terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

01/02/2020 - Night Run Costão do Santinho - FLN/SC

Foto: MDP - Foco Radical

Night Run Costão do Santinho - FLN/SC
O início do mês de Fevereiro foi marcado pela 9ª edição da Night Run Costão do Santinho. Sem dúvida essa foi a melhor de todas as 8 edições que participei até então. Inclusive tivemos a sorte de sermos agraciados pela ausência da chuva e de ventos fortes durante a prova. Fato raro para essa época do ano, contrariando todas as previsões.

Nesse ano tive o prazer de fazer parte da equipe de influenciadores digitais da prova, à convite do amigo Said (@colecionadordecorridas) junto com vários outros amigos conhecidos nesse meio esportivo e digital. Turma muito legal e empolgada, que ajudou no encerramento antecipado das mais de 2.000 inscrições.

A entrega dos kits foi na loja DVA Jeep, da Agronômica, na sexta-feira e no sábado até o início da tarde. Retirei o meu kit e da Aninha na sexta-feira logo após o almoço. O estacionamento estava cheio e uma opção foi deixar o carro no Supermercado Angeloni, ao lado. Fazendo uma pequena compra (R$ 15) o estacionamento fica isento. Na retirada tinha uma pequena fila, mas fluiu bem, e deu pra ir encontrando e conversando com os amigos presentes. Teve painel para tirar fotos com as lendas do Rock, tema da prova desse ano e personalização das camisetas pela Personalizii. O kit, além da bonita camiseta, vinha com uma lanterna de cabeça para ajudar na iluminação do percurso. Só as 3 pilhas palito AAA precisavam ser adquiridas separadamente.

No dia da prova saímos bem cedo (17:30) rumo ao Costão do Santinho para chegarmos no horário da saída dos banhistas e conseguirmos uma boa vaga para estacionar na rua que dá acesso a arena do evento. Aqui de São José levamos cerca de 50 minutos até lá. Também há estacionamentos privativos próximo, mas dessa vez conseguimos vaga na Rua Raul Pereira Caldas.

Nessa edição a arena do evento teve uma disposição diferente, mais ampla e mais aconchegante, permitindo uma maior interação entre os atletas e o público acompanhante. A área pós-prova que era restrita aos atletas ficou na área aberta. Achei bem melhor a disposição, principalmente para assistir ao show de rock após a prova.

Entre os vários atrativos teve painéis para fotos com câmeras instantâneas, painéis para mensagens, tendas para pintura, distribuição de acessórios luminosos, tenda de massagens da Elementos Massoterapia, cerveja, distribuição de energéticos, loja de produtos esportivos, personalização de camisetas, além de personagens do Rock caracterizados como Freddie Mercury, Axl Rose, Slash e Ozzy, que além de tirarem muitas fotos ficaram no percurso da prova incentivando os atletas.

As distâncias para participação eram de 5 km e 10 km. Eu e a Aninha optamos pela distância mais curta. Aliás, já faço isso a alguns anos para chegar mais cedo e aproveitar melhor o pós-prova, que considero um dos melhores de todas as provas que já participei. Para quem gosta de desafios maiores a opção de 10 km é uma boa escolha também, pois se prolonga até a praia dos Ingleses.

Às 19 horas a arena do evento já estava bem movimentada com a presença de várias assessorias esportivas e dos demais atletas que se adiantaram, aproveitando o dia agradável e sem chuva. Atrações não faltaram para curtir o tempo até o horário da largada, prevista para às 21 horas.

Apesar de não estar no meu melhor condicionamento físico minha meta era melhorar o tempo do ano passado, que tinha sido de 26min30s. Não me parecia tão difícil, mas tudo depende de como a areia está no dia, mais fofa ou mais dura, e logicamente do nosso organismo.

Depois de reencontrar muitos amigos de corrida, fiz um breve aquecimento de 10 minutos antes de me alinhar para a largada. Dei uma testada na head lamp e fui me posicionar o mais a frente possível. No início da prova é melhor não ficar muito embolado, principalmente na parte das trilhas e dunas que ficam mais estreitas.

Antes da largada teve uma sessão de aquecimento, um show de luzes nos testes com os head lamps, e uma injeção de ânimo com o som no embalo do rock. Em seguida foi dada a largada para os atletas PNE´s, e 5 minutos depois, às 21h08min, a largada para todos os demais, dos 5 km e dos 10 km. A Aninha e o amigo Ademar largaram comigo. Muita festa e animação.

A primeira parte do percurso é pela Praia do Santinho por cerca de 1,7 km. Esse é o trecho mais fácil para correr, pois depois de deixar a areia mais fofa da largada, podemos ir margeando o mar, onde a areia é mais firme. Fiz a minha largada sem exageros pra não sofrer tanto depois. Ainda sim o 1º km foi o meu melhor, com pace de 4:59 min/km.

Quase terminando o 2º km acessamos as areias mais fofas de acesso às trilhas e dunas. O ritmo cai bastante, pois fica quase impossível correr nessa parte. Exige muita força das pernas e um bom preparo. Penei um pouco e por conta disso o meu pace subiu para 6:01 min/km. Bem mais alto que nos anos anteriores.


Como em todas as edições, esse é o trecho que mais sou ultrapassado, pois exige muito esforço físico nas pernas e, sem treinos específicos e fortalecimento dos músculos, o meu corpo perde rendimento. Já próximo dos 3 km fica a bifurcação que divide os atletas dos 5 km, que viram à direita, e dos 10 km, que seguem à esquerda no sentido da Praia dos Ingleses. O pace no 3º km melhorou para 5:25 min/km.

Eu corri com a lanterna na mão, pois na minha cabeça não fica muito firme acho mais difícil para direcionar o feixe de luz. Havia muitos fotógrafos posicionados nesse trecho tentando captar as melhores fotos e os flashes ajudaram um pouco na iluminação do percurso. Ao contrário dos outros anos não tinha chovido e eram poucas as poças de água.

No 4º km voltei a sofrer, próximo do retorno à Praia do Santinho. Areia mais fofa era sinônimo de mais esforço e ritmo mais fraco. O pace subiu para 5:55 min/km, mesmo já percorrendo um pouco da parte plana da areia da praia. A essa altura a minha respiração estava no limite e demorou para  as pernas começarem a se soltar novamente. Assim que foi possível voltei a acelerar. Cruel mesmo foram os últimos 100 metros, em que a areia é muito fofa e as pernas parecem não responder mais. Mesmo assim o pace final abaixou para 5:17 min/km e completei a prova com 27min44s. O tempo foi maior que o planejado, mas foi o possível do dia.

Descansei, me hidratei com alguns copos de água e esperei a chegada da Aninha, que nessa prova estava retornando às corridas. Mesmo sem ter treinado no último mês conseguiu vencer o percurso pesado das dunas e concluir bem a sua prova, com o tempo de 33min20s. Logo saímos da área da chegada, retiramos a linda medalha e os tickets para trocar pelas guloseimas pós-prova.

Retiramos a sacolinha que continha: pão de queijo, caixinha de polenguinho, barrinha de gergelim e frutas, cerveja Ultra, energético e suco de laranja, tudo mediante a entrega dos tickets. Tivemos acesso a área VIP da organização e as guloseimas não pararam, com salgadinhos, doces e até vinhos. Além disso, pudemos confraternizar com os demais amigos influenciadores digitais: Said (Colecionador de Corridas), Sabine, Karla, Mell Porto, Elaine, Fausto, Carolina e Fernanda (Mulheres na Pista), e a Joana e o Marcos (Pitacos do Casal).

Em seguida iniciou a apresentação da banda Dezadose e a medida que os atletas iam chegando foi lotando a área em frente ao palco, com o pessoal se divertindo muito com o tema da festa "Rock". Até a chuva resolveu aparecer no finalzinho, mas nada que estragasse a festa. Foram feitas as premiações para os cinco primeiros colocados gerais do masculino e do feminino nas distâncias dos 5 km e 10 km. Essa prova não tem premiação por categoria de faixa etária.

Como participante de 7 edições anteriores posso afirmar que essa foi a melhor de todas elas. Teve recorde de atletas com mais de 2.000 inscritos, tema "Rock" e personagens garantindo a animação da festa, melhora na disposição da arena, ficando mais fácil a integração entre todos, além de várias outras atrações. Pra fechar com chave de outro não choveu antes e nem durante a prova. A organização se superou e entregou mais um belíssimo evento para os atletas e estão de parabéns. Agradeço aos amigos Eduardo Marcondes da Ponto Eventos e Said Ali (@colecionadordecorridas) pela oportunidade de fazer parte dessa equipe e curtir esse verdadeira festa.

Percurso da prova (5,02 km) - 2020
Kit da Night Run Costão do Santinho 2020
Retirada do kit na DVA Jeep (Agronômica) - sexta-feira
Pré-prova
(Fotos: Organização)
Freddi Mercury presente na Festa
Alguns amigos presentes
Rastro de luzes com os head lamps
Sofrendo nas trilhas de areia
(Foto: HEP - Foco Radical)
 Sprint final na areia fofa
(Foto: CCJ - Foco Radical)
Um vinho pra comemorar na chegada
Amigos influenciadores digitais presentes na Night Run Costão do Santinho
Medalha e copo na mão
Medalha Night Run Costão do Santinho 2020
Certificado da Night Run Costão do Santinho 2020

Local: Praia Costão do Santinho - FLN//SC
Data: 01/02/2020
Horário: 21:00 hs (21:08 hs)
Distância: 5 km (5,02 km)

Inscrição: R$ 99,00 + taxa (Cortesia)
Kit: Sacolinha, camiseta regata, headlamp, pacote pipoca (35g), sachê de chá, chip descartável e número de peito.

Tempo: 27min43s
Pace: 5:31 min/km
Tênis: Nike zoom fly

2020
Colocação: 006 de 039 (50-54 anos)
Colocação: 104 de 559 (masculino)
Colocação: 120 de 1359 (geral)

2019
Colocação: 03 de 043 (45-49 anos)
Colocação: 64 de 479 (masculino)
Colocação: 74 de 1151 (geral)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

30/01/2020 - Comparativos e Retrospectiva 2019


Resumo desse último ano de 2019.

Nas corridas:
- Completei 11 anos na prática do esporte;
- Fiz 297 atividades entre treinos e corridas, porém reduzi a distância média.
- Completei 391 corridas oficiais desde 2009;
- Concluí 26 corridas oficiais nas distâncias entre 5 km e 21 km durante o ano;
- Concluí 9 meias maratonas no ano, totalizando até agora 64 meias no total;
- Não fiz maratona em 2019 por falta de tempo para treinar.
- Conquistei 1 troféu no último ano da minha categoria (45-49 anos)
- Subi o Morro da Cruz pela 2ª vez correndo, em FLN/SC
- Completei a minha 10ª participação na Corrida Internacional de São Silvestre;
- Não consegui baixar nenhum tempo das principais distâncias;
- Não tive lesões mais graves. Aliviei a intensidade nos treinos por sentir o corpo mais cansado.
- Gastei menos com inscrições de corridas que a média dos últimos 7 anos - R$ 1.462;
- Recebi vários honrosos convites de organizadores para participações nas corridas;
- Queimei mais de 130.000 calorias na atividades físicas. Bem menos que nos últimos anos.
- Corri aproximadamente 1.798 km por 202 horas, durante o ano todo.

Nas redes sociais:
- No Blog "Minha Vida de Corredor" atingimos mais de 205.000 visualizações;
- No Facebook atingimos 1.400 seguidores na página da Minha vida de Corredor - Eduardo Hanada: https://www.facebook.com/eduhanada/;
- No Instagram @minhavidadecorredor chegamos à 1.150 seguidores.
- No Instagram @eduhanada chegamos à 2.200 seguidores.

sábado, 18 de janeiro de 2020

05/01/2020 - 1ª Corrida da Ponte - Viva a Ponte - FLN/SC

Foto: Alexandre Carvalho - Foco Radical
1ª Corrida da Ponte - Viva a Ponte - FLN/SC

Uma das provas mais esperadas nesse início de ano foi a 1ª Corrida da Ponte - Viva a Ponte, que aconteceu no primeiro final de semana de 2020. Como a Ponte Hercílio Luz tinha sido recém inaugurada todos queriam atravessá-la e essa era uma excelente oportunidade de percorrê-la, principalmente pelo vão central para poder admirá-la bem de perto.

Foram disponibilizadas 2.000 vagas por meio da FESPORTE (Fundação Catarinense de Esporte), com organização e logística da prova por conta da SulBrasilis. As inscrições foram gratuitas e feitas somente pelo site na internet. Fato curioso é que na abertura das inscrições (20/12/2019) elas duraram menos de 9 minutos, tamanha foi a procura. Eu e a Aninha conseguimos fazer as nossas em menos de 2 minutos. Posteriormente até foram disponibilizadas vagas remanescentes em outras datas, mas a disputa para consegui-las foi maior ainda.

A prova teve distância única de 5 km para todos. Isso permitiu que atletas de todos os níveis pudessem participar. Tanto que notei a presença de um grande número de corredores diferentes dos que normalmente frequentam o universo das corridas. Isso ocorreu também pelo apelo festivo da prova, como parte da programação da inauguração da Ponte.

A entrega do kit foi realizada na sede da FESPORTE, em Capoeiras - Florianópolis, na sexta-feira e no sábado que antecederam o evento. Fui retirar o kit na tarde da sexta e apesar de estar movimentado foi tudo tranquilo. Só não pude retirar o da Aninha porque foi necessária a apresentação da autorização para terceiros. O kit continha uma camiseta, o número do peito e o chip retornável. Conforme o regulamento era preciso usar a camiseta da prova para ter acesso à largada.

Começo de ano não é fácil. Eu vinha de muita comilança nas festas dos últimos dias, pouco treino e estava mais pesado. Para um prova que é rápida e intensa faz toda a diferença. Por isso decidi correr numa boa, curtir a passagem pela ponte, e fazer algumas filmagens. Sem metas de tempo.

No dia da prova, com a expectativa de um grande público, fomos para o local da largada junto ao Parque da Luz, em Florianópolis, com duas horas de antecedência do horário da largada, prevista para às 8 horas. Conseguimos estacionar uns 3 quarteirões distante da cabeceira insular da ponte.

Estava bem ansioso em participar desse evento, pois desde que vim para Florianópolis em 2004, nunca tive oportunidade de passar ou correr pela Ponte Hercílio Luz. Imagino que uma boa parte dos atletas se sentiam eufóricos e aguardavam esse momento da mesma forma. Pude constatar ao encontrar os amigos no local da largada.

A arena do evento, apesar do espaço físico ter ficado meio estreito pelo número de participantes, estava bem montada com toda a estrutura necessária. As áreas estavam bem delimitadas, principalmente para o acesso à largada e parte do percurso até a entrada da ponte. À princípio só atletas com as camisetas da prova e número de peito teria acesso.

Prevendo uma grande concentração na largada fui me posicionar bem antes. Dessa vez quis sair lá na frente. Nem deu pra fazer aquecimento. Por ser parte da programação de inauguração da Ponte estava presente o Governador do Estado, Carlos Moisés, que também participou da corrida, além de vários jornalistas e algumas emissoras de TV.

(Foto: Carlos Moisés)

Às 8 horas foi dada a largada. Primeiro saíram os atletas portadores de necessidades especiais, e minutos depois (às 8h04min) os demais atletas. Todos saíram na maior empolgação e em ritmo bem forte, pelo menos nesse início. Eu só larguei na frente e já fiquei mais à direita pra ir registrando a passagem pela ponte.

Poucos metros depois de passarmos o portal acessamos a Ponte Hercílio Luz, por onde corremos pelos seus 820 metros de comprimento. Estava meio receoso com o piso, que eram gradezinhas vazadas, mas foi tudo bem tranquilo. Mesmo querendo registrar tudo nessa passagem inicial até que fiz um bom 1º km, que terminou logo após a travessia da ponte com pace de 4:28 min/km.

Seguimos pela Rua Fúlvio Adulcci até a primeira saída à direita para a beira-mar continental, onde retornamos pela Rua Quatorze de Julho, no sentido do Parque de Coqueiros. Exatamente no final do km 2 fizemos outro retorno para voltar pela beira-mar continental. Nesse 2º km eu precocemente já estava me cansando correndo com a câmera em punho, mas o ritmo ainda estava razoável, 4:44 min/km.
Na altura da Rua Santos Saraiva fizemos o último retorno na beira-mar continental. Isso com cerca de 3,2 km percorridos. Teve um ponto de hidratação e peguei um copinho d´água pra refrescar. Estranhamente essa parte que é a mais plana meu rendimento caiu. Com o calor que fazia parecia que estava num esforço absurdo, mas não era bem assim.

Ao invés de seguirmos reto para a Rua Quatorze de Julho pegamos a Rua Fúlvio Adulcci para acessar a ponte novamente e poder voltar para o lado da ilha. Só que dessa vez tinha uma subidinha mais pesada logo após o 4º km, que minou mais o rendimento, pace 5:34 min/km.

Na ponte novamente, foi só alegria. Parece até que corri melhor sem aquele impacto duro do asfalto. Já sabia que faltava menos de 1 km e estava a menos de 5 min para concluir a prova. Retornei com as filmagens e fui curtindo os metros finais. No meio da ponte, olhando para o chão, dava pra ver o mar passando por baixo e olhando pra cima observava a complexidade da estrutura. Um visual muito bonito.

O trecho final, em leve descida, foi bem legal. Havia muitos fotógrafos posicionados disputando o melhor ângulo e os melhores enquadramentos para registrar aquele momento único dos atletas com a ponte ao fundo. Em seguida foi só virar à direita e cruzar a linha de chegada. De novo eu me perdi e esqueci de desligar o Garmin, mas o tempo líquido ficou em 25min10s.

Muita animação na chegada dos atletas, cada um fazendo a sua festa junto ao público presente. Legal que havia uma mix de corredores mais experientes e os iniciantes que aproveitaram a oportunidade para fazerem a sua primeira corrida. A medalha da prova me surpreendeu e ficou muito bonita com desenho alusivo à ponte. Para conquistá-la foi necessário concluir os 5 km e trocá-la pelo chip retornável.

Após a chegada me reidratei com alguns copos de água. Frutas não tive vontade de comer e dispensei. Depois fui ao encontro da Aninha e ficamos assistindo a chegada do pessoal. Em seguida teve a entrega da premiação que foi somente para os 5 primeiros colocados gerais no feminino e masculino. Não teve categorias por faixa etária. Por isso foi rapidinha.

Evento encerrado e a parte central da Ponte Hercílio Luz foi liberada para os pedestres até a sua metade. O público em poucos minutos lotou, aproveitando o dia bonito que estava fazendo. É lógico que rolou muitas fotos e selfies. Quem conseguiu participar dessa 1ª edição deve ter gostado bastante. Para aqueles que não conseguiram, o sucesso foi tão grande que a promessa é de que essa prova se repita nos próximos anos, e com muito mais vagas para atender a demanda da comunidade em geral. Vamos torcer !!! 

Percurso 5 km (5,03 km)
Kit da 1ª Corrida da Ponte - Viva a Ponte - FLN/SC
Alguns amigos presentes na 1ª Corrida da Ponte Hercílio Luz
Fazendo alguns registros...
(Foto: Alexandre Santiago - Foco Radical)
No meio da ponte
(Foto: Ana Paula Marcon)
Passagem pela ponte
(Foto: Felipe da Cruz - Foco Radical)
Que sensação incrível !!!
(Foto: Mark Maderovysk - Foco Radical)
Reta final. Últimos metros
(Foto: Mariana Lapa)
 Chegada da 1ª Corrida da Ponte. Tempo líquido: 25min10s
(Foto: RSJ - Foco Radical)
Com a medalha e a Ponte tomada pelo público
Aninha e eu no pós-prova
Mais alguns amigos presentes na 1ª Corrida da Ponte Hercílio Luz
Todos felizes com as suas medalhas
Foto: Felipe da Cruz  - Foco Radical

Local: Cabeceira insular da Ponte Hercílio Luz - FLN/SC
Data: 05/01/2020
Horário: 8:00 hs (8h04min)
Distância: 5 km (5,03 km)

Inscrição: Gratuita
Kit: Camiseta, número de peito e chip retornável.

Tempo: 25min10s (tempo líquido)
Pace: 5:00 min/km
Tênis: Saucony Kinvara 9

Colocação: 013 de 0070 (masculino)
Colocação: 216 de 0994 (masculino)
Colocação: 247 de 1911 (geral)

sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

31/12/2019 - 95ª Corrida Internacional de São Silvestre - SP

Foto: ADP - Foco Radical
95ª Corrida Internacional de São Silvestre 2019

A 95ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre foi muito especial para mim. Completei 10 participações nessa que é a mais tradicional prova de corrida de rua do Brasil, realizada sempre no último dia do ano (31/12). A não ser que você largue junto com a elite na frente, essa definitivamente não é uma prova pra se buscar melhorar tempo, e sim para curtir a vibração. É uma espécie de confraternização de final do ano dos corredores.

Comecei a procurar as passagens de Florianópolis para São Paulo já no 2º semestre, e bobeei feio. Por puro esquecimento acabei comprando duas passagens de ida e como não houve alteração por parte das companhias aéreas acabei perdendo uma delas. Não tinha reembolso (utilizei pontos de milhagem e Dotz), somente da taxa de embarque.

Como tenho feito nos últimos anos e para facilitar no dia da prova, reservamos o hotel com bastante antecedência, o Transamérica Executive Paulista, localizado próximo a Av. Brigadeiro e à Av. Paulista. Muito boa a localização, as acomodações e o preço (R$ 273,11) com direito a um bom café da manhã e um chorinho no check-out late (até às 13 horas). Muitos amigos atletas de Santa Catarina também se hospedaram nesse hotel.

Fui para São Paulo no domingo, dia 29/12, aproveitando antes para visitar os meus pais. No dia 30, último dia da entrega dos kits, com a chegada da Aninha, retiramos os kits no Palácio de Convenções do Anhembi. Esse local facilitou bastante, pois as instalações são cobertas e melhores que no antigo Centro Esportivo do Ibirapuera. Para quem vai de carro, estacionar nas redondezas é mais difícil, mas tem estacionamento ao lado (R$ 20 a diária). Para quem descia no aeroporto de Congonhas o valor do UBER ficava em torno de R$ 30.

Na entrega dos kits houve separação por setores (em cores) para distribuir o acesso. No final da manhã pegamos uma pequena fila de uns 20 minutos, mas nada muito crítico. O kit estava bem recheado de produtos e a camiseta na cor branca tinha um bonito design. Em seguida tivemos acesso a EXPO com vários stands de produtos para corrida e serviços, como personalização das camisetas. Esse ano não me animei a fazer.

Kits retirados e seguimos para o hotel deixar as malas e ir comer um bom Virado à Paulista (era segunda-feira). Isso tudo na região da Av. Brigadeiro. Depois de um pequeno descanso fomos dar uma olhada à noite nos preparativos na Av. Paulista. Já estava fechada para veículos e liberada para o público transitar.

Na terça-feira, dia da prova, o café da manhã foi servido às 6 horas. Ficou lotado com os atletas que iriam participar da São Silvestre. Esse ano o horário da largada foi adiantado para às 8 horas com o final do horário de verão. Mesmo assim o dia já amanheceu quente e prometia piorar com o sol.

Às 7 horas fomos para a largada pela Rua São Carlos do Pinhal, paralela à Av. Paulista. Havia divisões de setores por cores e os staffs estavam rigorosos na liberação do acesso, deixando passar somente os atletas com as respectivas cores (branca, rosa, marron, azul, verde). Acho que essa distribuição das cores se baseou no tempo de prova informado no ato da inscrição. Eu fiquei na cor verde e tive que andar um bom pedaço até chegar ao acesso correto, um pouco mais pra frente do MASP. 

Sem grandes preparações e vindo de recuperação de uma forte gripe, que derrubou a minha imunidade, não tinha grandes pretensões para essa edição. Treinei muito pouco e terminar com o tempo próximo ao do ano passado (1h21min02s) já estaria de bom tamanho. A Aninha não correu e ficou na subida da Av. Brigadeiro com a minha mãe torcendo, assistindo e curtindo a chegada dos atletas.

No setor verde não consegui avançar muito à frente. Faltando cerca de 40 minutos para a largada a grande concentração de atletas já estava impenetrável.  Animação não faltava e muito expectativa de todos para o início. Para minha surpresa, no meio daquela multidão acabei encontrando a Sabine e a Juliana. A largada atrasou um pouquinho e passei pelo portal somente às 8h09min, pouco mais de 4 minutos após a largada oficial. Incrível foi ver o amigo Jabson nos alcançar e nos encontrar, sendo que ele tinha entrado uns 2 setores atrás. E lá fomos nós !!!

A saída pela Av Paulista foi bem congestionada e chegamos a parar quando afunilou no acesso ao viaduto da Dr. Arnaldo. Muitos atletas com celulares, filmando e tirando fotos, inclusive eu. Não deu pra correr nesse início e meu pace ficou em 7:11 min/km. Nunca iniciei tão devagar assim. No ano passado também tive esse problema, mas não demorou tanto. 

Segui o meu caminho, sabendo que a primeira parte da prova é mais em descida. Dessa vez não forcei no início porque sabia que com a falta de treinos sentiria na parte final. No trecho que leva ao Pacaembú todo o cuidado é pouco, pois a descida é muito forte e a concentração de atletas é grande. Não são raros os que literalmente param pra tirar selfies e os que deixam cair suas chaves, documentos, celulares.
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Altimetria

Com cerca de 2 km percorridos entramos pela Av Pacaembú. A partir desse ponto é possível correr mais livre, uma vez que são utilizadas as duas pistas pelos atletas. Em condições normais eu deveria estar rodando com pace abaixo de 5 min/km nesses quilômetros iniciais, mas por conta do calor e da falta de preparo não abusei. O pace ficou um pouco acima disso.

Os postos de hidratação estavam dispostos de 3 km em 3 km como de costume, mas com o calor que faz nessa época do ano não seria nada mal ter mais alguns pontos extras. Particularmente peguei copos de água em todos os postos, ou para beber ou para me refrescar. Não teve isotônico.

Até o 7º km o percurso é praticamente em descida. Porém, com a grande quantidade de atletas fica difícil ganhar um tempinho nesse trecho, fica tudo travado para quem não larga na ponta. Mais a frente passamos pelo portal de 10 km no Largo do Arouche. Já estava com o tempo bem alto, por volta de 56min21s. E o trecho pior ainda estava por ir.

Garmin - 95ª Corrida Internacional de São Silvestre - 2019

A partir do meio da prova o público nas ruas aumenta, principalmente na região central de São Paulo, como na Av. Ipiranga, Av. São João e Av. Rio Branco. Bem legal e motivador percorrer esses trechos, com a animação e apoio do pessoal gritando, com cartazes e bandeiras, e estendendo a mão para receber um tapinha, principalmente as crianças. Muitos atletas também correm fantasiados e fazem a alegria do público. Falando nisso também encontrei amiga Mari mulher maravilha no percurso.

Como já estava longe do meu tempo alvo nem forcei na segunda metade da prova. Seguia numa boa quando ouvi uma voz amiga. Era a Sabine que vinha logo atrás. Incrível como a gente sempre se acha no meio da São Silvestre. Seguimos correndo lado a lado, um puxando o outro.

No 13º km chegamos na temida Av. Brigadeiro. Minha intenção era subir sem caminhar, por isso não cheguei tão exausto como normalmente. No início a subida não é tão puxada, mas vai se acentuando. Sem treinos em morros as pernas começaram a reclamar rapidamente. Um ponto bastante esperado é o km 14 onde uma turma animada oferece copos de cerveja para os atletas. Como eu estava com bastante sede tomei logo dois copos.

Faltando poucos metros para chegar à Av. Paulista já fiquei atento procurando a Aninha e a minha mãe, que me aguardavam em frente ao Supermercado Extra. Mesmo assim quase passei batido. Ainda bem que a Aninha gritou com uma latinha de Coca-Cola na mão. Ela sabe que eu adoro uma Coca-Cola bem gelada no final de uma corrida. Era o combustível que faltava pra terminar a prova.

Finalmente estava saindo da Av. Brigadeiro e dobrando à direita para a Av. Paulista. A Sabine  continuava ao lado e na mesma tocada. De repente, na hora que estava virando, ao reduzir a velocidade, senti um fisgada na coxa posterior direta. E veio seguida de uma forte cãibra. Tentei continuar, mas a dor foi imensa e travou tudo. Só tive tempo de encostar na grade e tentar alongar  para amenizar. O pensamento que veio na minha mente era de que a prova tinha acabado pra mim, e a poucos metros da linha de chegada.

Enquanto me alongava, só assistia os atletas comemorando e chegando felizes nessa reta final. Passou-se 5 minutos e tentei caminhar até o portal. Queria a minha 10ª medalha. Como estava lento peguei o celular para registrar no stories a minha chegada. Eram pouco mais de 300 metros. Tentei trotar, mas não deu muito certo e cheguei caminhando mesmo. Uma mistura de frustração com a alegria de conseguir ter terminado. O tempo oficial ficou em 1h34min45s, o mais alto de todas as minhas participações. Até esqueci de desligar o Garmin, por isso o registro ficou mais longo.

Após cruzar o portal caminhamos bem mais à frente pra não congestionar com a chegada dos outros atletas. Me hidratei bastante e logo fui retirar a medalha (mediante a entrega do ticket que vem junto ao número do peito). Também recebemos um kit pós-prova: uma saquinho com barra de cereal, torrone, biscoito integral e um bolinho.

Fui ao encontro da Aninha e da minha mãe que estavam na subida da Av. Brigadeiro. Legal que ainda dá pra assistir a chegada de muitos guerreiros naquele esforço final, inclusive da amiga Juciana, que também terminava a sua prova. Depois fomos para o hotel para dar tempo de fazer o check-out com calma. No nosso caso autorizaram ficar até às 13:30.

Na saída, como o dia estava ensolarado e muito quente, optamos por almoçar no próprio hotel, que por sinal tinha um excelente buffet livre (R$ 48,00) ou por peso (R$ 65 o kg). Não é dos mais baratos, mas a qualidade vale a pena e recomendo. O estacionamento para hóspedes é R$ 25 a diária e são rigorosos no horário.

Minha 10ª participação na Corrida Internacional de São Silvestre estava devidamente cumprida. Não foi das mais fáceis, mas as dificuldades existem para ser superadas. O número de atletas aumentou chegando a cerca de 35 mil inscritos, mesmo com o valor das inscrições beirando os R$ 200. Adiantaram o horário da largada para às 8 horas, mas ainda acho que podia ser um pouco mais cedo. Estamos chegando à 100ª edição e até lá pretendo não perder nenhuma. No final do ano estaremos lá de novo !!!

Percurso e condições climáticas da São Silvestre 2019
Kit da 95ª Corrida Internacional de São Silvestre
Aproveitando pra visitar os meus pais que sempre me apoiam na São Silvestre
Retirando o kit com a Aninha no Palácio de Convenções do Anhembi
Alguns amigos na retirada do kit da São Silvestre 2019
À noite (véspera da prova) na Av. Paulista. Olhando os preparativos.
Subindo a Av. Brigadeiro
(Foto: - Foco Radical)
Na parceria da amiga Sabine. Subindo...
(Foto: - Foco Radical)
Minha mãe e a Aninha, que ficaram me esperando na Av. Brigadeiro
Mais alguns amigos presentes na 95ª Corrida Internacional de São Silvestre
Comemorando mais uma bela medalha da São Silvestre

Local: Av. Paulista - São Paulo/SP
Data: 31/12/2019
Horário: 08:00 hs (8:09 hs)
Distância: 15 km (15,6 km)

Inscrição: R$ 197,50
Kit: Sacola, camiseta, 1 pacote de massa 500g, 1 protetor solar 110 ml, 1 sachê de carb up 30g, 1 pacote de granola 80g, 1 pacote de biscoito integra 26,9g, 1 saché de café 50g, 2 pacotes de gel bendita cânfora e número do peito com chip descartável.

Tempo: 1h34min45s
Pace: 6:04 min/km
Tênis: Saucony Kinvara 9

2019
Colocação: 769 de "2.700" (45-49 anos)
Colocação: 5.350 de "19.969" (masculino)
Colocação: "6.002" de "30.086" (geral)

2018
Colocação: 340 de "2.332" (45-49 anos)
Colocação: 2.378 de "17.629" (masculino)
Colocação: "2.548" de "26.155" (geral)

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

24/11/2019 - Meia Maratona Internacional de Florianópolis / SC

Foto: Foco Radical
Meia Maratona Internacional de Florianópolis / SC

Depois de ter o meu pior desempenho em meias maratonas na semana anterior com um tempo acima de 2h10min fui encarar a Meia Maratona Internacional de Florianópolis com muito receio de ter as mesmas dificuldades que tive em Antônio Carlos, mesmo já me sentindo melhor e recuperado da gripe. Ainda mais nessa prova que tenho o meu RP em meias maratonas (1h37min44s) na edição de 2016 , e que é a minha queridinha dos 21 km.

Nessa oportunidade não tinha mais ambição de bater RP (recorde pessoal) e nem mesmo fazer sub 1h45min, marca que vinha buscando durante todo o ano. Tinha medo de não conseguir voltar a correr como antes após a metade da prova, tamanha a frustração de nem conseguir trotar depois dos 10 km na última meia maratona.

Eu e a Aninha havíamos feito a inscrição bem no início do ano, aproveitando o lote promocional. Eu nos 21 km e ela nos 5 km. Com essa edição completei a minha 10ª edição dessa meia maratona, que pretendo nunca deixar de participar enquanto puder. Considero o percurso um dos mais rápidos do Brasil e bom para quebra de recordes pessoais.

A organização mais uma vez ficou por conta da experiente Corre Brasil, que acertou na antecipação do horário da largada para as 6 horas, considerando o fim do horário de verão. Decisão muito prudente, pois nessa época do ano o amanhecer logo fica ensolarado e quente, e quanto mais tarde é a largada mais os atletas sofrem com o aumento do calor, principalmente nas distâncias mais longas.

Conforme divulgado foram cerca de 6 mil inscritos distribuídos nas distâncias de 5 km, 10 km e 21 km. Achei interessante que mais de um terço dos atletas participaram e concluíram a meia maratona, ou seja, mais de 2.000 concluintes nos 21 km. Um número considerável. Lembro que no início da minhas meias maratonas a quantidade de atletas concluintes por aqui ficava abaixo de 500.

Os kits foram entregues em uma Expo no piso junto ao estacionamento do Shopping Iguatemi Florianópolis, e aconteceu na sexta-feira e sábado, véspera da prova. Excelente estrutura para receber os atletas com amplo espaço e muitas opções de produtos voltados aos corredores. Foram feitas várias palestras durante o período de entrega e teve inclusive um painel com o nome de todos os atletas inscritos nas três distâncias. Para quem foi de carro a organização distribuiu vouchers isentando do valor do estacionamento. Muito bom.

Eu só pude retirar o meu kit e da Aninha no sábado pela manhã e estava bem tranquilo e sem filas. Era obrigatório levar 1 kg de alimento para doação a entidades necessitadas. Notei que havia muitos atletas e grupos vindos de fora de Santa Catarina, e acredito que foram a maioria. Para os inscritos, também estavam distribuindo um conjunto clip button (para prender o número de peito) aos primeiros 3.000 atletas que fossem na loja da Live. Fui lá garantir o nosso.

Com a previsão de um público muito grande fomos para local da prova no Trapiche da Beira mar Norte de madrugada, chegando às 4h30min para conseguir um bom lugar pra estacionar. Feito isso aproveitei pra descansar um pouco mais no carro, pois a largada dos 21 km seria somente às 6 horas e a largada dos 5 km e 10 km cerca de 15 minutos depois.

Logo amanheceu e aos poucos foram chegando os atletas vindos de todas a partes e todos os lados. A arena montada no bolsão do Trapiche tinha uma excelente estrutura com os serviços de guarda-volumes, massagem, banheiro químicos, cafezinho Três Corações, impressão de fotos, além das tendas para vendas de produtos esportivos, painéis para fotos, palco de premiação entre outros.

Fiz um breve aquecimento para não sair tão frio. Minha expectativa para a prova era saber se o ocorrido na última meia maratona tinha sido um fato isolado ou se já estava ficando bem fora de forma. Estava ansioso e com um certo receio. Me despedi da Aninha, que largaria depois nos 5 km, e fui me posicionar para não sair tão atrás.

À partir das 6 horas começaram as largadas. Primeiro saiu o pelotão de elite. Instantes depois todos os atletas dos 21 km. Eu passei pelo portal às 6h09min. E às 6h20min largaram todos os outros atletas das distâncias de 5 km e 10 km. Deu pra perceber a grande quantidade de atletas participando da meia maratona mesmo.

Como estava posicionado mais a frente não tive grandes dificuldades na dispersão inicial. Procurei o meu espaço e fui fazendo a minha corrida. Não larguei forte, e quis tentar manter o pace próximo de 5 min/km. Só no 1º km que saí tão confortável (5:14 min/km.) que só reparei depois que estava bem acima da minha intenção de pace.

Primeiro seguimos no sentido do túnel Antonieta de Barros, por cerca de 3,5 km até fazermos o retorno um pouco antes do túnel. Esse início é bem tranquilo, só tendo um viaduto com uma pequena subida, mas que é compensada logo pela descida. Voltamos pelo mesmo caminho da ida, mas do outro lado e deu pra notar a grande quantidade de atletas participando. Legal que cruzei com vários amigos durante esse trecho. No início tudo é mais fácil e deu pra manter o pace próximo do que gostaria.

Passamos em frente ao Trapiche (ponto da largada) com cerca de 7 km (um terço da prova), e dessa vez seguimos no sentido da UFSC. Também num percurso de ida e volta. Meu ritmo caiu um pouquinho, e já começava a me preocupar com a segunda parte da prova, que aí exige mais da resistência do organismo e que tinha me derrubado da última vez.

Tinham muitos postos de hidratação, de 3 km em 3 km, e com água geladinha. Até a metade da prova me hidratei em todos os postos. O tempo estava fresquinho e o vento não estava tão forte. Por isso não sentia tanto aquela sensação de boca seca. Depois fui intercalando a hidratação nos postos seguintes.

Na ida pela Beira mar Norte, passei pela Aninha que já voltava da prova dos 5 km. Ela fez até uns registros da minha passagem. Me senti bem até o 12º km, quase chegando no Shopping Iguatemi. Pensei que fosse possível manter o ritmo até o final, mas aos poucos o rendimento foi caindo. Com medo de exagerar e sofrer no final aliviei no 13º km e no 14º km, onde foi feito o retorno.

No 15º km e 16º km consegui retomar o ritmo anterior e me animou, mas não durou muito tempo. As pernas começaram a pesar e o cansaço foi batendo mais forte. Menos mal que não quebrei o ritmo totalmente. Fui só reduzindo para poder chegar e não caminhar. Peguei uma garrafa de isotônico, e correndo só consegui beber metade. Apareceu em boa hora.

Do 17º km ao 20º km fui administrando a vontade de caminhar e a vontade de fazer pelo menos o sub 1h50min. Sabia que estava no limiar para conseguir e qualquer paradinha já escaparia. Faltando pouco mais de 1 km senti que daria e acelerei para não perder essa marca. Teve até sprint final. Não foi das melhores, mas nas atuais circunstâncias foi muito boa para mim, pra deixar mais confiante para as próximas.

Com um grande alívio de ter conseguido concluir a prova sem grande quebra de ritmo, cruzei a linha de chegada com o tempo líquido de 1h49min11s. Cheguei em melhores condições físicas que em Antônio Carlos e o tempo de conclusão consegui trazer para os meus patamares normais. Apesar do tempo alto gostei do meu desempenho. Agora é só treinar pra voltar a velha forma.

Depois de receber a medalha e me hidratar com copos de água e uma garrafa de isotônico fui de encontro a Aninha, que já tinha completado a sua prova de 5 km e carinhosamente me aguardava com uma deliciosa Coca-cola gelada. Ela já sabe dessa minha preferência. Isso para mim é um prêmio !!!

Tive que trocar a roupa rapidinho, pois estava até sentindo frio com a camiseta molhada. Tiramos algumas fotos e ficamos batendo um papo com os amigos. Também fiz uma foto para ser postada no Instagram e impressa na hora, usando a hashtag #havancorrebrasil. Ficou uma boa recordação.

(Foto: Ana Paula Marcon)

Tomei um cafezinho quentinho. E como estava me sentindo muito cansado pela prova e por ter acordado muito cedo (3 horas da manhã) fomos embora rapidinho. Acabei nem assistindo a premiação.

Gostei muito da organização com a estrutura bem adequada para receber a grande quantidade de atletas. Distância da meia maratona bem aferida. Pontos de hidratação suficientes e com água gelada. Diferenciação das medalhas pela distância. Horário da largada antecipado, melhor para correr nessa época do ano. Facilidade e comodidade em amplo espaço para retirar o kit no Shopping. E pra fechar com chave de ouro até o clima ajudou para quem buscava melhorar suas marcas (fresquinho e sem vento forte). Só não foi o meu caso, mas ano que vem voltamos à luta.

Percurso 2019 (21,14 km)
Kit da Meia Maratona Internacional de Florianópolis
Retirada do kit no Shopping Iguatemi
Antes da largada no canteiro da Beira mar Norte com a Aninha
Alguns amigos presentes na Meia Maratona Internacional de Florianópolis
Passagem sob a passarela ainda na ida
(Foto: Foco Radical)
Voltando pela Beira mar Norte
(Foto: Foco Radical)
Chegando aliviado. Tempo líquido: 1h49min11s
(Foto: Foco Radical)

Medalha e foto impressa com a hashtag #havancorrebrasil
Mais alguns amigos presentes na Meia Maratona Internacional de Florianópolis
Medalha da Meia Maratona 21 km. Diferenciada dos 5 km e 10 km.
Certificado da Meia Maratona Internacional de Florianópolis

Local: Trapiche - Beira mar norte - FLN/SC
Data: 24/11/2019
Horário: 6:00 Hs (6:09 hs)
Distância: 21,097 km (21,14 km)

Inscrição: R$ 67,50 (1º lote)
Kit: Sacolinha, camiseta, Revista Corre Brasil, um pacote amostra de massa 100g, um pacote de maçã desidratada 30g, um sachê de cappuccino 20g, número de peito e chip descartável. 

Tempo: 1h49min11s
Pace: 5:10 min/Km
Tênis: Saucony Kinvara 9

Colocação: 064 de 0125 (categoria 45-49 anos)
Colocação: 671 de 1281 (masculino)
Colocação: 512 de 2084 (geral)