segunda-feira, 20 de janeiro de 2025

31/12/2024 - 99ª Corrida Internacional de São Silvestre 2024

 Foto: ADP - Foco Radical
99ª Corrida Internacional de São Silvestre 2024


Encerramos o ano de 2024 novamente correndo a tradicional Corrida Internacional de São Silvestre. Essa edição precede a 100ª edição, que deverá acontecer no final deste ano de 2025. Tivemos algumas novidades. Depois de anos, a organização da prova teve alterações e foi conduzida pela primeira vez pela Vegas Sports, em parceria com a Fundação Cásper Líbero. Por anos, a Yescom foi a organizadora.

Com a nova organização, tivemos várias mudanças como um todo. Uma delas foi logo no modo de se fazer a inscrição, que dessa vez foi realizada em lotes, e ficou meio complicado logo no início. O lote inicial teve um preço um pouco menor e foi bem limitado. Encerrou em questão de minutos. Eu e a Aninha não conseguimos nesse primeiro lote. No 2º lote conseguimos fazer a inscrição por R$ 280,70 (com taxas), com valor maior, e com muita instabilidade no sistema, devido a quantidade de acessos. Depois ainda teve um 3º lote, que ficou até o término das inscrições, com um valor maior ainda. Quero só ver como vai ser na 100ª edição.

Este ano, eu e a Aninha mudamos a logística. Saímos juntos de Florianópolis para São Paulo e compramos a passagem de ida para Guarulhos por R$ 251,82 cada um. A volta no dia 1º tivemos que vir pelo aeroporto de Congonhas, e saiu 13.600 milhas cada um. Raros foram os voos pelo aeroporto de Guarulhos para esta data e estavam bem mais caros.

Sempre gostamos de ficar próximo da largada, na Av. Paulista. Reservamos novamente a hospedagem no Studio Ape Paulista Bela Cintra. o mesmo que havíamos ficado em 2022, por R$ 183,30, sem café da manhã. Os preços dos hotéis que costumávamos ficar estavam com valores bem superiores, passando dos R$ 500. Além do preço baixo, a vantagem desse studio é que fica próximo da largada.

Saímos de Florianópolis no dia 29/12/2024. Nossa intenção era retirar os kits no último dia, 30/12. A entrega foi realizada na Bienal do Ibirapuera, outra mudança com a nova organização. O local é bem amplo e, pelo menos no dia que fomos, estava bem tranquilo para retirar os kits e andar pela Expo. Nos outros anos sempre pegávamos uma fila maior. Dessa vez fomos no período da tarde.

Para retirar o kit, foram separadas filas por cores do pelotão, que foram baseados nas faixas de paces informados no momento de inscrição. Eu e a Ana ficamos no pelotão verde, que era o penúltimo. Neste ano o kit também veio mais simples, com um sacolinha e a camiseta. Sem brindes dos patrocinadores. Demos uma volta pela Expo, mas acabamos não comprando nada. Só compramos uma camiseta regata da São Silvestre na entrada, por R$ 40.

Do Ibirapuera fomos direto para o Studio, cujo check-in seria a partir das 15 horas. Descansamos um pouco, saímos pra comprar água e alguma coisa para o café da manhã, pois a estadia não incluía. A noite fomos dar uma volta na Av. Paulista, que já estava se preparando para a Corrida de São Silvestre e o Show da Virada. Aproveitamos e fomo jantar no Shopping.

O horário da largada para o pelotão geral estava programado a partir das 8h05. Nos programamos para sair do hotel às 6h30 para dar tempo de chegar no acesso do nosso pelotão (verde), e para poder curtir um pouco do pré-prova. O tempo estava bom e foi tranquilo. Fomos pela rua paralela à Av. Paulista, que já estava totalmente interditada. 

Eu e a Aninha nos posicionamos perto da uma das câmeras que ficam fazendo aquelas tomadas aéreas do pessoal. Por lá o agito é maior e o tempo parece passar mais rapidinho. Muitos atletas fantasiados e com placas das cidades que representam. 

As largadas foram feitas em ondas, divididas pelas cores azul, verde e vermelho, baseado nos seguintes paces informados no momento da inscrição:
  • Pelotão Azul: Pace abaixo de 5 min/km.
  • Pelotão Verde: Pace entre 5 min/km e 6 min/km.
  • Pelotão Vermelho:
    • Vermelho A: Pace entre 6 min/km e 7 min/km.
    • Vermelho B: Pace acima de 7 min/km.
A ideia era ter um intervalo de uns 5 minutos para cada onda e evitar maiores aglomerações, com os atletas correndo com os outros de paces semelhantes:

  • A primeira onda (Pelotão Azul) começou às 8h05.
  • A segunda onda (Pelotão Verde) foi liberada às 8h10.
  • A terceira onda (Pelotão Vermelho A) saiu às 8h15. 

  • Não sei se essa estratégia funcionou muito, pois percebi uma demora maior depois da primeira largada, tanto que só cruzamos efetivamente o portal da largada às 8h21, e estávamos na onda verde. Provavelmente o pelotão vermelho atrasou bem mais.

    Eu tinha a intenção de melhorar o meu tempo do ano anterior, que tinha sido de 1h32min46. Por isso, ao passar pela largada, me despedi da Aninha, que faria uma prova mais tranquila. Triste ilusão. Logo no primeiro 1º km, ainda no final da Av. Paulista e chegamos até a ficar parados de tanta gente. Foi um dos meus piores quilômetros iniciais na São Silvestre, com o pace de 8:07 min/km. Este é o trecho que passamos no túnel que dá acesso à Av. Dr. Arnaldo.

    O 2º km já começa na descida da Av. Maj. Natanael, ao lado do Estádio do Pacaembu, e apesar de ser meio perigosa por ser bem acentuada, ajuda a melhorar o rimo e compensar o início. Corri pela calçada para evitar o congestionamento maior e o pace foi para 5:36 min/km. Para baixo todo Santo ajuda. 

    Quando chegamos na Av. Pacaembu é possível correr mais solto, pois as pistas dos dois lados estão fechadas e são largas. É uma parte plana e consegui manter um ritmo bom, 5:24 min/km no 3º km e no 4º km. A essa altura o sol estava mais forte os atletas buscavam as sombras das árvores. Pena que isso só dura 1,5 km aproximadamente. 

    Cuidei bem da hidratação, pegando um copo de água em cada um dos postos de hidratação. Não chegava a beber todo o copo, e dava uma refrescada na cabeça também. O 5º km voltei a pegar um certo congestionamento. O ritmo caiu para 5:42 min/km. Com isso terminava o trecho inicial com predomínio das descidas. Dali pra frente, só teríamos subidas.


    Os meus paces no 6º km e 7º km já beiravam os 6 min/km, e estava me controlando para não me cansar muito cedo, ao mesmo tempo que queria recuperar o tempo perdido. Difícil conseguir administrar essa situação. Estava passando pela Av. Rio Branco.

    No 8º km entramos pela parte central da cidade, passando pela Av. Ipiranga, Av. São João, Av. Duque de Caxias, Largo do Arouche e Praça da República, o pace melhorou um pouco e corri na média de 5:45 min/km até o 11º km. Como tem um portal, no 10º km fui conferir o tempo de prova e tinha dado 59min38, um pouco melhor que no ano anterior. Me animei para a parte final. Porém, sabia que o pior ainda estava por vir.

    No quilômetro 12 comecei a sentir as subidas e acabei deixando cair o ritmo. Passamos pela Av. São João novamente, contornamos o Largo do Paissandu, a Praça Ramos de Azevedo, seguimos pela Rua Cel Xavier de Toledo até passarmos pelo Viaduto Nove de Julho, Viaduto Jacareí e sairmos na Rua Maria Paula. Na sequência, quando eu já estava com a cabeça da subida da Av. Brigadeiro, senti uma fisgada forte na parte posterior da coxa direita. Era tudo que eu não precisava. Sofro muito com essas cãibras nos finais de provas. Nessa hora desisti de fazer força, eu tive que seguir caminhando. A cãibra era iminente. Isso aconteceu a poucos metros da Av. Brigadeiro.

    Segui caminhando do jeito que foi possível. Arriscava trotar de vez em quando, mas desistia assim que a fisgada voltava. Comecei a subida da Av. Brigadeiro andando e com a sensação de que todo mundo me passava. Porém, neste trecho final, o público ao redor incentiva todos os atletas, aplaudindo e dando aquele apoio moral. Aos poucos, consegui voltar a trotar com passos bem curtinhos, e com todo cuidado do mundo.

    A parte mais difícil da Av Brigadeiro é quase chegando no seu final, mas também tem uma hidratação especial já tradicional, o chopp gelado. Peguei um copo pra dar uma refrescada e segui no meu  passinho curto, até o final na Av. Paulista. A poucos metros da chegada, os atletas sem o número de peito e chip foram convidados a se retirar sem passar pelo portal, e não eram poucos. Como eu estava indo com todo o cuidado e sem forçar nada consegui até pegar o celular e terminar registrando a minha chegada.

    O meu tempo líquido foi de 1h37min59. Aumentou em mais de 5 minutos o tempo que fiz no ano anterior. Tenho certeza que o início de prova mais travado e a parte final a partir da fisgada comprometeu o meu planejamento. Aliás, as minhas pernas e meu fôlego sempre sentem bastante na subida da Av. Brigadeiro, força muito a perna. 

    Cruzei a linha de chegada feliz por ter completado mais uma São Silvestre, a minha 14ª participação. Busquei os tanques de hidratação imediatamente, pois como estava quente, estava com muita sede. Depois fiquei esperando a chegada da Aninha. Ela não tinha se preparado tanto para a São Silvestre,  mas completou bem, com o tempo líquido de 2h12min50.

    Fomos retirar as medalhas bem mais a frente, na área de dispersão. Pegamos o kit lanche pós prova, com isotônico, barra de cereal e torrone. Nesse momento acabei deixando cair o meu óculos escuro, que acabei perdendo. Pena, me acompanhava a anos. Depois aproveitamos para tirar mais algumas fotos e seguimos para o Studio tomar um bom banho, e descansar até a saída, ao meio-dia. Fomos então para a casa do meu irmão Ricardo para aquele merecido almoço de padaria, com direito a filé a grega e tubaína. Muito bom.

    Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2024
    Kit da 99ª Corrida Internacional de São Silvestre 2024
    Kits retirados na Bienal do Ibirapuera
    Esse ano teve painel com o nome de todos os incritos
    Em frente ao Studio, saindo para o local da largada
     
    Chegamos na Av. Paulista
     Na largada com o Grinch
    No meio do percurso, ainda na descida.
    (Foto: MDP - Focoradical)
    Eu e a Aninha com a medalha na mão.
     
    Com a medalha, após a chegada.
    Medalha da 99ª Corrida Internacional de São Silvestre 2024
    Resultado oficial


    Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
    Data: 31/12/2024
    Horário: 8h05 (8h21)
    Distância: 15 km (15,32 km)

    Inscrição: R$ 280,70 (2º lote, com taxa)
    Kit: Sacola, camiseta, um sachê de óleo de côco COPRA (15ml), número do peito e chip descartável.

    Tempo: 1h37min59
    Pace: 6:23 min/km
    Tênis: Fila Carbon Tri

    2024
    Colocação: 713 de 2.317 (50-54 anos)
    Colocação: 6.473 de 21.690 (masculino)
    Colocação: 7.623 de 35.222 (geral)

    2023
    Colocação: 634 de 2.216 (50-54 anos)
    Colocação: 5.703 de 20.309 (masculino)
    Colocação: 6.561 de 32.442 (geral)

    2022
    Colocação: 554 de "2.189" (50-54 anos)
    Colocação: 5.136 de "19.173" (masculino)
    Colocação: 5.866 de "29.863" (geral)

    2021
    Colocação: 947 de "1.270" (50-54 anos)
    Colocação: 8.020 de "11.011" (masculino)
    Colocação: 10.360 de "15.603" (geral)

    2019
    Colocação: 769 de "2.700" (45-49 anos)
    Colocação: 5.350 de "19.969" (masculino)
    Colocação: "6.002" de "30.086" (geral)

    2018
    Colocação: 340 de "2.332" (45-49 anos)
    Colocação: 2.378 de "17.629" (masculino)
    Colocação: "2.548" de "26.155" (geral
    )

    sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

    30/11/2024 - Corrida Santos Dumont - Base Aérea de Florianópolis

    Foto:  AJNL - Foco Radical

    Corrida Santos Dumont - FLN/SC

    Resultados 4km e 8km

    Fotos da Corrida FB (by Eduardo Hanada)

    Por mais um ano eu, a Aninha e os amigos Jabson, Ju, Jany e Renato, nos inscrevemos para a Corrida Santos Dumont, realizada na base aérea de Florianópolis. Gostamos de participar dessa prova, pois é em uma corrida já tradicional e realizada em local fechado. Também foi uma das primeiras corridas que participamos no início das nossas vidas de corredores, em 2009. 

    A inscrição foi feita em grupo e ficou por R$ 65,00, com a camiseta, número de peito com chip e pulseira de acesso à Base Aérea. A Aninha também conseguiu chamar vários colegas do trabalho dela. Para a retirada do kit foi preciso levar um 1kg de alimento para cada inscrição. A organização da prova foi feita pela MaisSport Eventos Esportivos.

    Este ano essa prova teve algumas alterações. Ela era realizada no mês de Outubro e dessa vez foi realizada no final do mês de Novembro. As distâncias também foram alteradas e passaram para 4 km e 8 km. O ponto de largada foi alterado para o início da base aérea, junto ao campo, e não mais lá no final, próximo do trecho com acesso à praia.

    Com a largada prevista para as 16 horas, eu, a Aninha e o Renan saímos aqui de São José às 14h30. Da última vez lembro que na entrada da base aérea teve uma certa fila e demoramos um pouco para entrar e quando entramos já estava bem lotado. Chegamos às 15 horas e foi mais tranquilo. Ajudou que o ponto da largada foi bem no início. Conseguimos estacionar facilmente, mas as vagas estavam meio escassas para quem foi chegando mais tarde.

    Particularmente não gosto muito desse horário no meio da tarde para uma corrida, pois geralmente no sábado acabamos a almoçando mais tarde e exageramos um pouco mais. Quase não dá tempo pra fazer a digestão e durante a corrida acaba pesando. Porém, dessa vez almocei mais cedo e não comi tanto, já conhecendo o meu metabolismo.

    A largada para todas as distâncias foi pontualmente, às 16 horas. O dia estava meio nublado com uma temperatura agradável e sem o sol aberto. Saímos no sentido sul, pela estrada (Av. Lages), por onde percorremos cerca de 4 km, em uma reta só. O trecho era todo em asfalto e plano quase na sua totalidade, do jeito que eu gosto. 

    Apesar de saber que não conseguiria ainda sustentar o ritmo de 5 min/km, fixei minha meta de correr o mais próximo desse pace na distância de 8 km. Fiz os meus 3 primeiros quilômetros bem próximos do planejado: 1º km à 5:03 min/km,  2º km à 5:05 min/km e o 3º km à 5:05 min/km. 

    O percurso da corrida de 4 km foi basicamente o trecho da estrada, por onde se percorria cerca de 2 km, e retorna. Trecho bom para quem corre rápido para fazer um bom tempo. Não chegavam a avançar até o trecho mais bonito dentro da base aérea, junto à praia, localizada mais ao fundo.


    Como o percurso era novo eu não sabia direito o que iria enfrentar ao final da estrada. Lembrava que havia uma subida bem íngreme e que quebra o ritmo de qualquer atleta. Não exagerei muito antes para não sofrer quando chegasse nesse trecho.

    Para a minha surpresa, não formos por essa subida mais difícil, entramos à direita e pegamos as ruas com subidas mais suaves e mais fáceis de serem vencidas. Neste trecho completamos cerca de 3,9 km, metade da prova. A subida que esperávamos, virou a descida. Bem mais fácil. Meu pace neste 4º km até que não foi tão ruim, 5:20 min/km.

    O caminho da volta foi o oposto da ida, porém já não estava com o mesmo gás do início da prova. Os paces acabaram ficando mais próximos dos 5:20 min/km. Não consegui mantê-los por volta dos 5 min/km. 

    Avancei até o final sem forçar demais, e controlando o ritmo para não quebrar. Já não havia muitos atletas ao redor, pois a maioria tinha feito os 4 km e já tinham terminado. Poucos eram os atletas dos 8 km. Não me lembro de ter pegado água em algum posto de hidratação. Acho que tinha deixado pra beber no final.

    Cruzei a linha chegada com o tempo líquido de 41min14 e pace final de 5:13 min/km. Até que gostei do meu desempenho, considerando que teve o trecho da subida, que minou um pouco o ritmo. Descansei,  me hidratei, peguei uma fruta e retirei a medalha. Ainda bem que fui cedo, pois a água acabou logo em seguida. A maioria dos amigos e a Aninha já estavam por lá, pois tinham feito a prova de 4 km. 

    O local da chegada foi em um campo de futebol e por perto tinham tendas de comidas, como cachorro-quente, espetinhos, pastel, docinhos. Isso foi muito bom, pois pudemos matar a fome com um lanche por lá mesmo. Chato que começou a garoar durante a premiação e tivemos que ficar abrigados quando os amigos Ju, Jany e Renato foram receber os troféus nas suas categorias.

    Achei melhor a mudança do local de largada e chegada da prova. Não é necessário ir de carro quando entramos na Base Aérea. O trecho da subida também ficou melhor, com menos sofrimento e mais suave. O novo local da concentração também tinha uma estrutura boa para o pré e pós-prova. 

    Percurso dos 8 km da Corrida Rústica Santos Dumont 2024
    Kit da Corrida Rústica Santos Dumont 2024
    Com os amigos aguardando a largada da prova
    Correndo na estrada da Base Aérea
    (Foto: BUR - Foco Radical)
    Eu e a Aninha com a medalha
    Depois da prova com a medalha
    Amigos e colegas de trabalho da Aninha
    Medalha da Corrida Santos Dumont
    Certificado da Corrida Santos Dumont

    Local: Base Aérea de Florianópolis/SC - perto da entrada
    Data: 30/11/2024
    Horário: 16h (16h02)
    Distância: 8km (7,89 km)

    Inscrição: Em grupo R$ 65,00 com kit mais 1 kg de alimentos.
    Kit: Camiseta, número de peito, e chip descartável.
    Tempo: 41min14
    Pace: 5:13 min/km
    Tênis: Fila Carbon Race

    Colocação: 007 de 010 (50-54 anos)
    Colocação: 087 de 147 (masculino)
    Colocação: 109 de 247 (geral)

    terça-feira, 29 de outubro de 2024

    20/10/2024 - 4º Desafio UGF Morro da Cruz - FLN/SC

    Foto: Daisa Monzon de Lourenço - Foco Radical

    4º Desafio UGF Morro da Cruz - FLN/SC

    Por mais um ano fui convidado pela organização da prova à participar desse desafio, que é subir o Morro da Cruz correndo. São praticamente 2,3 km de subida, às vezes mais suave e outras vezes bem mais íngreme Na edição do ano passado não pude participar, pois estava em viagem, por isso este ano estava ansioso para encarar pela 3ª vez esse desafio. 

    A distância total da prova é de 5 km, com muita variação altimétrica e trechos diferentes: descida pisos do estacionamento do Shopping Beira-mar, ruas de asfalto planas, e a própria subida do Morro da Cruz, chegando até as instalações da NDTV Record.

    Os kits foram entregues no Shopping Beiramar,  no período da tarde do sábado (véspera da prova). Fui retirar o meu kit e o da Aninha no meio da tarde, e apesar do shopping estar cheio, a retirada do kit estava bem tranquilo e sem filas.

    No domingo, dia da prova, fomos para o Shopping próximo das 6h30. As ruas ao redor já estavam fechadas e tivemos que dar uma volta grande para acessar o estacionamento do shopping. Foi aberto às 6 horas para os atletas, com cobrança normal. Neste dia evitamos deixar o carro na rua, pois estava tendo ataques em Florianópolis, incendiando veículos pela cidade. A maioria dos atletas deixou fora na parte de fora mesmo.

    Após chegarmos no estacionamento, subimos para o terraço do Shopping Beiramar. Lá foi montada toda a estrutura da largada: portal, painéis para escrever e tirar fotos e guarda-volumes móvel, que levaria os pertences dos atletas até o local de chegada. Os sanitários eram do próprio shopping.  Eu aproveitei pra despachar uma sacola para com uma troca de roupa e também para poder carregar depois as guloseimas pós-prova.

    O dia estava bem bonito, com temperatura agradável, e tudo indicava que teríamos céu aberto para poder contemplar a vista lá do alto do morro, quando chegarmos. Enquanto aguardávamos fomos encontrando vários amigos das corridas. Alguns que fazia tempo que não via. Fiz um breve aquecimento nas áreas que estavam um pouco mais livre, pois queria chegar mais aquecido na parte do morro.

    Como não havia treinado muito em morros a minha estratégia para a prova era fazer uma primeira parte mais conservadora e ao chegar na subida tentaria seguir em um trotezinho bem de leve, sem caminhar. Sabia que não daria pra repetir o desempenho e o  tempo de cinco anos atrás, que tinha sido de 31min57.

    Às 7h34 foi dada a largada e começamos a descida pela área do estacionamento do shopping. Nesse início todo o cuidado é pouco, pois as descidas são muito fortes e qualquer tropeço ou queda, pode ser bem desastroso. Nas áreas planas do estacionamento dava pra acelerar um pouco mais. Nessa parte interna foram quase 700 metros no total, e corr de forma bem atenta. 

    Completei o 1º km na parte externa, entrando pela pista da beira-mar norte, em 5min44. Bem alto em relação aos anos anteriores, mas dentro do esperado e com cautela. O 2º km, com o terreno plano e em asfalto o pace melhorou e caiu para 5:18 min/km. Deu para aquecer um pouco mais antes de encarar a encrenca. Fizemos o retorno na Praça Prof. Seixas Neto para voltar ao local do início da subida. 




    Abrimos o 3º km pela Rua Frei Caneca até completarmos cerca de 2,7 km percorridos. A partir daí é que começava efetivamente a subida para o Morro da Cruz. Como planejado eu tinha poupado o esforço nas partes mais planas e cheguei tranquilo para começar a subir pela Rua Jairo Callado. Lógico que reduzi bastante o ritmo, mas mesmo assim o pace desse 3º km ficou em 6:27 min/km. 

    Segui em frente, focado em não caminhar. Os passos eram curtos, mas contínuos. Muitos atletas alternavam os trotes com a caminhada ao redor. Na verdade não sei se o resultado acaba sendo semelhante à subir continuamente trotando. A parte mais crítica foi depois que deixamos a Rua Ernesto Stodieck, e acessamos a Av. do Antão. Na minha última participação eu tinha começado a alternar a caminhada nesse trecho. Dessa vez consegui seguir no meu trotezinho devagar e sempre.

    Fui subindo morro acima e não precisei caminhar até o 4º km, mesmo demorando 9min07 nesse quilômetro. Porém, eu estava no meu limite de forças das pernas e de respiração. Cada vez que íamos subindo ficava mais difícil. Tive então que ceder e caminhar em alguns momentos. Pena, faltava menos de 1 km para acabar, mas esse trecho foi o mais sofrido e também o mais demorado.



    Enquanto trotava ficava imaginando: "só mais um pouquinho, só mais um pouquinho", mas a parte física vencia a mental em alguns momentos. Caminhei um pouco por uns breve quatro momentos. Finalmente avistei o portal de chegada, mas esse trecho ainda até a chegada é de subida e fica difícil dar aquela acelerada final. 

    Com muito esforço e com as pernas gritando cruzei o portal de chegada. Que alívio. A gente chega até meio tonto de tanta força que fizemos durante a prova. Dei uma conferida no meu tempo líquido e ficou em 36min24s. Não foi dos piores, mas gastei  quase 1 minuto a mais por quilômetro percorrido em relação a minha participação de cinco anos atrás. 

    Ao cruzar a linha de chegada recebi a minha medalha e fui encontrar um espaço para me recuperar e me hidratar, pois subi sem beber água durante a prova. Também tinha uma farta mesa de frutas na parte central para os atletas. Eu não consegui comer nada naquele instante.

    Junto aos nossos números de peito, tinha anexado um vale guloseimas pós-prova, onde retirávamos uma sacola com vários itens: suco SUQ, bebina energética TUM, barra de banana, pé de moleque, paçoca, e até um vale chopp.048. Muito bom e um dos diferenciais da prova. Retirei a minha e fiquei aguardando a chegada da Aninha. 

    A Aninha concluiu também o desafio com o tempo líquido de 44min23 e consegui assistir a sua chegada. Se recuperou um pouquinho e fomos então pegar o nosso merecido chopp gelado, pois ainda estava com muita sede. Tinha quase esquecido, mas fui pegar também a minha sacola que tinha deixado no guarda-volume móvel no shopping e que já estava lá em cima. 

    O local da chegada (na sede da NDTV Record) estava restrito somente aos atletas e a um dos seus convidados, portando a pulseira que vinha no kit de participação. Realmente o evento foi um sucesso, com a arena toda lotada. Eu e a Aninha conseguimos um lugar estratégico (nas pedras), onde tínhamos a vista de todo o evento e da parte baixa da cidade. Como o tempo ajudou dessa vez, foi possível contemplar toda a linda paisagem.

    Teve totem para tirar fotos e a apresentação da banda @davincefloripa animando o pós-prova e fazendo a galera continuar na maior animação. Um show a parte foi a chegada da nossa querida D. Eni, que conquistou a marca de 500 corridas, com uma história incrível de superação e vontade de viver. Muito emocionante. Que venham muitas mais corridas nesse glorioso currículo.

    Esse ano a premiação foi ampliada, pois além do pódio geral dos 10 primeiros colocados femininos e masculinos, teve também troféu para as categorias por faixa etária, de 10 em 10 anos. Só não teve pódio para as faixas etárias, mas teve a premiação com o belíssimo troféu do desafio. Muita gente ficou até mesmo depois da premiação. A organização também disponibilizou algumas VANS para o retorno dos atletas ao Shopping. Eu e a Aninha preferimos descer a pé mesmo, pois pra baixo todo santo ajuda.

    Mais uma vez o evento se destacou não só pelo percurso e o desafio de subir o Morro da Cruz correndo, mas também por toda a estrutura disponibilizada aos atletas desde a largada até a arena na chegada, com todas as atrações e muitas guloseimas, proporcionando um ambiente bastante agradável e acolhedor a todos os atletas. Minha gratidão a toda a organização da Ponto Eventos, em nome do amigo Eduardo Marcondes e do amigo Said Ali 
    (@colecionadordecorridas), que sempre lembram de mim.

                         Percurso 5 km (4,97 km)                         
    Kit do 4º Desafio UGF Morro da Cruz - FLN/SC
    Retirada dos kits no Shopping Beiramar
    Eu e a Aninha no Terraço do Shopping Beiramar
     Eu e a Aninha com as medalhas contemplando o visual lá de cima.
    Só sobe...
    (Foto: Daisa Monzon de Lourenço - Foco Radical)
     Com a medalha da prova e a bela vista 
    Amigos e organizadores no evento

    Chopp 048 no pós-prova
    D. Eni com a sua 500a. medalha de corridas
    Medalha do 4º Desafio UGF Morro da Cruz
    Certificado do 4º Desafio UGF Morro da Cruz

    Local: Terraço do Beiramar Shopping - FLN/SC
    Data: 20/10/2024
    Horário: 7h30 (7h34)
    Distância: 5 km (4,97 km)

    Inscrição: Cortesia
    Kit: Camiseta, um coraçãozinho verde de apertar, 2 carbogéis New Millen (30g), uma barra de banana Supino 24g, uma paçoquinha Da Colônia (14g), um pé de moleque Da Colônia (14g), cupom de R$ 100% off na AreiaBronze, uma barra de chololate Wickbold (2), número de peito e chip descartável.

    Tempo: 36min34s (tempo líquido)
    Pace: 7:22 min/km
    Tênis: Saucony Kinvara 11

    Colocação: 036 de 080 (categoria 45-54 anos)
    Colocação: 199 de 439 (masculino)
    Colocação: 269 de 855 (geral)

    terça-feira, 22 de outubro de 2024

    13/10/2024 - Circuito Porto de Corridas - Blue Run - Florianópolis

    Foto: Caio Carvalho - Foco Radical



    A Blue Run do Circuito Porto de Corridas apareceu pela primeira vez no nosso calendário. São 3 etapas, realizadas na região sul do Brasil. Uma em Pinhais (PR), outra em Florianópolis (SC), e em Porto Alegre (RS). O circuito, inspirado nos elementos da natureza como a água e o ar, se propõe a promover mais saúde, bem estar e uma dose de energia positiva aos seus participantes.

    Quando anunciaram a corrida chamou a nossa atenção o preço bem acessível, sendo uma das mais baratas que participei nesse ano, apenas R$ 30,00 mais taxa. Com esse preço favorável vários amigos aproveitaram a oportunidade para se inscreverem. A Aninha até incentivou vários colegas de trabalho a estrearem em corridas de rua. 

    As distâncias disponíveis foram de 5 km e 10 km. Eu me inscrevi para os 10 km, e a Aninha para os 5 km. O percurso dos 5 km foi somente pela beira-mar continental. Nos 10 km atravessamos pelas pontes que ligam o continente à ilha. Percurso mais interessante do que as tradicionais duas voltas pela beira-mar continental. Único problema é que não é tão plana e a dificuldade é um pouco maior.

    A entrega dos kits foi na loja Carioca Esportes, no Shopping Itaguaçu. Foi realizada na sexta-feira e sábado, véspera da prova. Aproveitei que já ia na academia mesmo e peguei os nossos kits na sexta-feira ainda. Tudo tranquilo, sem filas. Mesmo com o preço da inscrição bem em conta, o kit tinha sacolinha legal e uma boa camiseta, além do número de peito com chip.

    A largada estava prevista para às 7 horas no domingo. Eu e a Aninha nos programamos para chegar às 6 horas para conseguir estacionar nos bolsões mais próximos, mas já estavam lotados, e tivemos que deixar o carro em uma rua um pouco mais pra dentro. Agora os eventos estão usando boa parte do gramado onde costumávamos estacionar, junto à largada, para montagem de toda a estrutura da prova. 

    O clima estava perfeito para correr: fresco, sem muito vento e sem chuva. O sol já estava aparecendo e optei por correr de óculos escuro. Fiquei animado em fazer uma boa prova. Fiz um bom aquecimento antes da largada. O acesso à área de largada foi feito por grupos definidos junto ao número de peito de cada atleta, assim classificados:

    Grupo Quênia: abaixo de 04’50” min/km
    Grupo Azul: de 04’51” até 05’50” min/km
    Grupo Verde: de 05’51” até 06’50” min/km
    Grupo Branco: acima de 06’50” min/km

    A largada para as duas distâncias de 5 km e 10 km foi pontual, às 7 horas. Saí no pelotão azul, mais à frente. Com uma pista larga, os atletas se dispersaram rapidamente, permitindo que cada um encontrasse seu ritmo com mais facilidade. Parti empolgado, com a meta de melhorar o meu tempo neste percurso e terminar em no máximo 52 minutos.

    Como eu já sabia o percurso dos 10 km, que foi o mesmo da minha última corrida do Circuito do Banco do Brasil, fiz esse trecho inicial mais tranquilo e sem exagerar muito. Consegui administrar, fazendo o 1º km em 5min05 e o 2º km em 5min08, dentro do esperado. Não cheguei tão ofegante na parte da subida para a ponte. 

    Corremos até atingirmos 2,4 km, em frente ao IFSC, onde fizemos o retorno. Depois do retorno, após percorrermos mais uns 400 metros, saímos da parte plana e acessamos a Ponte Pedro Ivo Campos por uma passagem estreita e bem íngreme. Lembro de ter caminhado um pouco nesse trecho na prova anterior, pois não estava preparado psicologicamente. Dessa vez cheguei mais inteiro e subi no trote. Completei o 3º km logo em seguida em 5:21 min/km. Os atletas dos 5 km não subiram para a ponte e seguiram pela avenida beira-mar do estreito novamente.

    Na ponte foram cerca de 500 metros de subidinha e mais uns 700 metros de descida, e passei por ela me sentindo bem melhor que na corrida passada, conseguindo manter o pace dentro do esperado, com 5:07 min/km no 4º km.

    Seguimos em frente no sentido sul da ilha, até chegarmos na altura da Passarela Nego Quirido, onde fizemos o retorno, com 5,15 km percorridos. Fechei o 5º km com pace de 5:04 min/km, e fiz a passagem pelos 5 km em 25min47. Nada mal, considerando a cautela no início da prova e o trecho de subida.

    Na volta, antes de chegar na ponte, como era plano, ainda fiz um pace de 5:08 min/km no 6º km. Mas a parte que eu mais temia estava chegando, a subida pela Ponte Colombo Salles. Sabia que ela quebraria bem mais o ritmo, pois o trecho de subida seria maior em relação ao trecho de descida. Além disso, já estava mais desgastado da prova. Mesmo assim, insisti em não caminhar. O pace nesse trecho mais difícil (7º km) ficou em 5:43 min/km. 

    No 8º km pegamos um trecho final da descida da ponte e acessamos novamente a avenida beira-mar do estreito, porém, antes tem um trecho pra dentro do continente, que inicia no km 7,5, e que mina mais um pouco da energia por ser mais um trecho de subida. Também consegui superar sem caminhar e fechei o pace em 5:24 min/km.

    Os dois últimos quilômetros são novamente no plano da beira-mar do estreito. Voltei ao pace de 5:10 min/km no 9º km, e ainda deu pra acelerar um pouco na parte final, com o pace abaixo de 5 min/km. Consegui completar a prova em 51min21s e fiquei feliz porque foi abaixo do que eu havia planejado, mesmo a distância ter ficado em 9,88 km. 

    Apesar de ter me esforçado na parte final, não cheguei tão exausto como de costume e me recuperei  rápido depois de me hidratar com alguns copos de água. Me senti bem com o desempenho na prova. Retirei a minha medalha e peguei umas bananas e maçãs. 

    Fui ao encontro da Aninha, que estava com os colegas de trabalho dela. Quase todos estavam estreando na corrida de rua. Completaram a distância de 5 km e estavam bem animados com o evento. A Aninha já tinha completado a prova dela, conseguindo um sub-30min, com o tempo líquido de 29min56s. 

    Depois ficamos na arena do evento conversando com os amigos naquele papo pós-prova. Aproveitamos que estavam com uma tenda de Espaço sustentável e retiramos uma muda de plantas nativa. Também havia vários painéis para fotos e tenda de massagem, mas dessa vez nem aproveitei. Como ainda era cedo, após a cerimônia de premiação fomos tomar aquele café da manhã na padaria Vó Zulma com os amigos. 

    Percurso 2024 (9,88 km)
    Kit do Circuito Porto de Corridas - Blue Run - Florianópolis
    Retirada do Kit na Loja Carioca Esportes no Shopping Itaguaçu



    Pré-prova, antes da largada 

    Passando sob a passarela
    Foto: Marcelo Depizollatti - Foco Radical
    Eu, o amigo Otto Locutor e o Jabson com o seu troféu
    Ganhamos uma muda de planta do Espaço sustentável
    Eu e a Aninha com as medalhas 
    Medalha do Circuito Porto de Corridas - Blue Run
    Certificado do Circuito Porto de Corridas - Blue Run

    Local: Beira mar Continental - FLN/SC
    Data: 13/10/2024
    Horário: 7h00 (7h01) 
    Distância: 10km (9,88 km)

    Inscrição: R$ 30,00 + taxa
    Kit: Sacola, camiseta manga curta, e número de peito com chip descartável.

    Tempo: 51min21s
    Pace: 5:13 min/km
    Tênis: Fila Carbon Racer Tri 

    Colocação: 009 de 018 (categoria 50-54 )
    Colocação: 149 de 356 (masculino)
    Colocação: 176 de 555 (geral)