o ano de muitos atletas e com um astral muito alto e divertido. São Pedro também colaborou e não mandou água. De chuva mesmo só teve a de fogos, iluminando o céu do Costão do Santinho. Mais uma vez a organização do evento deu um show e proporcionou uma grande noite para os corredores e amantes do esporte, com muita animação. Sou muito fá dessa prova e agora já são 10 edições completadas. Ano que vem tem mais !!!

Percurso da prova (6,12 km) - 2022
Kit da Night Run Costão do Santinho 2022
Retirada do kit com a Aninha na loja Decathlon da SC-401
Sofrendo nas areias fofas
(Foto: EKG - Foco Radical)
Sprint na chegada
(Foto: FCP - Foco Radical)
Alguns amigos que marcaram presença
Medalha na mão
Na área VIP logo após a chegada.
Alguns amigos do time de influenciadores digitais
Massagem pós-prova sempre é bom, com Elementos Massoterapia.
Medalha em formato de balão Night Run Costão do Santinho 2022
Certificado da Night Run Costão do Santinho 2022

Local: Praia Costão do Santinho - FLN//SC
Data: 05/02/2022
Horário: 21:00 hs (21:03 hs)
Distância: 6 km (6,12 km)

Inscrição: R$ 86,31 (lote inicial)
Kit: Sacolinha plástica, regata, viseira, manguito, pacote de cookies integral Vitao (80g), chip descartável e número de peito.

Tempo: 33min25s
Pace: 5:27 min/km
Tênis: Olympikus Pride 2

2022
6 km
Colocação: 009 de 042 (50-54 anos)
Colocação: 072 de 372 (masculino)
Colocação: 086 de 801 (geral)

10 km
Feminino - 162 atletas
Masculino - 284 atletas
Total: 446 concluintes

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

31/01/2022 - Comparativos e Retrospectiva 2021

 


Resumo de 2021

O ano de 2021 foi o menos intenso na minha vida de corredor, desde 2009. Com certeza por conta do desânimo provocado pela pandemia da COVID-19 ainda. Grande parte dos treinos foram realizados com a máscara até o mês de setembro e os poucos eventos de corrida colaboraram com essa desaceleração nas corridas e falta de objetivos.

No total, consegui fazer 5 provas oficiais. Todas depois do mês de setembro, quando a situação em relação a pandemia já estava melhorando com o avanço da vacinação e a queda no número de casos e mortes pela COVID-19. 

Começamos com a Night Run Costão do Santinho com 6 km pelas areias do Santinho. Depois teve a Corrida Outubro Rosa com 5 km. Em Novembro fiz as duas meias maratonas que sempre participo e não poderia deixar passar: a Meia maratona Internacional de Santa Catarina e a Meia & Maratona de Florianópolis. Sofri nesses 21 km, mas não deixei de finalizar. E pra fechar o ano fiz Corrida Internacional de São Silvestre, que por muito pouco não aconteceu. 

Nas corridas:
- Completei 13 anos na prática do esporte;
- Fiz 121 atividades entre treinos e corridas, e reduzi bem a distância média.
- Completei 406 corridas oficiais desde 2009;
- Concluí 05 corridas oficiais nas distâncias entre 5 km, 15 km e 21 km, durante o ano;
- Conclui 02 meias maratonas no ano. Totalizando até agora 68 concluídas;
- Não fiz maratonas em 2021. Ainda totalizando até agora 16 concluídas;
- Não consegui baixar nenhum tempo das principais distâncias;
- Não tive lesões mais graves. Corri limitado na respiração por causa do uso da máscara; 
- Gastei bem menos com inscrições de corridas, R$ 554,00;
- Queimei 93.948 calorias na atividades físicas. Bem menos que nos últimos anos.
- Corri aproximadamente 1.253 km por 116 horas, durante o ano todo.

Nas redes sociais:
- No Blog "Minha Vida de Corredor" atingimos mais de 259.000 visualizações;
- No Facebook titvemos 1.450 seguidores na página da Minha vida de Corredor - Eduardo Hanada: https://www.facebook.com/eduhanada/;
- No Instagram @minhavidadecorredor chegamos à 1.330 seguidores.
- No Instagram @eduhanada chegamos à 2.540 seguidores.

domingo, 9 de janeiro de 2022

31/12/2021 - 96ª Corrida Internacional de São Silvestre 2021

Foto: Foco Radical

96ª Corrida Internacional de São Silvestre 2021


A 96ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre retornou em 2021, após ter sido adiada em 2020, por conta da pandemia provocada pela COVID-19. Na época a vacina encontrava-se ainda em fase de desenvolvimento. A edição de 2020 chegou a ser adiada para Julho de 2021 (meio estranho São Silvestre no meio do ano), mas ela também  não aconteceu. Fiquei até com receio de ainda não ser realizada no final de 2021, mesmo com a vacinação avançando. Ainda bem que confirmação da prova veio em Novembro. Eu tinha feito a minha inscrição um mês antes.

A expectativa para o retorno da maior corrida de rua do Brasil era grande. Já conhecia o nível de aglomeração que ocorre, principalmente na hora da largada. O número de inscritos ficou em torno 20 mil atletas segundo a organização, enquanto que na última edição de 2019 foram cerca de 35.000 atletas. Tinha que ter uma limitação mesmo para que ela pudesse acontecer de forma um pouco mais segura.

Ainda sem saber da confirmação efetiva da prova, a compra das passagens e hospedagem foram feitas mais perto do final do ano e acabei pagando um pouco mais caro. Ida e volta de Florianópolis para Guarulhos ficou em R$ 455,00, e hospedagem no Hotel Wyndham em R$ 345,00, com café da manhã, estacionamento gratuito, piscina, academia e check-out late estendido até às 14:00. Gostei também da localização, na Alameda Campinas, ficando a apenas duas quadras do Shopping Cidade de São Paulo. Muito bom.

Fui para São Paulo no dia 29/12, aproveitando antes para rever e visitar os meus pais. No dia 30, último dia da entrega dos kits, a Aninha chegou de viagem e fomos retirar os kits no Palácio de Convenções do Anhembi. Como tinha ido de carro utilizei o estacionamento do Anhembi que custou R$ 20. Próximo não tem onde estacionar. Tudo proibido. O valor do UBER para quem vinha do Aeroporto de Congonhas ficava em torno de R$ 40.

Para entrar no Palácio de Convenções foi necessário apresentar o comprovante de vacinação. Pra quem tinha foi tranquilo. Lembrei que ali tinha sido a minha colação de grau da faculdade em 1993, quase 30 anos atrás. Depois, baseado na cor do setor fomos direcionados para as respectivas filas, que praticamente não tinha quando chegamos. Era em torno de 14:00 e estava bem vazio. Retiramos os kits e demos uma voltinha na tradicional EXPO. Também estava bem calmo e sem grandes aglomerações.

Com os kits em mãos fomos direto ao Hotel Wyndham, próximo à Av. Paulista deixar as malas e almoçar no Shopping Cidade de São Paulo. Não fomos para outros lugares, pois o tempo estava chuvoso e ficou complicado passear com chuva. Até aquele tradicional passeio noturno pela Av. Paulista para ver os últimos preparativos ficou prejudicado. Ainda assim consegui encontrar alguns amigos aqui de Santa Catarina por lá. A chuva não deu muita trégua.

Como choveu durante à noite, imaginei que na largada, prevista para às 8h, não fosse ser diferente. Mas de manhã a chuva parou e o sol também ficou encoberto. Tempo gostoso para correr. O café no hotel foi servido às 6h, e ao contrário dos outros anos, estava bem tranquilo, sem muita aglomeração. Às 7h fomos para o local da largada. Eu e a Aninha estávamos no Setor Vermelho, mais ou menos na posição intermediária na divisão de cores para a largada. O controle de acesso aos setores estava bem rigoroso. Minha mãe, que costumava ir me ver, não pode ir este ano, pois teoricamente não deveria ter público.

Não tinha me preparado muito para correr a São Silvestre. Fiz somente alguns treinos de 15 km para testar se chegaria bem. A Aninha também foi participar sem treinar praticamente nada. Como se tratava de um retorno à São Silvestre depois que a pandemia começou, preferi então ir curtindo a corrida ao lado da Aninha, sem preocupação de tempo. A ideia era conseguir terminar bem os 15 km da São Silvestre para fechar esse duro ano de 2021. 

A área da concentração para a largada neste ano estava bem mais tranquila e espaçada. Não estava aquele aperto tradicional dos outros anos que a gente mal conseguia se mexer. Pessoal respeitou um certo distanciamento e a grande maioria utilizando máscaras. Eu e a Aninha ficamos próximo das câmeras de TV, e até arriscamos uns pulos pra ver se aparecíamos. Acho que aparecemos rapidamente, pelo menos na cobertura da TV Gazeta. Muita gente com cartaz e fantasiados. Não faltou nem a fantasia do Corona Vírus.

Às 8h05 largou o pelotão geral e lá fomos nós no meio daquele povo todo vibrando e comemorando aquele momento que dá até arrepio. Passamos pelo portal às 8h12min, hora de ativar o Garmin. Apesar da organização desaconselhar a presença de público para assistir, se via muita gente do lado de fora dando aquela força aos atletas. 

Como nesse início não dá pra correr direito pela grande concentração de atletas, aproveitei para ir fazendo vídeos no stories e postando. Aliás, havia muita gente tirando fotos e fazendo registros nesse trecho inicial. Personagens também era o que não faltavam. Teve mulher maravilha, Corona Vírus, Homem-Aranha, Dinossauro, Os Flinstones, Papai Noel, Chaves, Noiva, La Casa de Papel. Haja criatividade. Bem divertido.

Às vezes é até gostoso correr sem preocupação de fazer um bom tempo. Não ficamos com aquela sensação do coração saindo pela boca por conta do ritmo que impomos. A parte inicial da São Silvestre é praticamente em descida, e dá tempo de fazer um melhor aquecimento. Fui acompanhando e seguindo no ritmo da Aninha e da turma, pois no começo ainda é bem congestionado. Nem ficamos desviando tanto.

Os primeiros 5 km corremos com pace próximo de 6:30 min/km, passando pelo estádio e avenida do Pacaembú. Essa é a parte boa e mais tranquila. É mais ou menos o ritmo que dá pra correr devido a concentração de atletas. Porém, logo o sol apareceu e já começou a esquentar mais. .

Altimetria

Os postos de hidratação estavam dispostos mais ou menos a cada 3 km. E dessa vez, em todos eles eu consegui pegar água ainda gelada. Pegava um copo para beber na hora e outro pra beber ao longo do trecho e também para dar uma refrescada na cabeça. 

Com cerca de 8,5 km, na Alameda Barão de Limeira, a Aninha teve que fazer um rápido pit stop em um posto de gasolina, que encontramos do outro lado da rua. Acho que perdemos pouco mais de 1 minuto apenas. O problema é que o calor em seguida foi apertando e tivemos que começar a alternar caminhada e trote leve. 


Durante a prova sempre acabamos encontrando conhecidos, mesmo que virtuais e das redes sociais, até então. Passou pela gente a @cintiarmaia, atleta de Belo Horizonte/MG. Deu até pra bater um papinho enquanto corríamos. Muito legal. Foi um prazer.

Aproveitando o ritmo mais leve eu peguei o celular e fui registrando algumas passagens e publicando. Logo chegamos ao 10º km, próximo do Largo do Arouche. O interessante de correr sem tanta preocupação com o tempo é que podemos observar a prova melhor, tanto os atletas que seguem ao redor, como as ruas por onde passamos: Av. Duque de Caxias, Largo do Arouche, cruzamento da Av. Ipiranga com a Av. São João (passamos duas vezes), Av. Rio Branco, Praça da República, Largo do Paiçandu. 

A expectativa maior fica por conta da chegada da Av. Brigadeiro, que acontece no 13º km. A empolgação do pessoal fica a mesma do início de prova, gritando em coro: "Huuu, Brigadeiro, Huu, Brigadeiro". Poucos sabem que a encrenca está só começando. Bem nessa hora começou a chover e confesso que foi até bom, pois deu aquela refrescada. Subimos bem de boa e foi até mais tranquilo encarar essa subida. Dessa vez não teve a tradicional distribuição de cerveja no "km 41". Que pena. Chegamos bem sóbrios na Av. Paulista.

É emocionante quando entramos pela Av. Paulista. Bate aquela vontade de dar um sprint final até o portal de chegada com a vibração do público presente. Eu e a Aninha demos uma acelerada e chegamos juntos no portal. Cruzamos a linha de chegada com o tempo líquido exato de 1h58. Foi a edição mais tranquila para mim, pois fui só curtindo e acompanhando a Aninha, que mesmo sem treino fechou bem os 15 km. Não senti nenhuma dor e nenhuma ameaça de cãibra como da última vez.

Chegamos, descansamos um pouco, nos hidratamos, fizemos vários registros e depois fomos receber a medalha, entregue mediante a troca pelo chip descartável. Recebemos também um kit lanche, com torrone, barra de cereal e um pacote de waffer. Procuramos ficar meio isolados, mas nessa hora a aglomeração foi intensa, principalmente na saída para ter acesso ao caminho do hotel.

Finalizei a minha 11ª participação na São Silvestre e a Aninha a sua 4ª participação. Estava preocupado com aquela aglomeração toda que a edição de 2019 teve, com cerca de 35 mil atletas. Mas dessa vez, com a limitação do número de participantes, parece que ficou um pouco mais fácil para a concentração na largada e para correr. Ficamos felizes por ter ido tudo bem e que pudemos concluir mais essa edição da São Silvestre, a primeira depois do início da pandemia. Me arrisco a dizer que esse número de atletas para a prova ficaria de bom tamanho para os atletas, evitando as super aglomerações.

Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2021
Kit da 96ª Corrida Internacional de São Silvestre 2021
Números na mão
    
Conferindo o percurso. O mesmo. 
Concentração na largada
Eu e a Aninha corremos lado a lado a prova toda.
Passando em frente ao Teatro Municipal de São Paulo
Lá vamos nós rumo a Av. Brigadeiro. Só alegria.

Medalha e kit pós-prova na mão. 
Eu e a Aninha com as medalhas, frente e verso (nem tinha notado)
Feliz com mais uma São Silvestre concluída com sucesso
Medalha da 96ª Corrida Internacional de São Silvestre 2021
Com os meus pais que sempre me apoiam e me incentivam.

Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
Data: 31/12/2021
Horário: 8h (8h12)
Distância: 15 km (15,39 km)

Inscrição: R$ 210,00
Kit: Sacola, camiseta, 1 pacote de massa Grano Duro Adria 500g, 1 pacote de torrada integral 142g Adria, 2 garrafinhas de Molico Proteico 270ml, 1 sachê de carbup 30g, 1 pacote de café Gourmet 3 Corações 250g, 8 sachés de café solúvel liofilizado 2g, 2 sachês de gel bendita cânfora, número do peito e chip descartável (para troca pela medalha ao final).

Tempo: 1h58
Pace: 7:36 min/km
Tênis: Saucony Kinvara 11

2021
Colocação: 947 de "1.270" (50-54 anos)
Colocação: 8.020 de "11.011" (masculino)
Colocação: 10.360 de "15.603" (geral)

2019
Colocação: 769 de "2.700" (45-49 anos)
Colocação: 5.350 de "19.969" (masculino)
Colocação: "6.002" de "30.086" (geral)

2018
Colocação: 340 de "2.332" (45-49 anos)
Colocação: 2.378 de "17.629" (masculino)
Colocação: "2.548" de "26.155" (geral
)

sábado, 11 de dezembro de 2021

28/11/2021 - 42k de Floripa - Meia Maratona de Floripa

 Foto: FCP - Focoradical

42k de Floripa - Meia Maratona de Floripa


Essa foi a 10ª edição da Meia Maratona de Floripa, que nos últimos anos passou a se chamar 42k de Floripa (maratona). Eu não poderia deixar de participar, mesmo vindo de outra meia maratona no final de semana anterior. É a única prova que eu e o Enio (Por Falar em Correr) participamos de todas as 10 edições, sempre na distância de 21 km. Essa também foi a minha 68ª meias maratona.

Como consegui terminar a meia maratona da semana anterior e estava me recuperando bem da dor que tinha sentido no pé direito, fiquei animado para fazer uma boa prova. Durante a semana fiz somente um treino para não perder muito o condicionamento.

Além da maratona e da meia maratona tinha a opção de 10 km também. Todas realizadas no domingo pela manhã. O horário da largada foi adiantado pela necessidade de liberação das pistas mais cedo, devido a outros eventos realizados no domingo também. A largada da maratona foi marcada para às 5h, da meia maratona para às 5h15, e dos 10km às 5h45. Apesar de termos que madrugar ficou até melhor para evitar o calor e o sol.

A entrega dos kits foi realizada no Centrosul - Centro de Convenções de Florianópolis, na quinta, sexta e sábado que antecederam o evento. Local bem acessível e amplo, que contou com uma Expo de produtos para corrida, vários painéis com percurso, pontos de hidratação, medalhas e lista dos inscritos, que garantiram os devidos registros fotográficos dos atletas. Para a retirada do kit foi exigido o comprovante de vacinação completo contra a COVID. Tudo foi bem tranquilo, principalmente na quinta e sexta-feira. A quantidade de atletas deve ter sido bem menor em relação aos anos anteriores por conta das limitações provocadas pela pandemia.

No sábado, véspera da prova, tivemos que dormir cedo, mas só consegui mesmo próximo das 23h. A ideia era acordar às 2h30 da manhã para poder estar no local da largada às 4h. Nem tive fome. Só tomei um café e comi metade de um pãozinho pra forrar o estômago. Também tomei um Advil pra garantir que alguma possível dor não incomodasse durante a corrida. Na ida, eu e a Aninha demos uma carona para o Enio, que foi com a gente para a prova. Ele estava voltando a participar das provas.

Chegamos na beira-mar continental ainda escuro. Não demorou muito para amanhecer e clarear. Fizemos aquele reconhecimento básico da arena, que ainda não tinha grande concentração de atletas. Aliás, achei que estava até tranquilo demais. Banheiros químicos espalhados e não muito próximos.

Às 5 horas foi dada a largada da maratona. Ficamos assistindo a partida dos futuros maratonistas. Vai ser difícil eu voltar pra concluir os 42 km novamente. De qualquer forma, nesta prova, eu sempre faço os 21 km. A Aninha me acompanhou, mas não participou dessa vez. Ficou assistindo e me aguardando.

Depois de um breve aquecimento pra soltar as pernas fui me posicionar no pelotão azul. Era o próximo, logo após o pelotão Quênia. Estava me sentindo bem, sem dores e ansioso pra tentar melhorar o tempo da meia maratona da semana passada.

Fiz a largada sem forçar, tentando rodar próximo de 5:10 min/km. A minha ideia era me manter próximo desse ritmo durante toda a prova. No início foi tranquilo na reta pela beira-mar continental, ainda naquele clima de euforia. Pesou somente no 3º km quando subimos pela Ponte Pedro Ivo Campos. O bom é que a descida depois compensa um pouco.

Contornamos o Lago das Bandeiras e pegamos o acesso ao Terminal Rita Maria, para então  seguirmos pela beira-mar norte. Eu prefiro este percurso. Na meia maratona da semana passada fomos no sentido contrário, pela via Expressa Sul, que venta muito mais. 

No percurso teve vários postos de hidratação e como já estava esquentando, me hidratava e refrescava em cada passagem. Se logo cedo já estava assim, fiquei imaginando como estava sendo para os atletas da maratona, que avançaram no horário com o sol cada vez mais intenso.

Eu gosto de correr pela beira-mar norte, pois é plana e geralmente não tem um vento muito forte. Mais ou menos no 6º km o Enio passou por mim. Ele está bem treinado e correndo todos os dias por mais de 1 ano. Não consegui acompanhá-lo. Ele estava com pace de 4:50 min/km e eu já estava em 5:20 min/km. Segui no meu ritmo. O @deciopa acompanhava de bicicleta e fez alguns vídeos durante a prova.


Fomos até um pouco antes do CIC, onde completamos 10 km e fizemos o retorno. Metade da prova tinha se passado e tudo estava dentro do planejado. Teve isotônico em saquinho e aproveitei para beber um pouco nos dois pontos de hidratação. Após o retorno já estavam passando por mim os primeiros colocados da maratona que tinham ido mais à frente e também voltavam no sentido da via Expressa Sul agora.

Meu ritmo caiu após o retorno. De repente, quase completando o 13º km, na altura do Shopping Beiramar, senti uma dor do lado esquerdo do peito. Muito estranho. Nunca tinha sentido isso em um prova antes. Fiquei com medo de continuar no ritmo que estava e dar alguma coisa mais grave. Aliviei na hora e comecei a caminhar. Enquanto caminhava já avisei a Aninha pelo celular, utilizando o localizador.

Instantes depois tentei correr novamente, mas assim que aumentava o ritmo a dorzinha voltava. Não sabia mais se conseguiria concluir. Faltavam ainda 8 km e teria que ir caminhando e trotando bem devagar. Fui informando a Aninha que ia demorar pra chegar e que o pace já estava acima dos 7 min/km. De vez em quando eu tentava acelerar, mas não dava, e não quis arriscar.

Ia vencendo cada quilômetro que faltava, mas parecia uma eternidade. Muitos atletas foram me passando e eu querendo voltar e não podia. Cheguei a duras penas na Ponte Colombo Salles para finalmente retornar à beira-mar continental. Aproveitei até pra fazer uns vídeos  ali de cima. Não tinha mais condições de fazer um sub-2h. Era forçar um pouco e voltar a dor. Desisti de insistir.

Então, fui aproveitando a corrida num ritmo bem confortável. A meta passou a ser conseguir concluir a 10ª Meia de Floripa numa boa. Administrei do jeito que dava os dois últimos quilômetros. As pernas até chegaram mais leves e inteiras que o normal. Cruzei o portal com o tempo de 2h07min40s, com a sempre empolgante locução do amigo Otton Bernardelli (https://www.avozdoseuevento.com.br/). Meu tempo de prova ficou bem acima do que tinha planejado. Pelo menos tinha chegado bem fisicamente.

A Aninha me aguardava e logo me entregou uma deliciosa latinha de Coca-Cola bem gelada. Como é bom depois de uma prova longa. Essa Aninha é demais !!! Em seguida bebi mais uns copos de água e peguei uma fruta e isotônico entregues na dispersão. Também recebi a minha medalha da meia maratona, que veio embalada e protegida. Bem bonita.

Depois ficamos assistindo a chegada dos atletas da maratona. São bem emocionantes. Cada chegada é uma vitória, e tem uma história. É uma prova duríssima e é preciso estar bem preparado físico e psicologicamente para vencer essa batalha de 42 km. Um dia volto a fazer.

Não consegui ficar por muito mais tempo. Comecei a sentir moleza e cansaço com o sol e calor. Fiquei enjoado e com uma dor na boca do estômago que incomodou. Não sei bem se foi o esforço da prova, as bebidas, fruta que comi pós-chegada, ou o Advil que tinha tomado antes. Só sei que precisava descansar e foi o que fiz. 

Percurso 2021 (21,24 km)
Kit da meia maratona de Floripa 2021
Painel com o nome dos atletas na retirada do Kit 
 Kit em mãos
Eu e o Enio prestes a completar a nossa 10ª edição de Meia Maratona de Floripa (100%)
Aninha me acompanhando sempre, mesmo tendo que madrugar
Voltando pela Ponte Colombo Salles
(Foto: Alexandre Carvalho - AAC - Foco Radical) 

Reta final e de celular na mão pra registrar. Estava só no trote.
(Foto: Alexandre Santiago - APS - Foco Radical) 
Linda medalha.
Essa medalha foi suada e pensei que não fosse conseguir.
Resultado e Certificado da Meia maratona de Floripa 2021

Local: Beira mar Continental - FLN/SC
Data: 28/11/2021
Horário: 5h15 (5h15)
Distância: 21,097 km (21,24 km)

Inscrição: R$ 146,47
Kit: Sacola, camiseta manga curta, bandana, e número de peito com chip descartável.

Tempo: 2h07min40
Pace: 6:01 min/km
Tênis: Saucony Kinvara 9

2021
Colocação: 029 de xxxx (categoria 50-54 )
Colocação: 485 de xxxx (masculino)
Colocação: 685 de xxxx (geral)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2021

21/11/2021 - Meia Maratona Internacional de Santa Catarina - FLN/SC

Foto: FCP - Focoradical
Meia Maratona Internacional de Santa Catarina / SC

Após dois anos sem participar de meias maratonas por causa das paralisações causadas pela pandemia lá estava eu às vésperas de duas consecutivas. Me inscrevi porque são  provas que eu gosto e participo todos os anos. Mesmo não estando preparado não queria deixar de participar de nenhuma delas. A primeira foi a Meia Maratona Internacional de Santa Catarina, organizada pela Corre Brasil.

Estava ansioso e preocupado por esse retorno em provas de longa distância. Treinei para isso somente no último mês, e mesmo assim sem foco em desempenho. Somente rodagem. Sentia que estava muito mais difícil de correr no ritmo de antes. Tinha também opções de distância de 5 km e 10 km, sendo que a prova de 5 km foi no sábado à noite. No domingo foram a meia maratona e prova de 10 km.

Cerca de três dias antes da prova sem ter forçado em nada apareceu uma dor interna no pé direito. Eu nem conseguia pisar direito e me apoiar com o pé. Inicialmente pensei que fosse passageiro, mas não foi. Fiquei frustrado, pois logo imaginei que não conseguiria mais participar da prova. 

No sábado pela manhã, véspera da prova, já sem muitas esperanças, resolvi tomar um ADVIL 12h para ver se aliviava a dor e fui retirar o kit que estava sendo entregue na concessionária Globo Renault do Estreito, em Florianópolis. A retirada dos kits estava prevista para o Aeroporto de Florianópolis, mas houve alteração às vésperas. Ficou bem melhor, pois o aeroporto é bem fora de mão.

A entrega do kit foi feita num amplo salão com uma EXPO. Foi necessário fazer agendamento de horário por meio de aplicativo no celular para evitar grande concentração de pessoas ao mesmo tempo. Agendei e fui às 10 horas do sábado e o movimento estava tranquilo. Retirei o meu kit, revi algumas amigas das corridas que estavam por lá e olhei um pouco a EXPO. Tudo bem rapidinho. 

Milagrosamente aquela dor que não me deixava apoiar o pé direito foi sumindo ao longo do dia e comecei a me animar para fazer meia maratona. Porém, eu sabia que esse alívio poderia ser passageiro enquanto durasse a ação do Advil, que estava funcionando muito bem.

Anteriormente, essa meia maratona sempre teve largada na beira-mar norte de Florianópolis, mas dessa vez foi alterada para a beira-mar continental do estreito. Talvez por acontecer muito cedo visava evitar o barulho junto aos moradores da região num domingo.

Tive pouco tempo para dormir, pois com a largada da meia maratona prevista para às 6h, coloquei o alarme para acordar às 3h30. A dorzinha no pé voltou a aparecer em menor intensidade, mas incomodava. Tomei outro Advil pra que pudesse agir até o horário da prova. Depois fomos, eu e a Aninha, para o local da largada, na beira mar Continental de Florianópolis. Dessa vez a Aninha só foi me acompanhar. Chegamos por lá perto das 5h e deu pra estacionar o carro tranquilo.

O dia prometia ser quente, e mesmo cedinho já estava claro. Não vi aquela movimentação habitual das grandes meias maratonas aqui de Santa Catarina. Acredito que tinha bem menos atletas em relação às edições anteriores. Encontramos com a amiga Sabine Weiler, que voltava às corridas e que não víamos desde o início da pandemia. Também encontrei com o amigo Adauto Ilheu e o pessoal da Turma do Longão de Lages, que também se fez presente. Muito bom rever os amigos atletas.

Fiz um breve aquecimento para testar e ver se conseguiria correr. Uma dorzinha ainda incomodava, mas acreditei na ação do remédio para passar durante a prova. A largada acabou atrasando por causa de uma acidente de carro no percurso, que teve a pista fechada para atendimento e retirada do veículo. Só pudemos largar às 6h25 e o sol e o calor já se faziam presentes.

Saímos inicialmente com as máscaras e mantendo uma certa distância na medida do possível. Eu não tinha nenhuma estratégia em mente. A ideia era conseguir terminar bem no meu retorno às meias maratonas.

Larguei mais para trás porque iria fazer uma prova tranquila e lá na frente a gente acaba se empolgando. O percurso foi diferente nessa meia maratona. Saímos pela beira-mar do continente de Florianópolis, por onde corremos cerca de 2 km até o acesso a Ponte Pedro Ivo. Me contive e corri num pace próximo de 5:20 min/km. Estava bem cauteloso, pois o pé não estava 100%.

Atravessamos a ponte Pedro Ivo, fechando o 4º km ao seu final. No inicio da prova a subidinha na ponte não é tão complicada, mas na volta as coisas são bem diferentes. Seguimos então no sentido do túnel Antonieta de Barros, por onde passamos na altura do km 6. Estava indo tudo bem e aos poucos eu ficava mais confiante em conseguir terminar a prova. Havia vários postos de hidratação no percurso e fui aproveitando pra beber água e me refrescar. Não pulei nenhum dos postos. O pace estava até melhorando. 

Saindo do túnel seguimos pela Via Expressa Sul até a altura da Costeira do Pirajubaé, um pouco antes do Trevo da Seta. Esse foi o ponto mais extremo, sendo praticamente a metade da prova. Me mantive com pace abaixo de 5:15 min/km até o retorno. Já nem me lembrava mais da dor no pé.
Comecei a voltar pela via Expressa Sul e lembrei das maratonas que fiz por lá. Lembrei porque essa volta sempre venta contra e dessa vez não foi diferente. Ventinho chato que se estende até a entrada do túnel. Nesse trecho não consegui mais sustentar o ritmo. Aos poucos o pace foi subindo até os 5:40 min/km. Já tinham ido 15 km. E não estava fácil.

Passando pelo túnel dá impressão de estar quase chegando e a descida ao sair dele ajuda um pouco. Mas logo vem a ponte Pedro Ivo novamente com um bom trecho de subida. Minhas pernas já estavam bem pesadas, mas não queria caminhar. Fui devagar e não parei. O pace chegou em 6:07 min/km. Com 19 km percorridos estava saindo da ponte. Só faltavam mais uns 2 km para a chegada.

Apesar do trecho final ser a reta da beira-mar Continental, eu não conseguia mais acelerar.  As pernas bem pesadas e a respiração estavam bem no limite. Era tentar conseguir levar como desse até o portal de chegada. Não tinha objetivos de prova, mas pelo menos conclui abaixo de 2 horas seria bom. 

No finalzinho da prova normalmente ainda consigo dar um sprint final pra melhorar o tempo, mas dessa vez nem isso consegui. Pensei somente em terminar esse que seria o meu retorno às meias maratonas. E foi assim que cheguei, extremamente exausto, mas muito feliz por ter conseguido concluir. Um dia atrás eu estava praticamente abortando a minha participação por causa da dor no pé.

Logo quando cruzei o portal de chegada, mal conseguia parar em pé. Só avistei a Aninha que me aguardava com uma latinha de Coca-cola bem gelada. Ela sabe que eu adoro na chegada sempre me faz esse agrado. Nossa, não tem coisa melhor depois de uma corrida desgastante como essa. Nem sei se faz bem, mas que é bom, é bom. Só depois fui me hidratar, pegar o kit lanche (isotônico e banana) e a medalha.

Não ficamos muito tempo por lá depois que terminei Fiquei com uma dorzinha na boca do estômago e um pouco enjoado, acho que por causa do esforço feito durante a prova. A dor no pé, que tanto me preocupou, não foi problema. 

Fiquei muito feliz por ter conseguido concluir essa primeira meia maratona depois da paralisação por causa da pandemia. Está difícil voltar no ritmo de antes, mas acredito que aos poucos vamos retomando. 

A organização da prova procurou seguir e adotar todas a medidas e protocolos para a realização do evento. Não teve grande quantidade de atletas como antes da pandemia. Teve separação em dois dias de corrida (5 km no sábado, e os 10 km e meia maratona no domingo). Os banheiros químicos ficaram bem espalhados e com pias, não havia tendas de assessorias esportivas, não havia guarda-volumes, e teve máscaras distribuídas no final da prova. Foi um bom retorno.

Percurso 2021 (21,14 km)
Kit da Meia Maratona Internacional de Santa Catarina 2021
Aninha acordou cedo pra me acompanhar. Antes das 6h já estava claro. 
Alguns amigos que reencontramos
Ainda em dúvida se conseguiria terminar e chegar aos 21 km
No percurso subindo o viaduto
(Foto: AHW - Focoradical)
Na reta final da meia maratona na beira-mar continental
(Foto: CLS - Focoradical)
Chegando. Tempo líquido: 1h55min03. Se soubesse tinha dado um sprint.
(Foto: Ana Paula Marcon)
Voltei às meias maratonas. Medalha conquistada.
Medalha da Meia Maratona 21 km
Certificado da Meia Maratona Internacional de Florianópolis

Local: Beira-mar continental - FLN/SC
Data: 21/11/2021
Horário: 6h00 (6h25)
Distância: 21,097 km (21,14 km)

Inscrição: R$ 117,50
Kit: Sacolinha, camiseta, Revista Corre Brasil, uma bananada VITAO 22g, um tubo de álcool em gel Cottonbaby (200 ml), um pacote de snacks integral vegano VITAO (40g), um pacote de biscoito integral de granola Orquídea (135g), um gel de Energel Black (30g), uma amostra grátis de protetor solar Anasol (4g) e número de peito com chip. 

Tempo: 1h55min03s
Pace: 5:27 min/km
Tênis: Saucony Kinvara 9

Colocação: 017 de 040 (categoria 50-54)
Colocação: 256 de 471 (masculino)
Colocação: 300 de 709 (geral)